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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Fillers] Sonhos Obscuros de Hayato Okamoto - Sab 06 Jan 2018, 00:32


HP: ❲ 200 • 200 ❳ CH: ❲ 225 • 225 ❳ ST: ❲ 03 • 03 ❳
Primavera, comumente chamada de estação das flores, era a estação preferida do pequeno Hayato Okamoto. Todas as flores desabrochando no mesmo período de tempo trazia uma bela visão ao jardim da vila de Sunagakure. Por mais que o terreno não cooperasse para o plantio, os jardins internos podiam trazer um vislumbre do que seria a estação em outros lugares.

Aos 7 anos de idade, o menino costumava ir aos jardins da vila afim de observar as maravilhas da natureza e o nascer das flores. Era um passatempo muito bom para se fugir de toda confusão que era em sua casa, afinal, toda noite seu pai chegava bêbado e batia no pobre menino, algo infeliz. Porém, isso não acabava com as esperanças do garoto, por mais que tudo dizia que seu futuro não seria tão brilhante. Foi então, que naquela primavera, ele conheceu o homem que mudaria sua vida.
São 7:00 horas da manhã e o menino acorda sozinho como de costume. Sentado na cama, ele se lembra da noite anterior. De seu pai levantando a mão para bater no menino que chorava intensamente. Todo esse sofrimento e dor eram horríveis e acabavam com seu dia, porém, a vontade em se tornar um ninja conseguia levantar sua cabeça, fazendo-o olhar sempre para o seu futuro.

Esfregando os olhos, o rapaz então se levanta e vai para a cozinha preparar um café para si. Ali não tinha nada além de um pedaço de pão velho. Como era sua única refeição, teria de aceitar. Era feriado em Sunagakure, logo, não teria aula na academia. Animado com tal fato, Hayato decidiria ir até os jardins da vila para admirar o nascer da primavera.

Chegando aos jardins, ele vai a procura de suas flores favoritas estas, são as Rosas Banksiae, um espécime de rosa amarela e sem espinhos. O vento batia sobre as pétalas amareladas, soltando-as de seus caules e fazendo-as dançar sobre o ar, perseguindo um caminho aleatório, até chegar ao chão.

Que lindo... — Balbuciava enquanto fixava seu olhar na beleza da primavera.

O jovem se colocava nas pontas do pé, afim de recolher uma das rosas para si. Semanalmente ele recolhia uma das flores do jardim e levava até o túmulo de sua mãe no cemitério de Sunagakure. Infelizmente, sua altura não permitia que pegasse esta rosa em especial. Foi então que, ao mesmo tempo em que se esticava ao máximo para recolher uma das flores, uma mão se estende e abruptamente, arranca uma das flores.
Hayato olha para o lado e se depara com uma figura misteriosa, esta, um homem alto e careca, descanso sua mão esquerda sobre uma katana embainhada em suas roupas. Já a sua mão direita, estava com a flor que acabara de retirar e dava para o pequeno Hayato que apenas olhava para aquele gesto gentil curioso.

Porque o senhor pegou.... — O garoto inicia uma interrogação que é interrompida na hora pelo homem.

Porque eu peguei a flor e te dei? — Perguntava dando um leve sorriso de canto — Bem, você não conseguia pegá-la então peguei para você — Dava um sorriso ao terminar sua sentença, demonstrando tamanha bondade

Mas porquê? O senhor não tem nada a ver com o que eu faço ou estou fazendo — Continua a questioná-lo com perguntas e afirmações um tanto quanto interessantes — Porque me ajudou?

Porque eu te ajudei... — Balbuciava o que o menino dissera — Hmpf... O mundo já está cheio de injustiça e desgraça, não tem porque eu continuar perpetuando isso por aí — Afirma com a mesma intensidade e com o mesmo sorriso aberto. Sua compaixão pela vida era contagiante e poderosa — Pelo contrário, tenho que perpetuar a paz e o amor através de pequenos atos bons... como esse! — Exclamava ao final de sua resposta, dando um leve empurro com um dedo no nariz do pequeno Hayato, fazendo-o andar um pouco para trás, graças ao impulso.

O jovem apenas ouvia as palavras do homem sem responder uma palavra sequer. Poderia não parecer, mas ele estava admirado com tamanha generosidade de compaixão. Ele não sabia que coisas assim poderiam existir no mundo shinobi, ainda mais com a horrorosa convivência com seu pai abusivo.
O olhar relaxado e calmo de Ottorui começava a tomar um jeito mais preocupado com o semblante do garoto. Agachando, ele fica em sua altura e então começa a falar:

Ei, garoto — Chama abanando a mão a frente de sua face — Se você não entendeu nada, é só falar — Coçava sua nuca ao mesmo tempo em que dava um leve sorriso de canto sem graça. Pensava que sua explicação e filosofia não foram necessárias o suficiente para que o menino entendesse.

