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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Primavera

Sam'
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Sam', fillers - em 20/7/2018, 17:26

O silêncio da noite era inquietante, nem mesmo os animais podiam ser ouvidos, algo estranho numa fazenda. Apenas meu pai interferia aquela quietude com seus longos suspiros, eu temia que ele cansasse de esperar e partisse naquela escuridão. Seus pés não paravam de se mexer, andava de um lado para o outro enquanto coçava sua barba. Se ela demorasse mais meio minuto para chegar, ele com toda certeza iria partir em sua busca.

— Acalme-se pai, logo ela chegará. Deve ter encontrado alguma amiga enquanto voltava, não se preocupe. — Tentei o tranquilizar, mas ele parecia não ter me escutado. Seus suspiros se tornavam mais longos e pesados, medo via-se em seus olhos. Me sentia da mesma forma, mas não podia deixar que meus sentimentos transparecessem, isto só iria piorar o clima que já estava ruim.

Minha mãe havia partido para comprar os pães para o jantar e estava demorando mais do que o normal para voltar. Isso não seria um problema, se não fosse um simples motivo. Duas semanas atrás, um homem havia escapado da prisão da vila e mantinha-se foragido, ele era conhecido como o Amante Mortal. Seu apelido devia-se ao fato de ter matado três mulheres depois de as estuprar. Contudo, não era apenas por isso que meu pai estava tão atormentado, havia um motivo muito pior.

Henrik Lieborn, assassino e estuprador, filho de Teon e Yanna, irmão mais velho de Licaon Lieborn, sendo este último o meu pai. Sim, o assassino que ficou tão famoso pela vila de Kumogakure e seus arredores, nada mais era do que meu tio paterno. Ele tinha desgraçado nossa família, o que acarretou em diversos acontecimentos tristes.

Meu avô não aguentou a dor que seu filho primogênito havia lhe causado, por isso se enforcou no banheiro. Ao ver esta cena, minha avó ficou tão surpresa e entristecida que acabou tendo um ataque cardíaco. Assim, eu perdi dois de meus quatro avós em um só dia.

Bem, alguns pensariam que ele jamais faria tal atrocidade com sua própria cunhada, esposa de seu irmão e mãe de seu sobrinho. Mas, isso não era verdade, pois minha mãe era sua principal presa, a cereja do bolo. Antes de meu pai casar com minha mãe, Henrik tinha se apaixonado por ela e a queria mais que tudo, no entanto, ela não o escolheu. Isso acarretou na monstruosidade em que ele se tornou.

De todo modo, foi um enorme alivio quando minha mãe chegou em casa. Não tinha nenhum arranhão ou machucado em seu corpo, estava perfeitamente bem. O abraço que meu pai e eu demos nela a pegou de surpresa, o que fez com que derruba-se a sacola com os pães no chão.

— Hey, o que há com vocês dois? Estavam preocupados comigo?!!! — Ela bagunçou meus cabelos ao mesmo tempo em que deu um beijo em meu pai. O calor dela era aconchegante. — Desculpe-me se os deixei preocupados, é que tinha uma enorme fila na padaria.

Uffa, ela estava bem. Seu atraso tinha acontecido por algo tão comum como eu havia imaginado, ainda que meu coração continuasse acelerado. Terminamos nossa amostra de carinho por ela ao nos separarmos de nosso abraço. Meu pai pegou os pães que haviam caído e os colocou na mesa, o jantar não era grande coisa, mas era o que podíamos pagar.

Vivíamos num casebre de uma fazenda, sendo que meu pai e minha mãe eram encarregados de cuidar dos animais de tal lugar. O dinheiro era pouco e por isso tínhamos que usa-lo com muito cuidado. Infelizmente por causa de meu tio, nem meu pai nem minha mãe conseguiam arrumar bons empregos. Todos nos odiavam, ou quase todos. Um senhor de idade muito bom tinha nos acolhido em sua fazenda, agora este era nosso lar.

Não demorou para que meu pai apagasse a luz do lampião, nos colocando em total escuridão. Não passava das vinte horas, mas era preciso dormir cedo se quiséssemos acordar de madrugada noutro dia. Às vezes, eu deixava minha janela aberta para olhar para o céu, enquanto esperava o sono apoderar-se de meu corpo, assim como hoje. Claro, não tinha como saber que aquilo se tornaria no meu pior pesadelo.

Ele esperou um bom tempo até que eu pegasse no sono e dormisse, assim ele teria livre acesso por aquela janela. Acordei com uma súbita sensação fria em meu pescoço, não sabia o que era na hora, mas ao abrir meus olhos eu o vi. O grito foi abafado por uma de suas mãos enquanto roçava minha garganta com uma faca de cozinha com a outra, sangue escorria dali. Tentei faze-lo sair de cima de mim, mas era como se eu tentasse levantar um elefante, ele tinha total controle sobre mim.

— Como você cresceu, meu pequeno Taro. Sentiu saudades de mim? — Um sorriso maléfico estava estampado em seu rosto ao dizer destas palavras. Queria falar para ele que o odiava e que ele merecia apodrecer na cadeia, mas sua mão ainda estava sobre minha boca. Então eu o mordi, seu sangue escorreu por meus dentes e o causou dor, libertei-me de seu aperto com um empurrão. Gritei por socorro o mais alto que pude antes de ser pego por ele novamente.

