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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Solomon'
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[Filler] Verão no Deserto. - 19/1/2018, 10:47



É estranho, um lugar tão inconveniente e inóspito abriga centenas de vidas desamparadas. O deserto... dê a uma criança roupas, água e uma arma qualquer e jogue-o no deserto. Espere um pouco... uma semana já bastará, o garoto se perderá para sempre e para você retornará um homem. O deserto é mais educativo do que a maioria dos autoproclamados mestres. E por que eu lhe digo isso? Por que eu nasci e fui criado no deserto, aprendi a sobreviver no deserto, a combater no deserto. Ele é como um pai para mim, que substituiu um que eu não vejo há muitas luas.

Olhei para trás, tudo que via eram pegadas, algumas mais alarmantes e outras já sendo apagadas pelos ventos. A minha frente apenas dunas infinitas e muita areia, o que me instigava a questionar o porquê de estar caminhando naquela direção. Ah, sim, há duas respostas possíveis para essa questão; 1. se eu ficasse ali, não demoraria muito para morrer. 2. estava indo visitar um velho amigo.

Talvez fosse sensato descansar um pouco e me hidratar, e a escolha se provaria mais sensata ainda a medida em que vi uma tempestade de areia aproximando-se pela encosta. Corri o mais rápido que pude contra o solo difícil de caminhar e abriguei-me em uma caverna que pude ver agora após atravessar uma duna.

Descansado, dirigi-me para meu destino. Já não estava tão muito longe, então demorou pouco menos que 10 minutos de caminhada, entrei em uma floresta e senti a umidade do ar subir consideravelmente. Minhas roupas eram um manto marrom, um capuz e várias adagas por baixo da roupa, caso algum engraçadinho houvesse de tentar me roubar.

Depois de muito andar, ver e ouvir coisas estranhas de um lugar que eu não estava familiarizado e escorregar por diversas vezes em musgo, cheguei ao meu destino. Estava lá, uma casa com varanda cercada por um lago, apenas uma trilha de pedra era o meio de chegar até lá.

Em minha caminhada fui interrompido, alguém pôs uma faca em meu pescoço e perguntou:"quem é você e o que quer aqui?" respondi calmamente "o leão da montanha nunca se rebaixa" seja lá quem estivesse atrás de mim baixou a faca e sorriu. Ambos retiramos nossos capuzes e ficamos frente um ao outro, um sorriso se desenhou em minha boca ao ver meu velho amigo ali. Dei um longo abraço bradando sorridente "A quanto tempo velhote, parece que nunca perde o jeito com as facas" e ele respondeu-me "Talvez perto de você eu o perca, caro amigo" ambos sorrimos e entramos na casa.

Depois de uma longa conversa contei-lhe a que vim, e ele concordou em me treinar uma outra vez. Ele já havia me treinado antes, em minha infância, ensinou-me o que havia para saber do básico de um combate corporal e me mostrou como sobreviver no deserto. Encerrou meu treinamento e mandou-me voltar quando tivesse amadurecido o bastante, então lá estava eu, para concluir o que me foi proposto.

Fomos até o bosque, o treinamento era muito simples: lutaríamos na selva usando o máximo da habilidade de ofuscação e combate corporal, treinaríamos a capacidade de imobilizar alguém, movimentar-se sem ser percebido e resistência para um combate de longa duração. Todos preparados, ele jogou uma moeda para cima e ao cair dela ambos nos distanciamos para lados opostos.

Escondi-me em uma árvore qualquer e usei das habilidades ninjas para escalá-la usando o chakra nos pés, saltei para um galho e agarrei-o com as mãos me jogando de galho em galho até encontrar uma marca no chão. Parei em cima de um dos galhos e analisei-o, logo ouvi um ruído e saquei uma das adagas de minha roupa, subi o capuz e fui ligeiro em minha corrida, ágil como um gato. Ao saltar para uma das árvores receptei um chute em minha costela que me jogou direto para o chão, mas como um gato nunca cai de costas, fui rápido em recompor-me e aterrissar de forma segura. Vi sua aproximação e evadi para a esquerda, um chute passou raspando meu ombro, mas nada ocorreu, devolvi um pontapé na coxa de Ifrith, o velho, e conectei um golpe com o calcanhar em suas costas após rodar em meu próprio eixo.

