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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Kaginimaru
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[Fillers] Contos de uma Alcoólatra Qualquer - Sex 16 Nov 2018 - 21:40

Reflexões Perdidas | Passado e Tempo — (01/10)


Mais velho com o passar do tempo
Mas velho demais pro passado
Eu penso em como tenho passado o tempo
E se eu penso demais o tempo tem passado


O medo mora ao lado

O sol refletia nas brechas da carruagem e iam de encontro direto com os olhos da jovem Pedoroso. Não se incomodava, sua mente estava tão distante que nem mesmo um tapa bem servido em qualquer parte do seu corpo conseguiria chamar sua atenção para o mundo real. Relembrava centenas de vezes a cena da sua espada indo de encontro com a cabeça dos seis guardas que faziam a vigilância da vila; lembrava-se do nome de cada um deles, todos estes frequentavam o bar Pedoroso. Por ironia do destino, dois ou três morreram para sua própria amada sem sequer saberem o motivo, assim como os outros — coisa que nem mesmo ela sabia.

O sangue que escorria pelo fino aço da lâmina empunhada chegava rapidamente em suas mãos, encharcando-as por completo assim como o seu rosto, vítima dos respingos efetuados no momento em que a lamínula fora retirada. Tamanha situação era no mínimo traumatizante, não apenas por conta da onda de assassinatos, mas a sensação de que sua família poderia já não estar mais entre os vivos era mais do que o suficiente para criar um nó extremamente consistente em sua garganta. A atendente simpática e sensual aclamada e adorada por todos os clientes era agora uma das responsáveis pela talvez maior crise que Iwagakure havia passado em todos os seus anos de existência. Quem diria que Yumi, uma simples alcoólatra, faria algo deste nível? Nem mesmo ela acreditava.

Uma semana antes disso a garota estava entusiasmada com toda essa nova experiência como Kunoichi, seu recém-adquirido cargo de Tokubetsu Jounin era motivo de orgulho próprio, estava cada vez mais próxima do alto escalão do vilarejo; significaria mais tempo próxima da sua grande amiga, a quem não gostava de incomodar, mas adorava a companhia. Parecia ser ontem o dia em que a ébria, em uma madrugada cinzenta e dolorosa, embebedava-se desenfreadamente no depósito de bebidas do bar visando se auto-induzir ao coma alcoólico para livrar-se de sua existência falha e tão criticada que não mais suportava. Como um anjo, aparecia Yamiko, aparentemente em uma situação semelhante, mas por conta de dúvidas e incertezas quanto ao futuro do vilarejo em suas mãos. Ambas beberam durante a noite inteira, Yumi acabou se controlando e o coma almejado acabou não sendo alcançado, o mais próximo foi o sono profundo em que ambas caíram, ali mesmo.

E nos dias atuais isso mudava, ali, naquela carruagem, a Ex-Tokujo estava com medo, com medo da sua melhor amiga. Não poderia culpa-la por tudo o que havia sido feito, o medo não derivava simplesmente da atitude repentina, a complexidade era infinitamente maior. A única Pedoroso restante estava amedrontada por saber que tinha grande culpa nisso tudo, caso o receio bobo de se aproximar não existisse, certamente a garota teria conseguido apoia-la neste momento difícil assim como apoiou anteriormente. Se a Ishikawa se injuriasse com isso em algum momento, certamente poderia matá-la em instantes, mas o seu medo não vinha da morte, era tão difícil entender seus sentimentos conturbados que nem a própria Yumi sabia o porquê de estar sentindo medo. Tudo já estava feito, não existia retorno, não existia perdão, não existia família, existia apenas a Yamiko, sua nova família.

A carruagem prosseguia o caminho por muito tempo, o sol ainda permanecia constantemente enviando diversos raios solares para os olhos da garota, era como se os astros trabalhassem para de alguma forma despertar aquele pobre coração confuso, parecia ser de propósito. Eram raros os momentos em que a garota não sentia anseio pelo álcool, durante toda a viagem sequer pensou em beber, sequer conseguia pensar, sua mente estava confusa ao ponto de simplesmente desligar e em diversos momentos não reproduzir nada. Nem mesmo a sua melhor amiga ao seu lado falando sozinha conseguia a abalar, era estranho, mas certamente ela estaria em uma situação de choque muito pior, infelizmente sua subordinada não possuía muita capacidade para consolá-la, mas tentava da sua melhor forma.