— Maldito, você vai pagar por isto. — esbravejou ele, colocando-me preso a sua frente com o objeto metálico em meu pescoço. Se eu tentasse escapar, ele poderia facilmente me matar, bastava fazer um corte um pouco mais profundo. Depois de gritar tão alto, não demorou para que meu pai e minha mãe aparecessem na porta de meu quarto, sendo pegos de surpresa numa cena indescritível.

O brilhar da lua que entrava pela janela de meu quarto era a única iluminação presente, mas ainda era possível ver o horror escancarado nos rostos de meus pais. Henrik riu ao vê-los, ao passo que disse tais palavras.

— Como é bom ver você maninho. Faz tanto tempo, não é mesmo?!!! Ah, você também Ana. Continua tão linda quanto antes.

— V-você!!! Largue meu filho, ele não tem nada haver com seu propósito, ele não lhe fez nada. — disse meu pai entrecortadamente. Lágrimas rolavam de meus olhos, assim como nos de minha mãe. Ela continuou em silêncio, parecia não acreditar no que estava vendo. Isso só aumentou meu sofrimento, não queria vela daquele jeito. Pelo menos não era ela que estava com uma faca em seu pescoço, eu não aguentaria ver esta cena, preferia morrer no lugar dela.

Aquilo não passava de um jogo para meu tio, não importava para ele se eu era inocente, apenas queria que meu pai e minha mãe sofressem ao ver seu único filho morrer, antes que eles mesmos fossem mortos.

Tinha tido pouco tempo neste mundo, minha vida estava apenas começando e logo ela seria tirada de mim. Eu queria poder crescer, arrumar um emprego decente, namorar uma linda mulher e me casar com ela. Iria ter dois filhos, um homem e uma mulher, então eles cresceriam e me dariam netos. Por fim, envelheceria e morreria antes de minha esposa. Não, aquele não seria meu fim, eu tinha que sobreviver.

Esperei pelo momento certo, quando meu tio afrouxou a lâmina em meu pescoço, dei uma cabeçada para trás e o atingi na cintura. O golpe fez ele me largar de seu aperto, embora ainda continuasse em pé atrás de mim. Tinha certeza de que ele avançaria para me matar, da mesma forma que meu pai avançaria para o parar. No entanto, meu pai estava muito longe de mim, de forma que meu tio me atingiria antes que ele pudesse fazer algo. Eu teria que dar um jeito sozinho.

Quando ele esticou seu braço para me acertar, avancei de encontro com a faca e me movi no último segundo para o lado, onde consegui escapar quase ileso do golpe. O fio da arma tinha cortado superficialmente minha bochecha esquerda, fazendo-a sangrar. Contudo, eu tinha achado uma abertura em sua posição e o socado bem na boca do estômago. O que me rendeu tempo suficiente para que meu pai chegasse ali e o acertasse no rosto. Sua arma escapou de sua mão e rodopiou no chão, parando perto de minha mãe.

Lutamos com ele, socos, chutes e até mesmo cabeçadas foram dadas. Meu tio me acertou algumas vezes, mas nada que me ferisse gravemente. No fim, Henrik não conseguia mais se mexer, ao passo que eu e meu pai ainda permanecíamos de pé. Amarramos ele com uma corda que tínhamos enquanto esperávamos minha mãe trazer os guardas da vila.

Ele foi levado algemado pelos ninjas do quartel. Nunca mais conseguiria escapar da prisão, pois logo seria sentenciado a morte. Eu fui levado para o hospital da vila, onde fui tratado e curado, o mesmo com meu pai.

Não ficamos felizes pelo o que aconteceu com meu tio, meu pai era o que mais tinha ficado triste com este acontecimento, afinal eles ainda eram irmãos e em algum momento haviam tido grande amor um pelo outro.

Bem, meu pai ainda amava seu irmão, mas não o homem que ele havia se tornado. Ele amava o doce Henrik que sempre o aconselhava quando era mais jovem, que sempre cuidava dele e o protegia. Era assim que ele queria lembrar-se de seu irmão.

No dia seguinte, meu pai me ajudou com o treinamento em minhas habilidades elementais. Com seu suporte, busquei me aprofundar na utilização do Doton. Passou-se muito tempo, mas depois de uma semana, eu já tinha me tornado um perito em tal.

CONSIDERAÇÕES:

Texto com mais de 1500 palavras. 100 pontos + 100 de bônus. Uma Qualidade de 1 ponto - tenho a Qualidade Prodígio - por isso a perícia elemental decai um ponto.

Perito Elemental (1) Doton.
Tipo: Treinável.
Descrição: Normalmente os personagens focados na utilização de ninjutsus elementais acabam desenvolvendo perícia em uma determinada natureza de seu chakra, não sendo necessariamente sua afinidade elemental, como demonstrado por Sasuke Uchiha.
Bonificações: (2) Chamado de "Primeira Perícia Elemental", reduz os custos do elemento escolhido em 50%; (3) Chamado de "Segunda Perícia Elemental", pode ser obtida quando já possui a Primeira Perícia Elemental, o elemento selecionado terá redução de 25% de seus custos, o personagem deverá estar em nível Tokubetsu Jonin ou superior e fica incapacitado de desenvolver Mestre Elemental em quaisquer elementos.

