Os Imortais
Okina conseguiu destruir Sunagakure, tornando o vilarejo um só com as suas origens, as areias profundas do deserto. O mesmo aconteceu em Kirigakure no Sato, onde a entidade afundou a vila no oceano que o cercava. Porém, ao tentar acabar com Konoha, a inimiga da humanidade falhou sendo impedida pelos novos salvadores do mundo. Abençoados por Hagoromo, os ninjas Mako e Mordred conseguiram selar a adversária criando uma segunda lua pairando sobre o planeta. Passadas algumas semanas, uma seita antiga se reuniu procurando o local onde poderiam ressuscitar Jashin, um deus antigo. Liderados por uma mulher capaz de ouvir a voz do deus, os seguidores subiram a Cordilheira dos Deuses e encontraram uma rocha cheia de selamentos frágeis e acabaram assim liberando um novo inimigo que se diz ter muitos nomes: Kami-sama, Jashin-sama e Shaka-sama. A nova divindade absorveu os poderes da lua onde Okina foi selada e transformou-se totalmente, porém, uma quantidade estranha de chakra vazou e espalhou-se no planeta inteiro.O novo inimigo da humanidade marcou três vilarejos: Konoha, Iwa e Kumo. Mas quais são seus verdadeiros planos? E quem é a pessoa que despertou depois de muitos anos?
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[RP - Capítulo] O Kinjutsu de Iwagakure - Kyoshi Izamuro

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Narrador: Tenshin

O Kinjutsu de Iwagakure

@Kyoshi Izamuro

A juventude era um momento da vida de todo ser humano que podia ser utilizado para potencializar suas habilidades, ampliar seus conhecimentos e tornar a vida mais fácil.

Kyoshi Izamuro, um genin de Iwagakure, estava prestes a conhecer um novo sentido para sua vida, aprender uma nova arte, uma série de técnicas secretas. Bastava ele estar no lugar certo, na hora certa.

Considerações:
1) Sejamos simples. Narre o começo de um dia-a-dia do seu personagem, pode ser acordando, pensando o que irá fazer, coisas desse tipo. Saia da sua moradia para executar alguma tarefa, escolha livre.

Objetivos:
1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 00/10
Post 01/10

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Os raios de sol começaram a tomar conta e eliminar a penumbra presente no céu de Iwagakure no Sato. Alguns animais começavam a despertar, cantando em melodias suaves, alguns aldeões começavam a sair de suas casas em rumo aos seus devidos trabalhos, ou até mesmo os gerenciando em sua própria casa, abrindo as portas de seus estabelecimentos e sendo inteiramente cordiais com seus vizinhos e fregueses. Alguns shinobis patrulhavam as ruas trocando conversas corriqueiras e normalmente importantes, já em uma casa mais ao fundo do horizonte encontrava-se um rapaz de cabelos alvos, seu nome? Kyoshi, que dormia sossegadamente em sua cama, deleitando-se de um sonho qualquer mas que o trazia prazer, seja pelo motivo da paz e plenitude, ou na abstinência de aporrinhações diárias que ele tinha.
Alguns tímidos raios de sol escavam por entre as cortinas de seu quarto, atingindo a face do rapaz que levemente incomodado virou-se para o lado direito da cama, porém o calor ainda assim era pertinente, apesar de intruso, fazendo com que o jovem despertasse e recebesse solenemente uma brisa acolhedora contra seu corpo que vinha em graça balançar seus cabelos e bailar eles com sincronia.
No lado direito de seu quarto, ainda protegido pelas sombras dos tecidos que cobriam os vidros, em seu criado mudo repousava um copo de água, o qual o garoto pôs se a tomar para ter um despertar completo. Espreguiçou-se devidamente, e alongou os membros superiores e inferiores ao despertar, liberou a passagem dos raios matutinos por entre as janelas, clareando seu ambiente, e ao abrir a janela permitiu que o doce aroma e o frescor do vento soprasse e assim o trouxesse um humor juvenil e calmo, mesmo que momentâneo e de curto prazo.
Caminhou-se até o seu banheiro onde tratou de fazer seus anseios básicos, arrumando-se posteriormente, calçou suas luvas que havia acabado de adquirir na tonalidade negras, seu sobretudo, uma calça e seus sapatos.
Pôs-se a sentar em sua mesa da cozinha após os preparativos de seu desjejum matinal, no centro amadeirado, com uma flanela de cor bege, repousava um pequeno frasco com água e algumas camélias, o odor delas pela manhã era algo impagável. Comeu o seu sanduíche simples, junto a um chá e retirou-se de seus aposentos indo até o centro da vila.
Em sua face estava a velha máscara que cobria parte de seu rosto, mas pelo seu olhar sua expressão impassível sobressaltou qualquer outro aspecto de personalidade que ele podia ter aparentado, suas brilhantes íris azuis estavam em conjunto com um par de olhos semicerrados, que analisavam por onde ele passava e também o que as pessoas sentiam, o pensamento alheio, além de que fazia cumprimentos com acenos de cabeça quando o desejavam “bom dia”.
Nesta manhã ele devia fazer uma tarefa simples, que Hanzõ seu tutor o pediu para que concluísse, que era verificar uma pequena entrada por entre duas formações rochosas, poderia talvez ter pessoas escondidas ali, ou até mesmo algo que ajudasse a ele pesquisar sobre a morte de seus pais, e quem era Kyoshi para negar um pedido de seu tutor? Por mais desinteressado que estivesse…

Status:

HP: 225/225
CH: 225/225
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Armas:

2 Kemuridama
2 Hikaridama
3 Ampolas de Medicamento
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Narrador: Tenshin

O Kinjutsu de Iwagakure

@Kyoshi Izamuro

Kyoshi tratava de seus afazeres com cuidado e praticidade. Como era um jovem aprendiz, tinha uma tarefa que fora designada por seu tutor, e saiu para analisá-la.

