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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 70DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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Estação: Verão

Yamānu
Genin
Yamānu
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[TREINAMENTO] O caminho dos monges. - em 21/9/2018, 17:38



[TREINAMENTO] O caminho dos monges. 63f879718db0d169429b6d47d3e66597c24f5a6c_hq

Vestimenta; OBJ.: Domínio Psicológico (2 - 1 [Prodígio]=1) ; Palavras: 1.334/300

Estava ansioso! Minhas raízes sociais e familiares se estabeleceram dentro de uma ordem monástica. Sempre fui muito dedicado ao que me servia dentro daquela doutrina; Meditação, concentração, energização, conectividade. Tudo que engrenava meu maquinário intelectual e espiritual tinha minha atenção. A gompa onde cresci seguia a escola Gelug e tinha como sua principal figura viva, Dalai Lama. O título de Dalai Lama é concedido à uma criança que é encontrada de uma forma específica e nunca falha dos monges mais bem graduados na hierarquia, assim que há a morte do antigo detentor deste posto. Acredita-se que ao abandonar a casca já velha e gasta pelas hostilidades do tempo, o espírito desta entidade reencarna, e então, deve ser encontrado e auxiliado em seu desenvolvimento até que sua sabedoria comece a iluminar os porões das mentes latentes. Fato é, naquele exato momento estava eu, viajando para o monte Tibet, localizado nas regiões mais distantes e de difícil acesso de Kumo. Desde que me recordo sigo aquela trilha acompanhado de Yamanuki, embora o velho não tenha conseguido me acompanhar desta vez. Ele, companheiro de infância do Tulku, fez com que todo o meu processo de aprendizagem fosse extremamente acelerado me guiando mensalmente ao seu encontro. Uma vez por mês eu tinha a honra, e de fato a exclusividade, de meditar com o ícone maior da religião a qual eu seguia mal e porcamente. No entanto, apesar do meu interesse extremamente seletivo no budismo em que fui criado, Lama era um dos sujeitos que eu mais admirava em vida. Muitas vezes o fato de Yamanuki me parecer uma figura paterna, fazia com que houvesse um bloqueio inconsciente das informações e sugestões que eu aceitava ouvir. Mas com aquela figura transcendental era totalmente diferente. Bastava ele encarar o vazio dimensional entre as partículas de toda matéria, que meus ouvidos se atentavam ao que ele falaria. Bastava sentar-se e cruzar as pernas pondo-se para meditar, que automaticamente, de forma até involuntária, eu fazia o mesmo. Era uma criança boba querendo parecer um sábio, para um sábio que não ligava em me tratar como uma criança boba em sua presença.

-Amituofo, Amon Disse ele curvando-se frente à mim, suas mãos se encontrando de forma horizontal sob as mangas de suas vestes. -Gasshō, Lama. Minha expressão era séria. Curvei-me em referência, porém, meus olhos permaneciam fixos no ancião. Ele riu e me puxou para um abraço; A minha cabeça presa entre seu braços e suas costelas, tinha o cabelo constantemente embaraçados pelo cafuné. -Que saudades de você garoto, não passe tanto tempo sem nos visitar. Era incrível como, mesmo sendo uma santidade absoluta, o seu lado humano aflorava quando estava na presença de Sadat, era como um neto ou um sobrinho para ele. Deixava por instantes de ser o Grande Lama, e passava a ser simplesmente Tenzin Gyatso, um senhor não menos sábios do que o Lama, mas aparentemente mais palpável. Me desvincilhei de seus braças e sorri levando a mão até nuca, de fato faziam alguns meses que eu não visitava o templo. -A vida na academia está corrida Tenzin... Tenho focado muito em algumas brechas do meu aprendizado. Ele passou a caminhar lentamente, eu o segui alguns passos atrás, mantendo certo respeito pela sua figura e pela conversa que se inciaria. -Você sempre foi um rapaz inteligente Amon, extremamente inteligente. Suas capacidades ilusórias são magníficas. Mas faz certo em investir nos demais ramos do seu desenvolvimento. Ele tossiu. Em um primeiro instante eu não havia percebido, mas ele parecia estar doente, e a julgar por aquela tosse o seu pulmão estava extremamente carregado. -O senhor não parece muito bem, mestre Gyatso. Ele parou de forma súbita, virou-se de frente para mim enquanto suas roupas tipicamente religiosas, dançavam no ar em tons laranja e bordô. -O que acha de meditarmos? Fiquei sabendo que viajará novamente de noite. Aproveitamos que ainda são as primeiras horas da manhã, e começamos o exercício! O que acha? Ele obviamente ignorou minha pergunta, e sempre me irritava quando ele fazia aquilo. Muitas vezes parecia indiferença, mas, analisando bem, sempre vinha em horas em que a resposta poderia ser poupada; E aquilo me preocupava. -Pode ser. Tenho alguns pontos com meu ego que devem ser revisados. Ele riu e me abraçou pelos ombros, forçando com que eu andasse ao seu lado. -Vamos, quero lhe mostrar um lugar.

