>
Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
Sumário
Mapa
Staff
Discord
Facebook
Contos
Estação: Primavera

nujabes.
Genin
nujabes.
Vilarejo Atual
Ícone : a

https://www.narutorpgakatsuki.net/t73906-crystal-lee https://www.narutorpgakatsuki.net/t73266-chimasu-gf

[Filler: Goroima] Mudança de clã - em 1/2/2018, 14:55

O início de uma nova vida!!


Vivia uma grande ascendente dentro do vilarejo. Apesar disso, não é como se verdadeiramente desejasse ser mais forte, obter mais poder. Tudo o que fazia era seguir meus afazeres de ninja entre o tempo gasto vadiando dentro do vilarejo. Missões, treinamentos e competências, tudo era muito estafante, sugava-me a alma. Eu precisava de um tempo só para mim, um tempo para divagar entre besteira e repensar toda a minha vida. Enviei um memorando ao alto escalão, naquele dia estaria cuidando de problemas médicos. Uma farsa, tudo o que queria era um dia só para observar o vai e vem das nuvens, delineá-las entre formas e relaxar bastante. Depois de enviado o tal documento, andei até a grama utilizando-me de uma transformação simples. Odiaria ser reconhecido por outro oficial enquanto estivesse andando pelo centro do vilarejo.

Cheguei ao meu destino e prontamente atirei o corpo contra o chão. Espreguicei-me e comecei a observar as formas aéreas que mais pareciam um amontoado de algodão. Acabei, depois de algum tempo, retornando a outras imagens repletas de grande nostalgia. Lembrava-me de Kaito, de nossas aventuras enquanto ainda aspirantes a cargos maiores. Sorria em um certo tom de tristeza, meu amado amigo odiaria me ver lamentando sua morte. Por esse motivo, dentre tantos, tentava manter a alegria sempre. Noutro momento, a mente voou longe, lembrou-me de um tempo quando um estranho pessoal visitou a minha casa. Era um clã, gordo... Era novo demais e não conseguia lembrar de mais nada. As memórias não passavam de curtos flashes.

Entardecia e lá estava eu, ocioso entre um momento e outro. Depois de muito, finalmente resolvi voltar pra casa. Estava faminto. Cheguei em casa e meus parentes se sentavam à mesa, aguardavam-me para jantar. Não é como se não os amasse, mas parecia que os deveres de um shinobi haviam corroído um pouco de nossa relação. Sobre a mesa a distância era de apenas alguns centímetros, no entanto pareciam que quilômetros e mais quilômetros nos separavam. — E então, como vão as missões de ninja, Denmo-kun? — questionou minha mãe enquanto servia os pratos à mesa. — Complicadas e trabalhosas. — respondi. Eu já estava próximo da mesma patente de meu pai, talvez por isso ele continuasse a observar-me com um olhar penetrante.

Aquele pequeno diálogo foi o único por toda a noite. Ao fim, levantei-me e levei o prato à cozinha. Apesar de não gostar de trabalhar, não tinha problemas em ajudar a senhora quando disposto. Lavava a louça e, da cozinha, pude ouvir toda a conversa realizada à sala de jantar. Eles falavam sobre outro clã ao qual eu pertencia. Estava curioso e me aproximei da porta dupla que separava os cômodos. Não me perceberam, por sorte e acabaram continuando a sua conversa. — Nós precisamos contar a ele, Inota. O garoto precisa saber sobre sua própria história. — agressivamente manifestou-se. A mulher chorava, não queria escutar sobre aquilo nem um segundo sequer. Eu, por outro lado, ante tudo aquilo, fiquei surpreso e deixei o prato que enxugava cair ao chão. Minha presença estava denunciada.

O que você escutou exatamente, Denmo-chan? — perguntou a senhora de meia-idade em prantos. — Acredito que além do necessário, mãe. — repliquei muito curioso com tudo aquilo. — Essa é a oportunidade perfeita, Inota. Eu contarei. — asseverou o homem com certeza no olhar. Minha mãe parecia desesperada, mas respirou em profundidade e, no fim parecia concordar depois de tudo. — Contar-me o que? O que vocês querem dizer com isso? — demonstrava grande confusão. — Falo sobre sua história, filho. Você não é quem pensa que é. Em seu nome deveria ter um Akimichi como segundo sobrenome. — explicou com brevidade. — Akimichi? O que é isso? Me explique melhor do que você está falando, pai! — ordenei com uma mudança clara na feição, estava certamente desesperado. — Sua mãe não se chama Inota Asukita, mas sim Akimichi Asukita, ou pelo menos assim o era quando ela nasceu... — enunciou até Asukita tomar a palavra.

Isso foi há muito tempo... — expôs lembrando-se de seu próprio passado. Estava atento, de pé, escutando todas as suas palavras. — Eu era uma moradora de um vilarejo muito distante. Era chamada de princesa Asukita, a herdeira do clã Akimichi. As pessoas de meu clã são de muita tradição e seguem uma vida rígida. Eu, por outro lado, sempre pensei que minha vida fosse para além daquele lugar. Quando finalmente decidi fugir, eis que surgiu na vila um homem lindo, alto e forte. Seu nome era Gaho, ele é o seu pai. — narrou, enquanto meu pai dava uma risada. — Naquele tempo, seu pai era muito conhecido para além das fronteiras da Nuvem. Ele fora contratado pelos anciões do meu vilarejo para concretizar um assassinato. Enquanto não o fazia, nós nos conhecíamos cada vez mais e acabamos nos apaixonando. Eu tinha apenas dezoito anos e era jovem e inconsequente. Estávamos perdidamente apaixonados e eu acabei por fugir com ele. — discursou com muita tristeza. — Aquela fuga não sairia impune. Os mesmos anciões contrataram assassinos para acabar com a minha vida e a de Gaho. Temendo o pior, eu e seu pai decidimos mudar totalmente nossas aparências. Minhas habilidades como uma Akimichi foram seladas por um dos fuinjutsus de seu pai e ele realizou uma cirurgia plástica com um famoso Iryonin para mudar sua face por completo. Vivemos uma vida de fuga até finalmente nos estabilizarmos aqui. Foi aí então que você veio. Temíamos o pior, por esse motivo seus genes Akimichi também foram selados logo quando nasceu. — declamou com pesar, não queria que o filho soubesse tanto.

