>
Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
Sumário
Mapa
Staff
Discord
Facebook
Contos
Estação: Inverno
Últimos assuntos

Zarmo
Jōnin
Zarmo
Vilarejo Atual
http://narutorpgakatsuki.net

[Filler] Utaka - 20/7/2018, 13:19

Capítulo 1 !
Histórias



A brisa bruxuleante espalhou o suor pelos meus olhos. O sal irritou, e eu hesitei por alguns segundos. Não que fosse esse o real motivo para eu ficar ali, parado, imóvel e indefeso. Mas eu preferi acreditar numa coincidência do destino do que alegar meu próprio medo. Aquele monstro era pavoroso, e não menos destrutivo: Com um só golpe, ele estatelou aquela árvore em milhares de pedaços e, por muito pouco, minha perna não foi completamente obliterada.

Por que? O que aquilo estava fazendo ali? E não tinha outra refeição melhor do que metade de um humano? Balancei a cabeça para espantar as dúvidas, afinal, não era hora para tê-las por perto perturbando minha consciência. Eu precisava focar na criatura que vinha contra mim novamente, com seus olhos úmidos.

Para sua pseudo cabeçada e de fato investida, esbocei um salto diagonal e composto, tomando como base uma plataforma recente feita de terra. Aliás, além de me propiciar uma fuga concisa, serviu de impacto contra aquele anfíbio gigante. Suas pálpebras piscaram mais lentas, revelando algo que parecia dor. Pestanejei ainda no ar, antes de cair. —— Parece que não é tão poderoso assim. —— Um sorriso formou-se ligeiro no meu rosto, e eu aterrissei tranquilo próximo à árvore quebrada.

Mas aquilo não era dor, era raiva. O monstro tirano balançou-se sobre seus próprios músculos e chicoteou seu braço contra mim. Recebi o impacto com menos cautela que esperei, e acabei quebrando um ou dois galhos do arbusto mais próximo. Arfei, sorrindo diante minha imbecilidade: Eu realmente precisava instigar aquela criatura? Mas, se já tinha o feito, não custava continuar. —— Um bom golpe. Um excelente golpe. Mas, eu já passei por coisas piores.

Movimentei-me em círculo pelas árvores, arremessando kunais  - com alguns kibakus fuudas que alvejavam a besta. Por hora, mantive esta formação para tirar-lhe sua atenção, deixando-a confusa de onde realmente eu estava: É claro, para isso, utilizei o bushin no jutsu quando passei por trás de um tronco grande suficiente. E repeti esse pequeno feito mais algumas vezes, até conseguir criar quatro ilusões de mim. O primeiro eu sacou uma kunai e pulou em direção ao sapo. Pude ver sua katana atravessá-lo com tanta ferocidade que quase senti o golpe no meu estômago. Mas não parei. O segundo, pulou logo em seguida, recebendo um contra-golpe com a perna. O terceiro, que talvez fosse o mais promissor, também não conseguiu chegar perto, recebendo outro golpe com a perna que julguei ser o arco-reflexo do seu movimento anterior.

Quando o quarto clone passou em sua frente, eu - verdadeiro - pulei em suas costas. Supus que ela acreditaria, finalmente, que deixaria meu real ataque para o final. E, quando suas púpilas focaram o último, abriu sua guarda para minha kunai cravar-se sobre suas pela escamosa superficial. Não jorrou sangue, mas escorreu um liquido roxo, suficiente para trazer uma sensação de sucesso. Ainda que não tivesse ficado ali por muito tempo, saltando para trás o mais rápido que consegui. —— Que tal essa? —— Sorri, feliz com minha estratégia realizada.

Outra voz ressoou depois da minha. —— Eu também já recebi golpes piores. —— A criatura anfíbia falava, e o tom da sua voz era amedrontador. Porém, mais ainda, era seu olhar que tomou cores púrpuras: Seu instinto assassino era aterrorizante. Por que eu não conseguia me mexer? Por que eu tinha tanto medo? Eu podia ver minha morte naqueles olhos infinitos. Eu já estava morto.


~ ???


—— Quantos anos já fazem que eu estou aqui? —— Perguntei de maneira menos incisiva quanto imaginava. Encarei o sapo de soslaio enquanto esperava minha resposta em um silêncio completo e embaraçoso. —— Vamos, sua lagartixa, diga-me quantos anos já se passaram! —— Ela arqueou sua pele escamosa que se localizava na respectiva posição onde se encontram as sobrancelhas de um humano. Falsa dúvida e comédia, deduzi já conhecendo-o.