Eu... — Murmura baixinho — Eu entendi! — Exclama soltando um largo sorriso — Eu irei trazer a paz e o amor, assim como minha mãe fazia! — Se empolgava com a ideia, a cada palavra que pronunciava.

Ei, ei, vamos com calma... hehe — Advertia o garoto — Pode me dizer seu nome?

Me chamo Hayato Okamoto! — Dizia o seu nome em voz alta, pondo seu punho direito ao ar.

Okamoto... — Sussurrava para si mesmo, lembrando-se de algum acontecimento passado — Prazer Hayato-kun! Me chamo Ottorui Osaka! — Se apresentava ao garoto que apenas olhava felizmente para o Ottorui.

Este dia foi um dia muito especial para o jovem. Foi o dia em que conheceu o shinobi que mudaria para sempre o seu modo de viver e de sonhar. Depois do jardim, Ottorui acompanha Hayato ao túmulo de sua mãe. Lá, ele deixa a rosa amarela ao chão, juntamente com outras flores de vários tipos.
Após algum tempo olhando para o túmulo, o chão começa a tremer e abruptamente, uma mão surge no local onde sua mãe foi enterrada. Hayato se apavora, soltando um enorme grito, acordando em seu apartamento no centro de Kirigakure, seu novo lar. Era tudo um sonho, ou pelo menos uma parte. O seu passado atormentava os sonhos do jovem rapaz até os dias atuais e isso não o deixaria em paz, até que continuasse com seu sonho de vida e cumprisse a promessa que fizera a Ottorui em seu leito de morte.

Considerações:
Roupas: Bolsa de armas na cintura à direita. 1008 palavras.
Equipamentos:
Bolsa de armas (20):
+ (5) Kunais,
+ (10) Shurikens,
+ (1) Fuuma Shuriken,
+ (2) Ampolas,
+ (3) Senbon.
Jutsus Utilizados:
-/-

_______________________



— Nada do que é humano me surpreende —
-

Última edição por Kurayami em Sab 13 Jan 2018, 23:50, editado 1 vez(es)
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Re: [Fillers] Sonhos Obscuros de Hayato Okamoto - Sab 06 Jan 2018, 01:12

@Aprovado
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Re: [Fillers] Sonhos Obscuros de Hayato Okamoto - Ter 10 Jul 2018, 15:14


- As Rosas Amarelas de Ottorui -
-堕天使-

HP: 400/400 - CH: 450/450 - ST: 04/04


    Suas mãos suadas, singelamente seguram o cabo espinhoso da rosa amarelada drasticamente pintada de sangue, que se encontrava atirada ao chão. Os olhos esverdeados do jovem Okamoto permaneciam permeáveis, refletindo tamanha tristeza e horror. Suas lágrimas caiam sobre o corpo da pessoa mais importante de sua vida. A pessoa que mais se importara com ele a não ser sua mãe, quando ainda nem era nascido. Um chamado, uma voz que conseguia ser suave e bruta ao mesmo tempo, mesclava todo o sentimento de felicidade e dor, de uma pessoa à beira da morte. Ottorui olhava para o rosto do pequeno Hayato sorrindo, deixando suas lágrimas escaparem ao pensar que não veria mais a única pessoa que mais perto chegou, de ser um familiar; que mais perto chegou de ser um filho querido. Tentando expressar alguma fala, Ottorui leva sua única mão restante, queimada e suja de sangue, ao rosto do garoto que chorava intensamente ajoelhado ao seu lado.

Ei Hayato... N-não chore... — Dizia ao rapaz, tentando consolá-lo. Seus sentimentos eclodiam e se mesclavam a dor de partir e a felicidade de deixar o seu legado — A dor muitas vezes... é necessária para o entendimento das coisas — Continuaria sua linha de pensamento enquanto olhasse nos olhos daquela jovem criança de Sunagakure — Você é jovem, você se tornará um grande shinobi um dia... muito diferente de mim...

Ottorui-san! — Exclamava em meio a lágrimas de sofrimento — Você não pode me deixar! Agora que meu pai se foi para sempre podemos ser livres! Vamos rápido! Os shinobis da aldeia estão vindo! — Hayato em um ato inocente, tentava levantar o renegado de Kiri ali caído.

Não Hayato, minha hora já chegou... — Diria, dando uma leve risada ao final de sua frase — Você nunca desiste não é? — Indagaria ao rapaz que apenas choraria com tal pergunta — Eu falhei com você, mas você não pode desistir só porque não estarei mais aqui para te proteger...