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Re: Sam', fillers - em 20/7/2018, 17:31

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Re: Sam', fillers - em 22/7/2018, 08:15

O caminho das nuvens

Ele nunca ousou desrespeitar uma ordem de seus superiores, eram como reis para o garoto. Sempre estar pronto para ajudar o vilarejo, era esse o maior objetivo que traçava na vida. Tinha treinado desde pequeno com esse propósito. Com a ajuda de seu pai, fora instruído no caminho do elemento, tornando-se um perito na arte de manipular a terra. Era proficiente no ninjutsu, o dominava como poucos eram capazes.

Taro não duvidava de suas forças. Tinha certeza que poderia enfrentar ninjas de patentes maiores que a sua, mas sabia que não era nada comparado aos verdadeiros heróis e vilões do mundo. O poder que possuía era pequeno demais, ínfimo. Treinar era necessário, mas só isso não bastava. Inevitavelmente, o garoto compreendia que teria de achar outras formas de aumentar suas próprias capacidades. Desde então, começou a buscar um jeito de se tornar alguém capaz de proteger Kumogakure.

Os guardiões da nuvem. Uma equipe formada por ninjas de diversas patentes, desde as mais baixas, como a que tinha no momento. O grupo focava-se em proteger a cidade em que moravam ao custo de suas próprias vidas, caso isso fosse necessário. Se tornar um membro de tal organização significava que estava deixando seus interesses de lado para servir ao povo.

O seu pai tinha sido desta organização, assim como sua mãe também. Este era o desejo de ambos, que o menino também adentrasse ao tal. Taro não era contra, então decidiu fazer parte desta. Fora entregue para ele uma roupa negra com nuvens vermelhas. Era estas vestes que diferenciava-o como membro da sociedade oculta da vila. Poucos tinham conhecimento desta, na maioria eram ninjas que tinham desistido de suas próprias vidas, órfãos e até mesmo ex-criminosos que haviam sido perdoados, que agora mantinham lealdade acima de tudo.

— Parabéns, membro júnior — disse um homem, trajava vestes negros como as do menino. Cabelos negros, um olho cego e uma barriga redonda eram suas características mais marcantes. Este era um dos principais anciões da organização, um dos criadores da mesma. Diante deste, Taro apenas conseguiu responde-lo com um abaixar de cabeça, demonstrando respeito acima de tudo. O homem assentiu em aprovação quando passou deste ao próximo júnior.

Neste dia, foram aceitos três jovens da vila como membros de mais baixo calão. Durantes dois anos, estes três deveriam provar o valor que tinham como parte da organização. Lealdade e comprometimento eram as duas principais características que seriam avaliadas. Caso não fossem capazes de manter descrição, apenas a morte os esperava. Taro tinha onze anos nesse acontecimento.

Um ano se passou, nenhum problema aconteceu neste meio tempo. Mas as coisas estavam para mudar. Uma carta chegou à casa do jovem garoto de cabelos roxos, o personagem principal dessa trama. Taro estava sendo chamado para uma missão de grande importância. Um dos juniores que tinha entrado consigo na sociedade havia traído ela ao ajudar bandidos a escaparem. Pelo que estava escrito no conteúdo da carta, a razão da traição era conhecida, o júnior havia os traído para proteger um parente, que estava entre os bandidos caçados anteriormente.

Não tinha nenhuma pista de para onde o ser tinha ido. As ordens eram: encontrar e eliminar. Como antes haviam dito, traição seria tratado com o pior tipo de punição. O garoto entendia isso, também sabia que essa missão era um teste. Estavam o colocando à prova, queriam saber se tinha as capacidades reais para continuar no bando. Seria ele capaz de matar alguém apenas porque haviam mandado? Seguiria as ordens sem questiona-las? Eram essas duas perguntas que estavam sendo postas em prova. Taro entendia isso.

Depois de receber a missão, colocou as vestes negras com suas nuvens sangrentas. Seguiu para onde o homem procurado morava. Era claro que ele encontrou apenas uma casa vazia, com os móveis empoeirados e roupas bagunçadas, espalhadas no chão como se tivessem sido derrubadas pela pressa de alguém, deduzia.

Não seriam capazes de sair da vila, estariam se escondendo em algum lugar. Se tinham levado roupas, alguém da vizinhança poderia tê-los visto saindo com as malas cheias. Perguntou para os vizinhos, mas nenhum deles tinham visto algo. Na verdade, indicaram que fazia muito tempo que não haviam tido notícias das pessoas que moravam naquela casa. Era estranho, será que tinham saído na calada da noite? Impossível, na carta estava escrito que era dia quando perseguiam os bandidos, logo que traídos a organização tinha sido avisada para dar conta do traidor, apenas alguns dias antes de Taro receber a missão.

