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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Iris
Chūnin
Iris
Vilarejo Atual
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[Filler] Brevemente Acompanhado. - 30/9/2017, 19:17



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HP: 325 | 325 • CH: 500 | 500 • ST: 05 | 05 • VEL: 18m/s
break the rules

Sentado na beirada da minha cama, com meus cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos sobre a nuca, não conseguia compreender os motivos de o destino ter me reservado aquilo. Um mês antes, eu tinha saído em missão e sido capturado por um bando de ninjas esquisitos, o que me reservou uma operação sem cicatrizes externas, mas sim internas. Lá mesmo, antes de conseguir sair vivo e de socar os córneos do velho infeliz, meu corpo foi tomado por um monte de marcas, e ao mesmo tempo se recheou de força e potência, deixando-me sentir mais rápido e poderoso. Na minha vida shinobi, nunca tinha presenciado algo parecido ou, sequer, ouvido falar a respeito, mas é claro que eu me preocuparia em pesquisar mais a partir de agora, justamente porque aconteceu comigo: Eu estava marcado. A marca estava em mim.

Coçando os meus olhos uma última vez antes de levantar da cama, pensei em que momento do dia conseguiria incluir a minha visita a biblioteca da vila, encontrando uma hora livre de almoço nos meus afazeres no gabinete da Nuvem, e a tomando para fins de pesquisa ao invés de somente alimentação e lazer. – Eu preciso que a senhora me dê dinheiro, mãe. Vou ter que almoçar fora hoje... Na verdade, almoçar no trabalho. Tenho muitas coisas para resolver a respeito das papeladas, de novo. Eu não iria preocupá-la com mais esse problema, até porque eu não sabia dizer, realmente, se era ou não um problema. – Compre você mesmo, com o seu dinheiro. É para isso que serve à vila, Olly! - Gritou. TPM, no mínimo... Pelo menos ela não tinha vindo com centenas de questionamentos.

Vestindo-me da maneira mais leve possível, aplicando sobre o tronco um cropped branco e sobre os membros inferiores, uma calça preta, botei um chinelo e nem me preocupei em pentear o cabelo antes de sair de casa. Tracei o caminho pelas ruas da vila a passos tranquilos pois estava adiantado no horário, e quando entrei pela porta do Gabinete da Raikage tudo o que vi foi uma enxurrada de papéis. O que é que tanto acontece aqui para conseguir me dar todo esse trabalho? Eu não entendia nada de assuntos políticos, mas entendia que, muito provavelmente, aquele almoço na biblioteca não aconteceria hoje. É muita coisa! Nada melhor do que começar a ajeitá-las logo.

Com um silêncio absoluto tomando conta da saleta, era possível ouvir, inclusive, o tilintar do relógio de parede, e por isso não queria desgrudar os olhos do horário do almoço mais aguardado de todos. – Pronto. Meio dia. Saí dali preocupado com o meu estômago e, depois, com o tanto de livros que poderiam me esclarecer sobre a marca na minha nuca. Parando em um dos estabelecimentos de lanche onde sempre comia, fiz um pedido especial que, no caso, sinalizava o pão da promoção. Não peguei muito dinheiro, então... Era isso o que eu teria para me alimentar: Contente-se, pensei, aguardando o preparo e pagando por ele assim que o tomei em mãos, deixando-o dentro de um saquinho até que conseguisse alcançar outro destino.

– Olá, boa tarde! Eu vim apenas fazer uma visita, procurar alguns títulos... Tudo bem? Cumprimentei e questionei a bibliotecária, idosa o bastante para simplesmente ignorar tudo o que disse. – Obrigado. Ajudou muito - Ironizei, preocupado com o que teria que fazer para encontrar o que queria sem a ajuda dela. Passando pelo meio dos setores e prateleiras de livros, custei a ler "Mistérios Ninja: Selo Amaldiçoado". Será se...? Tirando-o de onde estava, sentei-me na primeira mesa vazia - e distante das outras - que encontrei, revisando o horário uma última vez antes de me tranquilizar e alimentar juntamente a leitura. Técnica que traz a vítima para o controle do usuário? Isso significaria dizer que, não fosse eu ter acabado com o verme que me fez isso, eu seria obrigado a servi-lo? Infeliz!

[...]

