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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Fillers] Kyo - 30/10/2017, 19:46

Um dom desperdiçado?
 
                O dia começa calmo como sempre, pessoas passando na rua, crianças correndo e brincando, e até mesmo os pássaros pareciam estar em um loop eterno. E dessa rotina todos somos vitimas. Mas nem sempre rotina é um indicador de normalidade. Afinal coveiros passam seus dias enterrando e desenterrando pessoas, lixeiros passam os seus recolhendo lixo, ninjas passam seus dias arriscando suas vidas pela aldeia, e para nenhum deles o trabalho do outro seria considerado normal. E seguindo nesse contexto, as mesmas crianças mencionadas anteriormente não achariam as atividades praticadas pelo jovem Kyo, de 6 anos, normais. Filho de pais burgueses ele sempre teve uma vida boa, seus pais sempre puderam dar tudo o que quisesse e mesmo assim o garoto cresceu de uma maneira totalmente anormal, não bastasse os seus sintomas de sociopatia, aos quatro anos de idade também descobriram que ele de alguma maneira possuía o kekkei genkai que muito poucos outros ninjas já haviam presenciado, e muito menos possuído, Bakuton. Esse kekkei genkai não era bem visto por ninguém, ele antes só havia sido usado para destruição, seus usuários sempre foram usados como armas. Foi quando ele tinha quatro anos que esse “dom” se manifestou, quando o garoto explodiu seu cachorro de estimação. O que mais chocou os seus pais foi o fato de que quando acharam o garoto, coberto de sangue, cena que deixaria qualquer um horrorizado, ele estava rindo. Era isso que mais os preocupava, que se alguém descobrisse o dom do garoto, ele próprio não se oporia a ideia de ser usado como uma arma, eles então proibiram o garoto de usar seu kekkei genkai novamente. Mas o garoto não pretendia parar, afinal aquilo para ele era apenas mais uma forma de diversão, a mais divertida que conhecia, aliás.
                Depois de alguns anos, o garoto parecia ter melhorado psicologicamente, agora já apresentava alguma habilidade social e não aparentava ser violento. Mas o garoto só era assim porque conseguiu conciliar o uso de seu kekkei genkai a seu auto controle, ele o usava como uma válvula de escape. Sempre que se sentia triste, reprimido, entediado ou enfurecido ele simplesmente saia a caça de coisas para explodir. É claro que com aquela idade seu talento era bem limitado, não conseguiria causar grande estrago a seres grandes. Ele costumava ir a floresta, testar seus poderes em troncos de árvores, e quando conseguia capturar alguns, em pequenos pássaros. Depois de muito tempo seguindo a rotina ele simplesmente não conseguia mais diversão naquilo, era como se seu brinquedo favorito tivesse quebrado, como se seu único lazer tivesse acabado. Então ele viu um estudante certo dia treinando na floresta, ele estava socando algumas árvores e treinando arremesso de kunais e shurikens, atividades de Kyo desconhecia. Então ele percebeu naquela hora que para se divertir de novo ele precisava aumentar seus poderes, alcançar outro patamar, para que pudesse voltar a sentir aquela emoção que outrora sentia. E o único meio para chegar nesse resultado era treinando.

