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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Primavera

Urameshi
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causos de uma vida pacata - em 26/5/2018, 22:46

Perseguia a trilha de um caminho sem retorno: o de tornar do mundo um lugar melhor a todos os seus habitantes. Doía-lhe a cuca imaginar a miséria instaurada, particularmente demonstrada no espectro periférico, sob tutela dos extratos sociais mais pobres. Sua vontade era a de permitir, ao mundo e à todos que ele integravam, a ideia de uma transparência absoluta, de igualdade de oportunidades sem importar a condição financeira ou social, a construção de um mundo justo. Era ainda uma criança, porém seus desígnios eram puros. Como todo bom sonhador, deu-se à utopia e preferiu segui-lhe a se amargurar e se contentar com um mundo injusto. Talvez pelo pouco conhecimento detido, ignorância em seu sentido primitivo, desconhecesse a realidade prática da funcionalidade daquela engrenagem socioeconômica. De todo modo, não lhe importavam os tolos. Era ele o senhor do seu próprio caminho. Mais valia uma vida tentando a entregar-se de cara ao conformismo. Estava cheio de tudo aquilo.

Foi com esse espirito revoltoso que despertara pela aquela manhã. O sol raiou em uma grande bola de chamas que conduzia, aos homens, calor. Aquecia-os, proporcionando a vida através da fotossíntese. Olhou de uma ponta a outra, sentia uma presença, como se alguém o observasse. Acertou, e, ao limite da visão lateral, deu de cara com seu pai. Estava de óculos, senil, de topo da cabeça predominantemente calvo, com alguns poucos cabelos preenchendo os extremos. Via-o com sorriso, enquanto ele o respondia igualmente caloroso. Os sulcos da face lhe eram muitos, enrugados graças a passagem do tempo, com barba rala igualmente alva. Cuidar da aparência não era seu forte, definitivamente.
- Você parecia dormir bem. O fez? – questionou consertando os óculos sobre a face.
- Sim, pai. – anuiu com a cabeça, permanecendo atento ao riso frouxo de seu ascendente, complementando-o com outro igualmente alegre.
Raios de sol invadiram o quarto e foram refletidos pelas madeixas ruivas do menino. Eram quentes e, àquela perspectiva, mais pareciam labaredas. O mais velho assistiu à cena lisonjeado, limpando os olhos com as costas da destra, antes que se desse ao choro.
- Seus cabelos são belos como os de sua mãe, Elsword. – comentou com a voz embotada em lágrimas. – Não. Eles são ainda mais brilhosos. É como se fossem me engolir em chamas. – retificou.
O garoto ficou sem graça, ainda sim sabia que, desde a aposentadoria e perda da sua mãe, seu pai jamais seria o mesmo. O antes temido jonin da vila era, àquela etapa, nada se não um vislumbre do passado. O invólucro caquético de tufo que representou um dia. Seu tempo livre dentro de casa o demandava daquele tipo de atitude, o ócio era, se não, a mais terrível das mazelas. Por sorte, ele havia dado espaço a acentuação das habilidades culinárias do aposentado. E, mesmo não morando em um palácio, suas refeições tratavam-se de verdadeiros banquetes fartos.
- Vamos, Elsword-san. Vim aqui acordá-lo para o café da manhã. E você sabe, esta é a primeira e mais importante refeição. - disse-lhe, estampando um sorriso. Fazia jus à figura de velho: sempre repetindo, à exaustão, inúmeros ensinamentos e provérbios.
- Tudo bem! Já estou acordado. - replicou-lhe o filho, espreguiçando sobre o confortável e aconchegante colchão. Como todo jovem de sua idade, pensou em continuar à cama. No entanto não poderia, o mundo não seria revolucionado por preguiçosos. Ergueu-se num único solavanco, deixando o quarto em seguida. Estava trajado em seu pijama listrado, composto de calçados de pantufas com orelhas de coelhos. O pequeno casebre onde vivia era todo de madeira, com pisos que sempre rangiam às passadas não importando o quão leve fossem.