O abraço da amiga era semelhante aos que Yumi recebia da sua mãe, estranhamente bom. A vontade de nunca largar daqueles braços era mais do que imensa, mesmo sendo a alcoólatra a reconfortadora, ela que estava sendo reconfortada. —— Incrível... —— Sua mente religava, era a única palavra que se passava durante aquele curto espaço de tempo. Lágrimas tentavam escorrer mas a garota não poderia fraquejar neste instante, chorar significaria deixar sua amiga ainda pior, certamente se sentindo ainda mais culpada. Yumi segurava aquela vontade intensa de por tudo para fora com uma convicção gigantesca, intensificava a força presente no abraço para buscar ainda mais forças e não deixar uma única gota vazar dos seus olhos.

E finalmente a resposta para o medo chegava; Yumi estava com medo do futuro, com medo do que esperava-lhe. Sair da infeliz rotina diária que sempre costumava levar era mais do que um choque, a Pedoroso simplesmente não sabia o que fazer de agora em diante. Mesmo não demonstrando, trabalhar como atendente do bar e restaurante Pedoroso era mais do que uma paixão, era a única coisa que se fazia durante quase uma década inteira. Beber ainda era um vício, o que faria sem uma reposição fixa como a que tinha em seu bar? A garota literalmente teria que viver de bar em bar, não ficaria mais somente em um como de costume. Seu medo envolvia as crises que passava quando em abstinência da maldita substância que tanto amava e odiava ao mesmo tempo, largar o contato com o líquido significava ter suas emoções negativas a flor da pele.

A Ex-Tsuchikage sequer passava perto dentre esses medos, depois de todo esse pequeno trauma, medo da morte era o que menos se cogitava — se existisse mesmo alguma probabilidade da Nanadaime Tsuchikage pensar em feri-la. Se já havia tirado vidas, por que temeria perder a própria? Enganava-se ela por pensar que o desafeto pela vida vinha somente agora, depois de tantos assassinatos. Todos os pessimismos tinham como culpa a solidão e a bebida na pré-adolescência, Yumi não se importava com a sua vida a muito tempo atrás, não mais existia amor próprio.

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Re: [Fillers] Contos de uma Alcoólatra Qualquer - Sab 17 Nov 2018 - 2:33

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Re: [Fillers] Contos de uma Alcoólatra Qualquer - Sab 12 Jan 2019 - 21:39

Reflexões Perdidas | Sentimentos e Dores, Vícios Atemporais — (02/10)


I spend my days locked in a haze
Trying to forget you, babe
I fall back down
Gotta stay high all my life
To forget I'm missing you


A dor provocada pelos sentimentos dói muito mais do que qualquer dor

Depois de revirar-se muito durante a manhã inteira, finalmente despertava. —— Tá tudo... Embaçado? —— Yumi dizia um pouco surpresa no instante em que mesmo com os olhos abertos pouco se enxergava. Tudo em sua volta parecia fluir muito mais lento que o comum, seus reflexos estavam retardados, a verdade era que o tempo parecia simplesmente não passar. O ambiente em si era totalmente diferente do acostumado, a garota estava em um enorme quarto extremamente diferente de qualquer um que antes conhecera, repousava sobre uma grande cama de casal, nua — suas roupas estavam ocupadas demais fazendo uma trilha da porta do quarto até a cama para estarem vestidas em seu corpo. Era impossível não presumir o que havia acontecido, Yumi se lembrava de estar em uma festa na noite anterior, mas somente isso. —— Hmmp, não lembro de nada. —— Largava a observação ao ar, já que sua cabeça doía demais para tais palavras fluírem apenas como um pensamento.

