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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[My Favorite Sin] - 13/11/2018, 11:38


DIA PREGUIÇOSO
Tão problemático.
A cabeça latejava como se demônios tivessem atravessado a madrugada numa bacanal com seus neurônios. Sem piedade, e com alguma dose de sadomasoquismo. Porque era mesmo bem conveniente ser um jovem Hyuga não acostumado com bebidas, e resolveu desafiar a si mesmo. Porém, acordar com aquela ressaca infernal por conta de umas doses a mais de sakê mostrou que não podia ter tido uma decisão pior. Fosse um adolescente normal e tudo estaria em seu lugar... Mas, modéstia à parte, com o seu nível de experiência? Devia mesmo era ter ficado sem experimentar tal coisa em idade tão tenra.

Outro rompante intenso de batidas na porta o lembrou de súbito por que ele havia acordado. Àquela hora da manhã, logo no seu dia de folga? "Isso não vai sair barato..." A ameaça trespassou sua cabeça dolorida. Com os pés empurrou o fino tecido que cobria seu corpo e se sentou na cama, os movimentos lesados, a visão meio tortuosa. Apalpou o chão às cegas, procurando a garrafa d'água que tinha colocado ao lado da cama, quando novamente o som de batida estilhaçou em seus ouvidos ainda excessivamente sensíveis por conta da ressaca. Diabo... Murmurou, gritando em seguida. Já vai!

Com a garrafa bem segura na mão, cambaleou até a porta num andar preguiçoso, para recepcionar a alma penada que vinha cobrar o resto do seu ânimo de vida. Sua feição, carregada de um esgar emburrado, de criança a que se tinha tomado uma guloseima saborosa, desfez-se instantaneamente ao se ver frente uma Angel ofegante, o semblante demasiado sério. Ela era uma das poucas pessoas do clã Hyuuga por quem Ash nutria apreço. Atrás dela, outra garota, mais nova, fitava-o com impostura, os olhos negros recendendo a qualquer coisa de ameaçador. Precisamos de sua ajuda, Ash. Disse a Hyuuga, urgência em sua voz. Tentei pensar em outras alternativas, mas não tem. Me desculpa, mas não tem… O garoto de madeixas azuis suspirou. Não tinha a menor ideia do que se tratava, mas as desculpas eram uma alusão demasiadamente descarada. Convidou-as para entrar. Ia ouvir.

Três dedos tamborilando sobre a mesa - anelar, médio, indicador, anelar, médio, indicador -, o compasso frenético, às vezes se rompendo apenas por um segundo para prosseguir com mais força depois, quase raivoso, quase punhalada. O corpo lasso sentado na poltrona, os membros diligentemente desalinhados. A cabeça caía sobre um punho permitindo que os dedos brincassem de enrolar os fios do cabelo azul esbranquiçado. O outro braço se distendia largado sobre a mesa à sua frente. Os três dedos galopando. A paciência do garoto já havia se esgotado fazia alguns minutos. Seu olhar frouxo e opaco mirava com preguiça os homens velhos diante de si. Era, na realidade, e sem dissimulação, uma atitude, uma explicitação intencional de impaciência. Do quanto aquelas figuras o enervavam profundamente. Ash nunca foi criatura de meias palavras. E quando se tratava do grande panteão da casa Hyuuga, a situação tinha sempre uma inescapável conotação pessoal.

De início, Ash resistiu a se envolver naquela história, que com ele nada tinha a ver. Passara toda sua vida restringindo ao mais imprescindível seu contato com o clã, e arranhava bastante seu ego ter que abrir mão dessa distância laboriosamente construída em função de um rapaz desconhecido. Mas a mulher fora incisiva: caso ninguém interviesse, o garoto, ”Kamus o nome?”, estaria em séria enrascada. Sem levantar o menor sinal de suspeita, o pequeno tinha simplesmente empacotado suas coisas e fugido da vila em direção ao País do Rio, motivado por uma carta misteriosa. Seu descuido e displicência tinha sido seu sucesso. A imagem, aliás, divertia Ash à beça. Durante seus poucos anos de aventura, frustrado até o último fio de nervos com a vida em Kumo, ele tinha passado meses planejando sua própria fuga para um paraíso da preguiça, onde ficaria a comer e dormir sem preocupações e expectativa dos Hyugas sobre ele, um erro sem precedentes que gerou apenas mais conflitos e tristezas para si. Já o outro tinha apenas se deslocado confortavelmente pelo portão da vila, sem o menor preparo prévio. Tinha que admitir, o garoto devia ter lá o seu charme. Mas sua situação diante do clã era delicadíssima: caso Ash demonstrasse não poder colocar o problema sob controle, se não garantisse a segurança do rapaz - e do seu byakugan, o real problema daquele drama que poderia resultar em tragédia - os anciãos consideravam ativar o selo maldito que mataria o garoto e destruiria o doujutsu.