De frente para o espelho do meu quarto, dois dias depois de ter lido tudo o que a biblioteca local reservava, decidi que deveria tentar converter aquilo ao meu favor, e era exatamente isso o que estava procurando enquanto me deixava consumir pela marca, buscando não perder a cabeça ou desintegrar minha sanidade mental. Só... mais... um pouco... - Grunhi, assistindo de perto aqueles selos se proliferarem, tomando metade de todo o meu corpo. Minha pupila dilatando e a íris mudando de cor. Temi que a situação admitisse proporções maiores e devastadoras. Isso... é... terrível... Era como se eu não conseguisse me controlar, da mesma maneira que não conseguia pensar. Emanava uma aura negra. Idiota... O que é que... AAAH! Uma dor descomunal tomou conta de mim. Recordei-me viva e literalmente do que senti depois de ter levantado da maca onde o ritual aconteceu. Semelhante a um desmaio, tudo se apagou.

Transportado para uma realidade dividida entre o bem e o mal, onde o bem era representado pelas cores e pela minha figura, e o mal pelo preto e pela figura do meu eu transformado, preocupei-me em entender o que é que estava fazendo ali. – Mais um daqueles confrontos mentais? Perguntei para ninguém, olhando em todas as direções e não vendo nada além de um espelho corrompido. – O que é que estamos fazendo aqui? Novamente: sem resposta. – Por que é que não me responde!? - Questionei-o, socando o vidro que nos separava e reparando que aquilo nada mais era do que uma espécie de brecha entre as dimensões. Então é isso... Estava dentro de um teste.

Vamos medir nossas forças, pensei, preparando-me psicologicamente para o que quer que acontecesse depois de segurar a mão daquela coisa que havia me tornado. – Não preciso nem dizer quem ganha. Minha intenção era fazê-lo titubear, mas ao contrário do que eu imaginava, o espelho corrompido não esboçava qualquer tipo de reação. Ao menos isso em comum. Transpassei minha mão pela fenda e o agarrei pelo pulso, mas a sua força foi tamanha, que por um triz não perdi de primeira. – VADIO! - Xinguei, recompondo-me no embate. – É muito mais forte que eu! Não vou conseguir segurar por muito tempo! Estava falando sozinho. Tentando me fazer reconhecer que, caso não me esforçasse um pouco mais, tudo poderia estar perdido. Não adiantou. – AH! Feito. Eu estava do lado negro da força.

Considerações:
1042 palavras. Almejo apenas +100 de status. O filler continua na próxima semana.

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IRIS  LYNDALL

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Última edição por Olly Sivan em 30/9/2017, 19:31, editado 1 vez(es)
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Re: [Filler] Brevemente Acompanhado. - 30/9/2017, 19:22

@ 100 de status adquiridos
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Re: [Filler] Brevemente Acompanhado. - 15/10/2017, 20:14



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break the rules II

O que é que era tudo aquilo? Por que é que eu tinha sido jogado em meio a tanto sangue e a tantos gritos, ódio, rancor? O que eu devia pensar diante de tanto pecado, diante de uma pilha desossada ou diante do meu eu corrompido? Eu nunca tinha me preocupado com religião ou com crença, mas que eu me recordasse aquele lugar parecia o Vale da Sombras, Onde as Almas Agonizam. Eu tinha a consciência de que tudo e de que todos tinham dois lados, e que caso eles não existissem, nós também não existiríamos, mas estar jurado a somente um desses dois, ao pior dos dois lados, não era nada bom. Estático e completamente perplexo, boquiabri e arregalei os olhos assim que uma enxurrada de corpos veio na minha direção, gritando os gritos mais agudos que já ouvi na vida. Com as pernas bambas, por um instante tive a certeza de que não conseguiria me livrar. Eu não estava com medo. Mas eu também não sabia o que era. Comecei a correr de encontro ao outro lado da força. Atravessei-o.

– O que foi isso? Eu não consiguia resumir em palavras o que eu havia sentido, mas também não conseguia descobrir o que é que eu havia enfrentado, os motivos de eu estar ali. Não. Eu não estava falando de dúvida, estava falando de perda de memória. Quase no mesmo momento que retornei daquele monte de dor eu perdi toda a memória que eu tinha dos porquês que me levaram ali. – Você sabe, não sabe? Por que é que tá me olhando assim, inferno!? A figura que tinha a minha aparência e estava situada do outro lado não se mexeu em momento algum. Seus olhos continuavam arregalados e esbanjando vermelho, e seu sorriso continuava medonho e cheio de luz. – Me explica o que é que é tudo isso! Anda logo, fala! E adivinhem só? Nenhum movimento. – Se você não falar eu vou... – O quê? Pronunciou-se pela primeira vez. – Finalmente! Eu não queria demonstrar, mas a realidade era que o timbre de sua voz assustava. – Lute comigo de novo! - Mandei. Ergui-me do chão onde estava jogado e respirei fundo. Mesmo sem saber de nada eu tinha a certeza de que precisava vencer. – Dessa vez, a vitória é minha! – Você sempre foi muito sonhador, mesmo! Quando toquei a fresta que nos separava as coisas aconteceram diferente.