Aproveitando de seu desequilíbrio momentâneo, pulei em uma das árvores e rapidamente ocultei minha presença, escondendo-me de sua visão. Arremessei uma faca mirando suas costas e a vi sendo defendida por uma espada curva muito afiada, que a partiu em dois. Experimentei alterar minha posição e arremessei uma faca de suas costas outra vez, mas movi-me rápido para surgir ao seu lado no momento da defesa para apontar a faca para seu pescoço. Tudo ocorreu como eu previ, ele defendeu a primeira faca jogada, mas não teve reflexo para reagir ao meu desarme, talvez pela idade que lhe roubara sua agilidade da era de ouro. Rendendo-se, ambos guardamos as armas e ele disse-me: "ainda há muito que melhorar, mas você já superou esse velho aqui, não há nada que eu possa ensinar que você não saiba. Mas seja menos óbvio, garoto." Apenas ouvi e acenei com a cabeça de acordo. Depois ficamos de conversa e fomos dormir, pois no dia seguinte havia muito o que fazer.

Já no dia seguinte, minha rotina começaria cedo. As 5am estava lá eu, tomando café e comendo para ter energia suficiente para a sessão de treinos que faria. Comecei com 200 abdominais, e isso era apenas aquecimento, depois das abdominais parti para corrida no deserto, vesti uma roupa bem solta e que me protegia do sol o suficiente, levei bastante água pois dentro da roupa faria um inferno, mesmo que minha temperatura corpórea - que seria preservada dentro da roupa - fosse menor que a do deserto, continuaria quente o suficiente para morrer de desidratação, e daí a água. Corri por volta de 20 quilômetros, tive que enfrentar algumas tempestades de areia no caminho, mas não no sentido literal, mas sim tive que me esconder delas ou desviar de suas rotas, nunca sobreviveria em uma. Depois da corrida eu descansei, almocei e voltei aos exercícios pela tarde. Agachamentos, barras, escalar dunas e descê-las era fácil aos olhos de um expectador, mas o ângulo de certas dunas se torna uma escalada árdua graças ao terreno fácil de ceder.

Era hora de treinar algo mais. Sempre mantive interesse em conhecer os pontos letais de um ser humano para acabar rapidamente um combate, sendo assim, regressei para Kumogakure. Lá, afoguei-me em uma banca de livros em uma biblioteca qualquer, pesquisando e estudando sobre anatomia humana. Aprendendo os pontos vitais e como acertá-los precisamente, com isto seria mais fácil acabar um combate sem muito esforço. Depois do estudo, passaria para a parte mais prática, levei o livro principal para o necrotério – que tive acesso ao pedir para um superior para fins acadêmicos – e lá vasculhei corpos e mais corpos, memorizando a posição exata de cada um de acordo com o que via no livro em comparação com a realidade. Tudo se encaixava perfeitamente, a estrutura humana era realmente fascinante.

Partiria, então, para um conhecimento ainda mais prático. Recebi permissão do Raikage para caçar um único fugitivo da aldeia, então parti pelos portões em busca do dito cujo. Era realmente muito difícil rastrear o rapaz, mas por fim consegui encontrar seu esconderijo em uma caverna não muito afastada do vilarejo, ainda no país do trovão. Armei-me com uma única kunai, empunhada na mão direita, avançando com cautela pela caverna. Fui receptado por uma armadilha que se ativou quando pisei em falso em um fio disposto pelo chão, um pedaço de madeira voou em minha direção, joguei-me no chão para escapar deste.

Em seguida, tive de correr, sabia que a armadilha tinha avisado o rapaz de minha presença. Esgueirei-me pelo túnel até chegar em seu real covil, abandonado, andei mais um pouco até sair novamente para a superfície, onde identifiquei um vulto se mexendo para as árvores. Corri também, seguindo seu rastro e usando uma técnica de movimentação corpórea, ao aproximar-me o suficiente analisei sua estrutura corporal e identifiquei os pontos vitais de seu corpo, já havia treinado os olhos para isso antes. Imbuí a arma metálica que empunhava na mão direita com o chakra elétrico e a arremessei contra o fugitivo. A kunai cortou os ventos e o lampejo azulado atingiu em cheio a coxa do garoto, bloqueando os movimentos daquela perna e o forçando a cair estatelado.

Não me demorei e aprontei outra kunai, eletrificando-a também. Porém, apenas me aproximei, rendendo o rapaz e o amarrando com fios de nylon por todo o corpo. Depois disso, apenas o carreguei de volta para kumogakure, onde fui recebido pelos Oinin’s que apreenderam o fugitivo. Havia então dominado os conhecimentos anatômicos.


Filler e treino de qualidade um ponto: conhecimento anatômico. A regra que diz que posso aprender a qualidade está aqui.

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Ficha — Mod. F — Mod. S — Banco — Forja — C.J — C.T
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Convidado
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Vilarejo Atual

Re: [Filler] Verão no Deserto. - 19/1/2018, 11:06

@ Aprovado
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.