A sorte era que Hyuuga Ash sabia que um antigo colega de missões e academia que provou ser um prodígio e atingira a graduação de tokubetsu jonin em idade tão baixa, Ikuza, estava peregrinando pelas redondezas fronteiriças entre o País do Fogo e o País do Vento. Por isso, na mesma manhã em que Angel e Inori, a amiga íntima do garoto, o convenceram a ajudar, ele enviou um falcão pedindo a Ikuza que encontrasse e cuidasse do pequeno enquanto ele próprio não o alcançava. Depois de longa e exaustiva discussão com o conselho do clã Hyuuga, eles decidiram aguardar antes de tomar qualquer atitude precipitada, na esperança de que Ikuza enviasse boas notícias.

[...]

O aviário de Kumo parecia um projeto de monastério quando o rasante do falcão cortou o silêncio fúnebre do lugar. O grupo de homens velhos do clã Hyuuga se agitou, as rugas dos olhos alvos se retraindo sob o balançar dos cabelos longos e grisalhos. Ash se levantou, agradecendo o fim daquela inércia excruciante. Acariciou o pescoço da ave enquanto ela espreguiçava as asas, já pousada no poleiro. Retirou um pequeno pergaminho incrustado num acessório às suas costas e o abriu ali mesmo.

Encontrei o garoto. Fiz com que ele decidisse me acompanhar sem provocar demasiadas suspeitas.
Estamos a caminho das ruínas de Suna, onde por hora tudo ficará mais seguro.
Ass.: Ikuza.

Leu a carta em voz audível e virou-se para a mesa atrás de si, onde se sentavam num silêncio rígido os conselheiros do clã Hyuuga. O que diria àqueles rostos sisudos? Sabia que naquele instante uma palavra errada poderia significar a vida do garoto. Não havia nada garantido. A decisão de Ikuza de ir diretamente para as ruínas indicava a existência de alguma ameaça que ele, sábio, preferira calar na carta.

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É uma história em duas partes, semana que vem termino.

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Re: [My Favorite Sin] - 13/11/2018, 11:44

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Re: [My Favorite Sin] - 16/11/2018, 11:27


DIA PREGUIÇOSO
Tão problemático.
O único sentimento que aqueles homens idosos deviam nutrir era um misto de ódio e menosprezo absoluto pelo garoto bastardo, cuja atitude estava a estorvar a organização de seus mundos. Além disso, o despeito engendrado naquela fuga repentina fustigava o orgulho do clã, e isso se manifestava numa reação nada barulhenta - embora meticulosamente violenta em seu silêncio - de desvalorizar a vida do outro. E estava mesmo devidamente legislada, perante o próprio clã e as políticas de Kumo, a autoridade e o controle absoluto que aqueles velhos tinham sobre a vida e a morte em um caso como o do Kamus.

Ash percebeu, num fremir de seu peito, que a situação do menino era incontáveis vezes mais delicada do que a sua, à época da sua própria tentativa de fuga. Embora tivesse uma personalidade pouco admirada no interior do clã, ele nunca se viu afastado de seu conforto de pertencer à família principal do clã Hyuga, e desde cedo conquistara respeito por sua habilidade invejável, mesmo sendo tão preguiçoso e rejeitando os incentivos e reprimendas de seu pai por não se empenhar tanto no futuro, tornando-se indiferente as aspirações e expectativas do clã sobre ele. Tudo isso alavancava o modo como sua vida era considerada e ponderada. Kamus, por outro lado, não desfrutava de nenhuma dessas condições. Era tanto um bastardo no sentido mais forte do termo, pertencente à camada menos relevante da família secundária, quanto um portador do byakugan de sangue não meramente "impuro", mas irrastreável. Sua vida era insignificante para eles. Não havia porquê colocar a linhagem em risco em favor dela. Os valores ali eram claros. E no entanto Hyuga Ash tinha suas próprias armas.

Os senhores conhecem bem a minha história neste clã — foi quase um ralhar. Espalmou a mão direita sobre a mesa, com impostura, antes que eles pudessem tomar a palavra. — Sabem do sofrimento que passei por causa da minha própria imaturidade e impertinência, além da minha falta de vontade extrema em fazer qualquer coisa, e acredito que essa característica perdurará para sempre. Sabem da humilhação que continua a impedir a reconciliação de Angel, e de certa forma, a minha com o clã, mesmo tanto tempo depois... — pausou por um segundo, se contendo para que sua fala não explodisse em sarcasmo. — Pois esta é a minha chance de redenção. Deixem que eu resgate este garoto e mostre a ele o lugar onde sua reverência deve repousar. Deixem que a minha experiência pródiga ilumine esta geração. — Os velhos começaram a balbuciar entre si, as faces intensamente confusas. Ash não aguardou eles se organizarem; queria colocar de vez todas as suas cartas na mesa e acabar com aquela firula exasperante. — Eu tenho uma coleção de amigos jonins que se sentiriam honrados em me acompanhar em cada detalhe desta missão — o tom indiferente continha qualquer coisa de provocante que fisgou uma hesitação na contenda dos Hyugas. 
O garoto recolheu sua voz e aguardou a decisão tentando esconder sua ansiedade. A resposta não demorou a ser tomada: "tendo em vista a contingência de interesses que atravessavam a situação, parece ser pertinente permitir esse resgate". Uma baboseira assim. Ash expirou uma dose enorme da tensão que carregava seu corpo, o alívio fazendo seus ombros cederem ao peso que ele tinha se imposto.