                Kyo se aproxima do garoto. – “Oi. O que você tá fazendo?”  - perguntou ao garoto que estava ofegante depois de tanto treinar. – “Eu estou treinando, preciso ficar mais forte para passar na academia e ajudar a aldeia” – tal motivação era rara de ser vista em alguém da sua idade, e para ser honesto, em qualquer ninja nos dias de hoje. – “Ajudar a vila?” – é claro que o conceito de ajudar alguém, e ainda mais se esforçar para isso, estava fora do alcance de Kyo. – “É, eu preciso ficar forte para proteger a vila e todos que moram aqui, inclusive você”. – Kyo o olhou com enorme estranheza, não parecia ter entendido o que o garoto havia falado. – “Me proteger? Mas você nem me conhece”. – “Eu não preciso, essa é a função dos ninjas. Nós lutamos e até mesmo nos sacrificamos por nossa vila e por todos nela, conhecendo ou não. Eu sei, pode soar estranho, mas é nisso que eu acredito. Meu pai for um ninja e ele morreu pela aldeia, eu devo a ele. Vou seguir os seus passos e quem sabe algum dia eu consiga ser um ninja tão bom quanto ele”. – era algo tocante de se dizer, qualquer um naquela situação teria ficado comovido com aquelas palavras. Mas Kyo simplesmente não conseguia entender, o conceito de se sacrificar por algo que não tem valor para você, por algo o qual você não precisa, soava loucura. – “Eu vou ser um ninja. Vou ser tão forte quanto você jamais imaginaria ser, e sabe mais o que? Eu não vou dar minha vida por ninguém. Sabe por quê? Porque a minha vida vale mais. Porque eu não fiquei forte à toa, meu trabalho não será jogado fora. Você pode ficar aí com suas ilusões, a força que eu obterei será usada da maneira que me convir”. – as palavras do garoto chocaram o estudante que estava treinando. Como alguém tão novo conseguia ser tão frio? Como alguém que deveria ser puro e sensível ao sofrimento dos outros conseguiria ser tão insensível? – “Então me prove, se você está tão certo que será muito maior que eu com seus objetivos egoístas, me derrote. Prove que o egoísmo supera a fraternidade e bondade”. – “Está bem então”. Logo após dizer tais palavras Kyo disparava contra o oponente, tentando dar-lhe um soco no nariz. Mas Kyo não tinha nenhum conhecimento sobre batalhas. Era fraco e nunca tinha lutado antes. O garoto rapidamente desvia e lhe acerta com um chute na boca. Kyo cai no chão, sorri. Ele não acreditava que um molenga com palavras de amizade e fraternidade pudesse o derrotar, e ele não aceitaria de jeito nenhum se acontecesse. Partiu novamente para cima do garoto, o garoto novamente desviou facilmente do seu golpe e o derrubou. E assim, inúmeras outras vezes. Era como se essa batalha tivesse acabado assim que Kyo tivesse aceitado o desafio e o seu oponente estava apenas a brincar com ele. O garoto então se sobrepõe a Kyo e levanta sua mão como se ameaçasse soca-lo. – “Vamos desista. Você não tem a mínima chance contra mim” – ao ouvir essas palavras Kyo então perde a cabeça. Kyo bota ambas as mãos no peito de seu oponente, logo em seguida causando pequenas explosões, que empurram ele para longe, a dor era como se tivesse sido socado com muita força. Kyo parte para cima dele, dando vários golpes em seu dorso com as palmas das mãos, a cada golpe uma pequena explosão. Depois de alguns golpes o garoto já estava caído, seu sangue escorria pela boca e nariz. – “Como? Você é tão fraco, como conseguiu me derrotar? Que truque foi esse?” – “É simples, a vida não é justa, uma vida não é igual a outra. O peso de nada é igual, nada tem a mesma importância. Você sabe por quê eu serei mais forte do que você jamais imaginou? Aposto que não. Bom, eu também não. E adivinha? Isso não importa! Nada importa”! – afirmou Kyo antes de se pôr a rir. Kyo então se recompõe e ruma para casa. – “Você não pode me deixar aqui”! – escuta o grito vindo de suas costas. – “Sim, eu posso. Não sou eu o benfeitor aqui, lembra?”.
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Re: [Fillers] Kyo - 31/10/2017, 22:36

app, 100 de status, porem como esta no mes do up vc ganha 200 em status.


Dica: deixar os post em modo justificado deixa ele mais leve para os olhos e para leitura.

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Re: [Fillers] Kyo - 9/11/2017, 21:01

