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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[ mudança de clã ] atane rena - 21/4/2018, 16:08

Era fim de outono. O início de um clima mais rigoroso já poderia ser sentido. O inverno chegava lenta e progressivamente. Não tinha certeza quanto a temperatura que castigava os miseráveis moradores afastados das grandes cidades. Quantas pessoas não morreriam por culpa e ineficiência do estado? Seria justo permitir que uns vivessem com tantas benesses enquanto outros podiam aproveitar de refeições sempre à mesa, casa com isolamento térmico e tantas outras parafernálias as quais pudessem ser usadas em prol de um melhor avivamento. Uma pena que a mesma benção não pudesse chegar aos lares menos abastados. Rena não era, decerto, rica. Sua família era de boas condições. A casa era espaçosa, muito embora se localizasse à periferia do vilarejo. Grande, as principais formas recursais baseavam-se nas missões realizadas pelo seu pai, um jonin da vila, e o lucro obtido dentro do dojo de sua mãe.

Longe dos devaneios, desceu as escadas de casa e foi em direção à cozinha. De qualquer modo, antes que finalmente alcançasse a geladeira, foi invariavelmente abatida por uma tontura. Cedeu contra o chão. "Mas o que diabos?!" perguntou-se, enquanto a vista era lentamente apagada. Rolou o restante dos degraus ao chão, emanando um som audível a todos por longa metragem. Sua mãe encontrava-se na sala e pôde ouvir o barulho provindo das escadas. Ergueu-se com agilidade, correndo rapidamente em direção à origem de todo o som. Deparou-se com uma cena de grande horror: a filha com o corpo completamente estendido sobre o chão de taco. — Rena! — gritou de imediato, levando os antebraços às costas da garota, agarrando-a contra seu corpo. Levou o ouvido à boca da descendente, buscando haver, ali, sinais de vida. Haviam, a respiração, apesar de fraca e descontinuada, estava presente.  Não esperou que a situação se agravasse. Levou-a de imediato às instalações subterrâneas do complexo residencial.

Deitava o corpo sobre uma maca. Localizava-se no laboratório, procurava entender, afinal, o que acontecia com o corpo de sua pobre menina. Tateava-o lentamente, avaliando se haviam escoriações visíveis, ou ainda, quaisquer outras justificativas viáveis ao desmaio. Apreensividade clara. Seu coração pulsava de maneira ininterrupta, cada vez mais agressivo, creditando à integridade física e mental suportar toda aquela tensão. Passados alguns minutos, notou que as pupilas da garota se reviravam. Uma convulsão? Avaliou melhor a condição, não chegando a qualquer concretude. A febre alta e todos os sintomas apresentados eram inconclusivos. Depois de uma noite inteira dedicada aos cuidados, não conseguiu solucionar suas dúvidas. Colocou Rena sobre uma solução salina, hidratando o corpo. Aguardava que, com o passar do tempo, novos sintomas surgissem ou então a própria garota lutasse contra a enfermidade repentina. Horas despendidas em seus cuidados finalmente angariaram uma resposta dentro dos resultados previstos. Pouco a pouco a febre ia baixando, o corpo parecia finalmente estar respondendo. — Filha, você está aí? — questionou assustada, de olhos esbugalhados e uma poça de suor escorrendo por todo o corpo.

— Mãe... — falou lentamente. — Eu não consigo enxergar... — relatou abrindo os olhos e percebendo não haver nada senão a escuridão. O reflexo de luz não mais era espectro visível aos seus nervos óticos. — Mas o que? — surpreendeu-se a mulher, acentuando ainda mais a condição de preocupação com a saúde de sua pobre menina. Um estado de alerta vivido, uma tensão com a qual mal suportava manter as pernas firmes sobre o solo. Agiu com agilidade, indubitavelmente sagaz. Aplicou uma anestesia geral, colocando-a em um sono profundo. Realizaria uma operação imediatamente. Entubou a menina e a colocou sobre alimentação sob intermédio de uma sonda. Esterilizou-se por inteiro, calçando suas luvas e preparando-se com uma máscara de cirurgia. Realizou uma pequena análise, a partir de ninjutsu, das células oculares do seu olho. Uma visão microscópica. De alguma maneira, elas não respondiam mais aos estímulos fotoelétricos sobre elas aplicados. Nunca em toda sua vida havia presenciado uma situação tão problemática quanto aquela, ainda que uma grande cientista de vivência indiscutível. As mãos se esverdearam em energia espiritual. Sobre os olhos da menina a cura não teve efeitos. Os efeitos de exaustão já estavam claros.

Continuou a pesquisa em uma corrida contra o tempo. Aplicar uma anestesia tão forte por um longo período era perigoso. A probabilidade um efeito diverso em contrapartida era alta. Unindo pressa e efetividade, conseguiu, depois de algum tempo, tratar dos problemas. Ainda sim, não conseguiu evitar de que ela perdesse a sua kekkei genkai preciosa, o byakugan. Não somente isso, os cabelos antes loiros escureceram, trouxeram uma aparência completamente distinta à menina. Em nada se assemelhava à antiga Atane Rena. Finalmente retirada da anestesia, entrou em um coma induzido. A progenitora aguardava que o corpo pudesse recuperar diante das novas ocorrências. Retirou um filamento de seu sangue por intermédio de uma seringa. A amostra foi levada a um microscópio eletrônico, com o qual realizou o estudo genético da filha. Ao que tudo indicava, ela não mais possuía os genes de uma Hyuga. Longe disso, sua compatibilidade gênica, desta vez, em muito se assemelhava à da mãe. Incluindo, portanto, o mote de possuírem a mesma coloração de cabelo.  