Obrigado por serem tão prestativos em considerar a vida deste garoto — disse num esgar de reverência, louco para retirar-se daquele lugar. — A partir de agora, a situação dele está sob a minha responsabilidade. O mancebo de madeixas azuis era também criatura de meias palavras, fique bem dito. Ao ganhar a responsabilidade para lidar com o assunto, outro problema foi encontrado. Mesmo conhecendo e tendo alguns amigos graduados e considerados ninjas excepcionais, não havia muitas ações para Ash tomar. Sair da vila e ir até as ruínas de Suna não seria tão fácil como deixou transparecer em suas palavras minutos antes, autorização para sair de Kumogakure portador de um byakugan sem selo, só seria possível com um grande grupo em suas costas o protegendo, não tinha tal suporte. [...] A "missão de resgate" demorou muito mais tempo do esperado, Ash conseguiu reunir três jonins e partiram para o deserto escaldante, mas sendo um gênio da geração júnior, seus atributos não se aproximam dos seus companheiros de missão atrasando o avanço do grupo. A carta de Ikuza o deixou preocupado, não retornando de imediato para Kumo só revelou o fato do jonin e o hyuga em fuga estavam enfrentando problemas difíceis. 

Recordo do tempo de academia passado com alguns daqueles jonin que o acompanhavam agora e de Ikuza. A ascensão de seu amigo foi meteórica, e um grande motivo de comparação e punições dadas a Ash por seu pai. Ao contrário de muitos outros, o jovem Hyuga não tinha rancor ou inveja, apenas alegria por ter um amigo tão dedicado e que alcançou seu objetivo. O preguiçoso não tinha aquela vontade ou objetivo, porém, se alegrava ao ver os seus atingindo patamares elevados. Uma onda nostálgica se abateu sobre o garoto, ficando mais para trás ainda do trio de jonins. Hirukei parou e olhou com atenção para ele, tinha vontade de repreender o retardatário, mas o olhar em seu rosto era igual a de Ash, nostalgia e urgência, os três cresceram e estudaram juntos na academia, sabendo bem das capacidades de seus amigos, compreendo o tamanho do perigo que enfrentam.

"Não era isso que queríamos, mas estávamos preparado.' A voz fria penetrou como adagas gélidas nos ouvidos de Ash, a visão dos corpos sem vida e destroçados não saía de sua mente. As mãos, rosto e roupas sujas não o incomodava, parado na frente das duas lápides improvisadas. Hirukei estava parado sobre um monte a 50 metros do trio, contemplando o nada. Quando chegaram próximos ao local marcado na carta de Ikuza, o céu estava negro com tantos pássaros, o prelúdio de uma desgraça, quando conseguiram ver a área com clareza, encontraram os corpos de Ikuza e Kamus. As orbes vazias do garoto hyuga mostrou que o selo da família principal funcionou e destruiu os olhos brancos antes mesmo de serem removidos, cumprindo sua função. Um único e limpo corte abriu a garganta do garoto enquanto o corpo de Ikuza possuía muitos ferimentos, uma batalha intensa deveria ter ocorrido. — Me desculpe Ikuza. — Palavras simples, mas o significado em seu coração é bem maior. Ash, apesar da pouca idade, entendia como o mundo ninja funciona e não acreditava ser o responsável pela morte do amigo, ele escolheu sabendo da periculosidade, porém, o fim não agradou nenhum deles.


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Re: [My Favorite Sin] - 18/11/2018, 14:05


DIA PREGUIÇOSO
Tão problemático.
Porque um beijo não faz a medida de todas as coisas. Um punho fechado, por outro lado, põe sempre um lastro naquilo que se faz, de partida, imensurável. E Hyuga Ash era mesmo da raça dos que ponderam a vida nos nós dos dedos. Não tinha piedade pelas próprias dores, não fazia economia com os próprios prazeres. O medo era apenas um fissura longínqua na ideia que tinha de mundo.

O garoto preguiçoso e de olhos sem cor era filho das ruelas e guetos de Kumo, isso quando não estava dormindo em casa. Um fato deveras interessante, o mancebo de madeixas azuladas com tons esbranquiçados gostava de relaxar e ficar à toa em diferentes lugares, essa é sua definição de deixar os problemas para trás. Foi educado pelo desprezo por sua preguiça e falta de vontade para galgar os postos mais altos na família, em primeiro lugar. Levou muita porrada até aprender a árdua malandragem do corpo - até se tornar temido como o demônio das mãos ladinas entre os feirantes, ou como a criatura de punhos ferozes entre as crianças com quem disputava lugar. E não deixou que houvesse sossego por onde passava. Lançada nessa realidade, ele atravessou a infância e parte da puberdade em ímpeto predatório, selvático, se fartando nas pequenas devassidões e libertinagens que só encontram habitação nessas regiões menos controladas do universo urbano. 

