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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Urameshi
Chūnin
Urameshi
Vilarejo Atual
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fillers: galatea - Sab 20 Out 2018 - 16:26

Despertara de maneira súbita. O frio surrupiou-lhe enquanto deitada sobre o barro. Perguntava-se até quando levaria aquela vida, pensando ter sido amaldiçoada pelos deuses. Há muito não comia e, por isso, mal suportava o próprio peso, muito embora subnutrida. As pernas tremiam ao menor dos esforços, uma vez que os músculos estavam atrofiados. Revirou os olhos e tornou a tentar novamente dormir, porém foi incapaz. A sede e a fome assolavam seu espírito, caçando-lhe o direito ao repouso do olhar. Foi naquele dia de frio infernal em que conheceu seu salvador. O homem perambulava pelos arredores do País do Relâmpago sem grandes pretensões. Era alguém de idade elevada, calvo, barrigudo e de barba alva longa, alcançando a porção inferior do pescoço. Suas passadas eram curtas e ele estava sempre atento ao caminho - um velho habito de um shinobi experiente -, tanto que foi certeiro em notar a pequenina e frágil criança de ventre no solo, aparentemente abatida. Correu, estendendo seus braços em socorro à vítima. A ergueu lentamente, até que pudesse se manter apoiada sob os membros inferiores. - Você está bem? - questionou o ninja assustado. A pequenina abriu a boca, suplicando água. A energia era insuficiente mesmo para uma prática simples como a da fala. Apercebido da sua fraqueza, agiu. Retirou das costas uma garrafa produzida em couro sintético e maleável. A segurou com ambas as mãos e lentamente despejou o líquido na boca da enferma. Teve o devido cuidado ao fazê-lo, temendo afogá-la. Deu-lhe o tempo que fosse necessário até que finalmente amaabientada novamente a realidade. Sacou das vestes algumas barras de cereais. A nutriu e saciou sua sede. A órfã apagou em seguida, finalmente pôde descansar. Suas costas encontrariam o chão se o velho não fosse rápido em segurá-la. Apoiou-a em suas costas, passando os braços através do trapézio, encaixando o avariado corpo sobre as vértebras da coluna. Carregou-a naquela posição por uma curta viagem. Se instalou numa estalagem conhecida, cujo proprietário servira-lhe como companheiro durante décadas durante a vida atribulada de shinobi.

Perguntado acerca daquela a quem carregava, respondeu: - É minha filha. - dizendo isso com um sorriso magnânimo. Aquilo era impossível e o velho sabia bem disso, afinal nascera estéreo, incapaz de gerar qualquer prole. Apesar disso, naquele momento tudo o que parecia importar era a guarda daquela pequenina e indefesa criança. Sobretudo por descobrir que era, ela, completamente desprovida de visão. No seu quarto, repousou-a sobre a cama, assistindo-a dormir ao seu lado, sentado numa pequena cadeira incapaz de acomodar o grande porte do homem. Seus olhos brilharam contemplando a bela cena de sono da criança, fechando somente quando Morfeu o colocou a dormir. Foi acordado pelo som de algo caindo no chão. Era a criança, chorosa, atormentada pela imagem das chamas do fatídico dia da morte dos seus parentes. - Menina, você está bem? – questionou o velho, correndo em seu auxílio. – Papai... Mamãe... – gritou desesperada, revivendo os momentos de terror. O idoso abraçou a pequeno, envolvendo-a nos seus braços. Ela estava traumatizada pelo horror que fora seu passado. Horas foram dispendidas até que retornasse ao seu estado natural, respirando com imensa dificuldade. – Não tema, pardalzinho. Eu estou aqui. Meu nome é Muto. E o seu? – dialogou calmamente. – Sou Galatea. – respondeu temerária. – Este é um belo nome, pequenina. Diga-me, Galatea, o que acha de vir a minha casa e comer um pouco? – perguntou sorrindo, emanando simpatia sem igual. A criança relutou, no entanto acabou por aceitar a proposta balançando a cabeça timidamente. O dia estava claro e a janela aberta aquecia a bela cena entre dois completamente desconhecidos. O velho agarrou-lhe pelo braço e a levou consigo rumo aos arredores de Kumogakure. Lugar onde residia solitariamente. Durante toda a viagem conversaram, conhecendo melhor um ao outro. Galatea já era uma astuta e prodigiosa criança, sendo capaz de conversar perfeitamente com seu companheiro, embora houvesse dispare diferença de idade.

