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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Urameshi
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[ Mudança de Clã ] O Manar de Olhos Profundos - 9/4/2018, 21:48

O Manar de Olhos Profundos

Aventurava-se sobre terras distantes. Uma cadeia de montanhas com grande extensão, no entanto extremamente distantes daquilo que se diria ser o País da Terra, território conhecido pela menina de olhos sem luz. Explorava o desconhecido à procura de aventuras diversas, não sendo aquela uma imposição por parte do alto comando de sua vila. Distante de terras pátrias, escutava o mundo e pensava: "quão bonito o é, ó grande mundo. O que, na vida, não daria em prol de vê-lo com lentes oculares.". Contemplar a beleza de uma paisagem fotograficamente era, sem dúvidas, um desejo desde nascida. Apesar de "enxergar" com o ar ao seu redor, era incapaz de assegurar as formas mais detalhadas. Yamimaru, àquelas horas, já notara um claro desconforto com a garota. — O que aconteceu, Toph? Está bem? — questionou em um tom mais ameno. — Não é nada, Yamimaru. Continuemos. — afirmou, sentada sobre as costas do grande canino.

Sua cabeça definitivamente não andava bem, embora mantivesse a postura árdua de sempre. Seguiram viagem, atravessando o terreno acidentado à galope. Não tinha direção certa. À noite, encontrou uma pequena gruta com a qual se serviu. Não era a mais bela ou confortável hospedaria. Pelo contrário, simplesmente tinha um chão e paredes, julgado somente o necessário para a menina que não possuía qualquer vaidade e, em virtude disso, não encontrou problemas em lá se instalar. Passou a noite com pesadelos, lembrou de conversas realizadas entre seus ascendentes diretos, lembrava sobre a condição de olhos existentes em linhagens mais antigas da sua família. De todos os nomes que chamavam a atenção, recordava-se de um único: "Byakugan". Que, traduzido, significa literalmente "olho branco". Nunca soube ou procurou saber do que se tratava. Suspeitava, a princípio, da condição que carregava consigo, a cegueira, sendo aquela palavra uma maneira amena de se referir a tanto.

Noutro dia, acordara cedo. Chegou a hora de dar continuidade à caminhada sem quaisquer balizas. Montanha a montanha, já se aproximava de romper as fronteiras entre os continentes. Naquele instante, farejou um odor humano, o bálsamo perfumado adentrou às narinas. Não somente dela, como também de seu companheiro canino negro. — Sentes? — perguntou preocupada. — Sim. Este não me é um cheiro novo. Temo já tê-lo presenciado noutras épocas. — concluiu. Das memórias possuídas, a olfativa era, sem sombra de dúvidas, uma das mais poderosas existentes. Aproximaram-se cautelosos, agindo prudentemente em fins de não se permitir ser vista. Apesar da tentativa, o foi em vão. Aquele a quem seguiam dotava de uma visão que ia além da de um humano médio. Seus olhos eram como aparelhos de raio-x, podiam enxergar através de objetos sólidos. Não somente isso, abrangiam um espaço superior ao do olfato da menina. Longe de ser a presa, sim um predador.

Antes que pudessem esboçar reação, confundiu cão e dona com uma técnica ilusória proporcionada em longa distância. Surgiu às costas de ambos, assustando-os. Era um velho, cabelos esbranquiçados escorria sobre os ombros, correndo inclusive sobre o tórax. A barba acompanhava a crina, também alva, de pelos tesos, andando sobre todo o corpo e cobrindo uma área inimaginável. Totalmente descuidado da beleza e de odor forte, alguém exótico, em suma. — Procuravam-me, pequeninos? — questionou com um sorriso. — Este homem! — tremeu-se Yamimaru, não conseguia conceber a imagem daquele homem. Correu de imediato, sequer permitiu o raciocínio. As patas moveram-se à mais alta velocidade cabível, introduzindo fúria e desespero entre as ações. — O que aconteceu, Yamimaru? — perguntou enquanto corria, desentendida em pensamentos acerca da condição. — Não pergunte, Toph. Somente corra! — respondeu de imediato, ainda galopando. O canino de quadrúpede tentou, mas não pôde escapar. O idoso os seguia, permanecia ao lado. Ainda que ágil, o homem parecia mais.

— Correm, pois? — interrogou ainda cinicamente. — Desculpem este idoso que aqui fala, pequeno totó. Creio que nos tenhamos conhecido noutra oportunidade, decerto. Não mais costumo ser aquele homem doutros dias. Suplico perdão, caso lhe tenha causado algum mal. — declarou, conduzindo-se justamente com os demais. Falhou a argumentação. A menina-lobo sacou a espada gêmea. Deram a volta, atacaram o homem em um passar do cão, produzindo um corte horizontal visando o torso. Falhou o ataque. Um desvio sutil, executado por quem dominasse um alto grau de combate físico. Apercebida disso, não cometeu o erro anterior de manter a distância reduzida. — Eu não serei sobrepujada em taijutsu uma segunda vez. — afirmou segura de si. Na continuidade da luta, todavia, presenciou poderosa sonolência, não lhe permitindo dar continuidade à luta. Apagou sobre o campo junto de seu companheiro. "Eu não morrerei aqui!" imaginou, precedendo o desmaio ininterrupto seguinte.

