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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Vilarejo Atual

[ FILLER ] Vingança Atráves dos Raios. - 25/9/2018, 11:24

“Cadê vocês? Pai... irmãos... mãe... Onde estão vocês?”. O cenário era real, a caminhada era lenta, seguia eu pelos Vales de Ionia voltando para minha casa depois de meses treinando dança no Placídio, a segunda casa. Não esperava tudo aquilo, é claro. Como alguém esperaria chegar a casa e se deparar com sua vila natal toda destruída? Ninguém, obviamente. A alguns quilômetros da vila, no meio das árvores, conseguia ver uma nuvem de fumaça negra subindo ao céu. “Não... Não pode ser!” e assim corria o mais rápido que podia para descobrir logo o que estava acontecendo com Ionia. Um incêndio? Ou um acidente? Não pensava em nada, somente corria pelas gramas raras do País da Terra em direção a que seria a minha primeira casa. A cada passo que dava meu coração se apertava ainda mais, por quê? Sentia tudo aquilo, sabia que seria a pior situação de todas, mas como? Seria o meu destino? Talvez sim, talvez não, nunca sei até hoje. Passei pelo Vale a procura de alguém para perguntar, mas ao me deparar com a entrada da vila, somente ouvia gritos de dor e sons de lâminas. Fechava os meus olhos atrás de um arbusto a cada grito que ouvia, entrava em luto por cada vida que ali se perdia. O portão da vila estava selado, dois guardas, suas vestes eram-me familiar, ouvia histórias de meu pai sobre uma vila que estava se levantando próximo a nossa, a Vila das Fontes Termais, naquela época era somente uma criança e não sabia distinguir que aquilo seria uma ameaça futuramente. Pobre de mim... Se tivesse mais maturidade poderia ao menos avisá-los. Contornei aqueles guardas silenciosamente, o medo de morrer e a ansiedade deram um intervalo muito grande entre meus passos, mais de um minuto para avançar, mesmo com a demora não fui descoberta. Quando criança, havia feito uma entrada “secreta” para o quintal de casa, nossa residência era a mais longe do portão por isso criei um meio de sair mais rápido através de um pequeno túnel que havia escavado nos tempos áureos de juventude. A minha criação era bem escondida para os outros, não para mim, simplesmente adentrei no buraco e passei pelos muros de Ionia com facilidade. No quintal, tudo estava quieto, mas o ar... o sentimento que estava presente era mais barulhento na minha cabeça. Assim que comecei a observar nos arredores do terreno, vi quatro covas. “Não...”, lágrimas começaram a surgir em meus olhos, que logo em seguida caíram naquela terra recém batida pelos inimigos, não podia saber quem era quem em cada cova e não tinha coragem o suficiente para escavar e ver. Fui para dentro de casa e vi diversos guardas retirando tudo de lá, e o mais precioso dos itens era saqueado, a insígnia de nossa família. “Não podem roubar isso!”, exclamei para todos ali, que se viraram com seus olhos malignos e insaciáveis por morte, um deles era mais calmo, o maldito almirante Duqal. Lutei pela insígnia de meu clã, que caiu no chão como resultado da primeira investida minha, ele olhou para aquele pedaço de aço e pediu para um soldado quebrar. Não tive reação, somente arregalei os olhos quando vi o caminho da marreta até o precioso item da minha família, o som do choque entre os dois itens me fez...

Acordei. Mais uma noite e mais um pesadelo, sou atormentada por esse dia até hoje. Estava em Iwagakure fazia alguns anos, e todos os dias eles vêm em minha mente. Fico pensando: será que poderia salvá-los? Não sei, realmente não sei. Tudo é relativo, atualmente poderia ter cinco covas ao invés de quatro no quintal de minha casa. Ao evoluir dentro da vila, via que poderia ser uma escolhida do destino, nascida exclusivamente para parar essa guerra, que tomava dimensões gigantescas, até afetando a maior vila do País da Terra. Ou nasci para vingar, ser a executora dos pecados, a julgadora dos malefícios que a Vila das Fontes Termais cometeu com todos que atacou. Pode ser que meu sentimento de vingança esteja tomando o controle de meu corpo, me fazendo decidir coisas sem pensar duas vezes, mas era uma dívida a ser paga, e o preço é a vida do Almirante Duqal e todo seu grupo dos infernos. Mas... Eu era realmente capaz de realizar isto? Mesmo treinando dentro de uma vila forte, faltava alguma coisa para mim, mais poder. Sentia-me (ou me sinto até hoje) fraca. Sempre tem mais coisas para descobrir.

Levantei da cama e olhei pela janela do quarto, era madrugada. “Perfeito...” – disse em tom sarcástico, logo em seguida fui ao banheiro. Calmamente fui para debaixo do chuveiro, em pequenos toques fui ligando a água para tomar um banho. A primeira gota gelada caiu em minha testa, me fazendo contrair todo meu corpo em resposta ao frio que viajava pelo meu corpo em menos de um segundo, a segunda e terceira gotas já eram mais bem-vindas, a temperatura era mais agradável para aquela madrugada fria de inverno, a água quente criava um vapor de água dentro do banheiro, dificultando de leve a visão do cômodo. Meu corpo relaxava aos poucos com o calor da água adentrando em meus poros. Fechava meus olhos e deixava a água bater em meu rosto, o efeito do choque da água com meu rosto me deixava mais calma, a reflexão de tudo que havia passado em minha vida começava. Por que estou me segurando tanto a tais sentimentos? O amor que eles me deram era tão grande que desencanar disso era praticamente um pecado para mim. Fiquei bons minutos banhando-me, meus músculos estavam mais leves. Desliguei a água do chuveiro e me sequei com a toalha, enrolei-me com ela e fui para o quarto, não sabia se ia dormir ou se faria outra coisa. Quando cheguei ao outro cômodo, acabei me deparando com um grande clarão repentino na minha janela. De primeiro momento, me assustei, mas logo uma ponta de raiva veio, por que alguém estaria acordado a essa hora da noite usando de coisas luminosas? Vesti as minhas roupas comuns de forma rápida, precisava saber o que seria aquilo. E então fui atrás do motivo.