Tinha por volta dos dez anos quando foi recolhida pelas autoridades da vila e devidamente entregue aos cuidados de seu pai. Não só a surra e sermões que levou do progenitor o fizeram se tornar mais arredio em relação ao clã, mas a tomada de consciência sobre suas habilidades, chamaram demasiada atenção sobre ele. Preguiçoso e indomesticado, ele resistiu com todas as suas forças a ser assimilado; tentou escapar incontáveis vezes, e só desistiu da fuga quando percebeu, nos olhares de desprezo lançados por seus "ex-amigos" de gueto, que ele não era mais bem vinda nas ruas. Mas ainda assim, nunca entregou sua pertença ao clã Hyuga; nunca vestiu seus trajes, nem assumiu sua identidade sem uma dose pesada de desconfiança. Era áspero, intratável. Não era pedra que se roesse.

Embora fosse desinibido e não tivesse dificuldade para se relacionar com quem quer que fosse, eram verdadeiramente raras as pessoas com quem ele mantinha contatos duradouros. Ikuza era um dos únicos que saltava à mente sem hesitar, se conheceram durante o período da academia ninja, tornando-se melhores amigos. Lembrava-se ainda do dia em que travara o primeiro contato com ele, há anos. Tinha furtado-o. A ironia era boa demais e, mesmo tanto tempo depois, não se arrependia nem por um milímetro; ao contrário, era-lhe quase um orgulho. Uma amizade surgida nessas condições tinha uma dignidade impagável, com toda a força do termo.

Só agora, com seus treze anos recentemente completados, é que começava a dar sinais de que o amadurecimento imputava algum tipo de comedimento em suas impulsões. Aprendera, afinal, observando a vida de seu amigo, que às vezes uma postura um tanto mais cautelosa dava sempre para provocar mais efeitos, dependendo do substrato social com que se estava lidando. Porque lidar com os moleques da rua ou da academia era, em todo caso, muito diferente de lidar com o universo que se abriu a ele desde que foi inserida na esfera das tradições tribais, familiares e sociais. 

Mas a vida, afinal, é sempre mais do que essas coisas. Ele sabia muito bem. Do topo de um edifício, sentado na quina do telhado, virado para a cena que se desenrolava lá embaixo, Ash sabia. Tinha consciência. Corpos impronunciáveis, tudo isso que acontece na vida mas não se encontra em palavras. A feição distante dava a impressão de que estava a diluir seus pensamentos no horizonte da vila, mas, com efeito, ele prestava cuidadosa atenção num ponto fixo: o campo de treinamento atrás da academia ninja, onde seu amigo estava a treinar pela primeira vez na vida. Em pé, ao seu lado, Keiko explicava a situação. Era uma jovem veterana e sensata, que tinha plena consciência da condição delicada de Ikuza, mas foi frustrada em sua primeira tentativa de ajudar o garoto a se "enturmar". Por trás do corpo inclinado do jovem Hyuga, espiando o diferente e chamativo azul esbranquiçado de seu cabelo desorganizado, ele falava continuamente — Tive sorte de te encontrar. Desde o início do treino eu pressenti que eles iam tentar pregar uma peça no Ikuza. É o calouro desajustado da academia, é claro que precisava ser batizado. Mas o garoto também não colabora, viu. Ele me atacou, eu perdi a cabeça, e agora estou aqui, expulsa do treino, do jeitinho que eles queriam. — Parou por um instante, fitando com raiva o grupo de ninjas que treinava lá embaixo.  Fique atento, vai dar algo errado com toda certeza. Se não intervirmos, é bem capaz de eles ferirem bastante o teu amigo.

Rhina sabia disso desde o dia anterior. Era óbvio, até. Viera por precaução, mesmo sem avisar ao Ikuza. 

Sabia, e seria impiedosa.

Um odor delicado pinica o nariz e o faz piscar. Na mente, as imagens vagas dos ataques de taijutsu que lhe picaram o corpo e da explosão de fogo que surgiu por cima de tudo. Apesar de tonto, ele sabia do que se tratava. — Afinal, as flores... [...] — Kamus, seu desgraçado filho duma... — era Rhina. O genjutsu tomou conta de toda a área atrás da academia, levando as pessoas a cair em um sono profundo. Ikuza não queria acreditar no ataque de uma amiga, lutando para manter a consciência enquanto se virava, seus olhos sonolentos procurava por qualquer individuo estranho. Caindo de joelhos, no último momento olhou para cima e encontrou a silhueta de duas pessoas no alto de um prédio. Sua visão não é tão aguçada para discernir com certeza, mas não precisaria ser um gênio. — Seus malditos, não tinham direito. — Praguejou segundos antes da inconsciência lhe bater. 


Do alto a dupla observava o final pré-estabelecido em sua estratégia. Sabiam a rejeição que sofriam na academia por parte dos outros alunos e o convite para treinar recebido por Ikuza só possuía um significado. O corpo de Ash piscou, desaparecendo do alto do edifício. Demorou um pouco de tempo para surgir ao lado de seu amigo, pegando o corpo desacordado e indo embora sem prestar atenção alguma aos outros.