E aquele mesmo vazio de sempre retornava, o buraco em seu coração tampava-se com a bebida, mas nunca era suficiente, o remendo desfazia-se facilmente, com o passar do tempo ele simplesmente "perdia a cola". A ébria estava desapontada consigo mesma, não se lembrava da melhor experiência que a vida proporcionava, muito menos com quem havia feito — a consideração era tanta que nem mesmo presente este individuo estava, era a consequência da segmentação de vida. Sempre era assim. Com todos.

Com certa dificuldade, Yumi levantava-se e recolhia suas roupas, vestindo-as o mais rápido possível. Não conhecia a casa e muito menos a quem pertencia, por isso, não poderia simplesmente sair pela porta da frente, era fato de que, no pior dos casos, poderia acabar colocando fim em uma família que sequer conhecia. A que preço? Trazer mais infelicidades para sua vida apenas pioraria ainda mais a autoestima decadente que assolava sua vida por toda a juventude até os tempos mais atuais.

A janela, sem dúvidas a clássica fuga pela janela era a melhor escolha. Caminharia até o parapeito e inclinaria-se sobre ele visando descobrir o quão alto estaria, logo notava-se que era por volta do quarto ou quinto andar da casa. —— Quanta riqueza... Como eu sou fútil... —— Desabafava aos ares, encantada com a altura, mas ao mesmo tempo ainda mais vazia internamente. Não era interesse monetário que a movia, sem dúvidas não era — dinheiro era algo que não faltava para a sua família. Mas as relações poderiam ter um preço estipulado? Não era necessário refletir muito ou se esforçar para recobrar algum fragmento da memória para saber como fora "conquistada"; algumas bebidas pagas certamente havia sido mais do que o suficiente para isso. Não era a primeira vez, nem a segunda e muito menos a última, triste caminho, triste libertinagem. A melancolia transpassada pela alcoólatra era contagiante, as nuvens choravam como jamais antes visto, uma tempestade passava a inundar toda a região adjacente, razão era o que não faltava, nem mesmo a pessoa mais fria do mundo seria capaz de aguentar o desabafo desesperado de um coração que almejava apenas a correspondência de um amor recíproco.

Em toda a adversidade do destino, a condição que gera mais infelicidade é o fato de se ter sido feliz, mas e quando a felicidade não passa de curtos minutos? A infelicidade simplesmente vem em dobro. O buraco criado talvez ainda possuísse uma cura, mas enquanto esta não chegava, restava apenas suprir com o que a distraía, ou ao menos a fizesse minimamente mais feliz por um curto período de tempo.

Pulou feito uma suicida — era inútil, os instintos básicos de uma Kunoichi não permitiam isso, além da altura que sequer passava perto da necessária para causar uma morte. Pousava com firmeza e diante do solo sendo arrebatada pelo contato com a água da chuva mantinha-se por alguns segundos, refletindo sobre a sua falsa existência. E agora? O que deveria ser feito? Viver, não, sobreviver, sobreviver era o que a Pedoroso Yumi fazia diariamente pelo simples fato de não ver mais um sentido em sua vida, restaria apenas continuar. Bastaria apenas algumas garrafas e uma outra noitada que este episódio se perderia em sua mente, afinal, nem mesmo sabia com quem havia dormido, como se manteria apreço a algo que talvez nem existisse? Era pedir demais, a garota presava pelo romantismo, mas na falta, contentava-se com apenas a satisfação grosseira provinda pelo prazer. Desilusão, a palavra que mais a descrevia nos últimos anos, embora não custasse sonhar.

Os respingos que fluíam por todo o seu corpo funcionavam como uma lavagem externa para a alma, não que fosse mudar a sua situação melancólica atual com aquele simples fenômeno da natureza, porém, era claro que a vida ainda possuía sentido, afinal, era bela, de certa forma. Poderia não ter um sentido neste exato momento, seria impossível pensar em um futuro sem sonhos, Yumi estava determinada, continuaria buscando um significado para a sua vida e quem sabe um amor maior e recíproco, onde os devaneios se tornassem total realidade.

