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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Mushi'Ki
Mushi'Ki
Vilarejo Atual
Ícone : Filler- Mushi'ki - Prólogo 1 - Relações 100x100

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Filler- Mushi'ki - Prólogo 1 - Relações - 20/2/2018, 21:56


PRÓLOGOrelações
-Mushi-Mushi, Hora de acordar meu garoto...
-Ahhh pai, ainda ta muito cedo... Pai?
De supetão o garoto levantou, costas eretas, o frio subiu por sua espinha como uma navalha bailando. Ainda era noite. A lua cheia iluminava, fraca e tremeluzente, o quarto do menino. A cama suada revelava o mistério, mais um pesadelo, um de muitos naquele ano, um de muitos NAQUELES anos. Já haviam se passado cinco anos, mas a morte de um pai, de um ídolo, de um herói, não sara tão rapidamente, é como uma ferida aberta, uma dor profunda e sem fim,
algo inexplicável, algo que não precisa de explicação. Uma única lágrima escorreu do olho esquerdo do garoto, Mushi permitiu que ela percorresse seu caminho cruzando seu rosto, passando por seu trêmulo lábio e, por fim, tocando o chão. "Seria a ultima"- pensou o garoto-, já nem recordava quantas vezes havia falado isso para si próprio. Sempre seria a ultima.
O garoto virou o travesseiro, não queria deitar no lado molhado. Ao deitar na cama recostou o braço sobre o rosto, os lábios ainda tremiam. Do lado de fora a lua e as estrelam faziam sua dança diária, dia pós dia elas iam e vinham, um belo baile cósmico. Conforme as horas se passavam a iluminação no quarto se alterava, com o alvorecer a luz amarelada tomou conta do recinto, Mushi ainda observava o teto, parecia procurar por algo que até mesmo ele havia esquecido, talvez procura-se alguém que já se foi, talvez procura-se a si mesmo.

Um ultimo suspiro saiu por suas narinas, algo como uma respiração mais acentuada, mas logo foi interrompido pelo som doce e cansado da voz de sua mãe.
-Meu amor, venha comer, você não tinha treino hoje?- Disse a jovem e cansada mãe.
-Já vou mãe.
Ao sair do quarto o garoto cheirou a axila esquerda, afastou o rosto fazendo careta. Precisava de um banho. Pois se a preparar suas roupas e logo dirigiu-se ao pequeno banheiro ao fim do corredor. A casa pequena e antiga, formato similar as casas tradicionais, possuía um velho piso de madeira que a cada passo insistia em rangir. O banho quente serviu para aliviar o cheiro insuportável da adolescência, mas também serviu para afastar as lembranças da noite mal dormida. Sentia sono, mas nada que o deixa-se indisposto. Ao término do demorado banho, Mushi desceu lentamente as escadas, encostava-se a parede sempre que possível. A visão de sua mãe na cozinha lembrava o jovem de quando seu pai ainda estava vivo, tudo lembrava, parecia senti-lo em cada canto da humilde casa, em cada palavra que saia dos lábios de sua mãe, mas tudo não passava de lembranças, sua mãe, por outro lado, era real, estava ali para ele e isso de certa forma o reconfortava.
-Bom dia mamãe - disse com palavras moles e preguiçosas.
-Bom dia querido, pode sentar, já estou acabando.
Mushi era capaz de perceber o cansaço de sua mãe, todos eram, a morte do marido foi algo terrível para ambos, a mulher esforçava-se para manter a casa, mas os tempos não eram os melhores, de fato os tempos nunca eram bons para mães solteiras ou viúvas, mas estes eram ainda piiores. A jovem mãe tinha de trabalhar em dois empregos para manter o filho, trabalhava em uma floricultura as manhãs e em uma loja de ramem entre a tarde e noite, isso sem contar os afazeres domésticos, a exaustão era cada vez mais visível, Mushi fazia o possível, mas era apenas uma criança e todos sabem que não se pode contar muito com crianças.
-O que tem pra comer hoje?
-Bom, não tinha muito oque fazer, também não tenho muito tempo, na verdade já estou atrasada, tem omelete e pão. Vou comer no caminho pro trabalho, vê se se cuida e bom treino! - disse ela enquanto pegava um pouco de cada comida e se dirigia até a porta - Ah! e vê se lava a louça quando voltar, acho que vou chegar tarde! Te amo!
-Ta bom, ta bom.
o Jovem tratou de comer tudo que havia sobre a mesa, não estava muito saboroso, mas isso era comum, sua mãe nunca foi boa cozinheira, mas era oque ele tinha para comer, era o suficiente.

Após o nem tão saboroso, porém agradável, lanche, Mushi iniciou os afazeres domésticos, recolheu os pratos, lavou a louça uma por uma, ainda não entendia como refeições simples podiam sujar tantas coisas diferentes, mas não possuía tempo para pensar sobre isso agora, a noite anterior ainda o assombrava, mas essa não era a razão da pressa, a verdade era que tinha prometido a si mesmo manter uma rotina consistente de treinos e leitura, deveria se exercitar regularmente se deseja-se se tornar um ninja forte um dia, não queria se tornar seu pai, muito menos ficar a sombra dele, seu desejo era supera-lo, mas não era uma tarefa simples. O pai de Mushi era Tokuzawa, líder de uma força especial que atuava na inteligencia de Iwagakure no sato, seu trabalho envolvia espionagem e contraespionagem, além de missões de assassinato e escoltas. Ele era um Jounin talentoso, já o seu filho era apenas um genin medíocre, apesar de estar trabalhando continuamente para mudar essa inconveniente situação. Os afazeres tomavam mais tempo do que o garoto gostaria, mas eram importantes, tediosos, mas importantes, eram como um pequeno auxilio para sua mãe. Após terminar seus afazeres o jovem pegou seus sapatos que estavam delicadamente organizados próximo a porta, era deselegante e pouco higiênico andar com eles pela casa, além de se tratar de um costume muito antigo. Abrindo a porta contemplou o pequeno jardim que a mesma possuía e, olhando mais além no horizonte, pode observar as ingrimes e inóspitas montanhas rochosas que cercavam a vila, mas aquele não era o local de seu treino diário, ele realizava seu treino em seu próprio quintal.

