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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Urameshi
Chūnin
Urameshi
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[ Mudança de Clã ] A Gruta da Besta - 10/9/2018, 02:46

Era inverno. À noite, Guts acampava nos arredores do País da Terra, onde cumpria missão à mando de sua líder, a Tsuchikage. Estava há milhares de quilômetros de casa, repousando à encosta de uma pequena gruta. Sua única companhia era a de uma fogueira e de alguns pernilongos que ocasionalmente lhe causavam prurido. Descuidou-se por um instante, fechando os olhos sem a menor intenção de fazê-lo. Recobrou a consciência como em um susto, revirando o rosto de uma ala a outra, buscando a presença de outrem. Para sua sorte, nada havia. A vigília seria de difícil manutenção durante o período noturno. Aconchegou-se com os membros inferiores, guardando-se abaixo de um sobretudo negro. "Quanto tempo levará até que o sol raie?" questionou-se. Não sucumbia ao temor. Distante disso, nunca houvera em sua mente um medo capaz de proporcionar real perigo à saúde mental do espadachim. De todo o modo, as necessidades fisiológicas não poderia ser completamente ignoradas e uma hora, precisaria descansar num profundo sono.

Minutos corriam ao passo de décadas. A noção de tempo estava deturpada e a insanidade decorrente da linhagem sanguínea, pouco a pouco, corroía a humanidade presente em sua moral. Naqueles instantes insanos transmutava-se em um sociopata e psicopata, ferindo a quem quer que seja, aliado ou inimigo, sem o menor remorso. Balançou, procurando ocupar a cabeça que cedia aos instintos mais brutais lentamente. A queda de braço pouco durou. Foi dominado pelo monstro presente em seu corpo. — Eu vou matar a todos! — urrou. A jaula que continha a fera insana da sua mente tinha suas grades rompidas, fazendo-o erguer-se da posição de descanso em busca de sangue. Correu através dos poucos gramíneos secos presentes, irrompendo a ventania e ganhando terreno na direção de uma fazenda de bovinos. Primeiro assassinou o gado com protuberâncias cortantes que surgiram da pele e eram tão resistentes quanto o aço de uma espada. O grito derradeiro dos bois despertou os moradores. Somente assassinar aqueles seres animalescos não bastou a sede de sangue de Guts. Ansiava mais. — Eu vou estripá-los! — gritou novamente, porém desta vez tomado por completa insanidade.

O seu infortúnio proporcionou-se na figura de ancião, ninja aposentado, que agora servia à vila criando o gado que a alimentava. Postou-se à batalha contra o garoto na intenção de detê-lo. O velho notou tratar-se de um shinobi da vila oculta da pedra e compreendeu que a sua forma se assemelhava a de uma criatura monstruosa com uma intenção assassina sem igual. Bastou dois golpes em pontos precisos do assassino para fazê-lo cair no chão desacordado. Recolheu seu corpo e o levou à sua residência. Deitou o corpo de grandes proporções sobre feno, que servia de alimento aos ruminantes que cuidava. O sol finalmente surgira, fazendo o ninja despertar com o passar do tempo. — Maldição! Aconteceu novamente?! — perguntou-se acometido pela sensação nostálgica de ter suas mãos manchadas de sangue. — Quem eu matei desta vez? — continuou a se indagar, buscando confirmação visual de quem teria sido sua vítima. Completamente despertado, desconhecia o lugar em que estaria, sobretudo por se tratar de um ambiente rural. Andou pelo galpão e viu um grande ferramental do fazendeiro. Saiu dali e deparou-se com os rastros da destruição: uma série de cabeças de gado abatidas por suas mãos. Ajoelhou-se. — Droga. De novo não... — resmungou.