Alcançaram o destino dias mais tarde. Era a primeira vez em anos em que se alimentava com regularidade, recuperando boa parte da sua forma física, conseguindo inclusive correr pequenas metragens. Fora guiada, por todo o caminho, pelo homem. Em sua residência, tratou de cuidar dela como se cuidasse de um filho seu. Deu banho, alimentou e cuidou dos seus cabelos. - Galatea, o que você gostaria de ser? – perguntou um dia enquanto comiam à mesa. – Eu acho que quero ser uma kunoichi. Quem sabe eu possa até mesmo ser uma das mais fortes... – respondeu em um tom firme. O idoso gargalhou, não acreditando que a pequenina falava com seriedade. Ela, por outro lado, manteve a seriedade enquanto cerrava a face. Naquele instante ele deu conta do fogo que corria nos olhos acinzentados dela. – Você tem certeza disso, menina? – buscou certificar-se. - Sim, Muto. Eu tenho a mais absoluta certeza. Mesmo que agora eu seja cega, vou provar com minhas próprias forças que estão todos errados. Vou provar que não só me tornarei uma poderosa kunoichi, bem como serei a maior espadachim de todo o mundo ninja. – declarou se empolgando. O ancião se manteve boquiaberto ante os dizeres proferidos pela garota. - Glorioso! Você é uma menina de fibra, Galatea. Está decidido. Eu mesmo vou treiná-la. – disse tomado pela vibração. – Você está pronta? Prometo que a ajudarei a se tornar a maior espadachim de todo o mundo. – garantiu. Tomados pela emoção, finalizaram a refeição e foram ao quintal. – A senhora não pode perder um segundo sequer, Galatea. Terá de correr o triplo, ou melhor, quíntuplo, caso queira acompanhar os de mesma idade que conseguem enxergar. – informou. – Eu não recuarei, não importando qual seja o desafio. – rebateu de maneira afiada.

E assim Galatea, a menina sem qualquer perspectiva de futuro, tornara-se parte de um plano maior orquestrado pelo ancião, Muto, afim de forjá-la numa combatente de aço. Entretanto, fazê-lo colocaria à prova toda a sua noção de ensino e instrução. Inicialmente deveria encontrar uma forma de contornar o maior de todos os problemas: a debilidade visual. Decidiu, ao custo de muito pensar, que a melhor das opções seria apostar na audição da discípula. Treinar seus ouvidos ao ponto deles suprirem, ou pelo menos em parte, a ausência da visão.

Seus métodos eram muito pouco ortodoxos e por conta deles se tornara conhecido por todo o vilarejo. Aplicou, sobre a menina, um regime intenso de treinamento. Do tipo que mesmo adultos eram incapazes de realizar. No sangue da menina parecia correr fibra de herói, de gente brava, já que ela fora plenamente capaz perante a dificultosa rotina. Suas horas de sono contabilizavam pouquíssimas. Não obstante, era submetida a um estresse continuo de todas as ordens, habituando-se a conviver com a deficiência e com ela aprender a lidar com qualquer que fosse a ocasião. Correram as semanas e os meses, muito embora na cabeça dela parecesse ter passado um longo e exaustivo ano. Adaptou-se ao regime militar de treinamento, compreendendo a rigidez e dificuldade que dele decorria. Entretanto, fora também por sua culpa que havia se tornado alguém capaz de ingressar na academia ninja mesmo que completamente desprovida de visão. Aos onze anos completos, após uma longa jornada ao lado do seu guardião a quem agora reconhecia o papel paternal, ingressou na academia. Era o primeiro passo dado na direção de concretização dos seus objetivos.

