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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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[ FILLER ] Vendaval - 24/8/2018, 01:17

Os fios castanhos claros de Hattori Hanzo cresciam numa velocidade impressionante. Em pouco menos de seis meses o garoto estava com a cabeleira preenchendo toda a região da cabeça, alcançando, inclusive, o pescoço. – Você precisa cortar este cabelo, garoto. Ele vai lhe atrapalhar quando você estiver em missão após se formar na academia ninja. – resmungava seu pai em teor autoritário. Aos doze anos, a maior preocupação do menino era a de executar todas as tarefas acadêmicas e dar o máximo de si sempre. Aparar o cabelo era uma obrigatoriedade distante, embora seu pai desaprovasse o longo comprimento. De maneira a tentar convencê-lo de que manteria aquele estilo de corte, o aspirante havia decidido que o amarraria daquele dia em diante. Uma pequena e fina fita de couro bastou. Amarrou-a agregando algumas mechas, dando vida a um rabo-de-cavalo que integraria o visual a partir daquele instante. – Esta foi uma solução inteligente, Hanzo. Devo dizer que faz jus às adotadas por nós, ferreiros, quando confrontados com um entrave. – reconheceu orgulhoso.

Pai e filho se encontravam do lado de fora da residência, no quintal, onde saboreavam uma xícara de chá cada enquanto sentados próximos a uma afluente de um rio em simples assentos de madeira. O jovem se manteve cabisbaixo, encarando fixamente os peixinhos que se alimentavam dos restos de pão arremessados pelo homem. Uma brisa repentina na tarde ensolarada empurrou uma das fatias para distante. – Esse foi um vento e tanto... – comentou o menino com sua voz aguda. - Haha! Foi mesmo. – concordou o mais velho com riso descontraído. Naquele instante, Hanzo teve recordações da manhã anterior. As lições acadêmicas de um ninja eram as mais diversas possíveis, motivo pelo qual haveria de associar aquela imagem a outra no centro de formação de aspirantes. Sorriu ao lado do seu pai. – Sabe, pai, eu aprendi sobre as naturezas elementais do chakra na última aula da academia. Foi interessante. – relatou alegremente. O de meia-idade sorriu timidamente, levando a xícara de chá à boca. – Interessante. E então, a que natureza você é dado? – questionou curioso. – Ao vento. – respondeu em tom sereno. - Vento, huh?! – arqueou as sobrancelhas e vislumbrou o céu, contagiando-se pela nostalgia de anos atrás, quando conhecera sua amada durante uma missão com os ninjas de Konohagakure nos solos da Névoa. – A mesma de sua mãe. – comentou acometido pela saudade.

O clima depressivo se instaurou. Embora debatido e conversado à exaustão, aquele tema continuava sendo doloroso de ser relembrado. – E ela era boa com ele, pai? – questionou curioso, guardando saudade de um tempo jamais vivido ao lado da figura materna. – Boa?! – fez uma breve pausa, tomando outro gole da bebida ainda quente. – Ela era fenomenal. Suas técnicas geravam vendavais capazes de derrubar muralhas dos maiores fortes de todo o mundo. – contou empolgado. Os olhos do rapaz brilharam, imaginando o quão forte era sua mãe. – Ainda sim... – disse com timbre pesaroso. – Nenhum de nós foi forte o suficiente para evitar que ela fosse morta... – recordou tristemente. Seus olhares se difundiram nos arredores, espalhando-se entre a pequena nascente do rio e o céu ensolarado. O silêncio imperou durante alguns minutos, até que o homem reconheceu que algo deveria ser feito a respeito. – Levante-se, Hanzō. Prepara-se e fique em forma. Te darei um presente que pertenceu a sua mãe. – disse. Surpreso, boquiabriu-se por alguns instantes e finalmente fez o ordenado. Ergueu-se lentamente, colocando-se ante o banco com postura cerrada. O homem ergueu as palmas à altura do tórax, realizou uma sequência de três posições de mãos distintas e evocou, naquele lugar, apoiadas sobre suas mãos, duas espadas. Elas eram gêmeas, azuis, com cabos longos e projetadas especialmente por Yasunaga. – Esta eram as espadas dela. Lembro-me bem do quanto elas me fizeram mal no passado. Naquela época, era conhecida como a "Matadora Silenciosa". Falar esse nome faz algumas costelas minhas doerem até hoje... – brincou.

