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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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Vilarejo Atual

[Filler] Descendente ascendente. - 29/7/2018, 08:49

Abriu os olhos lentamento, projetando uma vez mais sua consciência de volta ao mundo real; por um segundo ficou alheio a tudo, inclusive a própria existência e tudo que ela significava, mas no instante seguinte passou, voltando ao seu estado natural. Bocejou, colocando educadamente o dorso de uma das mãos sobre a boca, piscando os olhos sucessivas vezes até ajustar sua visão sonolenta. Lançou um olhar à janela, desejando um vislumbre do que se passava do lado de fora, mas a cortina de tecido grosso escondia completamente a luz do dia, deixando o quarto em completa escuridão. Apoiou-se sobre os cotovelos e então sobre as palmas das mãos, erguendo o tronco parcialmente, enviando-o a frente e sentando sobre o macio colchão de penas. Bocejou novamente. Atirou para o lado o lençol que o cobrira durante toda a noite, enviando-o para lutar contra a resistência do ar enquanto se balançava debilmente e caia no chão. Tentando lembrar qual era aquele dia da semana, de qual semana e de qual ano, levantou-se da cama; tropeçou em algo ocultado pelo negrume, avançando tateando as paredes após isso, em busca de uma pequena cordinha que faria com que as cortinas se abrissem lateralmente, liberando a passagem para a entrada de toda a luminosidade isolada do lado de fora. Achou. A escuridão completa foi instantaneamente inundada com luz, levando Shizuke a cobrir os olhos momentaneamente, evitando os fortes raios solares que o alvejavam e faziam arder seus glóbulos. Mas após um tempo passou e a visão de seu quarto voltou a normalidade; completamente visível, sem mais surpresas ocultadas debaixo do véu negro. Bastaria agora encontrar suas vestes naqueles caos de peças atiradas sobre os móveis, tapete e até mesmo debaixo da cama. Procurou primeiro debaixo de sua cama, agachando rente a mesma, enviando seu olhar inquisitivo sobre uma escuridão que agora se fazia fraca perante o domínio da luz, mas não achou nada ali, literalmente nada, o que era de se surpreender dada a falta de organização usual de seu cômodo. Agora relanceou por sobre os móveis dispostos contra as paredes do quarto, cada um deles abrigando uma peça sobre si, juntas elas formavam o traje usual do garoto. Pegando uma por uma, as vestiu sobre seu corpo; primeiro a roupa de baixo, camiseta e calças de linho e um leve manto que ia acima destes, aparentando-o como um andarilho dos tempos em que as únicas lutas se davam por terras férteis para o plantio e não por deuses estranhos retornando para reclamar o globo. Saindo para o corredor, encontrou seus demais pertences pendurados num gancho logo ao lado da porta, suas espadas, seu pergaminho para desenhos e o pincel com a tinta. Prendeu todos os adereços em locais onde os mesmos ficassem bem presos e não atrapalhassem os movimentos, estando sempre ao alcance da mão necessitada. Feito tudo isso, além de sua higiene básica, desceu as escadas, de encontro ao café matinal. Ao descer, encontrando-se no corredor que dava direto na saída se seguido ao fim, porém tendo a cozinha na metade do caminho, observou o pequeno pedaço de papel que passara debaixo de sua porta, projetado por cima de um carpete com mensagem de bem vindo. Hesitou um instante, pensando se seria sensato deixa-lo apenas para quando já tivesse feito a primeira refeição de seu dia. Mas no fim foi direto ao mesmo. Abaixou-se para alcança-lo, mantendo-se na mesma posição enquanto rompia o lacre e virava o envelope, em busca do remetente, mas sem sucesso. Desdobrou a carta e o que encontrou foram apenas palavras vagas: você não é só um pintor. Encontre-me no país afogado. País afogado? Pensou. Apenas Kirigakure fazia-se presente sobre o mar e não entendera o que afogado deveria significar; teria a temida Névoa no fim das contas se transformado em algo semelhante a Atlântida? Perdida na infinidade azul, bem oculta de quem a procurasse. Perdeu o apetite subitamente, mais interessado no que tudo aquilo significaria; fora uma repentina mudança nos rumos que seu dia teria, trocando as monótonas rondas através da vila por uma viagem além do mar. Saiu pela porta, guardando a mensagem num bolso no interior de sua veste superior, descartando o envelope que a trouxera.

Não havia lugar melhor em Konohagakure para descobrir todos os boatos que percorriam o mundo ninja do que o bar no qual os Jounins da vila passavam o tempo após suas tarefas. O que faziam, em geral, era afogar todas as mágoas e decepções de suas missões em litros e mais litros de saquê, até que perdessem a consciência e precisassem ser arrastados de volta à casa. Mas enquanto sóbrios eram de serventia. O garoto aproximou-se do estabelecimento, passando através da porta sempre aberta e avançando sobre o chão rangente de madeira até o balcão, sentando-se ao lado de dois oficiais que conversavam. Pediu apenas água para beber, apenas a fome sumira, mas a sede sentia desde que levantara na manhã. Bebeu tudo num único gole, soltando os sons que contração muscular que sua garganta fez ao engolir o líquido, colocando o copo sobre a mesa em seguida. Virou-se para os oficiais que conversavam ao lado, tetando ouviu sobre o que conversavam, mas não era nada interessante. Teria de fazer da maneira mais óbvia, percebeu, aquela investigação. Tocou o ombro de um dos rapazes, fazendo o mesmo virar-se para Shizuke com uma expressão de irritação em seu rosto, como alguém que acabara de ter sua conversa interrompida por um Chunin inconveniente.

