Os Imortais
Okina conseguiu destruir Sunagakure, tornando o vilarejo um só com as suas origens, as areias profundas do deserto. O mesmo aconteceu em Kirigakure no Sato, onde a entidade afundou a vila no oceano que o cercava. Porém, ao tentar acabar com Konoha, a inimiga da humanidade falhou sendo impedida pelos novos salvadores do mundo. Abençoados por Hagoromo, os ninjas Mako e Mordred conseguiram selar a adversária criando uma segunda lua pairando sobre o planeta. Passadas algumas semanas, uma seita antiga se reuniu procurando o local onde poderiam ressuscitar Jashin, um deus antigo. Liderados por uma mulher capaz de ouvir a voz do deus, os seguidores subiram a Cordilheira dos Deuses e encontraram uma rocha cheia de selamentos frágeis e acabaram assim liberando um novo inimigo que se diz ter muitos nomes: Kami-sama, Jashin-sama e Shaka-sama. A nova divindade absorveu os poderes da lua onde Okina foi selada e transformou-se totalmente, porém, uma quantidade estranha de chakra vazou e espalhou-se no planeta inteiro.O novo inimigo da humanidade marcou três vilarejos: Konoha, Iwa e Kumo. Mas quais são seus verdadeiros planos? E quem é a pessoa que despertou depois de muitos anos?
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[TREINO] Auxiliando o velho Yamanuki

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[TREINO] Auxiliando o velho Yamanuki - em Ter 18 Set - 23:52




Vestimenta; OBJ.: +1p. de atributo em força; Palavras: 921/450

Aquele local me inspirava paz! Ver as partículas de poeira bailando junto ao filete de sol que entrava pela fresta da janela, me era sinônimo de casa. Desde que meus estudos intensificados para o exame genin continuaram, nunca mais senti o ar limpo e úmido das montanhas. O inverno aquele ano se fazia atípico, e até por isso preferi esta época do ano para abraçar o foco físico naquela altitude. Fato é que não importava o motivo, o que acelerou o mecanismo da minha mente foi a imensa saudade de Yamanuki. Aquele velhote apático e confuso me inspirava conforto, talvez aquele sujeito fosse o único que meus olhos vissem importância em continuar, em persistir. -Amon, acordado logo cedo? A voz cruzou o quarto enquanto aquela entidade magicamente acertou meu estado de consciência ao entrar no recinto. Minha mente antes vagante nos devaneios deste cosmo, conectou-se de forma rápida à sua casca. -Acostumei com estre horário Mestre, costumo acordar cedo para meditar. Respirei fundo enquanto tocava meu peito nu. Deitado estava sobre os lençóis de algodão azul, no entanto, sentei-me no colchão e dei fim à pausa. -Um dos instrutores do vilarejo me recomendou dar mais ênfase no desenvolvimento da minha força. O que acha? Perguntei de forma provocativa, já sabendo a resposta. Ele entrou, sentou-se junto a janela e nos serviu já. Minha massa corpórea já em pé rumou para acompanha-lo à mesa, e escutar a voz rouca e tranquila lhe direcionar o sermão; Assim foi. -Força! Esses homens de hoje acham que a força está em quantas pedras você aguenta levar para construir uma estátua para o Kage. Esqueceram-se que a força reside em quantos pensamentos você consegue sustentar parta se manter sábio. Seus olhos eram os únicos que penetravam a imensidão de minhas pupilas escarlate sem receio. -Não ligue para eles Disse. -Fortifique sua mente.

Obviamente Yamanuki era um ancião, detentor de sabedorias milenares, mas isso não fazia com que o velho soubesse de tudo. Seu imaginário muitas vezes corria por paraísos utópicos, enquanto a vida que ele havia me direcionado necessitava que eu fosse realista e sensato à todo momento. Ter crescido naquele lugar, com aqueles sujeitos que mais pareciam seres celestes, capazes de lhe tocar a alma e transferir ideias de séculos em desenvolvimento, me fez ser um garoto de oito anos que seguia um vetor totalmente contrário do padrão. Por isso eu fumava, e sempre recebia mais sermões. E por isso eu também sabia a relevância das instruções que haviam sido passadas pelos meus superiores do vilarejo.

Ao terminarmos o café resolvi começar o treino mais tradicional e funcional existente no mundo dos educadores físicos, fazer todas as reformas possíveis daquele edifício. O que eu via logo à minha frente era uma plantação que cobria bons km/s². Um vasto campo de arroz com um singelo e bem detalhado moinho de vento ao centro. Cada passo dado naquele lamaçal em meio à plantação, me fazia pensar sobre o rumo que a vida toma, tão fluída e suja como a água que me cobria os tornozelos. O objetivo era reparar, tijolo por tijolo, reboco por reboco, viga por viga daquela construção. Os materiais necessários já se encontravam todos lá, já que os construtores contratados para tal feito foram embora após uma discussão com o velho Yamanuki após interromperem sua meditação.