Enquanto se digladiava com o seu senso de moral, a porta da casa grande se abriu. Rangeu, alertando o homem de cabelos morenos. Contornou o rosto e viu sair daquela porta um idoso que mal parecia poder suportar o seu próprio peso. — Você acordou, garoto. — disse o idoso com o tom da sua voz cansado, aparentando ter uma idade completamente avançada. — Quem é você? Aonde estou? E como o senhor sobreviveu aos meus ataques??? — indagou estupefato, desacreditando que ele fora capaz de lidar com a besta que habitava sem interior. — Ah, aquilo foi bem fácil, na verdade. — declarou enquanto bocejava, de maneira tranquila e bem pausada. — Você mais parecia ser um animal selvagem com medo. Seus movimentos, apesar de brutais, eram simples de serem lidos. Fiz você apagar e o levei até meu depósito. Teve sorte que reconheci sua bandana. Do contrário, seu destino seria o dos meus animais... — contou, aproximando-se com uma xícara em mãos. — Perdão! — escusou de joelhos, acometido pelo arrependimento. — Não se preocupe, meu jovem. Durante os meus anos de ninja lidei com gente pior do que você. Devo dizer, no entanto, que esse bicho dentro de você é bem assustador. De qualquer modo, pegue. Não há nada que não possa ser curado com uma bebida quente. — disse-lhe, entregando uma caneca recheada com café.

Faminto, aceitou a oferenda e a bebeu rapidamente, como se a água bebesse. — Oh! Tome cuidado, garoto, se não queimará a língua. — advertiu sorrindo. Reduziu o ritmo dos goles e encarou o velho. — Não sei como agradecê-lo, senhor. — disse. — Não tem problema. Fico feliz em poder ajudar um ninja de Iwagakure. Hoje não passo de um velho aposentado que a única contribuição é a de servir como o fazendeiro da vila. No passado, entretanto, meus punhos ganharam o mundo foram até mesmo capazes de derrotar os maiores guerreiros do mundo. — relatou orgulhoso. Tornou ao espanto, surpreso com aquele relato do passado. De fato, havia algo naquele velhote que não condizia com sua aparência decrépita. A aura que de seu corpo emanava destoava completamente da aparente fragilidade de seu corpo. "Ele me parece incrível." imaginou. — Você está em missão? — perguntou. — Sim. Estou em meio a uma. Devo capturar um bandido que anda assaltando as fazendas do vilarejo. Ainda sim, essa é a primeira que encontro depois de muito buscar por elas. E, se esta fosse invadida, certamente o criminoso levaria a pior... — comentou sorrindo. O outro gargalhou. — É verdade... — reconheceu. Guts e ele passaram a manhã discutindo eventualidades, até que a hora do almoço se anunciava.

O espadachim fora convidado a se reunir à mesa. Aceitou, afinal seria a primeira vez em muito tempo que poderia se deleitar em uma refeição digna. Sentaram-se, às doze horas, saboreando de um delicioso banquete preparada pela esposa do fazendeiro. — Estava ótimo. — comentou o rapaz, certo de que havia feito uma ótima decisão. — Ouviu isso, Miko? Finalmente alguém que elogie a sua comida... — brincou. O clima de amistosidade cresceu, até que sons externos alarmaram seus ouvidos. — O que foi isso?! — indagou o jovem, acometido pelo receio. — Esconda-se, Miko. Alguém está invadindo a nossa fazenda. — ordenou com seriedade, a par dos perigos presentes em saqueadores ou semelhantes que zanzavam por ali. Ambos os homens se ergueram das cadeiras de madeira onde sentavam e se locomoveram na direção do lado de fora com ligeireza. Na área exterior, depararam-se com uma uma trupe de oito pessoas armadas com espadas, foices e pergaminhos. O motivo de estar ali estava claro: roubariam a fazenda. Dentro todos, um de cabelos brancos e máscara negra se destacava, era o líder, aparentemente. — Entregue-nos seu dinheiro e vocês vão sair livres dessa. — propôs ele. — Saia daqui, meu garoto. Isso não vai acabar bem pra você e seus amigos... — rebateu o idoso. — O que disse, vovô?! Coé, rapaziada. Deem um trato nesse velho, eu pego o grandão... — gritou.

Avançaram. O confronto ocorreu e bastou alguns segundos até que a fera interior de Guts se liberasse novamente, rugindo contra os inimigos até que seus corpos fossem completamente destroçados. O senhor sequer teve a possibilidade de agir. Antes disso, todos os adversários haviam sido aniquilados um a um sem o menor traço de culpa. As tripas correram pela planície. Alguns corpos desmembrados decoravam a cena de verdadeira barbárie. — Garoto... — disse o velho assustado pela aparência assumida. A sede de sangue estava longe de ser saciada, muito embora todos os adversários estivessem estripados. Sem a capacidade de diferir o inimigo do companheiro, Guts avançou contra aquele que lhe cedera acomodações e refeições. Atacou-o. A luta desta vez ganhava em ferocidade, ao ponto do braço direito do jovem ser completamente quebrado em várias partes. Ao fim dela, apagou. O idoso sangrava ao seu lado.

