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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Yamānu
Genin
Yamānu
Vilarejo Atual
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[Filler] Amon Sadat - Qui 20 Set - 7:28



[Filler] Amon Sadat Source

Vestimenta; OBJ.: +100p de status e Perícia em Shurikenjutsu (1) ; Palavras: 1.743/1.400

Oda Nobunaga era um garoto de um templo vizinho. Lembro de vê-lo algumas vezes pelas trilhas em meio às montanhas, sempre com sua cumprida e reluzente lâmina presa na bainha junto a cintura, e um cavalo muitas vezes carregando produtos naturais destinados aos monges e suas cerimônias. Tanto o Templo das Ilusões, onde cresci, quanto o Caminho das Espadas, onde Oda havia se desenvolvido, eram diplomaticamente aliados; Levando em conta a crescente perca de fé no emaranhado espiritual do ser humano, unir forças com templos próximos já não era mais novidade. Fato é, eu e o garoto da cicatriz no pescoço nunca nos demos muito bem. Ele era arrogante, costumava perseguir outras crianças da redondeza, utilizava da sua grande habilidade com espadas para amedrontar guerreiros juvenis que atravessam seu caminho. Quase sempre agia sem motivação, pelo puro e deleitoso motivo de ver o circo arder em chamas.

Nos encontramos pouquíssimas vezes, e nestas ocasiões, os dois voltavam extremamente lesionados para seus respectivos santíssimos abraços. Mesmo sem nos conhecermos, a inimizade que surgiu entre nós era visível para qualquer pessoa presente no ambiente, a própria menção de nossos nomes para nós indivíduos ouvintes, era motivo de cusparada ao chão. Porém, desde que havia sido guiado pela minha luz até Kumogakure no Sato, nunca mais tive a infelicidade de encontrar aquele indivíduo, e aquilo deveria fazer cerca de no máximo dois anos. Dois anos de extrema calmaria, tempo esse onde deixei de lado o passo que envolvia brigas aleatórias nas montanhas e passei a me dedicar verdadeiramente à vida shinobi.

A preocupação hostilizava contra meus pensamentos. Um cigarro era fumado atrás do outro enquanto a mente vagava em uma viagem interplanetária pelos astros da existência e suas complicação. Meu corpo esticado naquela poltrona no meio da varanda, banhada em tinta marrom e logo acima da rua. Meus olhos vidrados nas estrelas mais longínquas possíveis tiravam conclusões precipitadas sobre tudo, enquanto analisava friamente o nada. Tinha o costume de sentar-me ali naquele local, acompanhado de tabaco, whisky e uma caderneta. O tabaco me acalmava nas noites mais imponentes, o whisky, uma bebida não muito comum naquele país, me trazia de volta para a realidade com o amargor de seus goles; Já a caderneta vinha como um auxílio, nela eram anotadas todas as redes lógicas que se estabeleciam no interior do meu maquinário cerebral, cada uma delas ao ser concluída era passada para o papel, e uma vez rabiscada naquela folha, a ideia jamais se perderia em seu mundo utópico. Porém, embalada pelo frio e pelo silêncio, a anotação não se fazia materializada. Até mesmo uma atribuição para os devaneios não se fazia possível. Tudo pelo simples fator de que Yamanuki ainda não havia chego em casa. Ele, minha Luz Guia, meu mestre e mentor, um senhor de noventa e sete anos fisicamente acabado e mentalmente indestrutível; Um sábio! Na rua, alguns metros abaixo de mim, pude escutar uma voz vinda do norte. Ela me era familiar ao ponto de causar arrepios, e não o tipo bom de estímulo. A outra voz que rasgava o ar de forma rouca como uma tempestade, eu tinha certeza à quem pertencia, era a voz de Yamanuki. Levantei-me da poltrona mantendo o cigarro entre os lábios e o gelo chocando-se contra o copo em minha mão, e observei entre os dois últimos postes de luz da rua sem saída. Gelei. Lá estavam Oda e Yamanuki em meio à uma discussão fervorosa e que parecia aumentar sua intensidade de forma gradativa. Conhecendo aquele garoto cinco anos mais velho que eu, porém, extremamente maduro em maldade, tinha a péssima certeza de que se eu não intervisse logo e de maneira rápida algo de pior aconteceria ao velho.

-Você não vai muito longe seu velho estúpido. Oda esbravejava de forma animal contra o senhor. Ele se mantinha em pé, frente à frente com o garoto, e mesmo sendo cego parecia que seus olhos brancos penetravam calculadamente os olhos azuis do sujeito. Mantinha-se quieto sem nem ao menos entender o motivo de tanta raiva vinda daquela criança. Um bastão de combate milenar era empunhado em suas mãos, hoje utilizado como apoio devido as suas variadas limitações físicas, em épocas anteriores, aquela arma havia vivenciado grandes conflitos que ameaçavam desestabilizar a paz global. -Este bastão não lhe pertence. Meu mestre morreu abraçado nele e você o tomou em seu leito de morte. Oda empurrou Yamanuki, que tropeçou e caiu junto ao chão. Sua face serena permanecia, porém, visivelmente seu auto-controle passou a ser testado naquele momento. -O seu mestre era o meu irmão, e ele pediu para que eu protegesse a honra deste instrumento. Retrucou. -Calado! Simultâneo ao grito o jovem samurai moveu-se para desembainhar sua katana em um golpe final contra o ancião, carregado de ira e perdição. A lâmina refletia a luz da lua enquanto parecia viajar em câmera lenta, terminando de escrever as últimas palavras do sábio. No entanto, nos milésimos finais para a conclusão daquela cena dramática e caótica, um barulho estridente de metal é escutado.