Pôde ler a ocorrência com perfeição passado algumas horas: o choque de uma série de mudanças sobre seu dna lhe causou um processo adverso de retorno ao que fora um dia. Dessa maneira, novamente foram ativados os genes presentes pela parte materna. Bebeu uma xícara de café enquanto observava a filha pelas janelas de vido ao lado de fora da sala. Todos aqueles instantes de tormenta eram finalmente vencidos. Presenciou um alívio tremendo. De qualquer modo, novas preocupações nasciam desde já: "como será que Atane Rena suportaria toda aquela mudança uma nova vez?". Além disso: "como ela poderia aguentar tudo aquilo e não ser prejudicada do ponto de vista mental?". Dentre esses questionamentos levantados, restava-lhe somente servir à filha como um ombro, um ponto de apoio à filha diante de qualquer adversidade que novamente viesse a surgir.  Novo período decorrido, cerca de uma semana depois, a jovem kunoichi finalmente despertou do coma ao qual fora induzida.

— Aonde estou? — perguntou-se. — Mãe? — clamou por uma presença a qual tivesse confiança. — Oi, filha. — respondeu a mulher surgindo repentinamente à sala com uma nova xícara. — Como está se sentindo? — perguntou. — Eu não sei, sinto como se tivesse perdido alguma coisa muito importante. Sinto como se estivesse mudado por completo. Afinal de contas, o que diabos aconteceu comigo? — dialogou ainda desacreditada de tudo o que vivia naquele momento. — Você sofre um efeito reverso de antigenicidade. Eu nunca havia presenciado um caso como este. O seu corpo rejeitou a parte Hyuga presente em seu seu DNA. Sinto-lhe dizer, porém você novamente tornou-se mais ligada às características gênicas da sua preciosa e querida mãe. — explicou-lhe. — Isso é tudo muito estranho, mas eu entendo... — retrucou, compadecendo da situação.

Levantou-se da maca com uma dificuldade considerável, a força das pernas havia se esvaído conforme o passar dos dias completamente apagada. Sabia que podia confiar nas informações repassadas pela ascendente. De qualquer modo, deveria retirar um tempo para si. Um acontecimento como aquele não poderia ser simplesmente assimilado com facilidade. Distante disso, somente o tempo poderia lhe dizer se estava mesmo preparada a lidar com tudo aquilo. Deixou o subterrâneo e foi direto ao seu quarto. Atirou-se contra a cama, passou a pairar o teto. Olhava suas mãos e elas pareciam diferentes daquelas que costumavam ser um dia. — Então quer dizer que não mais serei capaz de utilizar o Byakugan, hein... Que infortúnio... — lamentou-se consigo, pensando em todas as possibilidades que viriam com aquele poder ocular. Apesar de tudo isso, novamente retornou a cabeça ao inverno que chegava. — Diabos! Do que eu, em sã consciência, estou reclamando? — encarou suas lamúrias. — Eu estou viva. E enquanto assim for, eu continuarei meu sonho de me tornar uma grande kunoichi algum dia. Não é algo como um clã que possa me impedir de chegar ao patamar de me tornar uma gigantesca montanha.

Levantou-se da cama depois dos momentos catárticos. Parecia ter tomado uma decisão acerca da própria vida. Lançou-se contra a sacada do seu quarto localizado no primeiro andar da residência. De lá assistiu ao por do sol. "Sim! Eu não dependerei de algo como uma habilidade sanguínea." convenceu-se. Saltou de lá e aterrissou no chão com uma flexão dos joelhos. — A partir de hoje, não mais serei Atane Rena. Serei reconhecida pelo nome da minha vó, a maior shinobi que já existiu em toda minha família. Sim, agora meu nome é Crystal Lee, uma parte integrante deste clã de grandes usuários de taijutsu. Elevarei meu nome e o da minha família aos céus, nada poderá me impedir de fazê-lo. — garantiu tendo os céus e sua magnitude como uma testemunha. Dali, partiu em direção ao dojo localizado aos fundos da casa. A mãe já a esperava.

— Eu sabia que você viria, hora ou outra, aqui, Rena. — confessou-lhe a mãe com um sorriso. — Meu nome não é mais Atane Rena, agora eu me chamo Crystal Lee! — asseverou com um sorriso. — Crystal Lee? huh — riu a matriarca. — Se você é mesmo isso tudo, vamos, saque a sua espada e enfrente-me. Mostre o poder que lhe foi garantido. — provocou. Sacou a espada. Seguiria seu sonho. Tornaria-se invencível sob o sol.

Mudança de clã: Hyuga (Soke) > Lee

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Re: [ mudança de clã ] atane rena - 21/4/2018, 16:10

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