Toda a felicidade e a cor que recheava a metade do cenário se esvaiu, corroída pelo mesmo negro da outra metade. Meus pés deixaram de calçar os meus sapatos, para vestir aquela mesma escuridão que, aos poucos, empreteceu-me por completo. Minhas iris arregalaram. – O quê? Eu não estava enxergando as coisas como antes. – Por quê? O meu eu corrompido já não era mais amedrontador. Era só... Eu. – É esquisito não é? - Meu clone indagou. – Isso tudo? Acenei que sim com a cabeça. – Até um segundo atrás nós é que éramos horripilantes e agora você... você é que é. Ele não parecia querer dizer aquilo. Era gentil demais para ferir alguém. – Você nunca nos visitou antes... Em nenhum outro sonho seu. Então aquilo tudo era um sonho? – Desde que você abandonou a maldição do seu Clã nós fomos criados pelo seu subconsciente e colocados dentro de um universo imaginário que você mesmo inventou. Todos esses outros Ollys são partes de você. Nós estamos aqui como uma válvula de escape para situações de perigo. O que é que você estava sofrendo lá fora? – Eu não consigo me lembrar de muita coisa. Só me lembro de olhar num espelho a minha imagem e... – E depois desmaiar? Deve ter sido isso o que te trouxe aqui: um desmaio. Venha, vamos refrescar essa memória.

– Quando você nasceu e a maldição do Clã Kurama foi imposta sobre o seu corpo, as suas capacidades mentais ampliaram-se muito mais do que se comparadas as dos outros seres humanos. A sua mente alcançaria e, ainda hoje alcança, parâmetros incríveis. E por esse motivo isso tudo aqui existe. Tudo o que você vê estava guardado na figura demoníaca como uma parte restrita do seu eu. Você deve ter percebido que não conseguia se sentir inteiro enquanto ela ainda dividia espaço contigo. Então, foi exatamente por isso que nunca nos descobriu antes. Se bem que nós somente existimos por causa disso... Nós somos as manifestações dos pontos da sua personalidade e toda a paisagem são os seus desejos mais retraídos. Aquele mal se desconfigurou e configurou uma espécie de paraíso astral, onde além de se conectar consigo mesmo você ainda consegue usufruir de seus desejos. Por isso que eu disse que quando você veio foi por que algo de ruim aconteceu. É impossível que a necessidade de se conectar consigo mesmo aconteça sem estar passando por maus lençóis. Você compreende? Eu poderia dizer que sim, mas também que não. – De certa forma.

Caminhamos por mais algum tempo e eu continuei coberto por preto. Quando nos aproximamos da beira de um penhasco, avistei o mar, imenso. O clone prosseguiu com a fala. – Você estava em equilíbrio antes de vir parar aqui, mas alguma coisa te tirou a paz. Você somente assumiu essa coloração porque tomou para si todo o ódio que você resguarda enquanto ser humano... Porque alguma coisa te fez praticamente enlouquecer no plano etéreo. É por isso que você não se lembra de muita coisa, porque se deixou consumir... Eu te trouxe aqui com um propósito. Pule na água. Minhas sobrancelhas saltaram. – Por que é que devo te escutar? – É a sua única opção. Sim. Realmente. – Vai, pule! Cruzei os braços em frente ao meu tronco e tirei primeiro o pé direito, depois o resto. Caí reto na água, afundando-me tão profundamente, que alcancei o outro lado. Levantei-me do chão ofegante, defronte para o mesmo espelho de antes. Todo o espaço da casa estava devastado. O que eu tinha feito enquanto dormia? – Esse... Esse sou eu? O que eu enxergava do outro lado do espelho era parecido com o que eu vi no sonho. Era eu, afinal. Aquela marca me fazia assim. Felizmente amaldiçoado, pensei, somente porque sabia que voltaria para onde saí.

Considerações:
1017 palavras. Almejo apenas +100 de status.

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IRIS  LYNDALL

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Convidado
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Vilarejo Atual

Re: [Filler] Brevemente Acompanhado. - 15/10/2017, 22:10

@Almeja 100, mas ganhou 200
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Re: [Filler] Brevemente Acompanhado. -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.