Então algo lhe veio à mente. Talvez o traidor e sua família não tinham saído de sua casa. Provavelmente a organização não tinha pensado isso e haviam entendido que eles tinham fugido para algum canto remoto da cidade. Mas não que pudessem estar escondidos dentro da casa. Taro voltou ao lugar e procurou pela mesma em cada pedaço e canto, observando com atenção os mínimos detalhes. Só depois de meio dia, foi que ele encontrou algo. As roupas caídas não estavam jogadas ao acaso, abaixo de algumas delas encontrou um piso falso. Deste, uma escada em espiral descia para o subsolo.

Antes que pudesse descer, duas sombras saltaram da escuridão e o cercaram. O garoto olhou para os dois homens que tinham acabado de aparecer. O traidor e seu parente, àqueles que devia dar cabo. Um sorriso apareceu no rosto do garoto, não tinha sido tão difícil encontra-los. Logo, eles entraram em batalha. Os dois atacaram o jovem de ângulos diferentes, esquerda e direita. Entretanto, os ataques foram neutralizados por uma cúpula defensiva, criada do solo e formada pelo elemento Doton de Taro.

Os homens foram pegos desprevenidos, pois não imaginavam que o garoto conseguiria invocar tão rapidamente uma defesa. No mesmo instante, a cúpula se dividiu em duas partes e foram lançadas na direção de cada ser. Os mesmos esquivaram-se do contra-ataque, mas Taro agiu rapidamente e enquanto um dos seres fugia da manipulação de terra, moveu-se como um raio e o empalou com uma kunai no peito deste. Vendo esta cena, o outro homem atacou o menino com intensa raiva, mas falhou em sua tentativa. O projétil laminado do traidor encontrou a dura pele de seu adversário, que era tão forte como uma rocha. O menino desenterrou a kunai do peito daquele que havia matado, girou e com um corte rápido rasgou a garganta de seu segundo adversário. Dois homens foram mortos, a missão terminou neste instante.

Depois de contatada, a organização recolheu os corpos. Os superiores de Taro o felicitaram pelo cumprimento da tarefa, agora tinham bons olhos para o garoto.

CONSIDERAÇÕES:

Texto com mais de 1000 palavras. 100 pontos + 100 de bônus.

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Re: Sam', fillers - em 22/7/2018, 08:34

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Re: Sam', fillers - em 30/7/2018, 18:07



Meus passos lentos levaram-me a um lugar desconhecido pela sabedoria humana. Uma caminhada de três dias, um deserto escaldante, e apenas um odre com pouca água haviam me levado chegar até aqui. Os dias foram quentes, quase insuportáveis, mas as noites foram piores. O frio penetrante do deserto sob o luar é tão gélido quanto o país da água. Água. Eu preciso de água! Minha garganta continua seca desde o último gole, um dia atrás, do odre que mantinha em minha cintura.

Como consegui esse odre? Essa é uma longa história, a primeira desde que saí em minha caminhada. Um dia depois de partir de Kumogakure, já me encontrava desidratada pelo erro de esquecer uma garrafa de água na geladeira, em casa, inexatamente a uns cem quilômetros da onde me encontrava. Não tinha vontade de retornar e, não sei se conseguiria permanecer viva por tanto tempo.

Eu estava começando a enlouquecer. O sol parecia rir de minha pessoa. Idiota!, era o que ele diria para alguém tão burra. Como uma moradora do deserto seria capaz de esquecer sua garrafa de água depois de morar tantos anos nele? Pois é, pura idiotice, e um pouco de memória fraca.

Pouco e lentamente andava. O corpo desobedecia os comandos do cérebro, que constantemente mandava-me descansar. Isso, no entanto, seria minha ruína. Eu tinha certeza que se parasse para descansar, por menor que fosse o tempo, não conseguiria retomar minha jornada. E que jornada! Sabia que o sol seria mais forte quanto mais andasse, mas não tinha ideia, até então, que de noite o calor desaparecia, e em seu lugar seu antônimo dava as caras.

Era minha primeira experiência em sentir tanto frio. Na vila, em Kumogakure, o tempo sempre parecia o mesmo, rotineiro e comum. Nunca muito quente e nunca muito frio. Já havia me acostumado com esses altos e baixos, mas nunca com tão altos e tão baixos. E, claramente, anotei isso em um caderno que sempre carrego comigo, no qual sempre arquivo novos conhecimentos, como: No profundo deserto, o ar durante o período noturno se torna congelante; Nota extra: Trazer um casaco mais denso que sirva tanto para proteger do sol quanto do frio.

Foi, durante esta noite, que um encontro inesperado aconteceu. Enquanto rastejava pelas areias e sentia frio, uma silhueta apareceu de repente de trás de uma duna. O corpo robusto, forte e alto evidenciava um homem, no entanto, o breu do escuro escondia suas feições. Pude notar o seu aproximar, já que o mesmo andava em minha direção.

— A mocinha precisa de ajuda?
— Não! — menti, precisava muito de ajuda.

Era claro que ele também percebia isso. Uma garota se arrastando pelo deserto, com os olhos e boca secos, que denunciavam o desgaste do corpo desidratado. Nenhuma garrafa de água e nenhum animal para locomoção. Tudo indicava que eu estava necessitando urgentemente de ajuda, o que, para minha sorte, o homem ofereceu novamente.