No local, o rapaz observou uma fenda entre as rochas de Iwa. Nela, havia espaço o suficiente apenas para uma pessoa entrar. Não era possível ver o final do buraco, aparentemente havia um caminho ali a ser seguido.

Considerações:
1) Entre na fenda, ou não. Escolha é sua. Eu vou fazer posts bem simples, certo? Com o tempo iremos desenvolvendo a RP.

Objetivos:
1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 02/10
Post 02/10

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O caminho pelo desfiladeiro ela levemente traiçoeiro, felizmente pelos 8 anos que o Gennin passou estudando a geografia da vila com a ajuda de seu Tutor, ele conseguiu identificar quando a pedra é um pouco mais áspera, quando é mais frágil ou passível de escorregões. O caminho fora vencido, com dificuldades, mas vencido pelo jovem ninja, que chegou até a fissura qual Hanzõ havia comentado, ela era estreita o suficiente para que uma única pessoa pudesse adentrar por vez, aquilo seria um péssimo esconderijo caso um grupo tentasse uma fuga, e também uma ótima emboscada caso alguém a quisesse.
Kyoshi respirou fundo, levando a mão a parte de trás da cintura de sua bag, sacando assim uma de suas bombas de fumaça, ele precisaria estar atento para que não fosse totalmente surpreendido e ficasse a mercê e sem contragolpes contra oponentes ali, apesar de ele não possuir jutsus ofensivos, ou mesmo equipamentos por ser inábil com armas, ele podia utilizar dos elementos das formações rochosas e também o lugar a seu devido favor. Enquanto ele passava por entre o vão nas formações rochosas o jovem analisava bem as rochas para ver se havia algumas rachaduras ou locais escorregadios que ele pudesse utilizar para agilizar a passagem quando voltasse e pensava rapidamente voltando a guiar sua atenção ao seu norte, no caso, à sua frente.
*Espero que isso seja importante e tenha realmente alguma pista, Hanzõ, ambos sabemos que ainda não sou o melhor combatente, e caso for combate a curta distância eu estaria em maus lençóis. Mas admito que esta adrenalina e essa sensação de perigo junto aos pensamentos relativos a estratégia utilizando da força inimiga e também o ecossistema local é divinamente interessante…*
Kyoshi concluiu o pensamento à medida que ia avançando, para descobrir o que realmente tinha ali, se havia algo, e se havia, por qual motivo ou propósito.

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02 Kemuridama
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Narrador: Tenshin

O Kinjutsu de Iwagakure

@Kyoshi Izamuro

O garoto adentrava à fenda, fiel ao seu tutor. Ele seguia para dentro do local e o buraco mantinha-se estreito. A rocha áspera ralava algumas partes de seu corpo, mas nada que impedisse o jovem de continuar. Se fosse claustrofóbico, aquele lugar já teria deixado o rapaz insano.

Durante cinco minutos Kyoshi rastejou por entre as pedras, porém, o caminho começou a se abrir, revelando uma caverna escura que tinha como único ponto de iluminação o local por onde o gennin tinha vindo. O silêncio reinava por ali, tal qual o breu que se estendia até aonde Kyoshi não conseguia mais ver.

Considerações:
1) Há pouca iluminação. O caminho que se estende em sua frente é completamente obscuro.

Objetivos:
1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 03/10
Post 03/10

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Ele havia descoberto algumas coisas em meio aquela travessia um tanto quanto complicado, a rocha qual ele estava passando era de uma estrutura áspera, percebia pelos rasgos que fazia em seu sobretudo o tornando um trapo na medida do caminho, ele sabia que teria de voltar a usar sua jaqueta quando voltasse, por mais que odiasse usar ela pela forma que se destaca levemente dos demais. Um suspiro foi dado por ele sabendo que um escape rápido por aquele caminho não iria funcionar sem que ele perdesse pelo menos um terço de seu sangue pelos arranhões e cortes que certamente fariam.
Em meio ao seu caminho, Kyoshi percebeu a luminosidade começando a ficar levemente afetada, pelo menos até aquele momento ainda podia se enxergar algo, mas adentrando mais e mais a visibilidade foi ficando avariada, até ela se tornar inexistente. O jovem parou quando começou a ver que o caminho além de ter se expandido consideravelmente tinha perdido toda sua luminosidade, o Gennin parou para pensar enquanto guardava sua Kemuridama que estava em mãos de volta a Bag.
*Certo...não consigo mais usar de um dos meus sentidos, mas isto não é o fim do mundo, ainda possui luminosidade vindo do caminho que fiz, mas voltar não é uma opção, o que fazer nesta situação?*
O jovem diminuiu a força da sua respiração e a intensidade, fechando seus olhos elevando a sua presença às sombras, para não ser muito fácil de ser achado pela respiração, batimentos cardíacos ou coisas do gênero caso alguém entrasse enquanto permanecia focado em seus pensamentos.
*Isto tecnicamente é possível que seja uma gruta, pelo caminho que tive que fazer até aqui é o tamanho que se estendeu, mas, não sei sua total profundidade ou até mesmo largura. Espere um momento, locais como esse emitem ecos, eu poderia me concentrar em minha audição para localizar onde o barulho se aloja e por onde ele se estende, se ele se estender há caminho através desta penumbra e caverna. Para isso uma pequena rocha ajudaria e obviamente com a ajuda desta claridade posteriormente.*
O rapaz olhou para onde vinha a claridade caçando uma pequena rocha ou mediana que ele pudesse arremessar contra o teto daquele local, caso achasse usaria disso, caso não ele iria tatear por entre as formas rochosas presentes próxima a ele procurando por uma mais solta. Caso ele consiga a rocha ele iria arremessar para cima tentando atingir o “teto” da caverna e caísse no chão emitindo diferentes ondas sonoras com os choques tanto na superfície quanto no solo, ele se concentraria nisto, tentando distinguir onde o som bate e retorna e por onde ele continua indo. Caso tenha sido um sucesso seu teste, ele removeria sua bandana do braço direito, posicionando o ferro do material contra a claridade para tentar criar um pequeno  feixe de luz com no máximo 5cm de largura até o local por onde o som continuou, tentando fazer uma análise se ele estava certo, ou não. Para assim poder tomar uma atitude nova a isto.

