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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[ MUDANÇA DE CLÃ ] O Nascimento dos Olhos Albinos - Qui 29 Mar - 2:15

O quarto da menina era sempre o mesmo: localizado no primeiro andar de uma residência com requintes orientais. Pequeno tamanho, quatro paredes em branco, rodapés amadeirados, piso inteiramente de taco definiam sua arquitetura principal. Os móveis eram simples: uma cama de solteira na extrema diagonal a qual sempre arrumava fielmente todos os dias pela manhã, um garda-roupas com de duas portas ao lado da cama com roupas sempre bem engomadas sobrepostas umas sobre as outras e, por fim, uma mesa de madeira recheada com pergaminhos de frente a única janela.

Na manhã de um dia qualquer, sua mãe adentrou-o sem cerimônias. A filha ainda dormia, era cedo. As cortinas bege estavam impedindo que os raios solares invadissem o cômodo. Num único mover dos braços, permitiu finalmente que o astro solar exercesse toda a sua magnitude brilhosa contra o rosto pálido de Rena. Contorceu-se de imediato, revirando o cor po para o lado contrário. — Acorde, Rena! — ordenou em um tom tipicamente ríspido, naturalizado na voz imponente da mulher. — Mmmmmm — balbuciou em resposta a prole. — Mãe? — perguntou ainda atordoada pelo sono. — E quem mais seria? Um fantasma? — alfinetou em tons humorísticos. — Vamos, levante-se. Está na hora do café da manhã. — ditou com pulso firme. Era sim uma mulher de caráter forte, com uma personalidade um tanto quanto ditatorial e sufocante. Sua aparência em nada combinava com seu jeito: era uma mulher de traços suaves, bela, com uma silhueta magricelas. De qualquer modo, ninguém gostaria de vê-la irritada algum dia. Os últimos que enfrentaram sua fúria não puderam sobreviver para contar a história.

Relutou, ainda que soubesse do certo insucesso. — Yare Yare! — resmungou, erguendo-se com alguma dificuldade da tentadora cama. Não sendo vaidosa, higienizou-se com simplicidade, negando qualquer necessidade por maquiagens ou cosméticos diversos. Desceu as escadas em direção à sala de estar. Andou um pouco mais e chegou à cozinha. Uma mesa de seis lugares estruturada em madeira. Uma pia, armários diversos e um pequeno fogão à lenha montado na extremidade eram as únicas coisas que compunham o cômodo. Sentou-se na ponta, dando de cara com uma janela virada para a rua. — Seu pai chega hoje. — comentou a mãe com um sorriso curto, lavando a louça à pia enquanto cozinhava ovos endereçados à filha. — Sério?! — não conseguiu assimilar bem a notícia, vivendo uma intensa euforia traduzida em um sorriso transposto de orelha à orelha. — Sim... Imagino que você deva estar feliz... — presumiu, embora também convivesse com o mesmo sentimento. Já eram quatro semanas longe de seu marido, nenhuma mulher deveria sofrer com tal tortura.

Enquanto desfrutavam a primeira das refeições, eis que a campainha da casa a qual poderia chamar de suas tocou. "Pai!" imaginou a garota levantando da mesa sem qualquer requinte, vulgarmente lançando-se à porta de entrada. Abriu-a sem qualquer cerimônia, deparando-se com o homem de cabelos negros alongados, roupas tradicionais nipônicas e um saco anexado por uma pequena corda. — Yo! — introduziu-se, sorrindo alegremente e com um provocante calor. Antes mesmo de pôder descansar, a felicidade invadiu o coração que palpitava mais forte por parte de Rena, empregando uma ação descontrolada de atirar-se nos seus braços. No avanço, desequilibrou-se e acabou por escorregar numa pequena poça d'água não escoada pela porosidade do solo. Por sorte, o homem fora mais ágil, agarrando-a com a destra pelo torso. Reestabelecida boas condições de equilíbrio, novamente atirou-se, desta vez sendo agraciada com uma resposta ideal. O calor transmitido pelo abraço era sem igual, uma segurança que transbordava seu corpo e a fazia chorar. — Eu senti saudades! — emocionou-se.

O homem riu por alguns segundos, adentrando a casa com a filha presa ao seu corpo. Beijaram-se esposa e marido, apenas um toque entre os lábios. — Eu também senti saudades imensas por vocês duas. Nas linhas de frente não houve um dia sequer onde não pensei em vocês. — noticiou com um certo pesar em sua voz. — Eu sinto cheiro de ovos... Que tal conversamos à mesa? — solicitou aparentemente com fome. A mulher notou uma aparência pálida por parte do companheiro. Não somente isso, também aparentava estar mais magricelas, a guerra era definitivamente brutal. Acordaram entre elas, levando o homem ao aconchego de sua mesa repleta de uma série de comidas caseiras tão apetitosas que o fizeram chorar. — Isso é muito melhor do que ração militar... — mencionou com uma única lágrima escorrendo através do rosto. Engraçado notar que algo tão simples quanto um café da manhã pudesse ganhar tamanha importância. No restante da manhã, discorreu sobre acontecimentos marcantes e sua vida durante o conflito. Depois, partiu para um banho e um longo e profundo sono.

...