Apoiou os bravos guerreiros sobre os ombros, não tinha a menor intenção de feri-los, no entanto se dar ao luxo de uma peleja poderia, potencialmente, prejudicar sua condição física avariada no delongar das eras. Levou-os em uma gruta próxima. Acendeu uma fogueira manipulando o chakra, criando o fogo. Estendeu as peças no chão. Retirou do sobretudo bege uma série de utensílios e passou ao preparo de uma sopa. Carregava tudo consigo, aparentava ser alguém precavido em viagens. O cheiro dos vegetais sendo cozinhados adentraram ao olfato acentuado de Toph, despertaram-na. Quando finalmente acordada, deu um salto. Avaliou os arredores com o ar, notou que Yamimaru estava estendido sobre o chão. O homem abria um sorriso. — Perdoe este servo, princesa do Byakugan. Eu jamais quis capturá-la desta maneira. Vejo que se afeiçoou aos Inuzukas... Não tem problema... — falou, ignorando a condição amedrontada da pequenina. — Maldito, que bruxaria lançastes a mim e Yamimaru? — interrogou, sobrepondo a fúria em medo. — Preste atenção. Até pouco tempo atrás lhe faltava a condição de responder por si. Não acreditas que seria esta a oportunidade perfeita de matá-la se fosse um inimigo?! Eu venho em paz. — buscou esclarecer.

Apercebeu-se de todos os acontecimentos decorridos. O homem detinha um argumento certeiro, conseguiu convencê-la. Todavia, não poderia simplesmente confiar nele. Aprochegou-se lentamente, avaliando todas as condições semelhante a um predador temendo a própria vida. A parte contrária riu, gargalhou. — Não tenha medo, princesa. Já lhe disse, não posso feri-la. — enfatizou. — Por que me chama de princesa, seu maldito? Eu não sou nenhuma amiga sua. — ponderou de maneira tensa. — Talvez já me tenha escutado antes. Não recordas da minha voz? — interrogou. Detinha razão. As memórias, ainda que esparsas, enviaram-na ao mesmo sonho distante de quando pequeno. "Byakugan" era a palavra pronunciada por aquela voz. Aquele timbre. Inconfundível. — ... — manifestou a fala, muito embora incapaz de pronunciá-la em dizeres. — Estás nervosa. É compreensível. Venha, sente-se, tome um pouco desta sopa. — ofereceu-lhe com um concha.

A fome sobrepunha o medo. Aceitou a oferta. Aparentemente, havia perdido o medo evocado ante a  presença do idoso. Quando finalmente bebeu do manjar, adentrou um transe. Recebeu, quimicamente, uma chuva infindável de novas informações. Uma herança genética adormecida finalmente revelava-se sobre seus olhos. O outro riu, assistindo à cena de nascimento, desabrochar. — Mane, menina. É chegada tua hora dentro do clã Hyuga. Não mais estarás sozinha. Agora terás, sobre seus olhos, o dom da imagem. — discursou emocionado, desacreditando o nascimento de uma nova integrante do infame clã. Os olhos continuaram esbranquiçados, todavia agora poderiam ver. Encarou a palma das mãos, não conseguia processar um nível tão alto de informação em tão pouco. — Hyaaaah! — gemeu de dor, não poderia esperar que tamanha mudança física viesse acompanhada de tamanho terror. Não somente terror, insanidade. Uma mudança brusca como aquela era incapaz de não provocar efeitos contrários. Ainda sim, resistiu-os impondo uma vontade implacável.

O passar dos minutos lhe fez bem. Recuperou vigor. Encarava o mundo com outros olhos. Contemplava paisagens, a luz refletia em seus nervos óticos, o cérebro tornou-se capaz de interpretar tal reflexo. Um encaixe de uma série de variáveis a tornou capaz de uma vez enxergar. — Mas o que diabos... — resmungou. — Ha! Encanta-me com estes olhos inexpressivos. Finalmente tua hora veio a tona, princesa. És capaz de dominar o mundo com este poder, não há dúvida. — disse-lhe. — Hyuga? Byakugan? Mas o que diabos tudo isso quer dizer? — interrogou, ainda desacreditada. — Já sabes. Está marcado na tua herança. Nunca fostes cega. O contrário, por condição imposta pelos seus parentes, jamais pudera ter suas marcas reconhecidas. Regojize-se, menina. Torne-se a luz de um novo mundo! — impôs, deixando o lugar em vácuo.

O sumiço repentino assustou, entretanto todas as respostas possíveis concentravam-se em sua mente. Quanto a tudo usado pelo homem, foi simples. Ele havia seguido a menina por inúmeros dias, era um emissário habilidoso do clã Hyuga. Beifong Toph era conhecida dentro das mais altas cúpulas da linha principal. Seus pais, dissidentes do clã, recusaram trazer ao mundo uma filha portando as características deles. Dessa forma, forçaram-na um poderoso selo sobre os olhos, criando uma deficiência genética, ainda em gestação, sobre sua capacidade de ver. A sopa, apesar de aparentemente simples, continha uma mistura em chakra e constituintes químicos diferentes. Foram não somente capaz de reavivar as heranças hereditárias, como também os tecidos atrofiados em função do tempo. Nascia, dali, uma nova potência dentro do ramo principal do infame clã. Entendia a responsabilidade do novo nome atribuído, sendo aquelas memórias trazidas em composição catártica. — Byakugan! — exclamou. Trazia, ali, luz aos seus olhos.

Objetivo: Mudança de clã: Inuzuka -> Mestiço (Hyuga/Inuzuka)

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[ Mudança de Clã ] O Manar de Olhos Profundos Susanoo-no-Mikoto-slaying-Yamata-no-Orochi-in-Kojiki
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Re: [ Mudança de Clã ] O Manar de Olhos Profundos - 9/4/2018, 22:12

Eita, ap
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.