Naruto RPG
Akatsuki
A doce melodia dos ventos atravessando o deserto não era mais querida por absolutamente ninguém. Ele sabia muito bem disso, por mais que odiasse o fato. Concordava que sua vila estava morta há muitos anos, entendia que seu povo sofrera, e, mesmo assim, não entendia como. Parecia um absurdo sem precedentes como uma vila tão renomada como Sunagakure no Sato, organizador do primeiro Chunin Shiken mundial desde a formação das novas nações, havia sido destruída, afundada nos seus próprios desertos, graças a uma única entidade chamada Okina. Mas isso aconteceu. Muitas pessoas inocentes morreram, muitas fugiram, e os vastos desertos dentro de Kaze no Kuni tornaram-se morada de aldeias e mercenários, todos tentando sobreviver na jornada. Muitos ficavam nos arredores com esperança do retorno da gloriosa Sunagakure no Sato, outros porque não eram aceitos em outros lugares e, alguns ainda não tentavam, pois tinham idosos e doentes consigo. Um verdadeiro caos. A economia despencou; começaram os gastos com população, poucos impostos recebidos e mais gastos com mercenários contra outros mercenários. Acreditava que a iniciativa destrutiva de Okina não visava aquelas consequências, mas eram reais e ele precisava enfrentá-las.
Ano: 66DG
Estação: Inverno
Episódio: OFF.
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01 / 06 Neste mês de Junho estaremos no nosso Mês do UP! Tudo em dobro: ryous, status, atributos, missões. Aproveitem esse período para fortalecer seus personagens e chegar até aonde almejam. Mais informações de como funciona neste link.

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[Filler] - Those Red Eyes II

[Filler] - Those Red Eyes II em 8/10/2017, 22:41


HP: 200/200• CH: 184/200 • ST: 00/02
Saindo de casa após o almoço, Chara abandonava a vila de Kumogakure no Sato e dirigia-se para a casa de um familiar ali mesmo no país do relâmpago, a pessoa que ia ver era uma das pessoas mais sabias e sensatas de toda a sua família, uma Chinoike que ao longo da sua vida já tinha morado em várias partes do mundo e que acabou por morar no mesmo local onde os seus pais morreram, a sua avó materna Yama. Ela foi uma mãe solteira e sem a ajuda de ninguém tinha criado a sua filha apesar das dificuldade e desafios de cada dia, não só isso como ela era também a pessoa que mais conhecia o clã Chinoike pelo facto de ser uma das pessoas mais velhas dele, Chara já tinha vindo imensas vezes visita-la, muitas vezes em busca de respostas como era o caso de agora mas outras vezes apenas pelo facto de socializar e passar um pouco do seu tempo com aqueles que já não tinham muita presença naquele mundo, um fenómeno triste que infelizmente fazia parte do circulo cruel da vida. Ao chegar perto do local, Chara via a sua avó regando umas plantas com um sorriso no rosto e um chapéu na cabeça, apesar dos laços o respeito era algo que não podia faltar, estes eram os valores que a sua avó tinha passado a sua mãe e talvez o motivo da jovem Chinoike possuir uma educação tão rígida, após ser notada a jovem abraçou a sua avó cumprimentando-a e sendo acompanhada até ao interior.

Oobãsan, boa tarde. Vim visita-la, espero não estar a perturba-la. É que eu li algumas coisas sobre o clã e como a pessoa mais antiga do clã é a minha avó...

– Bem, foi uma boa decisão vir falar comigo e eu adoro sempre uma visita da minha neta preferida. Mas vamos nos focar no assunto que te trouxe aqui, o que dizia esse livro minha linda mago?

Enquanto a sua avó lhe servia uma chávena de chá fresco, Chara retirava da sua bolsa um pequeno livro de apontamentos diferente daquele com que andava normalmente, este caderno continha inscrito nele um pequeno resumo das informações que tinha lido na biblioteca da vila, da última vez que lá tinha ido treinar numa tentativa de evoluir os seus movimentos. Após desfolhar umas páginas de modo a encontrar o que pretendia, Chara limpou a garganta e começou a descrever a sua avó o que tinha lido e o motivo para a sua presença inesperada.