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Narrador: Tenshin

O Kinjutsu de Iwagakure

@Kyoshi Izamuro

Apesar da tática do rapaz, ele não tinha percepção o suficiente para conseguir distinguir sons tão precisos e distintos. E, de qualquer forma, ele não precisou.

Da escuridão, uma luz começou a surgir. Ele pôde ver a caverna a sua frente fazer uma curva, e dessa curva a iluminação vinha lentamente se abrangendo, mostrando a rocha e seus rasgos subterrâneos. Uma voz ecoou, vindo da direção da luz. Era rouca, calma.

- Quem está aí?

Da curva, um homem idoso, barbudo e com um sobretudo bege bem puído e meio rasgado se revelou. Ele parecia cansado como todo velho, e carregava consigo uma tocha.

- Oh, quem é você? O que faz aqui?

Considerações:
1) Reaja e faça suas perguntas.
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1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 04/10
Post 04/10

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A estratégia na mente do jovem Gennin era brilhante, ele só não contava com a falta de inexperiência e exatidão própria para se localizar em meio a escuridão utilizando unicamente a audição. Mas aquilo de fato e vias não foi um problema até o momento em que ele viu uma claridade vindo de uma tocha indo até a sua direção.
Problemas? Quase certo que eram problemas, mas ele não tinha como sair, não antes de o que quer que seja chegar até ele antes, porém quando ele ia se armando uma voz rouca e calma tomou o ambiente, gerando um pequeno eco a medida que falava. Ela parecia vir de uma pessoa com já certa idade, pelo menos na definição auditiva do rapaz.
A medida que a silhueta vinha se aproximando junto a labaredas dançantes mesmo com um oxigênio diminuído em comparação ao lado de fora da caverna, era uma sombra meio curvada e que vinha a passos lentos e “tímidos", depois de a aproximação ter sido concluída e o ser revelado sua aparência, que como Kyoshi imaginava, era um senhor ele o indagou sobre quem ele era e o que fazia ali. Apesar de mal humorado e um tanto irônico, o garoto havia sempre aprendido a ser respeitoso, mesmo de forma rude:
Perdoe-me pela invasão, senhor. Eu vim em busca apenas de informações dadas a mim por um Shinobi de renome em nossa vila, não pretendo causar nenhum distúrbio. - O jovem manteve sua posição dando uma leve tossida, recuperando o tom de voz. — Sou um ninja vindo de Iwa, senhor, a aldeia vizinha a sua caverna. Mas, o que o senhor faz nessa caverna escura, sozinho? O senhor está bem? Deseja algo? - Questionou após um suspiro, e olhando nos olhos do senhor, tentando identificar se ele estaria mentindo ou falando algo que fugisse dos padrões.

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Narrador: Tenshin

O Kinjutsu de Iwagakure

@Kyoshi Izamuro

O senhor olhou para Kyoshi e sorriu, mostrando os dentes amarelados e a gengiva rosada.

- Um shinobi de renome? Por acaso ele é... - E o velho deu a descrição exata do tutor do ninja, Hanzo, que tinha enviado-o para a caverna para buscar informações. Ignorando completamente as perguntas do rapaz, ele continuou.

- Se for, acredito que sei quem você é. Venha comigo, meu jovem.

Ele pediu para ser seguido, adentrando na caverna sem esperar resposta. O caminho dava para uma outra gruta, maior e arredondada. Na gruta a luz entrava por buracos no teto, sem necessidade da tocha acesa, então o velho a apagou.

- Meu nome é Berus Guaque. Hanzo te enviou aqui para aprender, acredite se quiser. Ele conhece suas habilidades e quando te viu pela primeira vez, lembrou-se das minhas. Serei seu tutor por tempo indeterminado, se assim quiser.

