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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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Vilarejo Atual

filler 01 - 2/10/2018, 08:49

Um passado não muito distante.

O tilintar da campainha soou ao chegar de mais um cliente. O lugar começava a encher-se de pessoas, porcos mal vestidos e putas ultrajantes. Não era o melhor lugar para trazer os filhos para tomarem um refresco. Assassinos, estupradores, psicopatas, vadias, o pior tipo de gente frequentava o Boca de Mel. E, ainda assim, lá estava eu, pronta para encher a cara com a mísera idade de treze anos. A parte boa era que o dono da pocilga não recusaria uma venda, nem mesmo para uma criança.

O líquido escoou por minha garganta, de fato, devia ser um ótimo hidromel. Ao contato de meus lábios com a superfície vítrea do copo, não pude deixar de perceber que nem mesmo algo tão bom conseguia arremeter-me um gosto bom, ainda preferia tomar chás do que bebidas alcoólicas. Eu ficaria embriagada ao tomar duas ou três doses de tal bebida. Sendo este último o meu motivo de estar num lugar assim.

Não tinha conseguido achar nenhuma pista depois de todo esse tempo. Dois anos haviam se passado desde que eu tinha perdido algumas de minhas memórias e até agora não havia descoberto nem meu próprio nome. Só conseguia me lembrar das torturas e experiências que fizeram comigo naquela época, nada mais. Claro, a sede por sangue ainda fervilhava meu corpo. Outro presentinho que havia recebido daqueles malditos. Seus rostos eram imagens vivas em minha mente, jamais conseguiria os esquecer.

Apenas o teor alcoólico conseguia me fazer ficar calma, como se uma nuvem escondesse todos os meus problemas. Assim, depois de encher o rabo, parti daquela imundice, tentando não tropeçar em meus próprios pés. No entanto, é claro que eu não consegui manter o equilíbrio, apagando ao bater minha cabeça no chão. A sarjeta mais uma vez me serviria de travesseiro. A contragosto, os pesadelos influenciaram minha mente e me arremeteram ao que parecia ser um pedaço de meu passado. Na verdade, o sonho nada mais mostrou como tinha sida pega e raptadas pelos estranhos homens com máscaras brancas, que no final acabaram fazendo diversas experiências em meu corpo. Por fim, o resultado era que eu tinha acabado ficando com um chakra muito maior ao que tinha anteriormente. Enquanto o sonho repassava as lembranças das experiências, acordei.

— Argh...— Os raios de sol acordaram-me de meu longo sono, ainda estatelado naquela calçada. Minha cabeça doía intensamente, como se alguém tivesse arrancado fio por fio de meus cabelos. Sangue seco estava no lado direito de meu rosto, provavelmente do machucado que tinha feito ao cair de cara no chão. Um grande empenho fora preciso para que eu conseguisse levantar de minha macia cama.

Pessoas passavam pelo local, mas não se davam o trabalho de parar e perguntar se eu estava bem, ou se precisava de alguma coisa. Muitos fingiam não me ver, enquanto outros faziam uma cara de nojo ao perceberem meu estado. — Eu realmente preciso não fazer isso mais. — Isso estava começando a acontecer regularmente, já devia ser a terceira noite que passava estirado numa calçada qualquer. Apenas minha bolsa de armas fazia companhia para mim, apesar de ficar espantado em pensar no porque de ninguém nunca ter tentado rouba-la de mim quando ficava daquele jeito.

Galguei pelo centro da grande vila, ruminando meus piores pensamentos. Esquivava-me das luzes que o sol emitia, escondendo meus olhos na sombra de meu pulso. Estava começando a enlouquecer, nada mais importava para mim, se não minha vingança. Eu começava a pensar no que poderia fazer naquele dia para encontrar os homens que tinham destruído minha vida, quando ouvi um grito ensurdecedor pedindo ajuda.

Todos que andavam por ali conseguiram ouvi-lo, mas nenhum dos seres demonstrou qualquer tipo de expressão alarmante, apenas continuaram andando como se nada estivesse acontecendo. Não eu, queria saber o que estava acontecendo e por isso fui para o lugar de onde a voz tinha vindo. E, deste modo, adentrei o prédio no fim do beco.

Devo dizer que ficaria chocado com aquela cena, mas não foi o que aconteceu. Infelizmente já estava acostumado com mortes macabras, essa era outra parte de minhas memórias que pareciam ter ficado intactas. Uma mulher retorcia-se de dor enquanto homens malévolos enfincavam suas espadas em seus braços e pernas. Não demorou para que ela desse seu último suspiro, pois agora duas espadas adentravam suas costas e atravessavam seu peito. Não tinha sido notado até então, afinal os homens estavam de costas para mim. Mas, o olhar vazio da mulher havia repousado em meus olhos, como se clamasse por vingança.

Não sei bem o que aconteceu, tudo parecia um borrão em minha mente. Lembro-me de que minha sede por sangue havia aumentado além do que podia aguentar; sim, era isso. O corpo daquela mulher fez com que meu subconsciente ligasse sua morte a minha vingança, então meu corpo atacou aqueles homens por instinto.

Eles não viram da onde o ataque surgiu, nem mesmo tiveram tempo para alguma reação. Apenas caíram a cada golpe que eu dava. Sangue espirrava em minha roupa, assim como em todo o lugar. Logo, todo o chão parecia ter sido pintado de vermelho. Os corpos mutilados, ainda vivos, rangiam de dor. Um braço e uma perna de cada um foram sidos cortados. Nenhum deles morreu, mas todos tinham sido punidos pelo que haviam feito e, de fato morreriam por perda de sangue.

Parti do lugar, indicando ao hospital mais próximo que alguns homens haviam sido atacados num bairro ali perto. Não me importava o fato deles saberem o meu rosto, na verdade, isso os atormentaria da mesma que forma que eu era atormentado. Eles jamais conseguiriam dormir sem ter pesadelos comigo.

Estava na hora de partir daquela vila, conhecida como o recanto de Jezabel, Babilônia. Tinha agora mais algumas mortes em minha conta, começava a se tornar uma lista bem grande. Estava começando a chamar muita atenção, não iria demorar para que as organizações das vilas principais viessem atrás de mim. De agora em diante, teria que ter cuidado em dobro.
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Rocky
Shugonin Jūnishi
Rocky
Vilarejo Atual
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Re: filler 01 - 2/10/2018, 08:58

@App.

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.