Nos primeiros dias rotineiros foi que começou a compreender a razão de todo aquele treinamento passado pelo seu pai, no qual desenvolvera ouvidos suficientemente apurados afim de compreender o mundo. Suas notas eram sempre as mais altas dentre todas. Mesmo entre as turmas avançadas, não havia ninguém que pudesse se comparar a Galatea. Nela residia habilidades diversas nos mais variados campos ninjas, concentrando o que existia de melhor em cada um deles. Nada passava desapercebido de sua aguçada audição, sendo ela capaz, por si só, evitar qualquer problema de grande extensão. Em simulações de combate, ou mesmo em exercícios de grupo nas selvas, não havia melhor sentido afim de lhe resguardar o desempenho perfeito em todas elas. Foi assim que sua deficiência se transformou na sua lança mais afiada. Tudo isso graças a Muto e seu intensivo regime de treinamentos. Formou-se na academia ninja anos mais tarde, tendo sido a aluna com as melhores notas e maiores honrarias dentre todas. Àquela altura, já havia se transformado em alguém introspectiva e séria, completamente destoante da viva criança que fora um dia. Agora, todos os seus dias eram em prol de um único propósito: ser a maior espadachim do mundo ninja e combater o máximo possível para poder se aperfeiçoar ao máximo.
Filler + Audição aguçada (1)

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Re: fillers: galatea - Seg 22 Out 2018 - 20:30

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Re: fillers: galatea - Sab 27 Out 2018 - 23:38

A força motriz que a movimentava era a determinação infinita de sempre buscar se aperfeiçoar. Uma ninja aplicada, sem sombra de dúvidas. Ao seu olhar, a preguiça era, de todos, o pior dos pecados capitais. Morosidade era uma chaga que deveria ser expurgada do mundo, uma vez que, para ela, era essa a causa de boa parte do mal do mundo. Foi sob esse pretexto que, em um dia aleatório, conheceu alguém que era seu exato oposto. Seu nome era Junko, o estudante retardatário. Na academia ninja já era famoso por ser sempre muito discreto, sumindo nos momentos de maior importância. Seu problema, no entanto, era escolher sempre o mesmo lugar para se esconder: a laje da escola, onde cochilava e repousava, fugindo de toda e qualquer responsabilidade.

Todos os estudantes estavam em sala, incluindo os opostos, Junko e Galatea. Sentavam-se lado-a-lado, muito embora desconhecessem um ao outro. Aquele encontro parecia ter sido ordenado pelas areias do destino. Ele a encarou brevemente, então tornou seu rosto na direção dos braços, relaxando a posição na cadeira e arremessando as costas contra a mesa, de maneira a praticamente deitar sobre os membros superiores. Ela, como de praxe, manteve-se completamente tensa, uma postura cerrada, com a coluna completamente ereta e com o olhar fixo na trajetória do grande quadro ao fundo. Aguardavam a chegada do instrutor, o professor de academia, a quem incumbia o dever de educar os aspirantes de kunoichi e shinobi de toda a região da Pedra. “E pensar que Muto também foi um professor pouco antes de se aposentar…” divagou durante a espera, recordando dos intensivos treinamentos que realizara somente alguns meses atrás, enquanto preparava seu corpo e mente para a corrida rotina de discente.