— Não precisa bancar a independente — grunhiu ele, como se realmente me conhecesse. — Já encontrei outros na mesma situação. Garanto, são mais do que você pode pensar.
— E o que você fez? Ajudou eles para depois os matar? — Minha garganta ardeu ao proferir essas palavras.

Devo dizer que essa foi uma acusação muito idiota. Mas eu não conseguia pensar direito, meu cérebro já tinha fritado com o calor, e agora congelava com o frio. Não havia parado para pensar que estaria insultando a minha única salvação em um raio de centenas de quilômetros. Felizmente, o homem não se importou com minhas 'doces' acusações, pelo contrário. Os risos foram altos e roucos, como se tivessem vindo de alguém muito velho.

— Sabe, essa é a primeira vez que um estranho me chama de enganador e mentiroso. Você é bem cautelosa, não é? — perguntou-me calmamente, enquanto prostrava-se em minha frente, onde agora podia tomar conhecimento de seu rosto. Ou não. O homem trajava uma roupa grossa feita da pele de algum animal, algum que eu não conhecia. Era marrom escuro, quase preto, os pelos grossos e grandes, e em algumas partes possuía manchas brancas. A pele cobria-o por inteiro, desde sua cabeça até os pés. Um pequeno buraco para entrar o ar encontrava-se na parte onde possivelmente estaria o nariz dele, e outros dois para os olhos.

Não me importei com a pergunta dele, afinal ele tinha acertado em cheio. Sempre fui muito cautelosa com as pessoas, principalmente com desconhecidos no meio do deserto. Devo dizer que isso acontece pelo trauma que adquiri referente a alguns acontecimentos trágicos pelos quais sofri quando mais jovem. Entretanto, essa peculiaridade já havia me salvado uma vez, e quem sabe ela não volte a me salvar no futuro.

— Eu preciso de água. — Cedi, a sede estava realmente me matando.

Nada ele disse. Tomou um odre com sua mão direita, que antes estava escondido por debaixo da pele que vestia, e o arremessou ao chão em minha frente. Agarrei-o como um tigre pega sua presa, vorazmente querendo tomar um gole de água, embora tenha sido impedida antes que o pudesse fazer.

— Cuidado — advertiu o homem, segurando meu ombro ao dizer o restante. — Esta é a única água que carrego, não tome tudo, mas apenas o suficiente. Não quer ficar sem ela de novo, não é?

Ele estava certo. Destampei o objeto e com duas goladas experimentei o líquido ali contido. Era água. Não parecia nada diferente de qualquer outra que já havia tomado, mas parecia muito mais refrescante do que todas as outras. Creio que isso aconteceu pelo fato de estar sedenta, quase morrendo por aquilo, no sentido literal.

— Obri...gada. — agradeci, embora a palavra tenha saído entrecortada e forçada. Não queria tê-lo de agradecer, preferia nunca fazer isso. Mas a situação era inesperadamente diferente de qualquer outra, pareceu-me justo dizer aquilo, embora não entendesse o porque dele ter me ajudado, pois sequer conhecia-me, não?

Quando deixei de olhar para o odre que ele tinha me dado após ter bebido um pouco de seu líquido e voltado minha atenção para onde o homem estava, dei-me com os olhos encarando o vazio. Em um simples passo de mágica o ser desapareceu. Nem rastros nem vestígios sobraram de sua presença. Nem mesmo havia deixado pegadas para trás. Era como se nunca tivesse existido e aquilo tudo fosse projetos de minha imaginação. No entanto, o odre ainda estava em minha destra e o frescor da água ainda me refrescava. O que teria sido aquilo?

Me levantei das areias e chacoalhei-me para que o restante dela saísse de minhas roupas. O frio ainda podia ser sentido, mas agora havia saciado um pouco do desejo de beber água, então deveria continuar o meu percurso. Guardei o objeto em minha cintura e retomei minha caminhada. Quando estava para partir, observei algo caído no chão e me atentei ao que poderia ser. O objeto, por incrível que pareça, era um casaco negro acolchoado com lã. Seria este um item que o homem havia deixado para mim? Muito misterioso. Coloquei-o em meu corpo e pude, finalmente, sentir-me protegida do frio.

Outros dois dias se passaram, e eu me encontro agora no terceiro dia de caminhada. O destino para o qual caminhava, enfim chegou. O enorme castelo em ruínas à minha frente era singular e parecia ser muito antigo. Algumas elevações rochosas despendiam pontes estreitas para chegar e sair da estrutura distinta. Formado e esculpido em uma rocha gigante, um projeto moldado pelos antigos homens, cujo quais não conheciam o chakra. Uma construção achada por mim, embora tenha pensado que o homem que havia encontrado anteriormente tinha vindo desta mesma direção. Uma coincidência?

Curiosa como sou, adentrei o recinto em busca do novo e inédito.