Recompusera sua postura assim que se sentiu mais leve, como uma pena ao entorno de uma montanha, tudo isso era muito confuso, mas certamente sempre acabava acrescentando alguma lição em sua vida, seja ela positiva ou negativa, ambas sempre acabavam causando mudanças positivas. Daria uma última olhada na casa e, através das persianas semi-abertas, podia-se ver algumas crianças correndo e se divertindo, sem quaisquer preocupações. Como suspeitava, de fato era uma família. Mesmo que fosse triste, Yumi não julgaria ninguém, muito menos interromperia na vida deles, o que significava uma noite se não uma noite? O importante era apenas não voltar sozinho(a) para casa, não se importando com quem fosse, a pessoa mais interessante que chegasse primeiro sempre acabava ganhando, uma ótima vitória, por sinal.

Voltando para a realidade, Yumi partiria dali o mais rápido que conseguia, sem rumo. Sua vida voltaria a monótonidade que sempre fora, nada de diferente se registraria e o ciclo, em questão de dias, voltaria a se fazer, repetindo-se incontáveis vezes os mesmos tapa-buracos que preenchiam o seu vazio profundo. Bebidas e Sexo.

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Re: [Fillers] Contos de uma Alcoólatra Qualquer - Sab 12 Jan 2019 - 23:32

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Re: [Fillers] Contos de uma Alcoólatra Qualquer - Sab 19 Jan 2019 - 23:07

Reflexões Perdidas | Amadurecimento — (03/10)


Eu tô vendo tudo slowmo
Tá tudo embaçado
Nada eu tô enxergando
O tempo não tá passando


O sonho ainda persiste

Em meio ao nada, Yumi caminhava confusa, mais uma vez extremamente alcoolizada, como de costume. Uzushiogakure era de fato muito diferente de Iwagakure, não somente nas tradições e derivados, mas as pessoas em si, a grande maioria era extremamente desligada do mundo real, pouco se importavam com o dia seguinte, assim como a própria Pedoroso em seus dias de juventude. Hoje em dia ela acabava por ser completamente o inverso, diversas preocupações surgiram em sua vida durante esse meio tempo, além do fato de que, aos poucos, um certo apreço era desenvolvido por sua vida, certamente agora era uma mulher egoísta que sempre faria o máximo para proteger aos seus interesses, assim como o verdadeiro povo da vila da Pedra... Era a famosa vontade da Pedra despertando em seu interior.

O dia estava ensolarado como nunca, mas isso não impedia que o tráfego comum de transeuntes fluísse como de costume, na verdade, os fluxo estava muito maior do que o acostumado. Era difícil para uma bêbada caminhar em meio à tanta gente, sendo inevitável esbarrar em alguém a cada passo que se dava. Suas roupas chamavam atenção, inacreditável como um malfeitora parcialmente famosa vivia nesta situação, a verdade era que nem ela mesma se conhecia o suficiente para explicar isso. Yumi apenas vivia.

O sol escaldante não perdoava ninguém, a pele da alcoólatra ardia tanto quanto queimaduras diretas. —— Sol do demônio... —— Dizia com certa raiva e indignação, afinal, era impossível continuar, teria de encontrar um local arejado e com uma boa proteção dos raios solares para descansar e, quem sabe, beber ou comer algo. Olhando ao redor, o local perfeito parecia ser encontrado; uma pequena quitanda com cobertura anunciava através de diversos e imensos banners o título de criadores da melhor cerveja artesanal do mundo. Apenas lendo sobre, com certa dificuldade devido à sua visão turva, Yumi se animava por completo, o fato de estar completamente bêbada sequer importava, precisava experimentar aquilo nem que fosse a última coisa que faria em sua vida.

O estabelecimento ficava em sua direita, e logo de cara a primeira problemática surgia; teria de mudar a sua rota e, consequentemente, esbarrar em mais dezenas de pessoas, era inevitável. Totalmente desassustada, a garota simplesmente deixaria o vento a levar, interrompendo o caminhar de diversas pessoas. Algumas apenas olhavam feio, outros sentiam dó, mas os mais nervosos a xingavam, assim como um outro bêbado que a chamava para brigar. O pedido era cômico, Yumi, uma antiga exímia adepta ao Taijutsu bêbado simplesmente desferia um chute que arremessava o corajoso embriagado por muitos metros dali, chamando atenção de todos que estavam pela região. —— O que foi? Ele que pediu! —— Balbuciava no instante em que visualizava o fato de estar sendo o centro das atenções neste instante.