Não muitos minutos minutos ou pensamentos passaram até a chegada do sensei. Todos pareciam estar em polvorosos, agitados em seus assentos, com a exceção do relaxado Junko e a disciplinada Galatea. Por não poder enxergar, não sabia ao certo o que fazia o companheiro que sentava ao seu lado. De todo o modo, incomodava-lhe os ouvidos escutar-lhe respirar com mais intensidade, quase roncando, de maneira a deixar claro que estava cochilando. “Quem esse desgraçado pensa que é?!” perguntou-se em espanto, acreditando ser aquilo uma falta de presteza com os deveres sem precedentes. – Atenção, alunos! – gritou o tutor. Sua voz comandou a todos ficarem de pé, muito embora não houvesse proferido tal ordem. Novamente, dentre todos, havia somente um totalmente alheio a presença da maior autoridade dentro de sala. E este era aquele que sentava ao lado da, possivelmente, mais regrada criança. – Ora. Temos um dorminhoco em sala. Você que senta ao seu lado, qual seu nome? – direcionou-se à Galatea com uma pergunta. – Galatea, senhor. – respondeu em prontidão, num timbre grave e potente, demonstrando segurança e firmeza a partir dele. – Acorde o preguiçoso. Os demais, sentem-se. – demandou. A cega foi ágil, acertou um forte golpe com a destra espalmada contra a cabeça de Junko, fazendo-o despertar de um sonho incrivelmente prazeroso. – Ai! – gemeu de dor.

Risadas e muita conversa foram o enfoque do primeiro dia de aula. Na saída, Junko resolvera retirar satisfação do ocorrido na parte matutina, quando acertado por uma precisa ofensiva enquanto desguarnecido. – Ei, você! – autuou Galatea. – Essa voz… Você é o dorminhoco, certo? – rebateu ela, tornando o rosto em sua direção. – Espera um pouco… Tu não tá me vendo?! Mas que porra é essa, tu não vai me dizer que é ceguinha da silva, né?! – disse ele, em espanto com as condições visuais de sua colega. Ela se manteve séria, com o rosto cerrado, encarando-o com um olhar penetrante. – Puta que pariu, quanta seriedade. Coé, não precisa me acertar com tanta força da próxima vez. Só manda um tapinha mais tranquilo que já era. – pediu, sabendo que dormiria por outras tantaz vezes no futuro. – Aqueles que desobedecem as regras merecem a devida punição, não importando quem seja. Tudo o que fiz foi cumprir a determinação de meu superior, o sensei. Se está em desacordo com alguma das minhas atitudes, deve se reportar a ele. Agora, com licença, retornarei ao meu caminho de casa. Até lá, evite novamente dirigir a palavra a minha pessoa. – digressou com autoridade, retirando-se. O garoto a princípio estranhou, porém logo passou a gargalhar com toda a formalidade da pequenina. “Quem caralhos é essa menina?” perguntava-se.

Não tardou até que nova alvorada regressasse, despertando a todos os estudantes em suas casas quando ainda na parte mais matutina do dia. Àquela hora, enquanto alguns ainda tomavam as devidas providências na questão da uniformização e café da manhã, Galatea já havia praticado uma série considerável de exercícios, além de ter passado a própria roupa e preparado sozinha todo o banquete seu e de seu pai adotivo. Pronta, dirigiu-se à academia com trinta minutos de antecedência. Por residir nas montanhas, extremo oeste do vilarejo, região afastada de toda e qualquer urbanização, sempre corria para chegar em tempo. Naquele dia, no entanto, seu caminho alterou-se por completo. Dentre alguns habitantes, já se era sabida a fama de Muto e sua filha, Galatea, a quem teria sido adotada por, supostamente, ser uma das mais prodigiosas crianças da vila, sobretudo por tratar-se ela de alguém com uma linhagem sanguínea avançada. Como a notícia corria entre as bocas mais frouxas, ela também havia sido captada por alguns criminosos locais que raptavam crianças afim de realizar experiências diversas. A gangue, formada por muitos ninjas e mercenários experientes, organizou uma emboscada e capturou seu alvo certeiramente: a criança cega.

