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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[ Mudança de Clã ] Renascimento - Sex 1 Jun 2018 - 1:48

Dormia. Despertou de um pesadelo. Olhou ao redor, mas não havia ninguém. Levou a mão à face, repousando-a enquanto sentia uma forte dor de cabeça. Os dias não eram mais os mesmos, carregavam consigo dificuldades diversas, incluindo a doença óssea do pai que progredia. Mesmo os analgésicos de maior poderio não surtiam mais efeitos. Desesperava-se, certas noites, quando o viúvo gemia de dores provavelmente excruciantes. Sabia que não havia nada que pudesse fazer, ainda sim se culpava. No seu quarto, à noite, sempre chorava antes de finalmente dormir. Ainda era primavera e os pássaros cantavam ao raiar daquele novo dia. O astro rei se apresentava majestoso e caloroso, entregava aos seus súditos o calor da vida. Antes que despertasse, entretanto, deu-se de ouvidos a novos
gemidos estridentes. Consumiu-se em tristeza, deitado no quarto sem pensar no que aconteceria a seguir. Culpava sua falta de força. Todavia, não existia condição na qual existisse mera possibilidade de dar assistência ao seu ascendente. Depois de muito decidiu se levantar daquele marasmo. Andou lentamente pelo piso de taco, já envelhecido e surrado pelo tempo, que rangia passo após o outro. Inexistia luz em seus olhos. Pairava, ali, somente o semblante abatido, reforçando as características do temor vivido. Não sabia, ao certo, se seria capaz de lidar com a morte do seu ente querido. A vida toda, preparou-se para dar conforto aos outros, jamais imaginara ter de passar por situações como aquelas.

Continuou vagaroso, descendo as curtas escadas até a cozinha. No caminho, havia passado pelo quarto do seu pai. A tosse e os gritos sempre lhe causavam uma dor intensa. A idade avançada debilitava o viúvo ao deplorável. Elsword continuava sendo seu responsável, no entanto, desta vez, a contraparte era nada senão um completo incapaz. A cozinha acumulava pilha de louças sujas, muita poeira sobre a mesa e uma quantidade considerável de lixo. - Eu serei capaz de suportar isso tudo? - perguntava-se, preparando um café. Os temperos do menino se distanciavam da perfeição executada no passado pelo mais idoso. Não era nem sequer uma comparação justa. Separou alguns pães, lipídios e uma xícara de café. Organizou tudo sobre uma tábua e subiu as escadas. - Com licença... - solicitou ao bater na porta do quarto dele. Abriu-a cuidadosamente, adentrando ao espaço igualmente vagaroso. - Trouxe café-da-manhã, pai. - avisou-lhe de bom grado, muito embora soubesse que dificilmente o apetite estaria aflorado o suficiente afim de degustar as preparações. - Oh! Elsword... - surpreendeu-se com uma voz fraca, um tom quase inexistente de voz. Ergueu o braço, mas tremulava tanto que não pode mantê-lo ali por muito tempo. - É ótimo vê-lo bem, meu filho. Agora chame sua mãe, rapaz. Eu preciso vê-la. - pediu caridosamente. Nesse momento as lágrimas escorreram. A cólera invadia as memórias do homem, ele não lembrava-se da morte de sua amada.

- Pai... - soluçou. - Mamãe está morta. Ela morreu quando eu nasci. - disse-lhe, já tratando daquilo como rotina. - Que tipo de brincadeira é essa, meu filho?! - questionava-lhe num tom irritadiço. Sua voz conotava: estava fraco. - É verdade, pai. Todas as manhãs temos esta mesma conversa. À esta altura, o senhor provavelmente irá começar a chorar... - relatou com pesar na voz. Predisse o que de fato aconteceu. O homem finalmente recordou dos poucos fragmentos de lembranças que ainda detinha. Lamuriava-se, contorcionando de dor mental e física. - Chiyo... Sinto tanta falta dela... Seus cabelos são os mesmos: vermelhos como uma lua sangrenta. Um tom de escarlate único. - relembrou, desta vez tornando o choro em um sorriso tímido, porém vibrante. - Sim, pai. Eu já conheço esta história. Agora, por favor, coma um pouco. À tarde terás consulta, precisas estar bem. - conversou. Da conversa, guardou a tábua sobre o pequeno bibelô de madeira ao lado esquerdo da cama. Agarrou o pão, recheou-o em manteiga e tentou levá-lo a boca do homem. A dificuldade na mastigação o preocupava. Deglutia também em confusão. Não bastasse tudo isso, perdia completamente a vontade de se nutrir após o primeiro engolir. Rebelava-se como uma criança, virando o rosto ao lado afim de evitar ter o alimento levado aos lábios. - Pai, você precisa comer... - alertava-lhe o ruivo, no entanto carecia o sucesso. - Eu não quero, Elsword. Deixe-me, filho... - gritava de dor. - E-eu só preciso de um momento. Logo seu velho estará bem novamente. - finalizou em um gargalho. No entanto, diferentemente daquele que espantava os pássaros, ouviu nada senão o falhar da sua voz culminando em uma tosse. Os pulmões empurraram sangue que findou na camisa alva do rapaz.