Desentendido, arregalou os olhos abertamente, encarando souvenires da época em que sua mãe ainda era viva. – ... – buscou manifestar a fala, porém sem sucesso. O seu ascendente gargalhou com a cena. – Não tema. O espírito de Harimaro não sairá correndo destas espadas. Agora que sei sua natureza elemental, é justo que as entregue à você, aspirante. O nome deste par é Fujaku Hishō Shōken, cuide bem dele. Sua mãe odiaria ver que suas lâminas se desgastaram por um usuário incapaz. – conversou em tom descontraído. – Certo... – replicou recebendo o presente em mãos. Balançou-as, testando o peso, medida e outras dimensões da lâmina. Um trabalho impecável, reconheceu. Poderia dizer que o nível daquelas lâminas estava bem próximo do alcançado nas katanas forjadas por seu pai, Yasunaga. Aquele trabalho com o aço era, definitivamente, dos melhores. O acabamento e nível de detalhes não deixava a desejar. A empunhadura era perfeita e agarrava bem à mão. – Sublime... Essa espadas são simplesmente perfeitas. Jamais vi algo tão boas quanto elas, pai. Diria que se comparam as forjadas por você... – analisou. – É óbvio! – gritou o homem. – Elas eram usadas pela mulher de Yasunaga, o grande Hattori Yasunaga, criado das melhores katanas de todo o mundo ninja. Você pensa que minha mulher usaria qualquer arma, fedelho?! – resmungou. – Ela era uma mulher de classe, sabia bem o que escolher como arma. – enfatizou com pressão na voz.

Continuaram a debater a qualidade das espadas até o momento em que o Genin poderia, finalmente, manejá-las à sua vontade. – Tente praticar um pouco, mostre-me sua técnica com a espada. – solicitou entusiasmado. O rapaz, apesar de não ser exímio espadachim, era hábil o suficiente com o físico para manusear o instrumento de corte. Atacou, com movimentos de arco de ambos os braços, algumas pequenas toras que haviam por ali. Distanciava-se, anos-luz, da habilidade de sua esposa. Ainda sim, era uma performance considerável para alguém de sua idade. "Impressionante... Ainda sim, lhe falta a perícia com o ar." reconheceu. Aproximou-se vagarosamente. – Pare um pouco, guerreiro. Sua técnica com a espada é razoável. No entanto, o verdadeiro poder deste item não reside no quão bom esgrimista é o usuário, mas sim na habilidade de unir o poder de um grande usuário de vento com uma maestria considerável com as lâminas. – esclareceu. – Vento?! – rebateu atormentado em dúvida. – Sim. Esses artefatos são, na verdade, místicos. Aliado a eles, um usuário dos ares pode facilmente derrotar qualquer grande espadachim com um mero balançar de sua mão. Portanto, se quer realmente fazer jus ao presente que lhe foi dedicado, procure melhor sua forma com o uso da natureza elemental a qual tem afinidade. – pontuou. – Agora, se me dá licença, é hora de retornar aos meus afazeres. – disse, por fim, deixando o local. A cabeça do rapaz era então assolada com uma enxurrada de dúvidas e questionamentos. Deparava-se com a ausência de qualquer certeza acerca do que fazer. Deveria melhorar com o Futon, entretanto, não sabia ao certo como daria aquele passo.

Rodou como um parafuso até se perder em suas reflexões. – Maldição! Como farei isso se nem mesmo conheço uma técnica deste elemento?! – perguntou-se irritado. Incapaz de obter uma resposta de maneira solitária, propôs-se a utilizar do vento na forma de uma manipulação das correntes aéreas. Tentaria, portanto, forçar o seu próprio chakra a ganhar características especiais. Durante a tarde daquele mesmo dia, dispendeu incontáveis esforços nesse intuito. No entanto, diferente do que imaginava quando proposto o método, não conseguiu gerar sequer uma pequena brisa com força de empurrar uma folha. – Isso é difícil. – disse aos céus. Durante uma longa e tortuosa semana, passou todos os dias, um após o outro, enfurnado em praticar com toda a energia e raça. Conforme progredia no treinamento, sua mente brilhante trabalhava e entendia, cada vez melhor, do que se tratava ser um prodígio naquela arte ninja. No fim do oitavo dia, poderia se considerar, finalmente, um perito no elemento vento. Naquele instante, finalmente conseguiu desbravar as inúmeras habilidades do seu presente. Contente com o resultado, o menino guardou as espadas em um canto seguro, decidindo que só as utilizaria quando finalmente houvesse se tornado um bom espadachim.

Embora não soubesse, as espadas e ele haviam criado uma espécie de laço sanguíneo. Somente ele seria o dono delas por todo o sempre.
filler para os 100 de status e também para a obtenção da qualidade "Perito Elemental: Futon" (1) - reduzida em um ponto por possuir a qualidade prodígio.

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Re: [ FILLER ] Vendaval - 24/8/2018, 08:00

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.