Lá estava eu, uma máscara cobrindo parcialmente minha face enquanto, localizado entre os dois conflituosos, aparava o golpe da espada com duas kunais cruzadas no ar entre si e sendo seguradas de forma firme pelas minhas mãos. -Não ouse mover nem sequer mai... Senti todo o ar esvaziar-se de meus pulmões quando um chute frontal foi aplicado em meio peito, lançando toda minha massa corpórea para trás. Me choquei contra Yamanuki, nesta altura desacordado, e caímos cerca de cinco metros distantes, um por cima do outro e a arma disputada na ocasião logo ao nosso lado. Oda era com certeza um samurai formidável, detentor de habilidades natas, mas sua fome por sangue e por encerrar logo qualquer assunto pendente em batalha, faz com que muitas vezes suas decisões sejam precipitadas, como aquela que ele adotou após seu chute. Avançou de forma firme e fria para cima de mim, deixando seu alvo anterior totalmente esquecido. Ainda no chão lancei com a mão dominante a única das kunais ainda remanescentes em meu domínio. A finalidade era atrasar sua passada que ia de encontro ao projétil arremessado. Assim aconteceu; Parou momentaneamente seu movimento para que pudesse esquivar, e foi aí que tive liberdade. Apanhei o bastão do chão e motivado à acabar logo com todo aquele rodeio de touro descabido, avancei para o contra-ataque. Movimentando-me da forma mais rápida e efetiva possível, busquei me posicionar pelo flanco esquerdo do também aprendiz, enquanto sua atenção ainda era tomada pelo fim do ataque com a kunai, e a volta do foco em mim. A ponta do bastão chocou-se contra a costela de Nobunaga, que curvou-se cuspindo uma quantidade considerável de saliva. Ao tentar derruba-lo chocando a arma em minha mão contra suas pernas, fui impedido por sua lâmina, recém fincada ao chão na finalidade de interceptar meu ataque. Ele tirou-a da terra de forma rápida buscando um corte perpendicular em meu peitoral. Instintivamente joguei o corpo para trás, enquanto o fio da lâmina rasgava minha camisa preta. A katana mal havia passado pelo pano de algodão quando, após me apoiar devido ao movimento de esquiva, firmei uma das extremidades da haste no chão, e equilibrando meu corpo lateralmente no ar, busquei acertar uma sequência rápida de chutes na boca de seu estômago. Os dois primeiros foram efetivos, mas o meu erro foi persistir, na terceira aplicação ele me apanhou pelos pés e lançou contra o chão. Minha cabeça chocou-se contra o solo; Levantei meio desnorteado, apenhei aquela ferramenta de combate, e me preparei para o segundo round. Avançamos de forma colossal um sobre o outro, neste altura já cansado mas insistentes. Trocávamos golpes de uma forma que adultos nos aplaudiriam. Defesas, esquivas e golpes eram trocados de forma insana. Meu peitoral já marcado, e cortes sendo aplicados ocasionalmente provenientes de ataques mal defendidos. Enquanto Oda já havia fraturado o nariz, os dentes e uma costela. Aquele confronto parecia nunca mais acabar, até que em meio aquele combate quase sem brechas, visualizei uma abertura.

Não haviam chances de eu sair vivo daquele confronto. Yamanuki certamente havia me ensinado e orientado para que eu tivesse uma base realmente boa para conseguir lutar corpo-a-corpo com qualquer sujeito. No entanto, meu adversário era um aprendiz muito qualificado  na arte do kenjutsu, ainda em uma evolução aparente, mas mesmo assim um prodígio em seu campo. Fato é, se eu estava jogando com peças mais fracas no campo inimigo, talvez fosse a hora de trazê-lo para o meu meio, para a minha realidade. Eu tinha uma única chance de acabar com aquilo, e deveria fazer da forma mais correta e estratégica possível.

A troca de golpes teve uma pausa, e então olhei fixamente para os olhos azuis do garoto. Minha íris agora brilhava um vermelho cintilante, típica aparência do Ketsuryūgan que costuma reduzir a consciência de qualquer ser em pó. Oda pareceu não ter reparado naquela mudança, e então resolveu investir contra mim novamente. Correu em linha reta e quando alcançou a distância desejada trouxe a sua espada de trás para frente em um movimento que parecia ser um último suspiro para que aquilo acabasse, na intenção clara de me decapitar. Ao ver aquele movimento acontecendo utilizei do tamanho mais avantajado do meu armamento para antecipar e com um golpe rápido e certeiro na ponta daquela lâmina, fazer com que ela voasse de forma cartesiana para o lado. Mesmo assim não deixou de atacar. Em uma segunda tentativa, esta de desespero, já que não havia mais como alterar o rumo de sua corrida, tentou apanhar-me pelo pescoço, e ali estava o que eu tentava provocar desde um determinado ponto da batalha. Deixei que seu braço direito me erguesse no ar enquanto sua mão apertava minha jugular. O sorriso estampado em seu rosto foi o que me fez esperar um pouco mais pelo grande trunfo. Acho que o maior desejo que eu tinha naquele momento era ver a reação do sujeito ao ter sua face borrada pela sua própria memória. Com ambas as mãos segurando seu punho, tendo um contato claro com a sua pele, sorri já quase asfixiado.-Acabou pra você Nobunaga!

Nós dois caímos, ele aprisionado em um genjutsu que o fez ficar desacordado por um bom período de tempo, e eu semi inconsciente após aquele estrangulamento. Na verdade, a última coisa que me recordo antes de realmente apagar, foi de Yumanuki vindo em o meu resgate. Só!


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Re: [Filler] Amon Sadat - Qui 20 Set - 7:52

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.