Não se daria muita importância a isso, simplesmente seguiria em direção ao local alvo desde o início, ainda mais ansiosa para experimentar da tal melhor cerveja do mundo. Somente alguns poucos passos eram necessários para completar o caminho totalmente, logo na entrada o sol cessava, a fachada em alto relevo era suficiente para criar grandes sombras para todos os clientes, um plus imenso para dias como este — o bar estar cheio não era para menos. Era difícil até mesmo encontrar algum assento livre, a quantidade imensa de consumidores fazia do ambiente muito mais cheio do que nas ruas.

Yumi então, desinquieta, ia em direção ao balcão onde faria seu pedido rápida e pessoalmente com o(a) primeiro(a) atendente que fosse avistado. —— Quero uma garrafa da tal melhor cerveja artesanal do mundo —— Pedia de forma breve, recebendo uma em questão de segundos. Existia um grande depósito ali mesmo no balcão onde todas mantinham-se geladas e prontas para o consumo de qualquer um. Entusiasmada e pronta para beber, a ébria dava as costas ao balcão e partiria rumo à uma mesa que agora estava livre, mas neste meio tempo em que virava-se, trombou, por infortúnio do destino, com um homem que estava passando próximo, ocasionando na queda e quebramento da garrafa. —— Porra! Olha por onde anda, idiota! —— Dizia, no calor do momento, em tom alto o suficiente para que toda a loja ouvisse, mesmo não sendo a sua intenção. O rapaz não sabia onde esconder o seu rosto, como uma testemunha da punição ao bêbado minutos antes, era óbvio que tomaria uma surra se não agisse de maneira cautelosa e compreensiva.

Yumi, por mais que parecesse uma ogra insensível, odiava agir assim. —— Desculpa... Não foi culpa sua. —— Restituía-se levemente arrependida quanto às suas atitudes. A situação piorava ainda mais para o homem, visualizava agora a bela morena com um extenso semblante de tristeza, mas nada poderia ser feito por sua autoria, a timidez o impedia de agir naturalmente. A única escapatória que viu neste instante foi correr, correr como se não houvesse amanhã e sem olhar para trás. Mesmo sendo uma atitude estranha, a mulher sorria levemente com aquilo, lembrava-se de certas situações semelhantes e sabia exatamente o que havia se passado, mesmo estando bêbada.

Com um pequeno suspiro, retornava ao atendente onde pediria por mais uma bebida. —— Viram o que aconteceu certo? Eu não bati nele! —— Gargalhava enquanto dizia isso. Pois bem, vou querer outra, isso aqui paga? —— Continuava sorridente, deixando uma quantia gorda, e muito mais superior comparada ao valor das duas garrafas, no balcão. O responsável por tomar conta do local sequer reclamava do valor alto, apenas a servia com um imenso prazer, aquela quantia certamente o daria alguns dias de folgas longas e tranquilas.

Depois de um pequeno instante, Yumi estava experimentado do líquido tão aclamado; um gole, dois goles... Três goles. Movimenta a língua de maneira travessa para estimular mais o seu paladar, algo muito estranho estava acontecendo e simplesmente parecia não ser real. —— Como isso é possível? —— Proferia extremamente confusa, deixando também o atendente da mesma forma. —— Isso é... H-o-r-r-í-v-e-l! Como podem intitular uma porcaria dessas como melhor do mundo? Eu já fiz melhores no meu depósito... Que droga. —— Dava o seu parecer quanto a experiência, retirando-se do local sem causar mais alarde do que já havia causado, extremamente insatisfeita com o que havia provado.

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Re: [Fillers] Contos de uma Alcoólatra Qualquer - Dom 20 Jan 2019 - 1:47

Nós estamos todos bêbados
Bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados
Dêem o fora daqui

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Re: [Fillers] Contos de uma Alcoólatra Qualquer -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.