-Que magnífico! Minha voz saiu quase inaudível enquanto encarava a grandiosidade do local. Tratava-se de um grande edifício com terraços interligados por escadarias, erguendo-se em forma de anfiteatro, e onde eram cultivados estupendos jardins, embelezados com fontes e estátuas. -Este jardim suspenso foi inspirado na confecção babilônica. É uma iniciativa comunitária em prol de um ambiente mais adequado e diversificado para meditação. Já havíamos subido bons lances de escada até o tempo. O Lama sentou-se ao centro do jardim, sobre uma almofada, como as leis universais sentam em seus postos para reger o universo. Vê-lo preparando-se para transcender me arrepiava desde a primeira vez que tive aquele vislumbre. A energia que ele emanava só em cruzar uma perna sobre a outra e posicionar os braços sobre ambas era gigantesca. Não era simplesmente chakra, era algo além daquilo, algo espiritual totalmente além do nosso plano terreno. -Junte-se à mim! Assim fiz, copiando sua postura corporal e ainda estupefato com a nova construção do templo. Um tempo após o silêncio inicial para que os ânimos se acalmassem, pude novamente ouvir sua voz enquanto seus olhos esverdeados me encaravam e sua cabeça careca reluzia. -Concentre-se. A frase guia para o entendimento que estamos buscando hoje é: "Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo." Após a frase fechou os olhos da mesma forma que sempre fazia, e emergiu. Aquilo já não era mistério para mim, e logo fiz o mesmo.

Não sei como a meditação realmente funcionava na cabeça de outras pessoas, mas para mim, o estado de transe e de salto dimensional imaginativo era tão grande, que ao fechar os olhos para aquela especificidade, automaticamente eu era lançado e tinha um avatar materializado dentro da minha própria consciência. Capaz de observar tudo aquilo que meu consciente, inconsciente e ego armazenam em forma de arquivos guardados em gavetas numa sala escura. Nela, passei a apanhar e visualizar o que me interessava. Apesar do que o Grande Lama havia dito, eu necessitava aprofundar um pouco mais a minha habilidade em genjutsu. E partindo do pressuposto que esta linha de técnicas shinobi baseava-se resumidamente na manipulação do indivíduo, aprender a fazer aquilo sem necessariamente estar aplicando uma técnica específica era de extrema relevância. Motivado por isso passei a acessar memórias marcantes que envolviam diretamente jogos psicológicos que acontecem no cotidiano de qualquer ser vivente e dotado de racionalidade. Cada frase dita era friamente analisada em um estado de consciência onde nada passava despercebido. O modo como a pupila dos sujeitos dilatava ao mentirem, ou como seu corpo agitado e sua voz contraditoriamente calma inspiravam algumas pulgas atrás da orelha. Lá fora, no mundo exterior à esta caixa impenetrável onde me encontrava, o silêncio era absoluto. Ocasionalmente o pássaro cantava, e quando o córrego das vias de irrigamento de tornavam mais intensos, o som de água também se fazia ouvir para quem lá estava em sua própria carne. Já haviam se passado algumas horas desde que tínhamos chegado ali e o vento já se fazia corriqueiro e gélido; Mas onde a realidade realmente acontecia, eu freneticamente analisava memórias, pontuava suas questões chaves pro entendimento daquele estudo, e reunia elas em um novo compartimento responsável em relacionar todas aquelas lembranças ao aprendizado que ali estava sendo buscado. E assim foi até que a noite caísse.

Tudo apontava para que eu fosse embora naquele mesmo dia, mas ao sair de estado meditativo e não me surpreender ao perceber que Tenzin ficaria o restante da noite ali inerte, resolvi me levantar com cautela e silêncio, e deixa-lo ali consigo mesmo enquanto eu descansava para viajar no anoitecer posterior.  

CH: 300 & HP: 200 ST: 0´0

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Última edição por Yamānu em 21/9/2018, 18:00, editado 1 vez(es)
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Re: [TREINAMENTO] O caminho dos monges. - em 21/9/2018, 17:56

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Re: [TREINAMENTO] O caminho dos monges. - em 21/9/2018, 18:01

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Re: [TREINAMENTO] O caminho dos monges. - em 21/9/2018, 19:37

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