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Re: [My Favorite Sin] - 18/11/2018, 21:32

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Re: [My Favorite Sin] - 22/11/2018, 09:36


DIA PREGUIÇOSO
Tão problemático.
Não que o garoto fosse um estrangeiro absolutamente sem pudor, mas tinha mesmo pouca afeição por mascarar seus impulsos curiosos. Percorria caminhos ao léu, procurando com ânsia os cantos onde a tênue luz do sol já pudesse ter colocado à baila as primeiras agitações humanas do país do ferro. Os olhos surgiam num fino fio branco por entre as pálpebras fortemente semicerradas, arrastando-se, indomáveis, sobre cada pessoa que avistava. Nas curvas dos tecidos enrodilhando os corpos alheios, um desejo dínamo de vislumbrar os mistérios segredados por cada turbante. Uma margem, uma minúscula fissura no desencontro dos panos, suplicava seus olhos. O byakugan hermeticamente desativado para velar as réstias do acaso e não profanar a visão fortuita.

Ash já estava em Kuni desde a tarde do dia anterior. De lá para cá, envolveu-se numa missão na qual ele e Senshou resgataram pessoas encurraladas por chamas que se alastraram num edifício de porte médio. Exausto da longa viagem, acabou decidindo com Senshou e Asta, o sensei responsável pelos dois gennin, que tiraria um dia de descanso para conhecer o país do ferro. Acordou cedo e se pôs sozinho às ruas, atento ao despertar de Kuni. Assistiu às pessoas brotarem pouco a pouco nas vielas enquanto o morno calor do sol se espalhava vagarosamente. Era um calor manso, ainda a ameaçar descortinar o manto gélido derramado pela noite. Ash desconhecia como funcionava a relação dos samurais com as reações climáticas da região, mas logo percebeu que, nesse horário, o ar seco e frio carregado de areia era insuportável aos seu olhos sensíveis e acostumados com o ar límpido de Kumo. Incomodado dessa maneira, não aguentou muito tempo até entrar no primeiro abrigo que avistou - uma peculiar barraca de madeira, revestida por um pano grosso que resistia firmemente contra a agitação frenética da fraca tempestade matinal.

Um silêncio constrangedor o recebeu no interior do recinto, rompido apenas pelo farfalhar de alguns objetos se arrastando. Com a vista bastante embaçada, o Hyuga fechou os olhos e afagou as pálpebras com os dedos, limpando-as das migalhas de areia. Inspirou com prazer o ar limpo antes de libertar seus olhos do casulo escuro. O cenário que se abriu para ele dentro da barraca tomou-o desprevenido - do teto da construção e ao longo de várias estantes verticais e horizontais escorriam uma miríade de adereços corporais, instrumentos musicais e outros objetos de enfeite e lazer. Uma ideia bombardeou-lhe de imediato. 'Preciso levar algo de Kuni que me recorde esta viagem.'
Um pigarro grave às costas do rapaz desmantelou seu deslumbramento. No susto, seus pelos se eriçarem, e ele se lembrou que tinha acabado de entrar num lugar desconhecido e sem pedir permissão para quem quer que o ocupasse. Virou-se em direção ao som, e viu que às suas costas se desdobrava um outro espaço - sobre tambores e tocos de madeiras, um grupo de pessoas trajando roupas coloridas e rendadas, cada qual segurando um instrumento musical diferente. Alguns olhavam para o intruso com um risinho divertido, como se debochando de sua inocência; outros, com expressão enfezada, irritados pela intromissão. — Bom dia, rapaz. — cumprimentou a voz rouca de um idoso, este recostado numa bancada atrás do grupo de instrumentistas. Um meio sorriso sobressaltava suas diversas rugas.

Bom dia  respondeu Ash, tentando esboçar uma confiança que ele de fato já não tinha. 'Isto é um grupo de músicos, uma loja, ou o quê?', perguntava-se, bastante confuso. Mas não deu o braço a torcer, e agiu como se tivesse plena consciência do que estava a fazer. — Vou bisbilhotar os itens... — O velho assentiu, desviando sua atenção do garoto e passando a dialogar com o grupo de músicos. Mas seus olhos, o garoto Hyuga percebeu, continuaram ariscos, prontos a captar qualquer movimento em falso do estrangeiro. Engolindo em seco pela postura do velho, o mancebo de madeixas azuladas começou a rondar por entre as estantes no interior da barraca. 'Talvez é melhor eu realmente comprar algum item daqui, ou sabe-se lá que tipo de situação terei de enfrentar na saída.' Não demorou para que se fixasse numa bela flauta transversal feita de liga metálica disposta num tablado de madeira. O constrangimento do momento foi varrido de sua mente, que caiu absorta em lembranças. Fitou a flauta sedento. 'Faz três, quatro anos que não toco numa dessas? Mais, talvez...' Embora ele tivesse partilhado momentos agradáveis de sua vida com um instrumento daquele no passado, a lembrança quase não lhe ocorria mais.
Um braço ornado de pulseiras de couro cortou o ar rente ao corpo do preguiçoso menino. O quase roçar das peles provocou um pequeno choque que eletrificou o olhar absorto do rapaz. Longos dedos se estenderam para apanhar o corpo fino da flauta. Levou-a aos lábios e abriu uma expressão de deleite ao toque frio do metal em sua boca. O homem tinha uma feição jovial que contrastava com sua tez pálida marcada por rastros de insolação. O cabelo escuro, cortado rente ao couro cabeludo, era atravessando por uma longa cicatriz que se delineava na lateral do topo de sua cabeça. A figura exótica ainda degustava o sabor do ferro quando virou seu sorriso a Ash. Seu olhar astuto fisgou uma contração nos nervos do garoto.