Ainda que dissesse tudo aquilo, nada me deixava mais triste do que ver minha mãe tão emocionada. Aqueles homens que lhe causaram tanta tormenta e tristeza, eles com certeza não eram bons homens. — Mãe... Está tudo bem. — tentei tranquilizá-la enquanto a abraçava. — Eu te amo e isso nunca vai mudar. Não tenha mais medo, estes homens não lhe farão qualquer mal enquanto eu estiver ao seu lado — confessei. — Não esqueça de mim também. Seu velho ainda tem muito poder guardado. — descontraiu. O clima pesado foi desconstruído com a brincadeira dele. — Agora devemos falar mais sério. — tomei a palavra. — Esse selo pode ser desfeito? — interroguei. A mulher não conseguiu acreditar naquela dúvida, não podia conceber tal ideia. — Mas o quê? — demonstrou um grande nervosismo. — É possível, mas será muito complicado e você deve saber que existem alguns efeitos colaterais. — salientou. — Esperem, vocês dois, vocês cogitam a possibilidade disso? Vocês estão loucos? — perguntou em muito bom tom, assumindo uma postura ofensiva. — Essa é uma decisão que cabe ao garoto, Askua. Somente a ele. — bateu o pé o homem.

Mesmo diante daquela confusão, eu estava decidido. Eu ajudaria minha única e benevolente mãe por maior que fosse a questão. — É exatamente isso que quero. — afirmei com propriedade. — Certo. Então está decidido. Antes de tudo, saiba que você ficará um pouco gordo quando passar por esse processo. E seu controle de chakra nunca mais será o mesmo. Se existe qualquer coisa que dependa dele... Você provavelmente perderá a capacidade de usar. — ponderou antes do procedimento. Haviam muitas coisas das quais eu deveria pesar antes de tomar uma decisão. No entanto, nenhuma delas era tão importante quanto o fato de ter uma história perdida e o sentimento de dever de ajudar aqueles aos quais eu amava verdadeiramente. Meu olhar estava compenetrado. — Eu não me importo. Se puder, faça-o de uma vez, pai. — pedi.

O homem deu uma risada, parecia concordar com a decisão. A sua companheira, por outro lado, parecia não acreditar naquilo que estava acontecendo, muito embora respeitasse a decisão. — Certo. Começaremos com o procedimento. — indicou retirando do bolso do colete um pergaminho. — Deite-se sobre a mesa. — ordenou. Segui as instruções e estirei o corpo sobre o móvel de madeira. Desenrolou o pergaminho e o apoiou sobre meu corpo. Performo uma quantidade incontável de selos de mão. Posicionou as palmas abertas sobre meu corpo e impulsionou o chakra nessa direção. Sentia uma inundação de sentimentos, pensava que, com aquilo, poderia me tornar alguém mais poderoso e ajudar todos aqueles a quem amava. De repente, meu corpo aumentava em questão de gordura. Meus cabelos ganhavam uma tonalidade negrura, semelhante aos traços da progenitora. As roupas iam se rasgando, não comportavam um corpo tão grande quanto aquele. Alguns minutos haviam se passado, meu pai suava como nunca. — É isso. — finalizou.

Levantei me sentindo muito mais pesado do que antes. A locomoção parecia comprometida em alguns aspectos. Contive-me, não podia acreditar que carregava aquilo comigo. — Hahahaha! É como ver sua mãe no passado. — caçoou. — Eu não acredito no que vocês fizeram, meninos. Isso é muito perigoso, Denmo-chan. Aqueles homens... Eles não vão desistir tão facilmente de caçar a mim e toda minha família. — reiterou. — Não há mais com o que se preocupar, mão. Eu acabarei com essa maldição de uma vez por todas. Tudo o que eu queria, agora, era ter alguma coisa para vestir. — decidi e pedi. — Eu acho que tenho alguma coisa... — informou enquanto subia as escadas. Buscou dentro de suas coisas e encontrou uma roupa antiga. Desceu, de pronto. — Aqui está. — entregou-me. — Hm. Mas o que é isso? — questionei. — É um dolmã. A roupa de um chefe de cozinha. Um espólio que guardei depois da morte de seu avô. — relatou. — Bem, parece que é isso que vou usar enquanto não comprar novos trajes. — falei enquanto trajava aquelas novas roupas.

Parecia que assumia uma nova vida, mas a verdade apenas asseverava a história da qual fazia parte. — Você está... Parecido com ele.... — disse em um tom pesaroso. Assim iniciava um novo capítulo.

Explicações: Filler feito na intenção de mudar o clã a partir do item de ag. A troca de aparência foi feita dentro do filler mesmo. Assumi esta daqui:aparência.

_______________________

[Filler: Goroima] Mudança de clã Tumblr_n2h10mzqJP1tvbalbo1_500
-
Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Filler: Goroima] Mudança de clã - em 1/2/2018, 15:16

@
-


Edição de Natal por Loola e Senko.