Levou-se à cozinha, um pequeno cômodo dividido com a sala. Ao canto, encostado numa parede, uma mesa e três cadeiras. Sentou-se numa ponta, a oposta da utilizada pelo seu ascendente. Fitou-o por alguns segundos, parecia observar a cadeira vazia. Era sempre assim, perguntava-se quanta falta sentia da mulher que deveria ter como mãe. "Eu tive culpa nisso?" perguntava-se Elsword, incerto de sua condição. Alguns dias eram mais complicados, principalmente naqueles chuvosos onde seu pai sentia as articulações rangerem e uma dor excruciante percorrer-lhe o corpo.
- Está bem, pai? - perguntou, clamando sua atenção. Respondeu com uma atitude inesperada, de puro reflexo, dando um pequeno salto da cadeira. Estava envergonhado, pensava na sua amada perdida durante o parto. Olhar para Elsword, de todo modo, era um alívio.
- Sim, estou... - respondeu entrelaçando os dedos na alva barba abaixo do queixo. Deixou-la lá por alguns anos, tanto que os pelos se aproximavam do peito. Vaidade não lhe interessava, sobretudo durante a aposentadoria. - Oh! Eu esqueci de servir a mesa. - recordou-se. Levantou-se rapidamente, exercitando os quadris. Ainda que velho, vez ou outra demonstrava a boa forma de décadas atrás. - Aqui está. - informou, trazendo, em braços, um verdadeiro banquete digno de reuniões de estado.
- Wow - impressionou-se o menino, não podendo conter a saliva que escorria através do canto da boca. Seus olhos cintilavam. - Impressionante. O senhor deveria estar na cozinha de um grande restaurante, pai. - confessou-lhe ainda boquiaberta.
- Quem me dera ter a disposição suficiente. Eu seria nada senão um grande estorvo. - caçoou de si com uma gargalhada ao final. Soava alto, ensurdecedor, assustando os pequenos pássaros a repousar sobre os vincos da janela avariada.  
O menino já se alimentava, produzindo um pequeno riso afim de acompanhar seu senhor. - É verdade. - disse-lhe, voltando a pairar contra o nada inexpressivamente.
- Já terminou?
- Sim! Estava tudo uma delícia. - elogiou. Sobre a mesa não restava mais nada. O apetite de Elsword era considerável, apesar de não, de todo, um comilão. - Agora se me permite vou tomar uma ducha e escovar os dentes. - solicitou a saída da mesa.
Acenou com a cabeça positivamente, permitindo-a.

Do lado de fora, um barril e a nascente de um rio, além do necessário à realização das necessidades higiênicas de ambos. Devidamente asseado, permaneceu do lado de fora assistindo o soar da natureza. Era primavera, não existiriam estação tão bela quanto aquela, ainda que não existissem tanta vegetação. Alguns minutos se passaram e o viúvo deixou a casa, foi ao lado de fora de encontro à prole.
- Aí está, Elsword. - falou, agarrado a uma bengala com um andar dificultoso.
- Sim. Aqui estou. - rebateu com um sorriso caloroso, trajando-se em seguida.
Ambos se olhavam e transmitiam um amor fraterno profundo. - Sabe, Elsword, ultimamente, desde que tornou-se ninja, não tenho tido noites tranquilas. Temo por sua segurança. - declarou. - Eu sei que não posso mudar sua natureza, por isso decidi eu mesmo treiná-lo.
- É verdade?
- Sim. Eu posso ser só um velho caquético agora, mas no passado fui um dos ninjas mais poderosos de toda Kumogakure. Era temido. Comentar meu nome em outras mesas despertaria medo em quem quer que fosse. - relatou, relembrando de um passado distante. Era difícil acreditar ser aquilo verdade, no entanto o tempo chegava para todos. - De todas as habilidades shinobis, sempre houve uma com a qual me destaquei. Esqueça o que digam, não é essencial ter habilidades poderosíssimas. Domine a si e terá a tudo. Por isso, de hoje em diante, você fará tudo com o braço e perna não-dominante. - orientou.
Não sabia ao certo o que aquilo queria dizer, todavia resolveu obedecer as instruções do seu pai. Era mais velho, dessa forma, mais sábio. Desconhecia alguém que abarcava suas características. - Certo... Eu vou praticar. - decidiu, enfim.

Das palavras, iniciou um novo ciclo do dia. Caminhou pela floresta com a destra colada às costas. Escalou árvores, recolheu frutos e correu, tudo priorizando os membros contrários aos de dominação. De início, foi de uma dificuldade tremenda, todavia, com o passar dos dias, acostumou-se. As atividades que concentravam maior dificuldade eram aquelas que exigiam maior complexidade da coordenação motora da mão: a exemplo de escrever, desenhar, dentre outros. Depois de mais habituado, focou seus esforços nelas. Dia após dia, escrevia uma série de sentenças, centenas, milhares, dezenas de milhares delas à exaustão, até deparado com o ponto onde não mais suportava erguer o braço. O ser humano é mesmo um animal fantástico do ponto de vista de adaptação ao ambiente. Não tardou, portanto, até conseguir uma destreza ambivalente com os opostos. Poderia considerar-se, a partir dali, um ambidestro. Foi só quando atribuído desta virtude que compreendeu, plenamente, as informações lhe dadas.

1406 palavras.
filler + treinamento da qualidade: "Ambidestria" (1)

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Re: causos de uma vida pacata - em 26/5/2018, 22:52

@App. +100 Pontos de Status + Qualidade: Ambidestria

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Edição de Natal por Loola e Senko.