Quer experimentar?  ofereceu, estendendo a flauta rumo a um jovem gennin estático. Na expressão divertida do homem espreitava ainda o traço contido de qualquer coisa entre o interesse e o desejo. — Já vi Hyugas fazendo muitas coisas, mas me encantar com música seria inédito.

Ah, desculpa, eu... preciso ir... treinar  disse um Ash envergonhado, corado, evasivo, respondendo nervosamente o que primeiro lhe veio à mente. Não sabia ainda definir por quê, mas qualquer coisa na fala e no gesto do outro fez aflorar no jovem Hyuga um sentimento novo, que o deixou estranhamente conturbado. — Ora, então temos uma negociação completa — contornou o outro com habilidade. — Me mostra a tua música, e eu te apresento taijutsu de verdade — desafiou. O acordo foi tentador para um garoto nascido e criado no meio de artes marciais, porém, um estrangeiro podia agir tão desenfreado em um país desconhecido?


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Re: [My Favorite Sin] - 22/11/2018, 14:01

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Re: [My Favorite Sin] - 27/11/2018, 11:21


DIA PREGUIÇOSO
Tão problemático.

Bom dia, Kumo! Booom dia para você que está acordando para o trabalho!! Bom dia para quem ainda não acordou, mas adora acordar com minha voz no despertador! Bom...  A voz irritante do locutor local reverberava pelo quarto do garoto que agora começava a se debater por de baixo das cobertas. Recuperando sua consciência após mais uma noite ansiosa e mal dormida, o jovem Hyuga se sentou com um gemido preguiçoso e esfregou os olhos para se acostumar com a claridade da manhã que teimava em atravessar as laterais de sua cortina à medida que a brisa morna soprava do lado de fora. Olhando à sua volta com certa impaciência, ele alcançou uma das pantufas da “12 caudas”, arremessando-a no despertador que acabou por despencar mais uma vez de sua cômoda. Com o breve ruído da queda o aparelho silenciou marcando ainda marcando sete e dez. "Quase na hora!" Pensou animado. 

Libertando-se de seu cobertor que ainda prendia suas pernas, Ash saltou de sua cama ainda de ceroulas e praticamente se jogou por sobre seu guarda-roupas aberto para se enfiar numa pilha de roupas usadas estrategicamente escondidas dos olhos críticos de sua mãe.  Achei!  Ressurgiu do emaranhado com uma pequena bolsa nas mãos. Arrastando-se para fora, o jovem de olhos brancos deixou o saquinho de moedas na cômoda e começou a se vestir com flagrante ansiedade, desequilibrando-se o suficiente para cair estatelado no chão antes de terminar o serviço. — ASH! Já acordou menino?! — Sua mãe gritou no andar de baixo, alertada pelo barulho que acabara de fazer. A mulher realmente tinha ouvidos de lince, mas apesar disso, ela era um amor com o filho mais novo e isso obrigou o rapaz a não responder, terminando de se vestir em silêncio total. 


Se respondo, ela não me deixará sair até que termine o café-da-manhã.  Convenceu-se, justamente porque naquela terça-feira ele não podia se atrasar nem mais um minuto. Afinal, hoje era o grande dia do lançamento do novo dvd do super Evil Jammer Kagemasa!. O maior ninja que luta a favor dos fracos!  Kagemasa!  Empolgou-se, levando suas mãos à boca para não estragar sua fuga. Com as mãos rápidas, Ash agarrou os óculos amarelados e “estilosos” de seu herói e a bolsa com moedas na outra. Sua janela já estava aberta, então não foi difícil para o garoto subir no parapeito para então deslizar com agilidade pela calha-de-chuva até aterrissar na lateral da vendinha de doces que pertencia a sua família. Para o seu alívio, as persianas de metal ainda estavam baixas, o que significava que seu pai ainda estava comendo. Tinha o passe livre... Pelo menos até que eles descobrissem seu sumiço.     


Beleza, baby! Vamos lá!  Ash ajeitou seus cabelos azuis na bandana que guardava no bolso e disparou pelos corredores da vila da nuvem agora moderna graças aos esforços de paz. Apesar da hora, a vila estava movimentada. Carros e bondes rugiam nas avenidas largas, disputando espaço com as pessoas apressadas à caminho do trabalho, tomando café enquanto caminhavam distraídas. O rapaz ainda se lembrava de como seu pai falava do passado em que as coisas ainda eram simples e os esforços de guerra retiravam toda a chance das pessoas se desenvolverem da maneira que quisessem. Mas enfim esse tempo passou e o herói do momento era ele: Evil Jammer. O ninja que passava na televisão todas as quartas-feiras após o jornal. 