300; 300

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Re: Sam', fillers - em 30/7/2018, 18:14

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" Neste mundo, onde quer que exista luz, existem também sombras.
Enquanto o conceito de vencedores existir, precisam também existir derrotados.
O desejo egoísta de proteger a paz causa guerras e o ódio nasce para proteger o amor. "
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Re: Sam', fillers - em 30/8/2018, 10:00

Um passado não muito distante.

O tilintar da campainha soou ao chegar de mais um cliente. O lugar começava a encher-se de pessoas, porcos mal vestidos e putas ultrajantes. Não era o melhor lugar para trazer os filhos para tomarem um refresco. Assassinos, estupradores, psicopatas, vadias, o pior tipo de gente frequentava o Boca de Mel. E, ainda assim, lá estava eu, pronta para encher a cara com a mísera idade de treze anos. A parte boa era que o dono da pocilga não recusaria uma venda, nem mesmo para uma criança.

O líquido escoou por minha garganta, de fato, devia ser um ótimo hidromel. Ao contato de meus lábios com a superfície vítrea do copo, não pude deixar de perceber que nem mesmo algo tão bom conseguia arremeter-me um gosto bom, ainda preferia tomar chás do que bebidas alcoólicas. Eu ficaria embriagada ao tomar duas ou três doses de tal bebida. Sendo este último o meu motivo de estar num lugar assim.

Não tinha conseguido achar nenhuma pista depois de todo esse tempo. Dois anos haviam se passado desde que eu tinha perdido algumas de minhas memórias e até agora não havia descoberto nem meu próprio nome. Só conseguia me lembrar das torturas e experiências que fizeram comigo naquela época, nada mais. Claro, a sede por sangue ainda fervilhava meu corpo. Outro presentinho que havia recebido daqueles malditos. Seus rostos eram imagens vivas em minha mente, jamais conseguiria os esquecer.

Apenas o teor alcoólico conseguia me fazer ficar calma, como se uma nuvem escondesse todos os meus problemas. Assim, depois de encher o rabo, parti daquela imundice, tentando não tropeçar em meus próprios pés. No entanto, é claro que eu não consegui manter o equilíbrio, apagando ao bater minha cabeça no chão. A sarjeta mais uma vez me serviria de travesseiro. A contragosto, os pesadelos influenciaram minha mente e me arremeteram ao que parecia ser um pedaço de meu passado. Na verdade, o sonho nada mais mostrou como tinha sida pega e raptadas pelos estranhos homens com máscaras brancas, que no final acabaram fazendo diversas experiências em meu corpo. Por fim, o resultado era que eu tinha acabado ficando com um chakra muito maior ao que tinha anteriormente. Enquanto o sonho repassava as lembranças das experiências, acordei.

— Argh...— Os raios de sol acordaram-me de meu longo sono, ainda estatelado naquela calçada. Minha cabeça doía intensamente, como se alguém tivesse arrancado fio por fio de meus cabelos. Sangue seco estava no lado direito de meu rosto, provavelmente do machucado que tinha feito ao cair de cara no chão. Um grande empenho fora preciso para que eu conseguisse levantar de minha macia cama.

Pessoas passavam pelo local, mas não se davam o trabalho de parar e perguntar se eu estava bem, ou se precisava de alguma coisa. Muitos fingiam não me ver, enquanto outros faziam uma cara de nojo ao perceberem meu estado. — Eu realmente preciso não fazer isso mais. — Isso estava começando a acontecer regularmente, já devia ser a terceira noite que passava estirado numa calçada qualquer. Apenas minha bolsa de armas fazia companhia para mim, apesar de ficar espantado em pensar no porque de ninguém nunca ter tentado rouba-la de mim quando ficava daquele jeito.

Galguei pelo centro da grande vila, ruminando meus piores pensamentos. Esquivava-me das luzes que o sol emitia, escondendo meus olhos na sombra de meu pulso. Estava começando a enlouquecer, nada mais importava para mim, se não minha vingança. Eu começava a pensar no que poderia fazer naquele dia para encontrar os homens que tinham destruído minha vida, quando ouvi um grito ensurdecedor pedindo ajuda.

Todos que andavam por ali conseguiram ouvi-lo, mas nenhum dos seres demonstrou qualquer tipo de expressão alarmante, apenas continuaram andando como se nada estivesse acontecendo. Não eu, queria saber o que estava acontecendo e por isso fui para o lugar de onde a voz tinha vindo. E, deste modo, adentrei o prédio no fim do beco.

Devo dizer que ficaria chocado com aquela cena, mas não foi o que aconteceu. Infelizmente já estava acostumado com mortes macabras, essa era outra parte de minhas memórias que pareciam ter ficado intactas. Uma mulher retorcia-se de dor enquanto homens malévolos enfincavam suas espadas em seus braços e pernas. Não demorou para que ela desse seu último suspiro, pois agora duas espadas adentravam suas costas e atravessavam seu peito. Não tinha sido notado até então, afinal os homens estavam de costas para mim. Mas, o olhar vazio da mulher havia repousado em meus olhos, como se clamasse por vingança.

Não sei bem o que aconteceu, tudo parecia um borrão em minha mente. Lembro-me de que minha sede por sangue havia aumentado além do que podia aguentar; sim, era isso. O corpo daquela mulher fez com que meu subconsciente ligasse sua morte a minha vingança, então meu corpo atacou aqueles homens por instinto.

