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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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Estação: Inverno

Kádmos
Genin
Kádmos
Vilarejo Atual
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Rank D — Ladrões nos arredores. - em 14/12/2017, 20:01

Ladrões nos arredores.

Quando Deneuve ganhou a região além do portão principal uma sensação nova assomou-se diante de si, não sabia descrevê-la - sentia-se angustiado, embora ansioso pela realidade desconhecida. Carrancudo e meditabundo, continuou a caminhada em lentas passadas, conforme uma miríade de pensamentos fervilhava em sua mente pré-adolescente. Qual seria a experiência de um jovem desta idade ao devassar uma região insólita; a tensão entre a alegria e a desventura não era uma sensação nova, mas conforme o contexto em que se destoldavam tais coisas, percebia diferenças de grau e intensidade. Era uma maravilha e uma desgraça, assim como é a realidade.

Sua missão, a despeito do nível da dificuldade, lhe era demasiada entusiasmante. Gostava do gênero investigação, lhe cativava sobremaneira. Estava em casa quando soube, partiu imediatamente.

Carregava consigo uma mochila de couro puído, guardava ali algumas roupas, um cantil e comida para alguns dias, caso se perdesse. Não tinha muita experiência à mata livre, tinha lido alguns livros a respeito, mas nada substancial, fruto da pura curiosidade, saciada tão rápida quanto excitada. Aliás, era comum isto, tinha um interesse genuíno pelas coisas, mas analisava tudo por um critério de hierarquias. O mais importante primeiro. Dizia, inaudível. Vestia uma capa escura larga, cobria a cabeça com um chapéu de palhas, quem o visse diria tratar-se de um trabalhador do campo: justamente o seu objetivo.

Percorreu pouca terra até chegar à última vila onde os ladrões haviam furtado. Foi ter com alguns moradores, eram matutos, gente simplória do campo. No roubo incluía-se de tudo, desde gado até mobília. Isso significa que os ladrões trocam os objetos roubados. Deve haver alguém que faça esta troca, um tipo de comerciante do mercado negro. Caso contrário, deverá ser fácil identificar uma montoeira de troços no meio do mato. Isso vai ser fácil, só preciso achar o comerciante, ou a base deles; eles precisam depositar os objetos em algum lugar. Imaginara enquanto escutava um velho, ele gesticulava obliquamente, tonto de aguardente. Pensando razoavelmente, pode ser perigoso me envolver com este tipo de pessoa... devo ser cauteloso. Concluiu, voltando a atenção para o idoso, que já tinha finalizado o depoimento e o olhava de forma inocente, um pouco alheia, diria o garoto. Embora pensativo, Deneuve mantinha uma postura casual, fazia perguntas sem esboçar o ofício real, tampouco suas reais intenções.

Seguiu até uma bodega, após despedir-se do bêbado; era um local abaixo da mediocridade. O estabelecimento era de madeira, mas não saberia dizer a cor: ali, farpas e fendas roídas de cupim misturavam-se com a degradação natural do material, destruindo o que outrora poderia ter sido um marrom envernizado muito bonito. No entanto, a sua aparência não era o pior, havia um cheiro fétido lá dentro, uma mistura de suor com álcool; Deneuve teve náuseas ao atravessar a porta-dupla. Sentou-se numa mesinha afastada, lá do outro lado, distante do balcão central onde transitava o maior fluxo de pessoas. Aqui parece ser o núcleo para a toda merda que acontece por estas bandas. Ninguém havia notado sua presença, talvez estivessem todos inebriados sobremodo. Dois homens conversavam em voz alta, não estavam sãos e seus rostos estavam franzidos, vexados.

— Os desgraçados enganaram a gente. — Dizia um deles, que tinha um basto bigode ruivo e sujo. O outro, à sua frente, tomou um trago e assentiu com a cabeça várias vezes.
— Dissemos tudo para eles, passamos por animais. — Sim, ignorantes! —  Replicavam em voz alta, evidentemente foras de si. Deneuve tomou-os por suspeitos imediatamente, seu instinto não o enganava. [...]

Aproveitou-se da embriaguez para interrogar os homens, usara de toda a sua lábia para tomar as informações. No fim não fora difícil. Eles usaram dois moradores para obter informações sobre as rotinas, isto deixou a ação mais fácil. Em troca, prometeram dinheiro, mas não cumpriram a promessa. Bastante típico. Estes dois são burros, crápulas. Deveriam ser presos. Bem, vou incluir isto no relatório, a polícia ou o Hokage é que decidam. Muito bem, já consegui a localização de um membro da gangue: duas vilas à frente, um tal de Roraito.