—— E isso importa? —— Ele sempre foi de falar bem menos do que se esperava e, portanto, devia-se dar a respectiva importância para as poucas palavras que dizia - ou profetizava. Porém, ainda que significativas, não era obrigado necessariamente seriedade: Era definitivamente uma piada. Ele sabia que não eu não tinha pressa para voltar, apenas queria que finalmente concluísse aquele treinamento ridículo.

[...]

Passei aquele longo dia treinando de maneira brutal, não menos quantos os muitos outros dias que passei naquele lugar cruel. Já faziam alguns dias desde que aquele anfíbio que quase me matou havia me trazido para essa floresta. Apesar da sua ferocidade de outrora, agora ele parecia ter se tornado um grande amigo, disposto a me ensinar coisas bastantes poderosas. Ele dizia que tinha visto potencial em mim, embora eu achasse que sua atitude fosse apenas um receio de deixar uma pobre garota morrer numa floresta qualquer.

Porém, eu preferiria estar morto do que cumprir aquele ritual diário: Acordar, treinar, e dormir. Todas as horas do dia, todos os dias da semana, todos as semanas do mês, todos os meses… Do ano? Eu nem sabia quanto tempo tinha se passado, só sabia que qualquer tentativa minha de fugir eu acaba sendo encurralado por aquela presença assassina de outrora. Depois de um tempo, porém, eu me acostumei e até encontrei motivação quando percebi que meus golpes não mais quebravam madeira, como também pedregulhos enormes. Seja lá o que tinha demais naquele treinamento insano, eu podia ver uma melhora monstruosa.

Eu acordava, arrumava o que precisava, e começava: Ficava cerca de uma hora treinando combinações de socos e chutes. Ele disse que, apesar de ruim, era o melhor que eu conseguiria fazer. Depois, passava uma outra hora correndo por entre os escuros caminhos daquele floresta densa, iluminados somente por raios de sol vacilantes. Eu quase já podia fazer aquele caminho de olhos fechados, aliás, eu os fazia de olhos fechados. Outra hora eu passava revezando sobre uma cascata que nascia no interior da mata, e despencava de uma altura aproximada de vinte metros. No começo, eu não conseguia ficar nem dois minutos sobre aquela chuva de água cortante e pequenas pedras deslizadas. Agora, porém, eu mantinha meu recorde de um quarto de hora completos sem descansar. Nas horas seguintes, eu saltava, prendia respiração, treinava controle de chakra, e tantas outras coisas que não julgava serem úteis.

Com um tempo, percebi a utilidade de cada coisa. Meu socos e chutes foram tão repetidos, que eu podia reproduzir aqueles movimentos sobre qualquer circunstância. Além de, é claro, apresentarem uma base mais consistente, e uma força completamente diferente. Enquanto corria, aprendi a deixar minha respiração fluir quase que instintivamente, não porque me concentrava, apenas porque estava entediado demais para prestar atenção em qualquer coisa. Tornou-se natural me mover por uma hora em ritmo frenético, e eu conseguiria correr mais se tentasse. A cascata fez-me de sparring, desenvolvendo uma resistência física monstruosa. Se eu era capaz de aguentar uma pedra caída de vinte metros de altura, eu podia aguentar qualquer coisa. Ziguezagueando por entre aquelas copas de árvore eu descobri que não precisava de tanto espaço para pegar impulso. Mergulhando naquele rio para pegar pedras eu aumentei meu fôlego, e treinei minha natação no geral. Entre outros milhares de aperfeiçoamentos específicos sobre cada parte do meu corpo. Já no final do dia, eu deitava imerso sobre uma piscina de lama, e concentrava toda minha energia na manipulação do chakra. Embora não fosse um exercício especial, eu sentia muito mais aquela energia fluir ali do que antes, porque meu corpo físico estava completamente esgotado, deixando somente a parte espiritual trabalhar. Eu me tornava, pouco a pouco, mais forte do que nunca.


~ Dia seguinte.


—— Onde está você, girino fajuto? Já está na hora de começar o treinamento.

—— Hoje não. —— Sua voz ressoou de uma parte mais distante da floresta. Fui até lá correndo, não por pressa, apenas por costume do tanto que já percorri aqueles caminhos.

—— O que houve? —— Fitei-o de maneira interrogativa, tentando desvendar o que sua feição dizia. Eu não sabia. Mas por que não? —— O que houve Yoshiro? —— Ele permaneceu mudo, com olhos completamente vazios. Sua postura elevou-se, tomando talvez uma posição de ataque. Aquele não era meu amigo - ou sensei - que havia me treinado, e sim meu inimigo de outrora. Finalmente, descobri que feição era aquela: Seriedade verdadeira. O vento balançou as folhas, arrancando as mais maduras.