Considerações:
1) Reaja e faça suas perguntas.
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1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 05/10
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O assunto estava caminhando para um caminho literalmente sem volta. Tudo o que o jovem falara acabando despertando o interesse daquele estranho senhor, e quando ele mencionou o nome do amigo de seu finado pai, seu atual tutor, o Gennin semicerrou os olhos encarando o senhor rangendo os dentes por trás do pano negro que cobria parcialmente sua face, ele não gostava muito do fato de ser pego de surpresa, principalmente ele que se considera um estrategista.
Os punhos do garoto de cabelos alvos se cerraram instantaneamente enquanto observava o senhor iniciar uma caminhada por entre alguns caminhos enquanto ele pensava em silêncio, ainda controlando sua respiração na medida do possível para ainda tentar diminuir sua presença.
*Como assim esse velho diz que sabe quem eu sou? Eu nunca o vi antes e ele diz saber sobre minha pessoa, isso muito me intriga. Terei de seguir ele e jogar o seu jogo, pelo menos até o momento… eu não pretendo estar dentro de jogo de terceiros.
O caminho foi escuro e graças a tocha se tornava menos traiçoeiro até chegarmos a uma gruta de forma redonda, que por alguns buracos no teto tínhamos acesso a claridade e luminosidade por algum motivo. As chamas se dissiparam e o homem tomou posição apresentando-se e dizendo algumas coisas ligeiramente interessantes, fazendo o garoto cruzar os braços e o encarando nos olhos.
Espere um segundo, Sr. Berus? Me treinar? - O Shinobi arqueou uma das sobrancelhas e ele deu um passo para trás franzindo os cenhos e semicerrando ainda mais os olhos. — Espere um momento! Você é um Shinobi?! - Disse o jovem entrando em guarda instintivamente e olhando os homens nos olhos. — O que um Shinobi faz aqui? - Indagou o garoto ainda não tomando nenhuma posição agressiva, apenas estudando seu possível tutor ou inimigo, ele descobriria em breve.

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@Kyoshi Izamuro

O velho sorria com a surpresa e com as perguntas do jovem Kyoshi. Ele tinha noção do absurdo que a situação se transformara, o quão incomum era aquilo.

- Sou um eremita, um exilado. Sim, eu sou um ninja. Deixe-me explicar.

O velho se sentou no chão gelado da caverna e iniciou sua prosa.

"Há muitos anos atrás, adquiri as habilidades que irei lhe ensinar. Eu era um gennin, como você, e tinha uma capacidade, vamos dizer assim... Explosiva. Como você, certo? Depois de anos estudando, descobri uma técnica antiga... E fui atrás dela. Atrás do único ninja que a conhecia. Ele me ensinou e minha vida mudou. A arte... É simplesmente maravilhosa. Agora, estou prestes a morrer. Depois dessa idade ninguém sobrevive muito tempo. Hanzo me enviou uma mensagem dizendo que sabia de um garoto que era justamente como eu fui. E eu vim. Vim lhe ensinar a arte, vim lhe ensinar a técnica. O único custo é sua atenção e determinação. E a promessa de que não irá deixar essa obra-prima morrer."

Considerações:
1) Reaja e faça suas perguntas.
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Objetivos:
1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 06/10
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Quando a situação se parecia ainda mais alarmante uma notícia reveladora acabou fazendo com que o Gennin assumisse uma postura diferente, obrigando-se a se pôr em uma forma ereta e de cabeça levemente baixa como se estivesse disposto a ouvir e demonstrando respeito aquele senhor que estava a sua frente, ou melhor, ao ninja que estava a sua frente que era humilde o suficiente para sentir-se em um chão rochoso sujo e cheio de areia para explicar a um jovem que nada é, algo.
Eremitas se ele bem se lembra quando Hanzõ explicou, são pessoas que vivem em locais inóspitos, passando por todo o tipo de dificuldade posta pela própria natureza e às vencendo, atingindo assim tanto a paz interior quanto um maior entendimento e sabedoria sobre a vida e as coisas mais banais.
Após a História, Kyoshi fez uma reverência ao senhor e de cabeça baixa começou a falar:
Perdoe-me por ter duvidado de você, Berus. Eu agradeceria de bom grado o ensinamento e não o deixarei que morra, demonstrarei ao mundo o poder de sua arte… - disse em uma voz de tom mediano porém firme, ainda de cabeça baixa esperando o momento certo para levantar a visão.

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@Kyoshi Izamuro

- O que estou prestes a te ensinar, garoto, é o Kinjutsu de Iwagakure. É uma arte ninja secreta, a melhor e mais bela das artes. Apenas aqueles que têm as propriedades do Bakuton podem usufruir desse poder. Nossas criações... São divinas.

Foi então que Kyoshi finalmente reparara nas mãos do velho Berus: ambas possuíam bocas. Por mais asqueroso que aquilo pudesse ser, era algo impressionante. O ancião levou as mãos ao bolso e mostrou ao garoto o que segurava.

- Isso é argila explosiva. Veja... - A boca da mão direita engoliu e mastigou a forma durante alguns instantes. Quando cuspiu, uma borboleta pousava na palma de Berus. - Entendeu agora? Voe, minha filha...

Ele executou determinados selos e a borboleta branca começou a se erguer, dançando em direção ao teto da caverna.

- Katsu! - A explosão iluminou o local e ecoou por toda caverna. A borboleta já não existia mais, a arte tinha sido feita. - Você quer aprender?

Considerações:
1) Reaja e responda.