— O que sabe sobre o que aconteceu com Kirigakure? — perguntou, saltando todas as etapas de apresentação, que julgou serem desnecessárias para obter o conhecimento da resposta. O Jounin o encarou por alguns segundos, talvez decidindo se deveria compartilhar aquela informação e talvez também tentando descobrir o interesse daquele na resposta. Por fim, bufou e respondeu. — Se foi garoto, afundada no mar por uma deusa ou coisa do tipo. Não existe mais Kirigakure. Shizuke sorriu satisfeito, embora o homem tivesse interpretado aquilo como um gesto de gratidão. Saiu pela porta, deixando algumas moedas sobre o balcão, o suficiente para pagar pelo seu copo de água.

A caminhada agora seria longa e cansativa, provavelmente de dias incontáveis, antes sobre terra, até os limites de terra do País do Fogo e então, adentrando o mar até as ruínas daquela que outrora fora uma grande potência militar, temida pela maneira sangrenta como tocava as coisas, obrigando pequenos ninjas a se matarem para subirem de patente, liberando espadas temíveis no mundo apenas para perde-las depois. Este era o destino do garoto, a vila fantasma, perdida entre algas e cardumes.

A paisagem verde em conjunto com a brisa fresca canalizada pelas árvores que se estendiam até perder vista não ajudava tanto quanto Shizuke esperou, a caminhada era monótona e repetitiva, um passo após o outro, um passo após o outro, e seria assim até que avistasse o movimento da barcos no porto. Passou primeiro por vilas menores onde a visão de um ninja era o suficiente para causar um pânico caótico, levando todos os moradores a se esconderem atrás da proteção de suas portas de madeira, observando amedrontados pela janela enquanto o garoto caminhava serenamente, sequer preocupado em demonstrar que não era perigo algum para civis cuja única preocupação por toda a vida era arar a terra e trocar seus ganhos com Konohagakure em busca de sobrevivência. Mas entendia o medo; terras como aquela, longe da proteção da Folha, eram assoladas frequentemente com saqueadores covardes, cujos únicos alvos eram aqueles incapazes de se defender. Não posso mudar o mundo, mesmo que queira. Os fracos serão fracos, os covardes se aproveitarão dos fracos e os fortes continuaram a governar, mesmo que alheios aos sofrimentos dos fracos. Era uma verdade irrefutável esse seu pensamento, enquanto existissem humanos existiriam também injustiças.

Após dois longos dias, vislumbrou pela primeira vez o porto que se localizava na faixa de terra final do País do Fogo, a única entrada de navios para aquela nação verde e fértil. Apressou-se em procurar por alguém disposto a leva-lo para onde desejava, ousando até mesmo oferecer uma grande quantia de suas economias, mas mesmo assim obteve muitos nãos; ninguém ousava navegar perto de onde uma deusa despejara sua ira, com medo de que ela ainda assolasse o lugar. Superstição maldita. Navegarei eu mesmo até lá. Ofertar para comprar um barco acabou pro tornar-se algo imensamente mais fácil do que convencer um capitão a leva-lo numa missão suicida, sequer gastando uma larga quantia de dinheiro. Tinha algumas noções do que fazer com o barco; girar o leme, ajustar as velas e coisa do tipo, mas uma tripulação se faria necessária; pasmou-se com a facilidade com que conseguiu convencer alguns apenas com o dinheiro prometido, sem dizer sequer para onde iriam e o que iriam fazer. Homens desesperados.

Adentrando na imensidão azul Shizuke já pode sentir como era o violento abraço das ondas, constantemente atirando o barco de um lado ao outro, tentando tira-lo de sua estabilidade e vira-lo para baixo; esses desafios quase o fizeram acreditar nos tolos que diziam sobre o mar ainda estar sendo assombrado por um poder maior, mas sabia ser apenas a natureza a lutar contra aquele que adentrara seus domínios. Seguiu firme em sua viagem, auxiliado por um navegador que contratara junto a tripulação, para leva-lo pelos caminhos corretos. Quando foi impedido de continuar por uma confirmação do lugar, não acreditou. Não havia nada ali; mas não era exatamente como o "nada" que esperava, sequer vestígios do que um dia estivera lá, apenas a água em sua dança usual, com peixes saltando por sobre ela ora ou outra, mas nada além disso. Preste a dar meia volta, foi atingido por algo.

Uma projeção de chakra invadiu sua mente, sem que ele pudesse identificar qual era sua fonte e seu propósito; foi invadido com imagens de sangue e ódio, luta e fuga. Em meio as imagens confusas percebeu algo, mesmo sem ter o conhecimento necessário, como se aquilo estivesse latente dentro de si; eram as imagens dos conflitos do clã Kaguya, por isso a mensagem o mandara até o reino afogado de Kirigakure, pois era esta a casa daqueles. Em meio as projeções, reconheceu um rosto. Seu rosto. Você não é só um pintor, lembrou-se. Não. Era um sobrevivente dos descendentes do massacre ao clã Kaguya.

Filler para troca de clã: 1740 palavras, 1500 necessárias. Item no perfil.
De Choju Giga para Kaguya.
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Re: [Filler] Descendente ascendente. - 29/7/2018, 13:35

@Aprovado, e item retirado.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.