Deixou o quarto. Do lado de fora, cedeu ao chão, caindo com os glúteos diretamente no chão. A porta serviu de encosto, enquanto, de joelhos dobrados, agarrava-se aos membros inferiores. Em prantos, permeava sucessivos pensamentos de perda. Não conseguia, de todo o modo, conceber uma vida na qual seu pai estivesse ausente. A figura paterna lhe era importante como nenhuma outra. Supor um cenário de sua inexistência o desolava.

...

Os dias passavam-se àquele modo. Incontáveis médicos experientes, ninjas renomados ou até mesmo curandeiros místicos passavam pelo casebre no qual viviam, entretanto nenhum deles era capaz de dar-lhes boas novas. As afirmações eram, costumeiramente, inconclusivas. Ninguém, por maior que fosse a patente, era capaz de concluir, de uma vez por todas, qual seria a doença que acometia o velho tão fortemente. Acordou cedo, final da primavera. Naquele dia, diferente de todos os outros, as narinas eram estranhamente ouriçadas de modo semelhante ao que ocorria meses atrás. O odor de comida corria por toda a residência. Salivou, imediatamente. A barriga roncou e não teve outra opção senão a de descer à cozinha o mais ágil que pôde. Deu-se de encontro com o roupão azulado e a figura de poucos cabelos. Lacrimejou, desta vez de alegria. Não entendia o porquê, nem como, ainda sim agradeceu aos céus por uma nova oportunidade ao lado dele. Andou e o abraçou. Sentiu o corpo rígido, ainda sim não era mais o mesmo, havia envelhecido como o cedro de maior idade do país, a casca estava seca e poderia ceder a qualquer instante. - Pai... - disse não contendo a força. O homem riu alto. - Haha! Você não confiou em seu velho. Eu lhe disse, Elsword, estou bem... - brincou. - Vamos, coma! Trago novidades... - atiçou sua curiosidade. Saboreou o banquete à alta velocidade. Nutrido, retirou-se da cozinha e buscou olhar o céu. Espreguiçou-se. As coisas finalmente funcionariam a partir dali.

Fora de casa, encontrou-se com seu velho. Pairaram, um em frente ao outro, encarando-se por alguns instantes. - Muito bem. Não sei ao certo o que aconteceu comigo, mas tenho algumas suspeitas. De qualquer forma, isso não é importante. O importante aqui, filho... - respirou profundamente. - É que menti para você até hoje. Não é quem pensa ser. Você não é tão somente Elsword. É Elsword, do clã Chinoike. - revelou-lhe com um bufo ao final. No fim, não havia sido tão difícil quanto imaginara. O garoto, dentro do esperado, demonstrou surpresa. Seus globos oculares arregalaram e as sobrancelhas se afastaram. - Mas o que? - perguntou. Naquele contexto, iniciou-se uma extensa conversa acerca do clã, suas habilidades e o passado do menino que havia lhe sido negado durante tantos anos. - É isso. Só eu sou capaz de devolver os seus poderes. Creio já estar pronto, meu filho. - avaliou com brevidade, ainda que demonstrando uma sinceridade aprofundada.  - E como, exatamente, fará isso, pai? - interrogou desacreditado de toda a situação. - Eu sempre fui hábil com jutsus de selamento. O que fiz, por todo esse tempo, foi guardar, dentro de você, este poder. Esta experiência de quase morte serviu-me bem, me fez entender, de uma vez por todas, que não posso guardar seu próprio passado de você, mesmo que isso seja por sua segurança. Você trilhará seu próprio caminho, Elsword. É inútil pensar que posso evitar os perigos de você. Melhor que isso, posso entregar o poder que sempre esteve adormecido aí, filho. - contou-lhe.

Desistiu de tentar argumentar ou revelar novas coisas. Tocou a testa do menino e enviou o chakra através da mão. Na testa formou-se uma inscrição negra que dividia-se em quatro direções diferentes. Uma carga massiva de energia foi aplicada e o selo, rompido. O menino sentiu perdas e ganhos, como se houvesse oscilado o poder dentro de si. Decorrido alguns minutos, seus olhos ganharam um tom escarlate e correu sangue de suas pupilas, ganhando a bochecha até que finalmente saltasse da face ao chão. - Aí está. Esta é a sua força, Elsword. Eu não preciso lhe explicar como deve usá-la, certo? - perguntou em confirmação. Visualizou os arredores e emitiu um sorriso. - Não. Este é um poder divisor de águas, pai. Com ele, tornarei o mundo mais justo a todos os seus habitantes. Se esta herança foi a última coisa deixada pela minha mãe, darei o meu máximo para honrá-la. - discursou determinado a tornar palavras em realidade.

Mudança de clã: 1501 palavras (Uzumaki -> Chinoike)

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Re: [ Mudança de Clã ] Renascimento - Sex 1 Jun 2018 - 2:11

Aprovado, experiencia de quase morte fazendo as pessoas serem menos cuzonas since 33 D.C.

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.