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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 69DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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Treino de inteligência e velocidade - em 22/11/2018, 13:38

O solo que pisa, o ar que respira, os movimentos que seus membros repetem ao mover-me de um lugar ao outro, uma sincronia tão perfeita quanta a partitura de uma música. Tocada sem esforço pelo corpo de uma garota, sem ensaios ou treinos. O simples ato de caminhar denotava que ainda havia esperança. No mundo de sangue, o ódio é o que define seu poder. O caminho a ser escolhido não existe, o destino que lhe traga desde o nascimento, sem escolhas, propenso a seguir o ciclo.

Não hesitou. Seus dedos percorreram o tecido de suas roupas alisando-as, balançando o pó que antes estava preso nelas. Parada à sua frente estava ela, com um sobretudo negro que lhe escondia o corpo, mas não a face, que naquele instante lhe encarava. Os olhos dela seguiam os seus, refletiam o 'nada' e o vazio que tinha dentro de si. Lá estava ela, ainda parada em à sua frente.

Com um levantar de mãos e um rápido balançar dos dedos dela, entendeu que deveria segui-la. Tomou o outro lado como caminho, deixando-a olhar sua figura de trás, enquanto suas costas e o longo rabo-de-cavalo pudiam ser vistos agora. Segui-a para o mesmo rumo que sempre tomavam, como de costume era feito. E como sempre, nenhuma palavra fora dita, nem mesmo quando chegaram ao destino.

Adentraram o velho hospital abandonado, longe de tudo e ainda mais dos campos de treinamento. Mas era ali que ela fazia questão de a levar todas as semanas, para que aprendesse consigo. Você gostaria de pergunta-la o porquê, mas sabia que palavras não eram bem-vindas aos ouvidos da mulher, que nunca ela te responderia. Era por meios de cartas e palavras escritas que se entendiam, ou como pode dizer, sabia o que devia fazer de acordo com as ordens que ela dava.

Em meio àquele lugar, pararam em um dos quartos onde eram colocados os pacientes antigamente, mas que hoje não passava de mais um dos tantos que haviam sido queimados, com uma parede destruída dando visão do cômodo ao lado. Entretanto, uma cama nova podia ser vista ali, alinhada com uma coxa de flores que lembravam a árvore sakura, e ao lado desta estava uma escrivaninha, com uma carta acima de meia dúzia de livros. A mulher te deixou ali enquanto partia, esperando que você soubesse o que fazer.

Uma única palavra estava escrita na carta: Inteligência. Era simples, os livros haviam sido deixados para outro treinamento, um que não envolvia o uso de pesos ou do corpo propriamente dito, mas da mente que nele habita. Estudo do tempo, estudo da compreensão...etc, não importava o título deles, mas que você entendesse o que continham. Pegou o do topo, guardou a carta e iniciou a leitura, com apenas um lampião de luz para clarear o lugar, que tinha sido ordenado trazer por meio de outra carta que você havia recebido dois dias antes de se encontrarem, até chegar neste exato momento.

Algum tempo se passou. Dias depois, voltou a outro campo de treinamento, o lugar mostrou-se vazio e calmo. Esperava encontrar outras pessoas treinando por ali, como normalmente acontecia. Pelo jeito todos tinham tirado uma folga. Rise também achava que precisava tirar uma folga, este era o segundo treinamento que fazia em uma única semana, o que parecia ser um absurdo para alguém como ela, que preferia passar uma tarde inteira deitada em uma rede descansando ao invés de ficar correndo e suando num exaustivo treinamento, como o que estava para fazer.

O céu límpido e claro com o sol brilhando em puro ouro ao fundo, uma brisa amena e acolhedora junta do som acalmante do balançar e crepitar das folhas. Este era o cenário visto pelos olhos da garota, que alongava-se em uma sombra proporcionada pela árvore que estava encostada. Levantou uma das pernas até cola-la em um dos ombros, enquanto pendia para frente e sentia os músculos inferiores da perna se retorcerem com o movimento. O joelho estralou, as juntas sentiram o peso do corpo e rangeram um pouco. Sentido-se mais leve, Rise terminou de flexionar seus músculos e deu inicio a prática que tinha escolhido para fazer neste dia: correr e aumentar sua velocidade. Trazia consigo um pequeno objeto que marcava o tempo de suas voltas, apertava-o com uma das mãos ao disparar em sua primeira volta.  

No fim do caminho, apertou o aparelho novamente e ouviu o clique do temporizador marcar seus minutos. Em um percurso deveras pequeno, a garota havia levado um tempo enorme para percorre-lo, muito atrás de outros membros da vila e até mesmo pior do que algumas pessoas normais, que não eram ninjas ou sequer treinavam o corpo. Sentia-se estranhamente irritada, xingava-a mentalmente por não ter reparado nisto antes, como se apenas agora entendesse o porque de sempre ser deixada para trás pelos outros, como na academia ninja quando apostavam corridas. Impotente, pensou mais afundo em como deveria melhorar este ponto. Rise não é o que consideramos um gênio, longe disso. Ela é uma pessoa simples, que pensava não muito distante e que acabava se esquecendo do que lia ou ouvia pouco tempo após o fazer. Embora tenha ponderado por um longo tempo, acabou desistindo de encontrar uma solução infalível e rápida.

— Eu acho que devo focar no básico. É isso! — decidiu-se, pois não sabia realmente o que fazer para se tornar mais rápida.

E o tempo passou. Um, dois e até três dias. No quarto, após o que chamava de treinamento infernal acabar com suas últimas forças, caiu de costas no chão. Com a respiração pesada e entrecortada, a menina sentia os pulmões arderem e as panturrilhas doerem. Os pés pareciam pesar uma tonelada cada, sentia-se incapaz de até mesmo caminhar naquele instante. Entretanto, não demonstrava tristeza em seu rosto. Um sorriso cobria-lhe a face, de orelha a orelha. Estava feliz, de fato. O tempo marcado no temporizador, como chamava o pequeno timer, era duas vezes menor do que em sua primeira tentativa. Finalmente, podia ver o resultado de seus treinamentos. Uma sensação que nunca tinha sentido antes, pois nunca havia treinado por tanto tempo quanto nestes últimos dias, irradiava de seu corpo e aura.

— Parece que até mesmo eu consigo quando tento — disse, rindo para si mesma enquanto descansava deitada no solo

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Treino para conseguir 1 ponto em Inteligência e 1 ponto em velocidade. Ambos são aumentados em 1 ponto pelo mês de up.

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Re: Treino de inteligência e velocidade - em 22/11/2018, 14:02


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