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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Annika
Annika
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[Filler] Preenchida. - 29/10/2017, 00:06




Preenchida
| Estação: Verão | Clima: 09ºC | Hora: 22h16 |
Local: Arredores de Kumo

Já era tarde da noite, mas a cerimônia do culto ainda estava se encaminhando para o encerramento. Todos os porcos que estavam naquele momento na sala de reuniões nunca imaginariam o que viria a seguir – caso contrário esvaziariam o templo mesmo que fosse necessário pisotearem uns aos outros. Covardes, todos covardes! Ninguém poderia ouvir Annika, frágil e de fala debilitada. Depois de tantos anos de abusos, seu corpo estava enfraquecido e sua mente estava curvada, mas não quebrada. Uma verdade sobre a menina era absoluta: podia arrancar-lhe as cordas vocais, mas jamais iriam conseguir quebrar sua mente.
Enquanto esperava por mais uma das sessões com os monstros que vinham a seu encontro, era possível ouvir o som do canto que entoavam no outro cômodo. Todos ali tinham uma vida e provavelmente frequentavam o local em segredo. O único objeto imóvel no quarto era a cama na qual a mocinha pairava, feito uma passageira em um balão ancorado. Estava toda de branco e seu vestido ondulava e farfalhava, como se tivesse acabado de aterrissar de um voo para fora dali, como se fosse livre não apenas na sua imaginação. De repente, com um estrondo cessou o açoitar das cortinas e o rangido de um quadro na parede, fez-se notar um a presença de um homem nos aposentos da menina, que fechou as janelas do quarto, de maneira que a corrente de vento se dispersou e desapareceu pelo ambiente, e as cortinas, os tapetes e Annika baixaram lentamente aos seus lugares.  Ela já estava habituada à ansiedade que antecedia o ponto da noite que os receberia em seus aposentos, e por isso era capaz de saber quando tudo se encaminhava ao fim, através da música que preenchia os corredores de madeira lustrosa. Cada nota fazia com que o coração dela batesse mais devagar, entretanto naquela noite algo a fez ficar distraída o bastante para não notar quando o som da música tocada fora dali havia desaparecido.
Era um homem robusto de trinta anos, com os cabelos cor de palha, boca tensa e o porte altivo. Dois olhos brilhantes e arrogantes se destacavam de seu rosto e lhe davam a impressão de estar avançando de forma agressiva. Nem mesmo a ostentação efeminada de suas roupas – um avental branco e azul na altura da cintura – escondiam a força imensa daquele corpo. Ele parecia preencher as botas lustrosas até o ponto de forçarem o laço dos cadarços, e dava para distinguir, através do casaco leve, um bom feixe de músculos se deslocando quando ele movia os ombros. Era um corpo dotado de poder assustador – um corpo cruel.
Conforme ele aproximou-se de Annika, que estava presa dentro de um pequeno cercado de aço, disse algumas coisas que ela decidiu ignorar. Destrancou o cadeado, libertando-a da pequena prisão. A sua cintura, uma adaga curvada presa em um cinto de couro, para quê, ela também preferia não saber. Mate-o, ouviu, sabendo que não fora o homem a ter dito isso. Mate-o, e você nunca mais precisará ficar à mercê desses profanos. Ao longe, ouviu um barulho que parecia ser de aço contra aço, mas deixou de lado. Concentrou-se no sussurro que parecia estar ao seu ouvido. Estaria ficando louca? Bem capaz. O toque das mãos ásperas do homem fez com que Annika ficasse arrepiada, mas em seguida um estrondo causou seu recuo, indo até a porta, abrindo-a e então descobrindo o que se passava: o local fora invadido e todos estavam sendo presos ou mortos. Por quem, Annika jamais poderia imaginar, mas eram ninjas de Kumo para acabar com aquela seita bizarra. Quando viu aquilo, o homem se destemperou e gritou consigo mesmo. Merda! Arranhou o próprio rosto e gritou em tom estridente. Do bolso de seu avental, retirou uma pequena cápsula marrom, colocando-a na boca logo em seguida. A menina não também não sabia, mas estava presenciando uma tentativa de suicídio. O que ela percebeu, entretanto, era o caminho livre para tentar uma fuga. Seus captores não estavam preocupando-se com ela naquele momento, e no canto da sala o monstro que ia possui-la contorcia-se, totalmente vulnerável. Pegue a adaga, mate-o. Ela ouvia a mesma voz de alguns minutos antes, mas não teria coragem. Oh, você não confia em mim, nem quer matar ninguém. Pegue a adaga, alivie o sofrimento deste homem. Com as palavras certas, qualquer um pode ser convencido. Eu te recompensarei, a voz insistia. O que ela teria a perder? Ele era um dos homens que abusou dela desde a primeira infância, e ela talvez fosse ser morta ali mesmo também. Pegou a adaga da cintura dele, que não reagiu ao ato. Faça um corte na garganta. Foi o que ela fez, e ainda seguiu todas as instruções da voz que a comandava. Seu olhar era vazio e cego, e naturalmente não respondia verbalmente às ordens. Em minutos, toda a confusão sonora do lado de fora da sala acabou, e também o ritual do lado de dentro havia sido consumado.
Alguns dizem que Deus não existe. Criaturas lendárias e assombrações, fantasmas e espectros. Histórias para assustar crianças, mas naquela noite Annika descobriu que não eram só isso. Ela ouviu o chamado. Sabia que havia algo de errado com aquela voz assim que a escutou pela primeira vez, assim como com o ritual. Enquanto seguia as instruções, sua pele se contorceu e do fundo do seu estômago sentiu uma repulsa horrível, sendo preenchida por um volume de algo que parecia poderoso, grandioso. Estava feito, e dentro da menina já não havia lugar para a vida, mas ela também sabia, em algum lugar dentro de si, que a voz a desejava derramando sobre ela algum tipo de poder desconhecido. Conforme ela olhava ao seu redor e andava até o canto mais distante do quarto, via espectros fantasmagóricos envolvendo-a com esplendor horripilante. Tudo pareceu ficar muito quieto de repente, e tão... belo. Ela passou a mão por um espírito, que tremulava ao vento, vento este que não existia. Foi quando ela entendeu que a morte era outro mundo, e que estava a sua porta. Foi quando ela ouviu a instrução final, vinda de Jashin. Sua companhia soltou um grito de horror e ficou de joelhos, quando toda a vida se esvaia de seu corpo. Para tanto, ela auto infligiu um corte profundo em sua própria barriga. Por fim, abraçou, dizendo-lhe que não havia o que temer, pois ele estava prestes a ir para um lugar melhor. Ela levaria todos para um lugar melhor.

@"Akuma-Chan"



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Iris
Chūnin
Iris
Vilarejo Atual
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Re: [Filler] Preenchida. - 29/10/2017, 01:07

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IRIS  LYNDALL

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.