Essa não!  O Hyuga enfim dobrou mais uma esquina em velocidade, mas seus pés frearam bruscamente ao perceber que a fila de espera já estava há algumas centenas de metros da loja. — Ei Ash, aqui! Guardei teu lugar! — Gritou Ikuza no quinquagésimo lugar da fila. Ele era um menino baixinho, com cabelos em forma de cuia e olhos pequenos que insistiam em se espremer para enxergar melhor de longe enquanto acenava para o amigo. — Yo Ikuza! Como você conseguir chegar aqui tão cedo?  Perguntou ao se aproximar enquanto era observado de mau grado por uma centena de pais e adolescentes que estavam atrás do colega. Ikuza era seu vizinho desde que nascera e, apesar das diferenças culturais, já que seus pais eram ninjas veteranos, eles sempre se deram muito bem. 


Esse é o meu segredo... Eu dormi aqui.  Sussurrou envergonhado, apontando para o colchonete que trazia na mochila. Mas e os pais dele deixaram? – E antes mesmo que pudesse perguntar o que estava pensando, o menino começou a explicar como ele havia aproveitado a viagem de seus pais para a Folha e subornado a babá para que ela fosse para casa mais cedo do que o programado. 

Cara, você é um gênio!  Ash quis abraçá-lo pelo esforço, mas o rapaz sempre fora tímido para escapar do contato físico e agora não foi diferente.  Vamos lá, baby! Você merece!  O Hyuga abria os braços ao gargalhar, mas logo seu escárnio cessou quando ouviu o estalo do metal das portas corrediças da loja. A fila quilométrica entrou em profusão e os murmúrios deram lugar a gritos histéricos de todos os jovens fãs. Era hora de colocar os óculos e esperar. Pessoas fantasiadas, pais sonolentos e crianças malcriadas se agitaram à medida que a fila começava a andar quando finalmente os dois amigos atravessaram a entrada da maior loja de departamentos da vila da nuvem. TUDO O QUE VOCÊ PODE SONHAR! Dizia o letreiro em fontes garrafais. Tudo estava decorado com objetos da série quando alguns vendedores empurraram os dois para o lado e cerraram as portas atrás deles.


Pessoal! Não tenho uma notícia muito feliz para lhes dar...  A voz metálica então se tornou fraca e com um tom envergonhado.  Infelizmente tivemos um problema com a entrega dos lotes e somente uma caixa chegou aqui na loja. Por enquanto, só temos os dvds disponíveis para as pessoas que já estão dentro da loja. A loja pede desculpas pelo ocorrido e dentro de uma semana receberemos novas remessas!  concluiu o homem que segurava um megafone desafinado e quase sem baterias. 


Foi então que o caos se formou...



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ele pode fazer um trabalho muito mais interessante,
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Última edição por Dito em 28/11/2018, 14:36, editado 2 vez(es)
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Re: [My Favorite Sin] - 27/11/2018, 22:05

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Re: [My Favorite Sin] - 28/11/2018, 14:36


DIA PREGUIÇOSO
Tão problemático.

E o caos se formou. Centenas de pessoas correram para a frente da loja, indo de encontro aos portões corrediços numa força desesperadora. Crianças choraram e seus pais, atônitos, só o que conseguiram fazer fora carrega-los para longe da turba que insistia em invadir a loja.  Por aqui! Rápido!  O gerente da loja se aproximou, gritando aos clientes que acabaram de entrar, apontando na direção do balcão onde as primeiras pessoas já pagavam pelos dvds. Ash e Ikuza praticamente foram empurrados contra a sua vontade, assustados como gatinhos perdidos e sem a mínima ideia do que acontecia naquele turbilhão revoltoso de consumo.  São 100 ryos.  A caixa falou aos rapazes com sua voz rouca e nervosa, sob a confusão e o ruído metálico de centenas de batidas no portão. Preço bem salgado. Mas sem perder tempo, os garotos retiraram suas economias dos bolsos e pegaram os dvds preciosos enquanto o gerente já ligava para os ninjas da Pedra para ajuda-lo a conter a multidão. 

Ikuza! Por aqui! — O Hyuga puxava seu amigo que parecia hipnotizado com toda a merchandise da loja. Os compradores agora eram direcionados aos fundos da loja através de um grande depósito de mercadorias que ocupava o quarteirão anterior inteiro. Por sucessivos corredores formados por inúmeras caixas de madeira pálida com códigos de barra tatuados em suas faces, o grupo de compradores acompanhava o funcionário quando finalmente alcançaram a grande porta dos fundos que já estava entreaberta. Seus olhos demoraram um pouco para se acostumar com o sol que incidia naquele beco largo e sujo, com algumas latas de lixo vazias e dezenas de jornais velhos que voavam com o vento. Ao longe, os clientes ainda ouviam toda aquela confusão na entrada e no alto, a dupla de garotos podiam jurar terem visto vultos ligeiros dos ninjas atendendo ao socorro do gerente. 