“As pessoas tendem a respeitar aqueles que amam, independente de concordar ou discordar com as atitudes tomadas pela pessoa. Mas qual a lógica disso? Já parou para pensar que as emoções corrompem as convicções das pessoas? Que as fazem agir de maneira impulsiva, e que geralmente isso só gera fracassos?” Tais questões não saiam da cabeça de Kyo. Ele se esforçava para entender a razão das emoções serem tão estimadas pelas pessoas. Não é que ele não tivesse emoções, mas de fato não entendia do que elas lhe serviam. Emoções transformam homens fortes em fracos, gênios em imbecis, pessoas determinadas em pessoas preguiçosas. Não havia lado bom. A cada dia que ele passava com seus pais ele via a ilusão a qual chamavam de felicidade se esvair pouco a pouco. Talvez fosse culpa dele, mas ele não tinha culpa, afinal ele não estava ali porque queria. Pensamentos como esses não são comuns para crianças de 8 anos, mas Kyo simplesmente não podia parar de se questionar sobre tudo a todo momento, o que o fez ter um senso crítico fortíssimo sobre tudo o que o cercava.
                O garoto o qual fora presenteado por um Kekkei Genkai que poucos moradores de Iwa já obtiveram percebeu que certas coisas tem um preço. Parecia que conforme entendia melhor os seus poderes e os controlava melhor também pior seriam suas relações com as pessoas e menos ele se importava com isso. A maioria das crianças de sua idade tinham medo dele, o resto tinha medo de se aproximar e ser julgado pelo resto das crianças. Talvez o garoto simplesmente tenha tido muito azar, nascendo com um Kekkei Genkai extremamente destrutivo e com distúrbios mentais, essa combinação não o traria nenhuma felicidade. Embora as pessoas se isolassem dele, e até mesmo seus pais já não tivessem tanto afeto, tudo o que Kyo pensava era o quanto isso era bom. Que ele finalmente poderia se tornar um grande ninja sem os obstáculos que são os laços e afeto. Afinal, a seu ver a única forma de obter poder era buscando aperfeiçoamento individual, nunca acreditara em coisas como deveres morais e coisas do gênero.
                Um dia ele acordou com os gritos de sua mãe. Assustado e curioso correu para o quarto de seus pais e viu um homem mascarado com uma kunai no pescoço do seu pai, que estava comas mãos amarradas em suas costas e com uma amordaça na boca.
                -Vamos, aonde estão as joias? Todos sabem que vocês são ricos.
                -Nós não temos joias, nós guardamos todo o nosso dinheiro no banco, pretendemos expandir nosso negócio. Tem que acreditar em mim. Solte o meu marido, por favor. – pediu a mãe de Kyo aos prantos, seus soluços mal deixavam com que ela se expressasse corretamente.
                -E quem é esse garotinho? Seu filho? Talvez ele tenha algo a dizer sobre isso, não é? – disse o ninja ao Kyo na porta do quarto. -E então garotinho, sabe onde a mamãe guarda as joias?
                -Não faça noda com o meu filho, por favor! – suplicou a matriarca, o que fez com que o ladrão percebesse que estava ameaçando a pessoa errada, logo mudando a posição de sua kunai para o pescoço do jovem.
                -Última chance. Me diga onde estão as joias. – falou ao aproximar cada vez mais a kunai do pescoço de Kyo.
                -Nós não temos joias, mas temos dinheiro. Nós não fomos ao banco essa semana. Solte o meu filho e te mostro onde guardamos tudo! Por favor!
                O homem então empurrou o garoto, que bateu a cabeça na parede e desmaiou. A mãe gritou, correu desesperada a socorro do seu filho. O invasor puxou ela pelos cabelos e exigiu que ela o contasse onde escondiam o dinheiro, como ela havia prometido fazer. Ela não para de se debater por um único segundo gritando o nome de Kyo. O homem bate nela. Depois de alguns golpes ela concorda em falar e o mostra o lugar. Depois de saquear tudo, o homem não satisfeito então a leva de volta para o cômodo onde seu marido e filho estão. O pai de Kyo grita horrorizado ao ver a situação da mulher, que estava completamente ensanguentada. Mas as mordaças o calavam, o invasor não conseguira ouvir nenhuma de suas ameaças. O homem então começou a espancar o pai de Kyo, obrigando sua esposa a ver aquilo.
                No meio de toda aquela cena caótica o garoto acorda. Sua mãe aos prantos, seu pai sendo espancado e humilhado. Há muito tempo tentava reprimir ao máximo suas emoções, mas aquela era uma situação a qual ele não podia simplesmente não ligar. As pessoas mais próximas a ele, as duas pessoas que deram a ele tudo o que tinha, inclusive sua vida, estavam sendo torturadas em sua frente. Do amor e carinho pelos seus pais surge então o ódio. O garoto se levanta, o seu olhar antes frio e prepotente agora se tornava em chamas que queimavam por vingança.
                -Olha só quem acordou. Chegou bem a tempo para ver seu pai vomitar o seu próprio pulmão. Só espera um pouquinho que tenho uma surpresinha para você depois também. – falou o homem em meio a gargalhadas. Sem dúvidas era um sádico.
                O garoto não disse palavra alguma, simplesmente deu um chute no seu joelho, fazendo o homem cair sobre o mesmo. O homem de joelhos então cruza seus olhos com os do garoto, naquele momento ele havia entendido que sua diversão iria acabar, o olhar do garoto o paralisou completamente. Kyo tira a máscara do home, revelando um rosto conhecido. O homem era cliente de seus pais, e sempre levava doces para Kyo. O garoto sempre gostou dele, não poderia acreditar que ele seria capaz de fazer algo como aquilo, mas ao olhar novamente para seu pai e sua mãe ensanguentados sabia o que fazer. O garoto bota suas mãos na cabeça do homem, que explode em seguida. O sangue voa para todas as partes, era como se tivessem pintado o quarto de bordô.  Os pais do menino ficam assustados por um momento, mas o silencia é interrompido pelas doces palavras da mãe do garoto ao abraça-lo.
                -Calma, filho. Tudo vai ficar bem, você nos salvou do homem mal. Não é culpa sua. – falava enquanto o garoto começava a chorar.

                A verdade o que motivava o choro não era a culpa que sentiu pelo o que acabara de fazer, mas sim pela confusão que estava a sua cabeça. Suas emoções haviam feito com que ele salvasse seus pais da morte, mas se a família não tivesse se deixado levar pelas emoções e confiado no homem como seu amigo aquilo nunca teria acontecido. “Até que ponto ser humano é benéfico” se perguntava o garoto.

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Re: [Fillers] Kyo - 12/11/2017, 11:09

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