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1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 07/10
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O jovem estava atento às palavras do seu novo mentor, que estava começando a dizer algo sobre um Kinjutsu. Uma arte proibida que Hanzõ havia lhe explicado, existem uma infinidade de Kinjutsu pelo mundo Shinobi e ele estava prestes a aprender um, o quão surpreendente isso seria? Após ele ter tido sua breve alucinação como seria todo aquele momento ele voltou a concentrar-se nas palavras de Berus, que estava o explicando uma arte ninja.
Se bem que em meio às palavras do meio das palmas de suas mãos abriram-se bocas e começaram a mastigar algo, de fato era extremamente inusitado tudo aquilo, afinal de contas o que realmente estava acontecendo? Mas bem, isso ele descobriria em breve, um fato é que boa coisa ou nada muito menos extravagante do que ele já imagina não daria.
Quando o homem o mostrou o que ele estava mastigando, era quase uma massa branca, mais especificamente argila, pelo menos esse era o pensamento até vir a confirmação alheia. Ele estava moldando o elemento de explosão que ambos possuíam a partir da genética em argila? Isso era possível? Bom, ele descobriria isso em pouco tempo.
A argila tomou forma após mastigada e tomou proporção, e por incrível que pareça, também ganhou vida. As coisas estavam ficando um pouco mais bizarras do que o comum naquela gruta, ele provavelmente estava delirando e não devia ter acordado ainda, ou ele queria acreditar muito nesta teoria e não acreditar no que via.
A borboleta não durou muito tempo, com uma mão o senhor fez o selo do tigre e disse uma palavra como uma ordem de explosão, e exatamente isso aconteceu, um sorriso sarcástico passou pelos lábios do Gennin por baixo da máscara e ele se virou ao ancião após a explicação e perguntas.
[color=#6633CC] Quando começamos o treinamento?
- Disse, o observando esperando por alguma instrução.
[/quote]

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O Kinjutsu de Iwagakure

@Kyoshi Izamuro

- Começaremos agora. - Afirmou Berus. O velho buscou em suas vestes mais argila, entregando parte do conteúdo ao garoto. Iniciou então uma longa explicação de como funcionava a técnica, que tipo de concentração ele teria de ter e como deveria moldar seu chakra.

"É relativamente simples. Se você executar esses selos e manipular seu chakra Bakuton na argila, ela irá ser tomada por meio do chaka nagashi. Porém, ela ser moldada por suas mãos e tomar vida são outra parte dessa arte maravilhosa. Você deve deixar que seu chakra trabalhe na argila, deixar que ele seja infundido e transforme seu poder na imagem que quiser. Em seguida, sentir o poder. E ela irá se libertar, irá viver. Katsu é a palavra para a explosão..."

A explicação era longa e o rapaz deveria ter foco. Primeiro, deveria segui o passo a passo e então começar a experimentar.

Considerações:
1) Reaja, tente fazer um molde e tente fazê-lo viver. No início, não irá conseguir. Tente mais algumas vezes e gradualmente irá entender a técnica.

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1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 08/10
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Quando o ancião disse as palavras mágicas sobre eles começarem, o Kyoshi manteve sua atenção voltada ao senhor à medida que ele explicava como funcionava a sua técnica em relação a explosão ou até mesmo a argila que estava sendo utilizada. Ele o entregou um pouco de argila e explicou como ele podia moldar o chakra dentro da argila para poder dar animação a ela ou até mesmo fazer ela explodir.
O Gennin primeiro segura a argila para sentir seu peso, as vezes a aperta para ver as formas possíveis, e na verdade ela era quase uma massa para as crianças brincarem e moldar da maneira como bem preferir. Ele segurou aquela matéria “mutável” e ficou observando a explicação de como deveria ser introduzido o Bakuton dentro da argila, e ele o fez logo após da explicação, como injetar sangue a partir de uma seringa. Mas alguma coisa não foi muito bem e ele observou a massa inchar, inchar e após furou como se o ar estivesse vazando logo em seguida murchando, ele resmungou olhando para o senhor.
[/color=#6633CC]Acho que se eu tivesse essas bocas extras seria mais fácil… pelo menos você o fez parecer mais simples. [/color] - Disse este mordendo a máscara levemente arremessando a argila longe e suspirando basicamente enquanto chutava uma pedrinha aleatória e depois olha de volta ao eremita enquanto focava seu chakra, e fechava os olhos estendendo a mão pedindo um pouco mais da argila e fechou a mão com a argila no centro infundindo o chakra explosivo naquele material, e tentou moldar ela, a forma não ficou exatamente boa, nem mesmo ficou viva. Kyoshi resmungou novamente e arremessou a argila para longe e quando ela se choca contra algo ela explode.
[color]Okay… Explodiu...Isso já é um começo, né? [/color] - Ele questionou olhando para o Berus, e esperando uma resposta.

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@Kyoshi Izamuro

- Sim, sim... É um começo... - Ele retornou ao comentário que o garoto tinha feito antes. - As bocas... Ah, as bocas... Muitas pessoas acham elas asquerosas. Mas fazem parte da arte, entende? Com o tempo, se você se esforçar, elas começarão a aparecer naturalmente. Não se assuste com isso. Seu corpo irá se adaptar ao poder.

A dupla continuava a treinar. Berus mostrava inúmeras formas de controle, incontáveis formatos da argila modelada, diferentes níveis de explosão. A versatilidade e as várias funções que o Kibaku Nendo possuía eram impressionantes ao gennin. Porém, nada daquilo podia ser aprendido num único dia. O velho encerraria o treino e iria pedir para que o rapaz voltasse no dia seguinte.