Eles não viram da onde o ataque surgiu, nem mesmo tiveram tempo para alguma reação. Apenas caíram a cada golpe que eu dava. Sangue espirrava em minha roupa, assim como em todo o lugar. Logo, todo o chão parecia ter sido pintado de vermelho. Os corpos mutilados, ainda vivos, rangiam de dor. Um braço e uma perna de cada um foram sidos cortados. Nenhum deles morreu,  mas todos tinham sido punidos pelo que haviam feito e, de fato morreriam por perda de sangue.

Parti do lugar, indicando ao hospital mais próximo que alguns homens haviam sido atacados num bairro ali perto. Não me importava o fato deles saberem o meu rosto, na verdade, isso os atormentaria da mesma que forma que eu era atormentado. Eles jamais conseguiriam dormir sem ter pesadelos comigo.

Estava na hora de partir daquela vila, conhecida como o recanto de Jezabel, Babilônia. Tinha agora mais algumas mortes em minha conta, começava a se tornar uma lista bem grande. Estava começando a chamar muita atenção, não iria demorar para que as organizações das vilas principais viessem atrás de mim. De agora em diante, teria que ter cuidado em dobro.

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Re: Sam', fillers - em 30/8/2018, 10:09

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Re: Sam', fillers - em 2/9/2018, 07:39

Um homem alto guiava as crianças, barbudo e corpulento. Haviam duas filas ligeiramente compridas, os garotos pareciam ansiosos e alguns riam sem qualquer motivo. O local era um Dojo velho, tradicionalmente se tratava de um exercício acadêmico, um combate amigável entre os estudantes, supervisionado. A fila começa a andar, encostei-me numa das pilastras que sustentavam o segundo andar, cruzando os braços, não tinha pressa e ficaria por último. Algumas cabeças se esticavam para observar lá de cima, das janelas discretas, algumas interessadas e outras, só pareciam querer se distrair com qualquer coisa. O que faziam ali em cima? Não pareciam estar treinando e ninguém além de mim parecia se importar. Minha atenção volta ao térreo, dois rapazes rolavam como macacos pelo dojo, o chão ribombando. Era uma cena engraçada, mas os espectadores não riam, aplaudiam e incentivavam, esperando ansiosos por sua vez. Contudo, quando a fila voltara a andar, meu escárnio desapareceu. Começara a imaginar uma forma de desistir sem que fosse muito humilhante, era bem a minha cara. Os garotos foram saindo aos poucos, uns sangrando levemente ao nariz, outros com cortes no supercílio e ainda outros caiam estatelados e obrigavam o restante da turma a carregá-los até a enfermaria. O homem corpulento exibia um ar diligentemente casual, aquilo para ele deveria ser uma brincadeira no mínimo, entendiante. Bem, talvez nesse ponto, nós dois concordássemos.

O tempo como sempre foi-se passando de uma maneira extremamente hostil, quando percebi, já observava a luta do garoto esguio que permanecia a pouco à minha frente, foi nocauteado rapidamente. Uma cena que pude acompanhar de perto, não era muito estimulante, principalmente quando pus os olhos no meu provável inimigo, poucos metros ao lado na outra fila, um rapaz gordo de regata, chamavam ele de mini-Oni. Eu não fazia ideia de quem caralhos era Oni, mas não deveria ser uma pessoa muito diferente daquilo e tampouco agradável.

— Próximo, Saxa e mini-On... digo, Kuro. Comecem. — Entoou uma voz rouca, era o avaliador corpulento que agora se encontrava sentado a uma cadeira próximo de nós, as quatro pernas de madeira do objeto quase se rompendo para os lados, vacilante. Rúbeo foi rápido e se pôs no centro do Dojo, hesitei por um momento, o lugar parecia mais silencioso e talvez houvessem algumas cabeças espiando às janelas ali de cima. Ergui a mão, como se dissesse silenciosamente, "desisto". Mas o avaliador foi mais rápido. — Se desistir você reprova. Sem perguntas, agora vá. Seu pai e sua mãe não ficarão nada contentes com a notícia da filha reprovada, bem, tu conhece eles mais do que eu. Sabe que tipo de coisas eles fariam, haha. — Uma risada rasgada, e aquilo ficou ainda mais constrangedor. Então no fim, ele se divertia com aquelas pelejas insignificantes... fui calmamente até o centro do dojo sem dizer nada, sabia que discutir não seria nada sábio. Era apanhar aqui e agora, ou depois em casa. Bem, tanto faz.