“Não deveríamos estar treinando aqui!” – ouvi um garoto exclamando isso ao sair de casa. “Não se preocupe ninguém irá vir!” – respondeu uma segunda voz mais velha e masculina. Para não me revelar subi no telhado de casa, onde tinha uma visão melhor da rua. De lá, vi duas pessoas, um homem, com vestes de Iwa, e um garoto, com uma roupa mais comum de criança, mas que tinha uma bandana. Não quis interromper, portanto continuei a observar. O homem então, com suas mãos, lançava uma rajada de raios na direção do garoto, que revidava com outra, criando um choque luminoso na hora. “Melhorou já! Boa!” – o homem o elogiou. Em seguida o mais velho, gerou três esferas luminosas de raios que foram em direção ao menino, que desviou com sorte, passava perto. As esferas foram em direção a um muro, que se despedaçou na hora, o treino já estava virando vandalismo, tinha que intervir. “Que tal vocês darem uma pausa e repensar o que estão fazendo numa zona residencial, hein!” – indaguei para os dois, posicionando-me entre os dois indivíduos. O homem se surpreendeu, quase ficou com uma feição séria, mas logo observou o que havia gerado com seu ataque. “Opa, desculpa, não queríamos fazer isso.” – se desculpou educadamente. As habilidades daquele homem eram interessantes a meu ver, utilizava o elemento raio de forma tão natural que havia me despertado o interesse, era algo que poderia ser útil para mim. “Como você fez essas coisas com Raiton sem selos?” – perguntei. “Treinei bastante com o elemento, me tornei um perito, quer aprender?” – propôs de forma tão natural que acabei dando um passo para trás em desconfiança. “Acho que será um bom treino, mas não aqui, por favor.” – aceitei. “Então vamos para o campo de treinamento, lá é mais reservado, né filho?” – disse o homem para o menino. “Tudo bem!” – feliz o garoto respondia.

Seguimos até o campo de treinamento, durante o caminho pensava em como fui tão “amiga” deles, mesmo eles atrapalhando o sono de todos ao redor, seria uma forma de obter mais poder se adaptar as situações e mudar a forma como vê as coisas? Não sei, parecia tão natural aceitar a conduta deles em troca de aprender algo novo. Já no terreno propício para os treinos, o homem já começava a falar. “Acredito que seu elemento de afinidade é o raio, né?” – perguntou. “Sim, é.” – respondi de forma rápida. O pai então se posicionou junto ao seu filho, um ficava a trinta metros do outro. “Você tem que sentir o chakra elemental fluir em você, com isso controlá-lo de forma tão boa que o elemento se manifeste sem selos.” – explicou para mim enquanto o menino começava um ataque com diversas estacas de raio, em resposta o pai dele fez uma parede, que segurou as armas de chakra. “Viu? É assim.” – exemplificou. Tomando a iniciativa, fiquei a frente do garoto, nos mesmos trinta metros que outrora estava seu pai. Fechei meus olhos e comecei a sentir o chakra do elemento raio fluindo, podia identificá-lo pelo meu corpo, tentava controlá-lo para a ponta de meus dedos. Queria moldá-lo em forma de uma espada, arma preferida minha. A eletricidade surgia da minha destra, em forma de parafusos de raios, correndo pela palma da minha mão. Usava a imagem de minha espada para fazer os raios imitarem sua aparência, aos poucos eles iam se construindo em uma lâmina, mas o controle estava difícil. O elemento tava quase se formando naquilo que eu queria, mas o descontrole me fez desfazer tudo de uma vez, lançando raios ao meu redor. “Calma, você quase conseguiu. Essa foi sua primeira tentativa e quase fez algo perfeito, você é muito boa em aprender.” – a elogiou o homem. “Tente de novo, tente pensar como você e seu chakra são uma unidade, uma extensão de você própria em forma de raios.” – aconselhou. Respirei fundo e assenti positivamente rapidamente. Fechei meus olhos e reiniciei a tentativa. Dessa vez estava mais fácil, já estava acostumada com o elemento. Aos poucos seguia o conselho daquele shinobi, fazer do raio uma extensão de mim. Os raios voltaram a tomar a minha mão direita, dessa vez o começo da construção da espada foi tão fluido que me espantei, a arma foi se formando tão lindamente que, quando terminei, nem acreditei. “Ela conseguiu algo que você não conseguiu em meses, filho!” – exclamou o pai feliz por mim, mas criticando seu filho, que “emburrou” a cara. “Moça, qual é seu nome?” – perguntou assustado. “Xan Irelia.” – respondi rapidamente. “Quero treinar com você, qualquer dia desses, você se importa?” – pediu. “Não, claro que não.” – falei despreocupada. “Estou indo, parece que consegui o que queria.” – falei para eles. “Tudo bem, me impressionei com você. Até outro dia.” – se despediu o homem enquanto se virava para o filho para continuar o treinamento deles. Eu simplesmente estava satisfeita, voltei para casa.



Detalhes:
Filler para treinar:
• Status
• Perícia Elemental: Raiton (1)*

*Tenho Prodígio (3).

Palavras: 1.836 palavras
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Tama
Administrador
Tama
Vilarejo Atual
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Re: [ FILLER ] Vingança Atráves dos Raios. - 25/9/2018, 11:37

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.