- Seja discreto quando vier, sim? Agora, vá, vá! Estude em casa, pratique. A arte deve continuar!

Considerações:
1) Post livre, dê continuidade.

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1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 09/10
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Definitivamente aquilo era um pouco mais trabalhoso e difícil do que o pequeno Kyoshi imaginava ser, por mais que ele tentasse e se concentrasse nada parecia fazer sentido ou até mesmo, não funcionar com ele, de fato a sabedoria e o conhecimento do ancião deveriam ser muito além de qualquer capacidade sua em pelo menos dois anos, ou mais. Berus explicou a ele em meio às conversas que ele adquirirá as bocas nas palmas de suas mãos conforme o tempo e o treinamento rigoroso que ele irá ter a partir do momento, definitivamente a beleza e o toque de arte influenciaram bastante o garoto a realmente querer dominar aquela arte.
Kyoshi sentou-se para observar as inúmeras formas e fonte de explosões variadas. Algumas tinham formatos de insetos ou até mesmo aves, era definitivamente a escolha do próprio usuário a forma que iria moldar e como ele realmente iria fazer aqueles golpes. Kyoshi inclusive acabou tendo algumas ideias do que fazer em relação as técnicas que ele estava vendo, talvez ele pudesse até aprimorar elas, com o tempo obviamente, mas para isso ele precisaria estudar afinco e dominar a arte do Kibaku Nendo.
Quando a aula se encerrou, Kyoshi tentou uma última vez moldar a argila para que ela tentasse ficar na forma de uma abelha antes de explodir. Ele conseguiu parcialmente mas ela não ganhou vida e o animal se desfez antes de explodir, trazendo falha a sua pequena obra. O garoto de cabelos alvos virou-se ao ancião e reverenciou-o dizendo algumas palavras antes de partir:
Muito obrigado Sr. Berus, pelo aprendizado, eu o levarei por todo meu caminho como um ninja, farei com que todos sintam temor quando verem essa arte magnífica qual o senhor me apresentou. Irei também agradecer ao ANBU amigo de meu pai, Hanzõ, por ter me dado esta oportunidade, não esquecerei do senhor, me foi de uma ótima ajuda e levarei seu legado adiante, não se preocupe.
Após os agradecimentos sinceros vindo por parte de Kyoshi ele mais uma vez agradeceu reverenciando o senhor de idade e foi caminhando calmamente e de forma simples até a saída da gruta, pretendendo voltar para sua humilde residência tomar um banho rejuvenescedor, para continuar a prática do seu novo trunfo.

Status:

HP:225/225
CH:225/225
ST:00/03

Bag:

02 Kemuridama
02 Hikaridama
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Narrador: Tenshin

O Kinjutsu de Iwagakure

@Kyoshi Izamuro

Os dias se passavam, tornando-se semanas. Um jovem tinha um novo conhecimento, mas o aprendizado demandava muito tempo, muita prática, além do sigilo.

Uma ou outra vez, por meio de Hanzo, o velho Berus enviava mensagens ao garoto para saber como andava suas técnicas. Ele o convidava a ir até sua gruta, onde lhe ensinaria mais um pouco a respeito da manipulação geral do Kibaku Nendo.

A notícia do falecimento de Berus vinha após alguns meses. Como previsto, o ninja já estava velho demais e a idade o levara suavemente, sem causar dores, sem causar sofrimento. Hanzo informou ao seu aluno que ao encontrarem seu corpo, ele possuía uma abelha de argila em sua palma direita.

O legado de Berus deveria seguir. A arte deveria continuar. Kyoshi seria o próximo artista.

Considerações:
1) Narre o tempo passando, você aprendendo cada vez mais, a última visita ao velho Berus antes de seu falecimento. Reaja ao falecimento. Domine o Kibaku Nendo. Esse é o último post, estamos encerrando por aqui. Espero que tenha se divertido, perdão pelos erros e clichês!

Imagem do Véio (RIP):