O fino orvalho ainda resistia ao forte calor matinal, ao tocar a grama com suas costas enquanto deitava-se pode senti-lo molhando sua camisa, mas isso não era de forma alguma desagradável, na verdade era reconfortante e refrescante, toda a questão da existência de um ciclo, ou rotina, era reconfortante, principalmente para ele. O cheiro adocicado das flores que sua mãe havia plantado ainda preenchiam suas narinas, mas nada era tão delicioso que sentir o toque macio da grama em que havia deitado. Alguns segundos se passaram, a mente havia divagado, mas o jovem tinha de se focar, o treino era simples, porém necessário, cem abdominais seguidas de cem flexões e cem agachamentos, sempre seguidos por dez KM de corrida, todos os dias. Esse já era o terceiro ano em que o garoto seguia essa rotina. Ao término do treino outra rotina, essa mais dura e entediante, surgia. Limpar sua casa, molhar as plantas, preparar o almoço, levar o almoço para sua mãe, comer o almoço, lavar a louça. Era um ciclo comum e interminável, mas de certa forma era recompensador, ver o sorriso no rosto de sua mãe era reconfortante, ainda que fosse um sorriso frágil e cansado. Após as tarefas sobrava um curto período de uma hora para sua leitura e logo após vinha os estudos ninja. Gostava de passar essa pequena e rápida hora lendo livros de ficção, livros onde pequenos heróis peludos roubavam dragões, ou grupos de crianças que matavam palhaços espaciais, mas assim que o tempo de recreação terminava passava a se focar no que realmente importava, seus estudos. Ao longo dos ultimos dois anos, Mushi veio estudando, três horas por dia, sobre anatomia, não só humana, mas também animal, sabia que isso podia ser útil um dia, afinal de contas, era um shinobi, e como tal este era um conhecimento básico. Noções simples de anatomia podem revelar as coisas mais complexas na hora de um combate, saber os pontos vitais, por exemplo, pode favorecer de forma decisiva o possuidor deste conhecimento, mas isto o menino já sabia a muito. Acertar pontos como o pescoço, ou têmporas, talvez até mesmo a Fossa cubital - localizada próxima ao cotovelo -, pode ser decisivo em batalha, mas não só nela, Mushi também se interessava em massoterapia e saber os pontos de pressão permitia ao garoto aliviar o estresse de sua mãe, algo muito gratificante para o menino.

Como em todas as noites, o menino preparou os quartos e o jantar, sabia que sua mãe chegaria atrasada e por isso esquentou o que havia sobrado de almoço, um pouco de ramem e frango, nada muito elaborado, mas serviria para saciar a fome de ambos. Pouco tempo após por a mesa, sua mãe entrou em casa, um pouco desajeitada em recostou seu corpo na parede a sua direita enquanto tirava seus sapatos, como em todos os dias parecia exausta. A moça sentou-se a mesa, e com um fraco sorriso agradeceu pela comida. Mushi observou com cuidado as feições da mãe, a cada dia que se passava ela parecia mais exausta, seus longos cabelos negros, antes lisos e bem cuidados, pareciam embolados e desgrenhados, seus olhos, antes cheios de alegria, agora exibiam um semblante frágil, quase como se a vida se esvai-se por eles, semblante esse que era realçado pelas grandes olheiras, pois, apesar de ter pouco mais de trinta anos, a sua mãe parecia estar próxima dos cinquenta. Chateado o garoto fingiu não notar oque era claro, guardou para si oque sentia. Após o jantar, ofereceu uma massagem a mãe, mas esta recusou cordialmente enquanto lamentava-se do cansaço. Antes de dormir o garoto olhou pela janela do quarto, a lua estava minguando lentamente, e a sua luz já não era a mesma, logo se perguntou se o mesmo aconteceria com sua mãe, não sabia a quem culpar, culpava ele próprio, talvez se não tivesse nascido nada daquilo aconteceria, pensava em tirar a própria vida, mas lembrava-se que isso apenas traria mais dor a sua mãe e isso ele não podia aceitar. Uma vez mais jurou que a protegeria. Uma vez mais amaldiçoou o dia em que seu pai morreu. Uma vez mais uma gota desceu pelo seu rosto.


Considerações escreveu:
Adicionar status em CK e treinar Conhecimento Anatômico se possível. 1674 palavras, segundo wordcounter360

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Mushi'ki:



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Filler- Mushi'ki - Prólogo 1 - Relações 4300484320dc708f4ce20825dc6defa768425e29_hq
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Note
Chūnin
Note
Vilarejo Atual

Re: Filler- Mushi'ki - Prólogo 1 - Relações - 21/2/2018, 16:59

ta centinho, +200 status por conta do mes do up e qualidade conhecimentos anatômicos aprendida

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.