>
Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
Sumário
Mapa
Staff
Discord
Facebook
Contos
Estação: Inverno

Beterraba
Genin
Beterraba
Vilarejo Atual
Ícone : Fillers de Izagawa 100x100

http://narutorpgakatsuki.net

Fillers de Izagawa - 5/9/2018, 12:48

-
-
Beterraba
Genin
Beterraba
Vilarejo Atual
Ícone : Fillers de Izagawa 100x100

http://narutorpgakatsuki.net

Re: Fillers de Izagawa - 5/9/2018, 14:24

— É moleque, talvez dessa vez você tenha exagerado. — Disse pra mim mesmo na solidão avassaladora que consumia minha existência num trago de escuridão. A temperatura do meu corpo aumentava, a visão tornava cada vez mais turva e os as pernas não suportavam o meu peso insignificante. Eu já tive várias ideias péssimas, mas desta vez, soando dentro do casaco de cetim enquanto sinto o beijo gélido da foice da morte em meu pescoço, fez-me pensar que tomar veneno pra me forçar a desenvolver o antídoto foi a mais tola e prepotente de todas elas. Antes morreria orgulhoso de mim mesmo do que pediria por ajuda, tamanho orgulho que carregava dentro do meu peito. Peito este que não iria muito longe tido os apertões que sentia em seu interior.

Por ironia do destino está chovendo hoje. Isso é extremamente raro nessa aldeia. Bem, não foi hoje que tudo começou. Meses atrás li um livro chamado "Das Virtudes do Titeriteiro" e entendi que o veneno é um ponto crucial no arsenal de alguém que luta manipulando marionetes. Pois bem, uma espécime de escorpião tão comum aqui em Iwa secreta um veneno fraco, capaz de matar pequenas presas como camundongos e ratazanas. Nunca foi uma preocupação pra seres humanos até os mesmos meses atrás em que li o livro. Seria o destino? Um ninho de escorpiões num ponto específico ao sul da vila passou a fazer as suas vítimas delirarem de febre numa velocidade absurda além de travar o membro picado. Uma criança foi morta depois de receber picadas de três deles enquanto brincavam. Oras, teria oportunidade melhor pra eu absorver esse riquíssimo material e incorporar às minhas armas? A resposta é não.

Coletei doze casais de escorpiões e os estudei com o auxílio de um colega chamado Taiga, talvez um dos únicos amigos que fiz durante a academia shinobi. Taiga cresceu numa família de biólogos e me explicou que, aqueles escorpiões específicos descendiam de um casal capaz de produzir um poderoso veneno. Também me disse que quando expostos à luz a tensão faz com que excretem mais quantidade, contudo acabe se fazendo um veneno mais fraco. Os hábitos alimentares também tem forte influência na concentração de enzimas. Não houve outra alternativa: caminhei até a região com uma caixa e capturei DOZE CASAIS. Vinte e quatro escorpiões presos numa caixa gigantesca de vidro que consegui de forma não muito legal. Passei a capturar todos os ratos do quarteirão e fui ovacionado por isso, envenenei-os todos e entreguei ainda quentes pros meus pequenos filhinhos brincarem. Por cima da caixa de vidro havia um pano preto que cultivava a escuridão.

Eu dormia e acordava estasiado, não conseguia desfocar daquilo e queria vê-los o tempo todo. Se não fosse o requerimento de manter na escuridão, eu provavelmente ficaria sentado olhando-os por horas. Coletá-los pra retirar a amostra era a parte mais difícil porque eu provavelmente fui o único imbecil que já colocou tantos escorpiões numa caixa tão grande quanto aquela. Se não fosse pela comodidade da técnica Chakra no Ito eu jamais teria os trazido até mim com tanta facilidade. Depois de algumas semanas senti a concentração aumentando, eles que já tinham o veneno cerca de três vezes mais potente que os outros escorpiões da região, tiveram uma crescida de quase quarenta porcento até estagnarem. Isso foi o que vi nos machos. As fêmeas tiveram o potencial do veneno dobrado e notei que as que estavam fecundadas produziam um produto ainda mais refinado. Lá fui eu esperar o período de fecundação pra realmente extrair o veneno.

Sentei-me com Taiga e ele deixou bem claro do que eu precisaria pra realizar a extração e mostrou como eu deveria manipular o inseto: bastava pegá-lo com uma pinça, apertar um pouco abaixo da cauda e se necessário extrair o ferrão com a mesma pinça, mas depois ele provavelmente não produziria o veneno com tanta intensidade. Bastei-me em usar luvas grossas pra não ser picado, é claro. — Não vou abrir mão do meu trunfo por medo de uma picadinha, Taiga. Não seja maricas. — Disse-lhe enquanto calçava as luvas de couro. De certa forma elas atrapalhavam muito em manipular os pequenos bichinhos, mas não perder um dedo por necrose também era muito bom. Quando terminei a extração de todos e olhei pra luva cheia de buracos percebi que os meus pequenos filhos não gostavam tanto de mim quanto deles e gargalhei. — Vamos Taiga, sente-se. — Disse estendendo a mão para o sofá e ajeitando o óculos espelhado com o indicador esquerdo empurrando o centro do mesmo.