Metáfora ou não, ele veio em minha direção com ferocidade distinta, e velocidade não tão impressionante. Esquivei-me de lado utilizando tudo que tinha aprendido. Minha força foi suficiente, minha velocidade foi suficiente, minha projeção foi suficiente, minha aterrissagem foi suficiente. Era tudo bem diferente de antes, agora, eu estava preparado.

Ele continuou com as investidas, e eu esquivava com tamanha facilidade. Depois de seu quinto movimento, pude ver uma brecha enorme de tempo e espaço para meu ataque. Mas eu hesitei. Como eu podia golpear quem me ensinou tanto? Como podia atacar meu sensei? Sua voz ecoou inesperada, em meio aos seus ataques.

—— Utaka, eu te libero do seu treinamento.

Não que tivesse me dado qualquer vontade de atacá-lo. Não que tivesse me permitido fazer aquela ação. Não que fosse uma ordem de treinamento. Era apenas ele me dizendo que, a partir de agora, éramos iguais. Minha mão fechou-se com pressão incrível e acertou a lateral do sapo-gigante. O vento chiou quando meu punho o atravessou. As ataduras que cobriam minha mão atritaram. Aquelas toneladas escamosas foram lançadas alguns centímetros para trás. Meu treinamento estava, enfim, completo.






Considerações:


  • Primeiro Filler !
  • Treinamento de ambidestria



_______________________

[Filler] Utaka Tumblr_p0kuu6YJwb1wemshro1_500

"A Shinobi's life is not measured by how they lived but rather what they managed to accomplish before their death."


Ficha
-
Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Filler] Utaka - 20/7/2018, 13:31

@ tá ok, Mas teu template tá bugado
-
Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Filler] Utaka - 20/7/2018, 13:35

@Só avisando que editei o post dele para arrumar o template, segue ok.
-
Zarmo
Jōnin
Zarmo
Vilarejo Atual
http://narutorpgakatsuki.net

Re: [Filler] Utaka - 3/8/2018, 05:49

Capítulo 2 !
Before Graduation

Uma das coisas mais importantes que um pai ou mãe podem fazer é ajudar os filhos a gerar fórmulas para o sucesso que dêem certo. E é muito importante que estejam conscientes de como fazê-lo sem interferir no desenvolvimento.

Meu pai como chefe do clã Yuki possuía um cargo de alto nível no vilarejo, comandava centenas e dezenas de homens. Certa vez, durante o trabalho burocrático, meu pai me levou para o trabalho com ele. Observar a diferença entre as escalas sociais foi uma lição importante que tive ao me sentar ao lado do meu pai, um bom incentivo para que eu permanecesse firme na academia shinobi. Depois disso, sempre que pensava em parar de estudar, a recordação das diferenças voltava para me lembrar da importância dos estudos.

Eu não sabia muita coisa, mas sabia que meu pai ganhava muito dinheiro por mês com suas missões de alto ranqueamento. Depois de enfrentar esse processo de estar ao lado do meu pai, finalmente perguntei a ele por que ele tinha me colocado ali. Sua resposta foi. – Pensei que você não fosse perguntar. Por que você acha que lhe pedi para me observar enquanto eu desempenho meu papel como um Shinobi de Kumogakure no Sato?


– Não sei – Respondi. – Acho que você só queria minha companhia. – Meu pai riu. –  Eu nunca desperdiçaria seu tempo dessa maneira. Prometi que lhe ensinaria como se tornar mais forte e inteligente e estou fazendo o que você pediu. Então, o que você aprendeu até agora?

Sentado na cadeira ao lado do meu pai em uma sala vazia, refleti sobre sua pergunta. – Não sei – respondi. – Nunca pensei nisso como uma lição.

– Você está aprendendo uma lição muito importante... Se quer se dar bem na vida. Mais uma vez, a maioria das pessoas nunca tem a oportunidade de aprender a lição que quero que você aprenda, porque a maioria das pessoas só vê o mundo do outro lado da mesa. – Meu pai me mostrava uma cadeira vazia à nossa frente. – Pouquíssimas pessoas o vem desse lado da mesa. Você está vendo o mundo verdadeiro. – Parava por um momento. – O mundo que as pessoas veem logo que terminam os estudos.