O moinho era de uma forma cilíndrica confeccionado em pedregulhos lixados de maneira uniforme. Seu telhado era marrom e triangular com um escoamento em 360º. A face norte da parede de pedras havia desmoronado parcialmente meses antes após o tempo ter desgastado sua resistência com intensas chuvas e vendavais. Aproximei-me da massa utilizada para preparação do cimento, afim de começar e terminar da forma mais rápida possível. Passei a mexer de forma incansável e persistente aquela pasta acinzentada; O começo foi tranquilo como a brisa do mar, porém, conforme o tempo passava e o material ia chegando gradativamente próximo de seu estágio de conclusão, a dificuldade e a força aplicada aumentavam gradativamente. O tempo nem castigava tanto com o calor, e meu corpo já suave como uma garrafa de vidro no verão, e não havia se completado nem cinquenta minutos desde que o trabalho havia começado. Podia sentir cada músculo dos meus braços e peitos se contraindo de forma anatomicamente exagerada, devido à sobre carga de força aplicada no ato de mexer o que havia dentro do balde. Terminado aquele processo, passei a encher um carrinho de mão com as pedras já finalizadas, e aí começou o maior desafio da tarde. Eram pedras maciças e sólidas, pesando aproximadamente vinte quilos cada uma, e medindo cerca de 40x30. Carregar uma por vez já era ruim e demorado, carrega-las através do auxilio das rodas seria ainda pior, no entanto, mais rápido. O espaço para preencher no interior daquele veículo manual foi se completando, assim como o cansaço foi atingindo patamares cada vez mais altos. Cada pedra posta no seu devido lugar tinha concreto cobrindo suas extremidades, e cada vez que a ação cíclica de colocá-las e pincelá-las com a massa terminava, me sentia mais perto do esgotamento físico.

A noite já vinha caindo avassaladora sobre o céu. No inverno tudo tende a ficar escuro mais rápido, inclusive nossos sentimentos. A parede já estava mais da metade finalizada, e com a falta de iluminação elétrica ainda sendo um problema na região do templo, resolvi me retirar para descansar e prosseguir com os reparos e aquele modo alternativo de treinamento no dia posterior; Afinal, ainda havia muita coisa para ser realizada ali.

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Já passavam das três horas da manhã quando eu ainda persistia em rolar naquela cama abraçado à insônia. Aquela madrugada trouxe para região uma reviravolta climática inesperada; No dia anterior o tempo estava favorável, e com certo esforço consegui avançar boas porcentagens do reparo do moinho. Uma força estrondosa da natureza cortou os céus e se chocou contra um monte vizinho. O barulho propagou-se milhas por vez até chegar ao templo, fazendo com que aquela construção tremesse e se redimisse perante aquela entidade superior. Levantei-me da cama de forma abrupta, não assustado com o relampejar dos céus, mas sim, tomado por raiva pelo fato de não conseguir nem se quer pregar os olhos. Levei a mão de forma calma até o copo d'água no criado mudo. Cada gole um alívio, cada gole uma paz. Nesses momentos de solidão e inquietude eu costumava meditar, para apaziguar os ânimos e conectar-me novamente com o que é realmente relevante; Porém, minhas faculdades mentais vinham se ocupando de outras matérias. "Era necessário ouvir os mais vividos que se propõem a lhe passar algo." Sempre me dizia Yamanuki. Eu não poderia ignorar as instruções da acadêmia, amadurecer o âmbito físico daquela casca que me serve era de extrema necessidade, logo, precisava ser imediato.

O meu peito estava junto ao chão assim como toda a superfície do meu corpo; As mãos espalmadas ao lado dos ombros. Flexionei de forma firme meu corpo para cima, em seguida deixei com que ele caísse lentamente rumo ao chão enquanto eu controlava sua intensidade. Assim foi por incríveis cinco tentativas até que meus braços tremendo me nocautearam de cansaço. Nunca havia imaginado que seria tão difícil assim um empenhamento desses. O simples ato de flexionar seus músculos e sustentar seu eu não me parecia nada complexo como ideia inicial. No entanto, não bastou muito mais que algumas outras boas tentativas para que eu entendesse a real mecânica daquilo. O exercício físico é muito mais mental do que visível. Ele requer sua concentração, sua penetrabilidade nos movimentos, necessita acima de tudo que vocês se conecte de corpo e alma ao que está fazendo. Aquele treinamento tinha muito mais à me ensinar do que simplesmente fazer com que eu consiga erguer mais pedras no moinho, ele veio para mostrar como as coisas no universo se interligam, e como a meditação e o exercício físico sendo polos distintos, ainda assim conseguem se conectar de forma extremamente efetiva. Daquele momento em diante passei a aplicar todos os conceitos básicos e possíveis que havia aprendido sobre concentração e conectividade ali naquele templo. Meu corpo parecia fluir seus movimentos como flui um córrego, e a massa corpórea agora não me parecia tão amedrontadora agora que meus pulmões se enchiam e esvaziavam da forma correta. De forma incansável, porém, paradoxalmente abatido, persisti em cada movimento até que a última gota de energia se esvaísse do meu corpo.

Certas coisas acontecem sem explicação. Uma insônia gerou uma série de erros, que ocasionaram uma reflexão e em seguida resultaram numa melhora inexplicável. O universo as vezes nos pões num barco que apenas nós não sabemos o rumo. Deitado ao chão e entregue ao cansaço, dormi. Já deviam ser umas cinco e meia da manhã, enfim, não importava.
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