Não compreendia o motivo daquela insanidade presente no coração do rapaz, temendo-a do profundo do âmago. No outro dia, pela manhã, acordou numa cama de lençóis brancos. — Maldição! — gritou. — Aconteceu mais uma vez! — urrou levando a mão na direção do seu olho cego. — Você finalmente despertou do sono, rapaz. Esse seu monstro é mesmo assustador, no entanto você não terá que se preocupar com ele novamente. — disse. — Como é?! O que diabos você fez, velho? — questionou. — Não foi fácil. Porém eu fui capaz, depois de três noites e dois dias, enquanto você continuava desmaiado, de suprimir total e completamente a sua linhagem sanguínea, a ponto de apagar completamente sua herança genética. Eu descobri um bocado sobre você junto de Miko, que era do esquadrão de cientistas da Pedra. — noticiou. Aquelas novidades pegaram Guts de surpresa. Deu-se conta, então, que jamais precisaria se utilizar de seu monstro novamente em uma luta, contando apenas com suas habilidades para vencer. Sorriu, ademais, contente com a nova condição de liberdade. — Obrigado, velhote... — agradeceu.

Deixou a casa dias depois, com cabeça e braço devidamente enfaixados. Carregava na cintura duas katanas as quais utilizaria-se com o propósito de derrotar seus oponentes não importando quem fossem. Caminhava em marcha lenta na direção de Iwagakure, carregando consigo a esperança de tornar-se um guerreiro mais habilidoso dia após dia.

...

No retorno à Iwagakure. Apercebeu-se de sua deficiência. Era um completo incapaz lhe tendo sido revogado o direito de movimentar livremente o seu membro destro. Foi naquele instante que concluiu a necessidade de se tornar ambidestro. Não sabia ao certo o que faria em vias de contornar a debilidade adquirida durante o sangrento combate contra os bandidos que tentavam subtrair os bens do fazendeiro local. A sua única indicação plausível era a de seguir fazendo uso do canhoto, até que se tornasse igualmente apto em utilizá-lo semelhante ao que fazia com o de exímia dominância. Adaptar-se não foi fácil, sobretudo enquanto empunhando uma katana. Por mais perito que fosse na arte da espada, seus golpes não traduziam a força com que eram executados se o fossem pelo braço oposto. Durante a viagem, atacou uma série de rochas de proporções medianas com o braço de baixíssimo controle. A cada golpe, um novo aprendizado.

Durou semanas quando finalmente aportou em seu vilarejo natal novamente. Àquela altura, havia se habituado a manusear o aço de uma espada com seu braço esquerdo. No entanto, lhe faltava prática o suficiente com as tarefas diárias e ordinárias a exemplo de escrever um relatório, preparar um café da manhã ou mesmo arrumar a sua cama de manhã antes de sair em serviço. Permaneceu somente utilizando aquele membro com a sensação de que era um deficiente físico até finalmente alcançar a forma desejada. Praticou incessantemente durante um mês, entretanto obteve um resultado notável. Não havia mais qualquer diferença entre utilizar qualquer um dos seus membros. Eles aparentavam terem chegado num ponto onde a destreza em ambos se tornara exatamente a mesma. Era um resultado impressionante, dado o pouco tempo decorrido da lesão óssea sofrida até a total dominação. Dotado daquela maestria, Guts acreditava ser possível alçar voos mais altos, crendo que suas habilidades como um verdadeiro espadachim haviam sido incrementadas.

Passou, a partir daquele dia, a prática de ataques com espadas equipadas em ambas as mãos. Notou, então, o quão mortais haviam se tornado os seus movimentos, completamente distantes daqueles que um dia eram executados por uma única. Estava contente com o resultado de todo aquele treinamento, dedicando-se, dali em diante, em jamais se afastar daquela capacidade louvável.
Filler de mudança de clã:

Jugo -> Sem clã/kg/hi

adquiri, também, a qualidade "ambidestria (1)"

total de 1900+ palavras

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[ Mudança de Clã ] A Gruta da Besta Susanoo-no-Mikoto-slaying-Yamata-no-Orochi-in-Kojiki
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Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [ Mudança de Clã ] A Gruta da Besta - 10/9/2018, 07:04

Não acredito q li isso essa hr
@aprovado
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.