— Comecem! — Gritou o avaliador, e antes que ele terminasse Kuro já estava se aproximando como um elefante, as mãos para cima como se pretendessem me agarrar. Movimentos tão descarados que só me restava recuar, ele era lento e isso não seria difícil. Contudo, permaneci parada e no momento em que ele se aproximou fui socada no rosto e caí, estatelada no chão com os braços abertos. — Parem! — O homem sentado na cadeira trovejou de novo, e Rúbeo se afastou de meu corpo aparentemente moribundo. — A luta ainda não começou, Saxa não está levando a sério. Enquanto você não deixar de ser uma molenga não sairemos daqui, sua moleca insolente. Agora, levante-se e lute.
— Vou apanhar de qualquer jeito. — Murmurei, ainda deitada sobre o chão do Dojo com os braços abertos. Meu rosto doía e pensei que estivesse sentindo um leve inchaço próximo aos lábios, aquilo não bastava para ele?
— Mas é totalmente diferente quando você está de pé, moleca. Ah, tanto faz pra você não é mesmo? Tu acha que estamos aqui pra quê?
— Vocês querem criar maquinas de matar. — Falei, a esmo, os cabelos sobre parte do rosto, observando o teto. O homem respondeu então, numa fúria contida.
— Estamos criando pessoas que podem proteger aqueles que amam. Deixe de agir como um velho deprimido.
Bom, aquele era um motivo válido, proteger a quem amamos. Talvez ele tivesse razão, eramos jovens demais para entender a nobreza de um sentimento tal qual o amor. Mas, aquilo não justificava a crueldade que ainda existia no mundo. Contudo, indiferente ao pessimismo, suas palavras não soaram tão vazias quanto normalmente o fariam, pareceram despertar qualquer coisa dentro de mim, uma sensação. Não era uma inspiração ou semelhante, talvez só estivesse farta de discussões e portanto, pus-me de pé num pulo. — Tudo bem. — Proferi, ainda desconhecendo a natureza que se apossou de minha voz, expressava uma mentira ou algo inverossímil, mas ainda assim real? Não saberia dizer, mas me aproveitaria de tal momento para fazer o que pudesse.
— Então agora, comecem!
E nisso avançamos eu e Kuro, pude claramente ver a minha vantagem em velocidade e pude provar claramente a minha desvantagem em força física, portanto, não cabia a mim fazer muita coisa. O que eu faria era me aproximar para sua retaguarda e tentar envolvê-lo com fios, enroscá-lo até prendê-lo. Não era muito original, e tinha uma grande margem pra erros, mas foi a única coisa digna que brotou em minha mente.

Foi isso, puxei os fios da pochete que ficava ao inferior das costas, quando estávamos a centímetros de proximidade com um exímio controle de chakra realizei um Shunshin, alcançando minha velocidade máxima quase que por instantaneidade e objetivando mover-me até sua retaguarda. Durante o movimento passei os fios à frente do seu peito almejando chegar as costas e prendê-lo, mas ele conseguiu me acompanhar, me interceptou em plena movimentação. Seu braço gordo envolveu meu pescoço, e eu fiz o restante do trabalho; sem conseguir parar subitamente bati com o pescoço fortemente contra o membro e cai no chão, quase apagado e com um hematoma feio na região. Levantei-me num cambaleio, perguntando-me se o avaliador estaria satisfeito. Mas não havia tempo para escárnios novamente, o rapaz já vinha em ataque, não era tão lento quanto pensei. Os fios ainda estavam em minha mão, tentei laçar as pernas de Kuro, mas ele pareceu esperto e saltou de punhos fechados. Sou salvo por um Shunshin quase involuntário, um recuo rápido. Um ruído estrondoso ecoou quando o menino tocou o chão com o punho fechado. Quanto maior o oponente, maior a queda. E aconteceu, vi, a vitória foi desenhada em minha mente, Rúbeo crispava os lábios naturalmente cheios. A frase ligeiramente infantil tinha me dado uma ideia, embora não fosse muito semelhante ao que pretendia fazer.

Havia uma plateia pouco interessada ali, as pessoas pareciam prontas para partir, era a última luta da tarde. Entretanto, algo me prendia ao combate, queria saber o próprio desfecho, estava absorto enquanto meu cérebro agia por instinto calculando possibilidades e rotas de ataque. Era hora de agir, estava preparada para ganhar, e também para perder, já tinha conquistado algo novo ali; um sentimento estranho que gostei de sentir, por uma fração de segundo, pensei que via tudo como um espectador, aquele era realmente eu?

Com os fios ainda sobre posse, corri com velocidade até ele, o mesmo movimento mas com objetivos diferentes. Quando nossos corpos se aproximaram, movi-me novamente almejando sua retaguarda. Ele age e deixa que seus reflexos façam o trabalho mas, desta vez eu estava preparada. Quando seu braço moveu-se para interceptar o meu pescoço me abaixei, neste momento enrolando os fios ali e partindo para a direção oposta do soco prendendo os fios, com isso foi possível desviar propositalmente o braço de Kuro até a sua face. Tinha dado certo mas desviar o soco diminuiu drasticamente sua potência, ele cambaleou, mas só. Não fora suficiente, num segundo, o garoto se vira abruptamente, sua mão fechada se aproxima e tudo se escurece.

— Parem!

Pensei ter apagado ao ver a escuridão mas não, o punho atingiu os olhos. Senti o corpo bater ríspido contra o chão, havia perdido. Todavia, levava comigo um ar diligente de satisfação. O por que não sabia, talvez, havia sido o simples fato de agir contra a própria vontade de desistir. Isso ou não, ficaria alguns dias com os olhos roxos.

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Re: Sam', fillers - em 2/9/2018, 08:21

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