Os dias seguiram-se leves daquela forma, o homem decidira retirar um tempo de sua vida afim de novamente retornar ao principal objetivo: tornar Rena uma grande kunoichi. Para tanto, levou-a à um templo velho e conhecido apenas por Buji. — Estamos perto, filha. Mantenha-se atenta. — advertiu o patriarca, admitindo a possibilidade de, em meio às inúmeras formações rochosas, haver inimigos escondidos organizando tocaias diversas. Por aquela ser uma área inexplorada, todo cuidado era pouco. — Sim, pai. — replicou, agarrando a destra ao seu artefato protetor de grande importância: Iwato. Entre saltos e corridas, finalmente aportaram em seu destino: o templo Hina. Com uma labareda sobre o indicador, adentrou-o. Estava repleto de teias de aranha e parecia ter sido descuidado há muitos anos. — Estamos no lugar certo? — interrogou incrédula. — Sim. Não se preocupe, deve estar por aqui... — falou procurando pelo interruptor. — Aqui está! — comemorou. Uma alavanca rochosa em meio ao exato nada. Alterou-a de sua posição inicial. Um sistema de polias, engrenagens e dotado de muita energia mecânica moveu-se. Ativou o templo.

Os sons perpetuaram por toda as instalações, chegando inclusive aos ouvidos da jovem. Revelou-se um circuito de labirinto, recheado com uma séria de perigos que deveriam ser contornados. — Ótimo, era exatamente isso que precisava! — declarou Buji alegre com seu achado. — Rena-chan, você passará por esse labirinto... Boa sorte. — instruiu com brevidade, deixando a filha ao leu enquanto sumia não deixando nada para trás. — Pai... — tentou postergar a garota em vão. "É. Parece que terei que chegar ao final disso sozinha." pensava enquanto vagarosamente passeava pelo lugar. Esqueletos estendiam-se nas laterais, encostados nas paredes. Criaram um verdadeiro clima de horror, apesar de que a ninja não pudesse ser afetada por aquilo. Seguiu, ainda que temerosa. Em alguns momentos, andava em direção a lugar nenhum, movendo-se tão somente em círculos. Aquilo confundia sua mente. O que não sabia, entretanto, é que vivia uma estrategia bem estabelecida pelo seu pai: era hora de revelar-se uma Hyuga.

Durante sua infância, por algum motivo desconhecido, jamais havia demonstrado ter alguma relação com o dito clã. Seu pai, um membro assíduo da casa principal, sentiu-se mal por não entender o motivo de não se revelar, nos olhos da cria, um dos três grandes dojutsus: o Byakugan. Adotou a uma estratégia arriscada, uma vez que poderia custar a vida da menina, todavia era uma das quais geraria frutos inimagináveis. A mãe, por outro lado, concordava com as imposições, muito embora o fizesse de maneira forçada. Talvez a única possibilidade da família retornar a uma vida normal fosse a de, novamente, exercer poder dentro das casas do tradicional clã. Sua fuga da Névoa poderia deixar de ser uma condição e, quem sabe, pudessem finalmente voltar às suas vidas e amizades antigas. Tudo dependia única e exclusivamente de Rena, apesar da menina desconhecer completamente os motivos que levaram sua família a tamanha distância de casa.

Dentro do labirinto, perseguiu os seus instintos. Passaram-se três dias naquele estado. Não havia como voltar, o caminho tornara-se tortuoso. Não sabia bem por onde andava e sempre surgira, vez ou outra, armadilhas das mais diversas as quais eram disparadas contra ela sem qualquer piedade. Assustada, correu de um lado a outro, não seguindo direção nenhuma senão a da morte. Ao final do quinto, sofreu com a escassez de comida e água. Naquele momento era uma corrida pela sobrevivência. O corpo clamava atenção, liberando doses acentuadas de adrenalina. "Eu não posso morrer em um lugar como esse!" determinou-se entre sentimentos díspares. Vivia uma roda-viva entre esperança e depressão. Era indefinido se todo aquele trauma seria suficiente afim de trazer à tona as habilidades adormecidas durante treze anos de vida. Por sorte, optaram por responder positivamente às indagações familiares. O gatilho surgiu do próprio chakra, concentrado na região ocular da garota.

Não soube bem o porquê, mas delirou acerca de uma voz que a chamava. Não sabia bem os motivos, mas direcionou a energia espiritual contra os olhos de maneira exacerbada. — Hyaaaaah! — exclamou. — Byakugan! — expulsou de uma vez, sendo aquele um grito entalado na garganta. A voz falou por si, desconhecendo o motivo de pronunciar a tal palavra. Baseou-se no simples e puro instinto, além de uma herança genética herdada através das gerações. A vista tornou-se precisa, mesmo a distância, enxergava um mundo completamente diferente do habitual. Encarou as mãos, podia enxergar a sua energia circular através do próprio corpo. — Mas que diabos?! — perguntou-se, não acreditando no que havia acabado de fazer. O novo poder revelou-lhe a saída, ensinou que além daquelas paredes quais perigos deveria evitar.

Cumpriu com o objetivo, encontrando seu pai que não podia conter a felicidade no final do labirinto. — Pai! — gritou animada. — Filha! Finalmente! — comemorou Buji  agraciando-a em seus braços com um apertado e caloroso abraço.

...

Novos dias se passaram. Toda a história fora então contada a Rena que a recebeu com bons olhos. Era uma menina compreensível, entendendo perfeitamente os motivos de todas as coisas terem acontecido como o decorrido de sua história familiar. Não julgaria os atos dos seus antecessores, amava-os tanto que sequer pôde chegar a tal intimação. Além de tudo, recebeu em troca um grande poder herdado pelo sangue. Ao seu lado, quem sabe quantas aventuras não viveria a partir de então?



Mudança de clã:
Lee -> Hyuga (Soke)
1630 palavras

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Re: [ MUDANÇA DE CLÃ ] O Nascimento dos Olhos Albinos - Qui 29 Mar - 12:15

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