Mas Ottor-

Sem "mas" Hayato... — Tentava firmar sua voz — Seu pai me ferrou de jeito... Aquele jutsu de fogo foi letal, queimou meu braço e me fez perderas pernas e o braço esquerdo... — Mencionaria seu estado atual, reavaliando sua situação atual — Sua linhagem sanguínea é forte Hayato, você tem que continuar... — Logo, pegaria a rosa amarela das mãos suadas do jovem Okamoto e continuaria — Sabe essas rosas? Minha filha sempre me trazia uma do jardim... Ela tinha 6 anos de idade... — Refletiria em voz alta, ao mesmo tempo em que olhasse para a flor — Até que ela parou de me trazer, quando um shinobi de outra aldeia invadiu Kirigakure em uma missão ridícula enviada pelo kage de sua aldeia...

Qual era... a missão Ottorui...?

A de matar todos os primogênitos da minha aldeia... — Respondeu num tom de voz melancólico. A criança se assustava com a resposta de Ottorui. Sua filha tinha sido brutalmente assassinada. Que tipo de ser humano faria isso? — E então... — Continua — Eu enlouqueci, tentando seguir o assassino de minha filha... Me tornei um criminoso pois neguei as ordens do meu superior e tentando fugir... acabei matando um membro da minha própria aldeia... Sem nem hesitar. Eu estava louco, com sede de sangue até que... — Girava a flor em suas mãos — Me lembrei da flor... Das rosas amarelas da minha filhinha... Elas me acordaram e me colocaram no caminho. Elas me deram a esperança de que ainda existe um coração puro e inocente pelo mundo... E agora, quero que tome esse legado para você... — Termina de contar sua história, devolvendo a rosa amarelada para Hayato.

P-para mim? — Indagaria ao olhar para a flor — Mas...

Ao retornar seus olhos para o renegado de Kirigakure, o mesmo fechava os olhos lentamente, enquanto abria um gentil sorriso, perdendo suas forças e deixando seu único fôlego de vida escapar para dizer:

Fique na aldeia e fique forte... Não deixe que isso seja em vão... — Ottorui enfim deixava de resistir e permitia que a morte viesse o buscar.

Hayato então, repentinamente, deixava de chorar. Levantando-se com a rosa em mãos, olhava para o corpo morto de seu pai mais a frente e então, para o céu, para que enfim, desse um profundo suspiro. Lembrando-se de todos os momentos que bons que passaram juntos, desde a primeira vez em que se conheceram até as brincadeiras que faziam no parque da aldeia da areia, Hayato então começava a flutuar, assim que avistava os shinobis da areia se aproximando.
Elevando-se aos céus, como um pássaro, Hayato viajava por todo o mundo ninja e tinha um vislumbre de todo o seu futuro como um shinobi. Sua formação na academia, a destruição de sunagakure a morte de todas as crianças do orfanato. Até mesmo sua ida a Kirigakure eram projetadas nas nuvens, conforme o jovem Okamoto passava por entre as mesmas.

Mais a frente, porém, seu futuro ia escurecendo. Um luz escarlate tomava conta dos céus e um sentimento de dor e raiva se misturavam. O jovem não conseguia visualizar aquele futuro em específico, mas perdia suas forças conforme se aproximava. Vislumbrando diversas silhuetas destacando-se naquela imensidão vermelha, via a sua própria silhueta, se desfazendo em papel. Uma marionete se colocava ao lado do jovem Okamoto, enquanto que ao seu lado, um ser estranhamente feito de linhas negras se ajuntava a dupla. Sua visão agora embaçava e o rapaz caía em um grande abismo. Neste abismo, suas mãos começavam a ficar frias e partes do seu corpo se transformavam em papel, estes que voavam e dançavam ao vento juntamente com o rapaz. Os papéis se transformavam então em rosas que morriam conforme uma intensa chuva descia sobre o abismo até que abruptamente o rapaz alcançavam o chão e acordava suado, durante mais uma madrugada chuvosa em Amegakure.

Sua cabeça doía ao se lembrar do sonho, que mais se parecia com um pesadelo. Seu subconsciente não o deixava esquecer dos acontecimentos terríveis de sua infância. Quase toda madrugada o jovem Okamoto acordava pasmo após um terrível pesadelo, porém, dentre todos os que já tivera, desde o incidente, este foi o único que o fez chorar. Sentado em sua cama, suado e encarando suas trêmulas mãos, lágrimas caíam de seus olhos verdes como esmeralda. O legado de Ottorui estava em suas mãos e o mesmo deveria honrá-lo e se tornar forte, assim como foi o último pedido de seu amado amigo.


Coisas:
Considerações:
- 1058 palavras.
Equipamentos:
Bolsa de Armas (39)
+ (5) Kunais,
+ (9) Shurikens,
+ (1) Fuuma Shuriken,
+ (2) Ampolas,
+ (3) Senbon.
+ (1) Token.
Jutsus Utilizados:

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Vilarejo Atual

Re: [Fillers] Sonhos Obscuros de Hayato Okamoto - Qua 11 Jul 2018, 13:51

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Re: [Fillers] Sonhos Obscuros de Hayato Okamoto -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.