Sigam pelo beco e vocês sairão na avenida principal. Foi um prazer atendê-los, voltem sempre!  Despediu-se o funcionário ao fechar o portão com bastante pressa.

Não era de se admirar que os cinquenta clientes estivessem atônitos e ao mesmo tempo felizes por terem tido a sorte de conseguir os dvds. Mesmo assim, a ideia de que estavam correndo um certo perigo naquele beco os impeliu rapidamente na direção apontada pelo funcionário. Rapidamente, os dois garotos ingênuos foram ficando para trás e só começaram a caminhar para a saída quando perceberam que estavam sozinhos em frente à saída de emergência. Nesse momento a adrenalina começou a deixar os dois garotos que se entreolharam e, chegando na rua principal, eles comemoraram: Yatta! Eles saltitavam com as sacolas à mão. Não existia felicidade maior para os fãs que sequer notaram que já estavam sendo observados por um grupo de punks do outro lado da avenida que se acotovelaram em silêncio com um sorriso maroto no rosto, como predadores espreitando a presa distraída.

Tiramos a sorte grande, rapazes.  Comentou o que parecia ser o líder dos arruaceiros ao som de risadinhas maliciosas. Os Ishinokiba – ou Presas da Pedra – eram uma gangue que vinha dando trabalho na cidade de Kumo atualmente. Vestidos sempre com calças folgadas de kimono pintadas de preto e camisas com palavras de revolta, ou apenas palavrões mesmo, a maioria deles tinha seus cabelos espetados e usavam bastantes brincos na orelha esquerda. Quanto maior a quantidade de brincos, maior era o membro na hierarquia, mas o cara que acabou de indicar o alvo não tinha brincos suficientes na orelha para ser chamado de chefe...  O Grande-Líder vai adorar assistir esse filme.  Festejou sabendo que aquele dvd o faria subir na organização. De repente até poderia ser chefe daquele bairro se roubasse esse disco tão procurado.

Já aquém do que se sucedia na retaguarda, os dois garotos caminhavam tranquilamente pelas ruas da cidade, passando de volta pelos comércios que já fervilhavam com os clientes e viajantes naquela manhã, mas quando resolveram atravessar um estreito atalho pelas vielas, algo aconteceu.  Meus pais só voltarão em dois dias, você quer assistir ao filme lá em...  Ikuza interrompeu o que dizia assim que dobrou a esquina do corredor e tentou puxar o braço do amigo sem sucesso. Ash, por sua vez, continuava a caminhar distraído, construindo em sua mente uma mentira elaborada para justificar sua fuga matutina aos seus pais. — Nani...  Nesse momento o Hyuga trombou num dos três estranhos que vinham no sentido contrário e tentou se desculpar, mas assim que percebeu suas vestimentas, seu rosto se tornou pálido como uma nuvem.

Para onde esses franguinhos vão?  Perguntou o mafioso, ao mesmo tempo em que seus dois amigos afastavam-se dele para ocupar todos os espaços à frente dos jovens. O rapaz de olhos puxados estava apavorado e praticamente urinou nas calças quando mais três adolescentes se aproximaram pela outra extremidade do beco. "Parece que estamos ferrados!" Pensou enquanto tremia e suplicava para sair dali. Contudo, quando Ikuza já pensava em entregar tudo o que tinha, inclusive o dvd querido, ele viu seu amigo olhar para ele pelo canto do olho através daquelas lentes amareladas dos óculos. 

Kagemasa número 37, Katsu!  Ikuza gritou confiante. O amigo entendeu o plano e acenou com a cabeça quando o mancebo de madeixas esbranquiçadas levou a mão livre à frente dos óculos e começou a discursar sob os olhos atônitos dos bandidos que não estavam entendendo nada.  O vento carrega o choro dos fracos. Meu olho pulsa, dizendo-me para proteger os fracos... Quem sou eu?  Interrompeu enigmático.  O ninja... Evil Jammer Kagemasa!  Os dois meninos levantaram os braços e gritaram num uníssono estrondoso. Nesse momento a gangue chegou a se assustar, dando um passo para trás e ficaram surpresos ao ver que o garoto de olhos brancos da frente largara a sacola da loja no chão, saltando sobre eles num movimento bastante suicida. — Esse garoto é louco!  Temeu um deles. E enquanto o três da frente se preocupavam com o jovem que sacudia os punhos com muita coragem e confiança, mas nenhuma eficiência, Ikuza deslizava entre as pernas da turba e corria em disparada para a saída do beco à procura de ajuda. Como esperado, a estratégia do manga #37 funcionara. Agora Ash teria que aquentar por alguns instantes até que a ajuda chegasse. Mas a realidade era bem mais cruel do que a ficção. Chegara a hora do menino aprender isso.  


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Re: [My Favorite Sin] - 28/11/2018, 18:14

App - Caso o filler extra não foi ativado, seu filler pode ser desconsiderado.

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Re: [My Favorite Sin] -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.