– Então, se eu quiser ser bem sucedido, preciso me sentar desse lado da mesa? – Perguntei. Meu pai concordou, acenando com a cabeça. Lenta e deliberadamente, começou. – Mais do que apenas sentar daquele lado da mesa, você deve estudar e aprender o que é necessário para se sentar desse lado da mesa e, a maior parte do tempo, tais matérias não são ensinadas na academia. A academia nos ensina a sentar desse lado da mesa.

– Ensina? – Retruquei, um pouco confuso.  – Como é que a academia faz isso? – Perguntei. – Bem, por que seu pai quer que você vá à academia? – Meu pai indagou. – Para conseguir uma boa colocação no mundo shinobi – Respondi calmamente. – E é isso que essas pessoas procuram, não é?

– E é por isso que eles estão sentados daquele lado da mesa. Não estou dizendo que um lado seja melhor do que o outro. Tudo que eu quero lhe mostrar é que há uma diferença. A maioria das pessoas não conseguem ver a diferença. Essa é minha lição para você. Tudo que quero lhe oferecer é uma opção sobre o lugar da mesa que você passará a ocupar. Se quiser ser bem sucedido ainda jovem, esse lado da mesa lhe oferece melhores oportunidades de atingir seu objetivo. Se estiver levando a sério uma ideia de se dar bem na vida sem ter de trabalhar duro a vida inteira, desista o quanto antes. Se quiser sentar do outro lado da mesa, então siga o conselho do seu pai.

Essa foi uma importante lição de orientação para a vida. Meu pai não me disse de que lado sentar. Ele me deu uma opção. Eu tomei minhas próprias decisões. E foi dessa maneira que meu pai me ensinou ao longo dos anos. Primeiro as ações, depois os erros e sem seguida as lições. Depois da lição, ele me oferecia a escolha sobre o que eu devia fazer com a lição que aprendera.

A lição incluía outras lições que transformaram uma vida. A inteligência é a capacidade de fazer distinções refinadas, ou multiplicar para dividir. Sentado à mesa, comecei a fazer mais distinções, ou a aprender novas lições, a observar e aprender com o que estava acontecendo diante de mim. Eu permanecia ali durante horas, apenas observando, mas sem aprender nada. Quando meu pai me mostrou que a mesa tinha dois lados, pude ver os dois mundos diferentes dos quais cada lado vinham. Senti as diferenças de percepção pessoais que cada lado exigia. Ao longo dos anos, entendi que as pessoas que se sentavam do outro lado da mesa, diante de mim, estavam fazendo apenas o que lhes mandavam fazer. Na escola, elas aprenderam a adquirir as habilidades que os superiores procuram. Não aprendiam a adquirir as habilidades para se sentar do outro lado da mesa. Por causa dessas instruções iniciais, a maioria das pessoas passava a vida sentada do outro lado da mesa.

Depois do aprendizado com meu pai, em sala de aula, obrigado a ficar quieto na carteira, ouvindo alguém falar sobre um assunto pelo qual eu não tinha interesse, minhas emoções ia da raiva ao aborrecimento. Fisicamente, começava a me contorcer, ou dormia no horário de aula só para escapar do sofrimento mental e emocional. Até nos dias atuais, não me acostumo a ficar sentado quieto, tentando entender as informações mentalmente, sobretudo se não estou interessado é chato.

Outra vez em missão com um batalhão de homens em um campo de batalha real, vi homens lutando mesmo à beira da mote. Eram seus espíritos que os sustentavam, dando-lhes ânimo para que seu grupo pudesse viver. Também testemunhei fatos os quais não ouso escrever por medo de soar demasiadamente louco. No entanto, houve vezes em que testemunhei homens fazendo coisas que com certeza não poderia ser explicadas de uma forma perspectiva mental, emocional ou física. É desse tipo de poder espiritual que estou falando.






Considerações:


  • Another one
  • Qualidade Hábil em Selos (1)





_______________________

[Filler] Utaka Tumblr_p0kuu6YJwb1wemshro1_500

"A Shinobi's life is not measured by how they lived but rather what they managed to accomplish before their death."


Ficha
-
Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Filler] Utaka - 3/8/2018, 07:28

@1029 Palavras -> o filler está aprovado; Mas para a obter a qualidade de 1 ponto está reprovado. Vide a regra: "Escrevendo um extra de 400 palavras, poderá ainda aprender uma nova qualidade de até 1 ponto no Filler." Seria necessário 1400 no minimo.

http://narutorpgakatsuki.com.br/t53750-2-status
-
Conteúdo patrocinado
Vilarejo Atual

Re: [Filler] Utaka -

-


Edição de Aniversario por Shion e Senko.