— E aí, quais suas expectativas pra nós? Acha que vai dar certo? — Perguntei-lhe mostrando confiança. Taiga era um dos poucos ninjas que eu realmente suportava, pra não dizer que tinha certo apreço por sua companhia. Ele riu e ajeitou o óculos igual à mim, imitando também o tom na voz.

— É, eu acho que com dois ninjas tão talentosos está fora de cogitação dar errado. — Eu não sabia se ria ou lhe esbofeteava quando escutei essas palavras, então por via das dúvidas fiz os dois. Debatemos sobre a experiência por horas enquanto jogávamos carteado e tomávamos sorvete, claro. Sorvete jamais faltava em casa, era o único motivo de eu ainda sair pra fazer a porcaria dessas missões de ninja. Era estranho pensar que apesar das minhas ambições pouco convencionais e métodos de estudo pouco ortodoxos eu ainda mantinha um pouco da sanidade e do espírito de uma criança - o que eu de fato ainda era, mesmo que agisse como se não fosse mais. O fato é que o tempo passou e depois que Taiga foi embora eu fiz a coisa mais doentia que poderia ter feito: embebi uma bisturi com um pouco de veneno e realizei um corte em mim mesmo, queria saber como meus oponentes se sentiriam diante da morte. A resposta foi a pior possível.

Agora, foleando livros e lembrando do quão imbecil fui, só consigo imaginar que tive todo esse trabalho pra no final morrer por pura vaidade. Tudo girava e eu já não sabia mais aonde estava. Vozes pesadas me diziam que tudo estava acabando e pelo mau-humor só poderia ser a minha própria consciência me açoitando com a culpa interminável por ser tão idiota. Já estava desistindo, visto que me vi fraco demais pra continuar refinando o veneno. Já me dava por acabado antes da hora e acredito que outro em meu lugar faria o mesmo. Arrastei-me até a cozinha e peguei uma barra de chocolate, enfiei tudo na boca da forma que pude, mas não conseguia comer na situação que estava. Caí e encostei na parede, ficando de frente pra mesa do laboratório enquanto colocava a mão sobre o pequeno corte e sentia a infecção correndo em minhas veias. Escutei uma voz e a porta se abrindo.

— Ei, foi mal. Esqueci minha... — não entendi quem era, mas era alto — SEU IDIOTA! — quem quer que seja, estava zangado comigo e tinha entendido a situação. Da posição que estava só via o ser correndo até a mesinha onde estavam meus equipamentos e foleando os livros, destilando o veneno e correndo de um lado pro outro desesperado. OS meus olhos foram se fechando e já estava me dando por vencido, só não antes de terminar a barra que agora derretia aos poucos na minha boca. A respiração foi minando e quando me dei conta já estava mais morto do que vivo. Só me restava agonizar. A luz entrava cada vez menos em meus olhos até que eles não se abriam mais. Era o fim.

Ou ao menos era o que pensava. Acordei numa cama, ainda com febre, mas bem. Tinha uma seringa extraindo meu sangue e essa estava conectada a uma máquina, entendi que estávamos no hospital. Meu sangue estava sendo filtrado. O veneno era um sucesso. Eu sou um grande cientista. Provavelmente o maior que eu conheço. Eu sou um grande idiota. Provavelmente também o maior que eu conheço. Olhei de um lado pro outro sem entender muito coisa, mas sabia que tinha sido salvo e quem havia me salvado. — Ei, Taiga. Onde ele está? — Passei pra uma enfermeira que passava.

— Ele te deixou aqui tem três dias e foi embora sem dizer muita coisa, pensamos que você iria morrer. Se não fosse o antídoto criado por ele você não estaria mais aqui, é bom que agradeça e pare de testar os venenos em si mesmo. Pelo o menos não faça enquanto não tiver um antídoto, certo? — Ela disse e eu sorri. Estava sem meus óculos, isso me deixava enraivecido. As flores do lado da maca eram as favoritas da minha mãe. Ao menos ela tinha se preocupado. O chocolate que eu tanto amava também estava lá. É, talvez eu ainda fosse criança. Talvez eu fosse desfrutar desse privilégio por mais um tempo, sabendo que ele duraria tão pouco.
HP: 500
CK: 500

Qualidade:
Conhecimento Toxicológico (1)
Tipo: Treinável.
Descrição: Alguns personagens desenvolvem ao longo de sua vida conhecimentos sobre venenos em geral, sabendo como funcionam e como se livrar deles, podendo também desenvolvê-los com facilidade.
Bonificações: Permite a criação de venenos e conhecimento a cerca dos mais famosos e comuns.

Foco: +100CK
-
Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: Fillers de Izagawa - 5/9/2018, 14:35

@
-
Conteúdo patrocinado
Vilarejo Atual

Re: Fillers de Izagawa -

-


Edição de Aniversario por Shion e Senko.