– Segundo o livro que falava sobre o desenvolvimento do país, pouco tempo depois da formação das vilas principais ou seja Konoha, Kiri, Kumo, Suna e Iwa, o clã Chinoike era reconhecido por seus olhos que ficavam vermelhos como sangue e muitos acreditavam que no momento em que qualquer pessoa fosse capturado pelo cruel olhar de um Chinoike, não seria mais possível escapar das suas ilusões. Naquela época, uma altura onde maior parte dos casamentos eram planeados de modo a manter as riquezas isoladas e sempre que possível dentro da mesma familia, foi planeado que uma garota integrante do clã Chinoike se casasse com o daimyō do País do Relâmpago, visto que o clã Chonoike era temido e altamente respeitado na época e um daimyō tinha como objectivo aumentar a sua influência.

Escutando as palavras da sua neta, a idosa mantinha a sua postura firme segurando a chávena de chá com a mão direita e usando a mão esquerda mantinha firme o pires onde este pousava, a informação que Chara transmitia não era nada mais que um resumo para si e a própria Chinoike sabia disso porém achou necessário mencionar tudo para se certificar que não tinha nenhum pedaço de informações incoerente.

– Infelizmente esse casamento planeado acabou por estragar o casamento agendado de outra figura politica que na altura também buscava poder e oferecer a filha mais velha como simbolo de boa fé, essa mulher dos quais muitos livros denominavam de mulher "oficial" ficou com inveja ao ponto de tentar matar a Chinoike. Pouco depois da garota se tornar sua noiva, o daimyō adoeceu e acabou por morrer, a esposa oficial viu isto como uma oportunidade e colocou toda a culpa na noiva, dizendo que o clã Chinoike tinha enganado o daimyō e depois eles haviam o matado. Apesar de não haver provas concretas e de estudos provarem que tudo se tratava de uma mentira, as pessoas próximas a ela e que conheciam a composição genética e única do clã Chinoike resolveram considerar as palavras da esposa oficial como verdadeiras.

Terminando a sua parte da história, Chara fechou o seu caderno e começou a beber o seu chá antes que algum insecto miserável tivesse o descaramento de aterrar no seu precioso método de combater o calor, a sua avó apenas acenava com o termino da conversa praticamente confirmando tudo aquilo que ela tinha registado, algo que de certa forma fazia a gennin sentir-se incerta por uma coisa tão má estar registada em livros que estariam praticamente espalhados por todo o mundo shinobi.

– Bem pelo menos é isso que esta nos livros, o resto não é relevante para a história

– O que eu te posso confirmar é que essa parte é verdade, o nosso clã começou destinado ao sucesso e acabou condenado. Normalmente são histórias que tentamos evitar contar aos mais novos, muitos deles nem sonham de tal coisa e os que aprendem a história acabam consumidos pelo ódio. Eu já passei por ambos e gostaria que não tivesses de passar por nenhum.

O ar ficou ligeiramente mais pesado com as palavras da sua avó, Chara não era nem capaz de olha-la nos olhos pois parte de si sentia-se culpada por fazê-la reviver pelo que provavelmente não seria uma situação agradável e uma experiência na qual a mesma não teria muita vontade de o fazer. Mas após um breve suspiro e uma curta risada, algo que fez a Chinoike ganhar coragem e olha-la nos olhos, Yama limitou-se a contar o resto da história de modo a satisfazer a curiosidade da neta.

– Mas se for essa a tua vontade, dar-te-ei um pouco de continuidade a história. O
sufiente para completar o que leste mas não para que o ódio te assombre.


– Obrigada Oobãsan

A expressão calma e bondosa da sua avó rapidamente ficou neutra e amargurada ao ter que recontar a historia, a chávena de chá era pousada sobre a mesa de vidro puro e a suas mãos era pousadas sobre as suas próprias pernas enquanto mantinham o dialogo. Por momentos o exterior parecia não existir ao ponto de a única coisa que estar a importar era o som da voz de sua avó, a experiência parecia um alucinogéno ou um genjutsu estranho onde o maior efeito era o peso de consciência e a dor dos seus antepassados.

– Apesar das mentiras contadas por essa esposa oficial, o povo não acreditou na inocencia da Chinoike, como resultado, a esposa oficial acabou por contratar assassinos para expulsar o clã Chinoike e certificar que os mesmos nunca mais voltaram a entrar numa das cinco grandes nações. Porém as habilidades do clã provaram ser muito fortes para um simples grupo de macacos  armados e em desespero e sobretudo em receio da revolta do clã, essa mulher contratou o clã Uchiha, um clã de Konohagakure com poderes que equiparavam e certos casos superavam o nosso, após algumas batalhas os Uchihas venceram os Chinoikes, levando-os para o isolamento no Vale do Inferno, localizado no País das Fontes Termais.