Brava, lutou com seus próprios punhos contra as garras dos malfeitores. Entretanto, sendo ela tão somente uma estudante, pouquíssimo pôde fazer. Apagaram-a com um forte ataque contra a sua nuca. Seu corpo entrelaçado pelo braço musculoso de um dos membros fora levado ao subsolo do vilarejo, lugar no qual o cheiro pútrido corroía as narinas da indefesa. – Malditos! Não irão se safar dessa. Meu pai certamente os encontrará e, quando aqui estiver, será o fim de vocês! – bradava ela, tomada pela fúria de ter sido enclausurada numa cela úmida e suja, sem conhecer o seu destino dali em diante. Embora treinada dentro dos padrões militares, onde aprendera a lidar com uma série de situações, apresentava um claro medo e desconforto em se encontrar naquela posição. Seu pânico era possivelmente decorrente do pensamento de possibilidade de ser assassinada. Uma vez que, estava extremamente distante da concretização do sonho e do discurso que um dia houvera proferido ante seu guardião. – Ó, pequenina. Eu não sei ao certo o que farão a você. Mas tenho quase certeza que vai doer, e muito… – comentou um dos vigilantes de sua cela em resposta.

Ao final do primeiro dia, continuou de vigília por vinte e quatro horas inteiriças. Seu coração permanecia acelerado. Suava e, algumas vezes, ofegava. Para alguém com sua pouca idade, era inimaginável que passasse por aquilo. Sem conhecer as horas por culpa da ausência de luminosidade solar, conteve-se em seu reduto tomando nota apenas do horror de seu sequestro. A todo instante pensava no quão mobilizadas estavam as equipes que certamente lhe buscariam. E estava certa. A ausência fora notada por um único aluno: Junko. O mesmo que antes fora repreendido, foi também o primeiro a relatar o caso ao professor que, no dia, ministrava a aula. Em pouco tempo, a academia e todo o vilarejo se movimentou, fazendo com que deslocassem uma equipe para, junto a Muto, buscar Galatea onde quer que estivesse.

As buscas eram realizadas por duas equipes distintas que a realizavam durante todo o dia e noite sem qualquer descanso. Enquanto isso, aterrorizada, a criança passava a desenvolver algumas paranóias devido a falta de descanso digno. Algumas vezes, poderia ser vista conversado com o nada. Noutras, simplesmente gritava recordando das cenas e da dor do fogaréu que consumira sua visão. Foi então num instante de lucidez repentina que ela retomou lembranças de quando ainda praticava ao lado de seu pai na selva: “Escute, Galatea. Existirão momentos em que a luz deixará de existir. São neles que surgirão as sombras de seu interior, muitas das quais você nem mesmo se apercebe. Por mais que eu simule situações, somente a prática irá lhe ensinar a lidar com essa ocasião. Por isso, mantenha-se calma. Controle sua respiração e mente, assim fará com que algumas lâmpadas possam novamente iluminar seu caminho.” aconselhava ele.

Recordar estes dizeres fora a fagulha necessária a menina. Foi exatamente naquele instante em que aprendeu a controlar sua mente e espírito, muito embora lhe custasse esforço e dor mental sem igual. Pouco a pouco, passou a conseguir se adaptar com aquele cenário, mantendo a respiração lenta e gradual, notando a todo o ambiente com paciência, deixando que tudo fluisse de uma maneira natural enquanto continuava a pensar minuciosamente em tudo que a ela acontecia. Medo, terror, pânico e horror deixaram de integrar o quadro das suas emoções. Daquela forma, não somente se livrou dos demônios que habitavam em seu interior, como também compreendeu melhor acerca de si, aprendendo a se controlar perfeitamente, daquele dia em diante, sob a sombra de qualquer desconforto.

[…]


Filler + "Calmaria" (1)

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Re: fillers: galatea - Dom 28 Out 2018 - 11:04

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Re: fillers: galatea -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.