Chegar na vila de Roraito não demorou muito, alguns minutos de corrida sobre as árvores. Percebeu que, na verdade, era uma espécie de complexo de pequenas vilas camponesas, todos pareciam sobreviver da agricultura e cultivo de algumas plantas exóticas, nada daquilo lhe interessava no momento, entretanto. Roraito era um jovem magro, de cabeleira despenteada e de rosto macilento. Quando Deneuve o viu pela primeira vez, pensou que o rapaz fosse doente, estivesse para morrer. Seguiu-o por algumas horas, não fora difícil encontrá-lo, estava numa réplica da maldita bodega anterior, embora aparentasse ter mais dignidade do que os outros frequentadores. Tinha um jeitão despreocupado, malandro, seus passos eram leves e sorrateiros, seu olhar indiferente: não desconfiava que estava sendo seguido. Bom. Zanzou por aí, até entrar numa casa na orla do pequeno vilarejo. Era um grande pavilhão, na realidade. Talvez a base deles, ou o local de trocas.

Passaram-se meia hora, ou quase isso. Roraito saiu do lugar, o espinhaço curvo, mas seus olhos pareciam mais atentos. Isso atiçou o senso investigativo de Deneuve, por quê está desconfiado? Imaginara, sorrindo quase que puerilmente, como se o tivesse pego com a boca na botija. Preciso agir logo. [...]

Deneuve seguiu Roraito até uma distância razoável do pavilhão, agiu rapidamente, tinha arrancado um tronco espesso de uma árvore madura, aproximou-se sorrateiro aproveitando a distração do outro. Lançou-lhe com força o pedaço de tora na nuca, atirando-o desfalecido no chão. Seu sangue fervia em suas veias, estava nervoso, percebeu que tinha exagerado no ataque. Convenhamos, não tenho técnica nenhuma com isso, o jeito foi ter colocado a força toda no golpe numa área suscetível como a nuca. Espero não tê-lo matado... Olhou o local do golpe, não havia corte, mas uma zona disforme de cor esverdeada tinha se formado sobre a pele. Isso vai ficar bem feio. O corpo estava de rosto para a relva, Deneuve o virou, olhou bem a face, não haviam linhas de expressão, parecia morto. Mas não está, o coração ainda bate. Pensou, conferindo os batimentos e o pulso. Depois golpeou a lateral de algumas articulações, normalmente haveriam nervos e tendões expostos, almejava lesá-lo, incapacitá-lo para que, se recuperasse a consciência, não pudesse escapar andando. Certo, agora irei até o pavilhão disfarçado de Roraito. [...]

Adentrou o pavilhão pelo portão dos fundos, como fizera Roraito. Seu cabelo estava maior, escuro; sua pele mais magra, seu andar cambaio. O Henge no jutsu é muito útil, de fato. Rira, infantil. Quando ganhou acesso à parte interior, cumprimentou as duas pessoas que estavam na entrada. Não eram brutamontes, pareciam jovens, como Roraito. Que estranho, é um bando de adolescentes. Muito fácil, são todos camponeses. Onde está a caixa d'água? [...]

***

— Ei, o que está acontecendo? — Uma gritaria tinha se iniciado, a caixa d'água tinha furado.
— A caixa de água furou, venham todos ajudar! — Gritou Deneuve, no cômodo onde se localizava o reservatório de água. Isto gerou uma confusão entre os rapazes. Estava no teto, escondido, esperou que todos chegassem, adentrassem a sala e se acomodassem ao redor da fenda na bacia gigantesca, com o intuito de remendá-la. Estão todos aqui? Bom. E nisso, usando a fiação do pavilhão, conduziu uma descarga elétrica razoavelmente forte até o chão, eletrocutando a todos. Tinha usado da sua afinidade em Raiton para comedir a potência, ninguém morreria, mas todos perderiam a consciência por um bom tempo. Agora, bastava chamar alguém para prendê-los, a missão estava cumprida.

Numa sala contígua achou todos os itens roubados, presumiu que não havia mercador algum, ou talvez não tivessem realizado a troca ainda. Não importa, não é essa a minha tarefa. Olhou por uma janela, no fundo do quintal alguns bois pastavam calmamente.


***


Depois de tudo, voltara para casa.


Status: 500/550

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Ficha|Banco
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Mako
Game Master
Mako
Vilarejo Atual
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Re: Rank D — Ladrões nos arredores. - em 16/12/2017, 13:58

Ok. Money máximo de rank

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Rank D — Ladrões nos arredores. Scre1755
Rank D — Ladrões nos arredores. QF79TeWOlá, eu sou o Mako.
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