O nome uchiha era um que infelizmente não lhe era estranho, vários livros falavam sobre o seu clã e o suposto par de olhos que era proveniente do filho dos deuses, olhos com capacidade de mudar o tempo e o espaço, distorcer a realidade ou até a própria noção que cada individuo tinha nele, era tudo habilidades fora deste mundo e tal como o dojutsu do seu clã, a capacidade para lançar genjutsus era tremenda, porém o único ponto negativo e isto era algo que era relatado em vários livros, aquele dojutsu tinha etapas, consoante era o avanço na progressão do dojutsu mais forte ele se tornava até que nas etapas finais o destino dos seus usuários era a cegueira. Um triste facto mas não triste o suficiente para se comparar ao que vinha a seguir nas palavras que Yama lhe contavam.

– Após serem exilados no Vale do Inferno, o clã Chinoike teve a sua presença apagada do mundo shinobi e muitos consideraram que todos os integrantes do clã tinham sido aniquilados. No entanto, o clã foi capaz de sobreviver sob condições precárias durante muitos anos. Por fim, verificou-se que, apesar de sobreviverem por muito tempo, maior parte dos membros do clã acabaram morrendo no Vale, apenas permanecendo vivos naqueles locais dois membros que após vários anos passaram o fim dos seus dias longe Vale do Inferno voltando para suas casas em troca dos seus olhos.

– Os seus... olhos?

– Sim, algumas vilas ao verem que os dois Chinoikes estavam vivos rapidamente negaram acesso a aldeia apesar do seu estado fragil e murimbundo. Outros chegaram mesmo ataca-los na esperança de aniquilar o clã de vez, porém foi numa pequena vila, no país das fontes termais onde os moradores aceitaram cuidar dos dois caso eles aceitassem a remoção dos globos oculares. Para muito os nossos olhos eram os olhos do diabo, e aqueles dois sabiam que já não tinham muitos anos pela frente por isso aceitaram. O resto, bem o resto é história. Não existe mais nada para contar.

Bebendo um simples gole do seu chá, a sua avó fechava os olhos dando como concluído o assunto e recusando-se a continuar, Chara ainda tentou sacar algumas informações através de perguntas indirectas e mais bem planeadas do que uma pergunta normal visto que ainda estava bastante curiosa sobre as capacidades do clã e acima de tudo sobre as questões que agora eram criadas com a conclusão da história contada pela sua avó.

– O que têm os nossos olhos de tão especial que levassem a um pedido desses. Os livros apenas falavam de genjutsus mas duvido que seja apenas por isso

Mago. Eu disse que apenas te contaria a conclusão da história, o resto contar-te-ei quando fores mais velha. Agora, regressa a casa, já se faz tarde e não te quero a andar por ai na escuridão.

Após uma longa conversa com a sua avó, Chara despedia-se com um sorriso no rosto e algumas palavras de alivio, o sol já se estava a pousar sobre o horizonte, especialmente porque já era quase hora de jantar e o caminho para casa ainda era relativamente longo, não a nível de distância mas sim porque havia um conjunto considerável de subidas íngremes que demorariam algum tempo a ultrapassar. Sabendo um pouco mais sobre o seu clã e do seu passado um pouco mais bruto que o normal, Chara reflectia um pouco sobre o historial da família enquanto caminhava de volta para casa, visto que a sua avó recusava-se a contar mais alguma coisa até que fosse mais velha, a jovem teria que se focar na informação que tinha e a partir daí tirar algumas conclusões.

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Jutsus usados/ativo:

Genjutsu: Ketsuryūgan
Rank: Variável.
Descrição: Ao estabelecer contato direto com a pele ou os olhos com um alvo, o usuário pode bloqueá-los dentro de um genjutsu para uma das várias finalidades. Eles podem lavá-los em bárbaros sem sentido com uma ordem definida a seguir, ou atraí-los para um estado de sonho. Para meios mais defensivos, esta técnica pode criar uma poderosa barreira contra a leitura mental, protegendo a informação de ser adquirida.
Equipamentos(20):
•   Kunai: 5x    •   Shuriken: 5x    •   Senbon: 15x    •   Kibaku Fuuda: 4x    •   Kemuridama: 2x    •   Makibishi: 5x     •   Hikaridama: 1x     •   Fios: 5m
Armas:
Nenhuma


Última edição por Isabell@ em 8/10/2017, 23:16, editado 3 vez(es) (Razão : Problemas com o template)
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Re: [Filler] - Those Red Eyes II em 8/10/2017, 22:55

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