Objetivos:
1) Quest: O Kinjutsu de Iwagakure - 10/10
Post 10/10

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Quando Kyoshi deu por conta do horário quando saiu daquela gruta, o horizonte estava começando a tomar uma cor já diferente, o sol timidamente se movia para além do horizonte. O corpo do jovem obviamente não havia reclamado antes por ele estar tendo momentos bastante animadores, mas a fome assolava seu estômago. O caminho até sua casa fora tranquilo e fez o que tinha que fazer naquela noite, apenas deitando-se em sua cama e observando levemente as estrelas antes de cair no sono, ele estava cansado o suficiente para não conseguir fazer suas reflexões diárias.
Na manhã seguinte, Kyoshi despertou um tanto inspirado em relação aos demais dias, afinal, como não poderia com os acontecimentos do dia anterior. O jovem Gennin saltou da cama com pressa, apesar que após seus anseios básicos sua rotina mais calma e mal-humorada tomou conta do ser se instalando como uma virose no corpo de uma criatura já adoecida.
Um suspiro forte foi dado pelo menino de cabelos brancos enquanto sentava-se em sua mesa central na sala, em sua humilde residência havia apenas a sala que ficava no centro, uma pequena varanda, um quarto, banheiro e cozinha. Enquanto pegava um pequeno copo de barro para servir um chá verde a si próprio e se alimentar um barulho de última hora o interrompe em seus delírios matinais. As íris azuis se dirigiram até o local de onde veio o barulho, era a porta de seu refúgio.
O rapaz se pôs de pé, e foi atender com prontidão, mas quem poderia ser logo pela manhã e justo uma visita a ele, um jovem que era mal reconhecido na vila e provavelmente não muito querido. Suas dúvidas foram respondidas a abrir a portas e encontrar uma figura trajada com o uniforme da unidade ANBU da vila, longos cabelos negros que bailavam com o vento e, uma máscara ligeiramente inclinada para baixo, seguindo o rosto do homem que observava o Gennin.
Bom dia, Kyoshi. Seria um incômodo minha presença? - Indagou o ninja enquanto via que a expressão neutra do rapaz não fez muita diferença e apenas liberou passagem em seguida. Hanzõ trazia consigo uma bolsa com alguns mantimentos, biscoitos, ramen e materiais para chá, coisas básicas que ele normalmente trazia ao garoto, só que em maior quantidade. Ele sentou-se à mesa junto ao garoto, removendo sua máscara tendo a mesma intimidade a quem tinha com Tadakatsu, pai do Gennin, assim como o único que conhecia a face de Kyoshi era o próprio ANBU.
O mais velho pois um biscoito entre os lábios enquanto o mais jovem pegava outro copo de chá para servir ao seu tutor e dizia no seu tom impassível de sempre.
Eu sinto que devo um agradecimento a você também, jamais imaginaria ter tamanha qualidade com aquele determinado elemento. Mas, curioso, como soube que eu possuía Bakuton? - Uma risada breve tomou os lábios de Hanzõ, ele jamais tinha reparado, mas ele possuía um rosto fino, quase feminino, não possuía barba e tinha íris numa tonalidade esmeralda penetrante e em alguns casos amedrontadora, mas no dia de hoje estava radiante, refletindo talvez uma felicidade do próprio.—Eu era companheiro de seu pai em missões, rapaz. Ele tinha um domínio incrível no Doton, e algumas habilidades incomuns, ele explodia as coisas com facilidade quando ele queria. Foi aí que eu descobri que ele possuía uma Linhagem Sanguínea passada de Geração em Geração carregando o que você conhece por Bakuton. Seu pai era realmente talentoso com tal elemento. Assim como suponho que um dia você também será. - Kyoshi escutava atentamente enquanto comia do seu ramen e ficava em alguns momentos pensativos, ele sempre soube muito pouco sobre seu pai e sua família, e por seu espírito de querer ser independente o fez se afastar cedo demais e talvez de forma irregular.
O ANBU sorveu do chá tranquilamente, repousando o copo com leveza na mesa amadeirada, analisando a expressão pensativa e naturalmente reflexiva do seu acompanhante no café e antes de ingerir mais um biscoito ele questionou. — Como foi com o Berus? Ele veio de muito longe apenas para ver você, espero que não tenha sido grosseiro como você normalmente é com as pessoas, recluso… - Enquanto o moreno deu uma leve risada, Kyoshi apenas girou os olhos, terminando seu ramen e sorvendo um pouco do chá, respondendo em seguida: — Diferente de você, ele era um senhor de idade, posso não ser a melhor pessoa, mas ainda possuo escrúpulos. Não que eu vá me tornar o melhor amigo dele como não vou me tornar seu, mas o mínimo respeito darei a ambos. - o ANBU arqueou a sobrancelha levemente e levou o dorso de sua mão até a testa alheia, checando a temperatura e falando entre uma risada ou outra. —Oh, parece que o nosso querido Kyoshi amadureceu não é mesmo? Hahahahaha! - Um bufar e um pisão mais forte no piso de madeira foi ouvido enquanto o jovem meio que vociferou um palavrão fazendo o moreno rir um pouco mais, a manhã estava sendo bem agradável. A flor ao centro da mesa e do apartamento trazia uma fragrância harmoniosa ao ambiente em meio a uma corrente fria caridosa, que invadia o corpo dos dois homens e as tranquilizava em uma injeção de sentimentos ínfimos porém reconfortantes.

”We sit and watch the fires burn and talk about the years that passed
We raise our glasses into the air and sing the songs that made us who we are.”


Após a saída de Hanzõ, Kyoshi destinou-se até um local que havia sido indicado pelo próprio eremita para que ele praticasse em sigilo e sem ser incomodado a sua arte explosiva. Ele carregava consigo uma grande maleta com argila que ele provavelmente usaria por todo o treinamento até se especializar, além de seu almoço obviamente. Ele passou a tarde inteira injetando seu chakra fundido ao elemento Bakuton em inúmeras formas da argila, porém o primeiro dia de treinamento também foi bastante frustrante. Quando Kyoshi deu por si ele já havia perdido a tarde inteira, e obviamente o dia inteiro com aquelas tentativas falhas.
E ele continuou, dia após dia, a treinar incansavelmente. A partir do quarto dia as formas já começavam a ficar mais perfeitas, porém ainda inanimadas e com explosões pífias. Mas a sua vontade de impressionar Berus que contava com sua perspicácia e sagacidade, e também não decepcionar Hanzõ que confiou a ele o poder que talvez seu pai não possuía eram mais fortes que sua própria exaustão ou até mesmo seus temores de não conseguir aperfeiçoar tal técnica.

”We share the stories of summer nights when all we did was chase the stars.
Do you remember the year that Chris have died? It changed our lives, but this goes down tonight.”


As duas primeiras semanas foram extremamente importantes para que seu corpo começasse a sofrer leves mutações, em sua mão direita já começou a crescer uma boca, que se alimentava da argila com mais facilidade e a moldava de forma mais prática, era definitivamente uma prática um tanto absurda e asquerosa, mas funcionava, e as suas criaturas pela primeira vez começavam a ganhar vida e fazer suas próprias atitudes ou seguir os comandos definidos pelo Gennin. Aquilo definitivamente era uma vitória, mas ainda havia um longo caminho a percorrer para conseguir definitivamente fazer com que sua arte fosse digna de reconhecimento pelos seus dois tutores.
em uma das manhãs que Hanzõ visitou o garoto após as duas semanas, ele trouxe uma mensagem de Berus, que gostaria de saber como estava sua técnica e seus feitos. Kyoshi, deu um leve sorriso e preparou um almoço para duas pessoas se dirigindo até a gruta qual o eremita ficava, assim resolvendo passar o dia por lá treinando e até mesmo trocando conversas normais, que era de interesse mútuo, dando liberdade para que ambos conhecessem mais um do outro em meio ao processo de tutor e discípulo. Pela primeira vez o pequeno jovem entendia o que significava a palavra “sentimento” o que ele estava recebendo tanto de Hanzõ quanto Berus era algo quase como impagável, mas como ele poderia retribuir? Ele só sabia ser um mau humorado, cumpridor de ordens e irônico. Mas quem sabe com o tempo? Talvez os seres superiores tenham planos para o trajeto deste pequeno ser, que teria de lidar com os obstáculos primeiro de si próprio, antes de os desafios de sua vida.

”Till we break. Until the morning no more last goodbyes.
No more regrets, no second chances so you’ll never wonder why we never let these moments pass us by.”


Os meses iam se passando, as mutações haviam sido completadas no corpo do jovem garoto, ele até havia mudado de roupas para se adequar melhor e esconder com mais facilidade a habilidade oculta dele. Agora ele veste sua jaqueta negra qual dobra até seu braço, uma camisa branca simples por baixo, luvas de couro nas mãos com aberturas para os dedos, uma calça de mesma tonalidade da jaqueta com uma corrente básica, além da sua máscara de pano negro ainda cobrindo parcialmente sua face. Kyoshi estava terminando de se ajustar naquela manhã até o ANBU “invadir” sua casa repentinamente, e se pôr à frente de seu pupilo com uma expressão mais séria.
Tenho notícias não muito agradáveis, Kyoshi. Sente-se. - o rapaz meio que sem muita opção, sentou-se em um puff que havia ali no centro da sala e ficou esperando a continuação do mais velho, que pegava uma cadeira da mesa e sentava-se. — É sobre o Berus. Eu temo dizer que ele veio a falecer na noite anterior. Acho que ele gostaria que ficasse com isto… Estava na palma da mão dele e eu recolhi.
Kyoshi estava com uma expressão pasma e saiu de casa logo após saber da localização de onde o homem havia sido enterrado.

”Until the sun goes up and lights the sky.
This goes down tonight”


O caminho havia sido percorrido com velocidade, apesar de não ter conseguido chegar antes do anoitecer, mas lá estava o Gennin, diante da cova de seu estimado mentor, ou melhor, seu amigo.  Kyoshi sentou-se ao lado de um pequeno monte de rocha que fizeram de lápide ao homem, e lá colocou um copo de chá e o preencheu com o líquido quente que ele gostava, pondo a abelha que recebeu de Hanzõ no topo daquela pilha de rochas, falando baixo, quase como um murmúrio.
Sr. Berus, queria que você se mantivesse vivo para eu lhe mostrar minha arte na sua mais refinada e bela forma, porém, receio não ser possível. Eu espero que encontre paz seja lá onde quer que esteja.
Proferiu o rapaz recebendo um sopro gélido na face, levando seus cabelos alvos para trás, seus olhos iam de encontro ao céu, as estrelas tingiam aquela penumbra fazendo um brilho de cor sem igual naquela noite, alguns tons púrpuras se sobressaltam, enquanto um azul se mantém mais tímido em meio aos brilhos prateados das estrelas.  A mão direita do rapaz foi até a abelha que havia deixado na lápide de seu mentor e infundiu seu chakra a ela, a dando vida e deixando que alçasse voo.
We finds ourselves united by the friendship of our youth. As smokes pours from the ashes and carries us away. Our hopes grows from the knowledge that we’ll meet again someday. We’ll meet again someday… - Quando o rapaz ia fazer o selo do tigre, ele recuou a mão, deixando que aquela criação de Berus continuasse vagando por aquele céu límpido e vivo, ela seria viva pelo seu criador, e ajudaria com que o legado dele se mantivesse vivo, as cortinas do grande palco se fecharam, mas seu legado continuará vivo, por uma eternidade no coração daqueles que o admiravam. Kyoshi ficou boa parte de sua noite ali, fazendo companhia ao seu tutor, esperando pelo nascer do sol, e se despedir devidamente do seu fiel companheiro...

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Quest Concluída!
Recompensa: Kibaku Nendo.
Espero que tenha gostado!
@”Kyoshi Izamuro”
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