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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Blackfeather
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[Filler] O Caminho do Ninja Mau Humorado - 27/8/2017, 09:56

Mau Humorado
1901 Palavras



A alegria é uma arma perigosa, Black sempre achou isso. Desde criança ele se manteve distante das observações otimistas da maioria de seus colegas da academia, que diziam: "vou me tornar Kazekage" — numa frase obviamente genérica que qualquer idiota costuma proferir no mundo ninja.

Não obstante sempre se achou como um coadjuvante de um mundo com protagonistas demais, por isso seu pensamento desde a formação na academia foi de subir nos níveis ninjas até alcançar, quem sabe, Jonin e então poderia sustentar não só a ele como também seu pai.

Outra faceta da formação de seu caráter, Black Fango Pai, era o homem falido, com inegáveis qualidades como pai, entretanto algumas distorções de comportamento que afetaram diretamente o jovem Black Fango Jr. Seu comportamento vacilante como esposo, levou depois da morte de sua filha Hana, na separação de sua esposa, que, paulatinamente, fugiu para outra aldeia com seu melhor amigo. Isso foi um golpe direto no ego do pai e desde então Black Fango só tinha essa figura para se espalhar na formação de seu caráter: um homem falido e oscilante.

Black acordou de manhã pensando em Hana, sua irmã, nos seus cabelos prateados, seus olhos azuis, seu sorriso tenro, seu abraço quente e em suas conversas matinais: "Vamos Black, a academia é um lugar ótimo, você vai adorar!" — de todas as mulheres que conhecia, excetuando-se a mãe — Hana era a única que Black mantinha uma conversa saudável sem apresentar nervosismo de sua parte. A felicidade como a irmã conduzia o diálogo entre os dois o fazia sentir mais aconchegado do que o melhor quarto com suite do mundo ninja.

Depois de sua morte, acabou, tudo se tornou sem graça e esse foi o ponto máximo para torná-lo um ninja mau humorado que já não via graça nas belezas do mundo. Constantemente sonhava com os abraços de sua irmã e, para evitar isso, costumava levantar imediatamente para um treinamento ou coisa do tipo.

Como dito, Black acordou pensando em sua irmã e, como de costume, foi direto para o campo de treinamento. No caminho para o lugar, em sua corrida desesperada para afagar os pensamentos negativos, Black chorava, tentando extrair de sua alma todo o sentimento negativo que levou a perda de sua irmã.

Essas corridas que ele fazia, seja ao campo de treinamento ou não, lhe faziam perceber constantemente a vila como um problema, a vida ninja como o defeito mor de todo o universo e, em contradição com sua própria profissão, um erro tão grave que deveria ser extinto. Ninguém deveria perecer no campo de batalha, como sua irmã, ninguém deveria ser órfão de guerra, como era a maioria de seus amigos de academia, ninguém deveria sacrificar a vida por ideologias que não fazem sentido num mundo que a própria natureza caótica definiu como deveria ser — um mundo estático definido não pela vontade das massas, mais a de líderes militares sem qualquer compaixão pela vida humana.

Claro, esses eram pensamentos de um gennin, que nem de longe havia visto os sacríficos que a vida de um ninja exigia. No fundo ele continuava pensando que o mal, era de fato uma natureza de ação e reação e por isso se os ninjas desistissem da luta, das guerras e das conquistas militares — e de certa forma do uso do próprio chakra — o mundo se tornaria bem melhor.

Chegou ao campo de treinamento, os olhos avermelhados pelas lágrimas que relutantemente pararam de escorrer.

Sentado ali refletia sobre outras coisas do mundo ninja, sobre o fato de, apesar de conhecer bastante sobre o Kazekage, assim como todo ninja da areia, não sabia se ele era mais ou forte, se era mais nobre, se pensava nos ninjas como seres dotados de parentes e amigos em relação aos ninjas de outras vilas. Nutria nesse pensamento certo respeito pelo seu líder, obviamente, e não obstante, sempre pensava no Kazekage como o ninja mais forte sobre a terra e sentado ali, da maneira como estava, se imaginava como uma poeira no meio de um universo com mais líderes do que deveria haver.

Sentado ali ele imaginava as estratégias de shogi que havia aprendido com um ancião em sua última missão. Em como as estratégias eram elaboradas rapidamente na cabeça daquele que não tem só a força física para mover as peças, como também dispõe da inteligencia para fazer a melhor jogada. Nesse ponto ele pensava, que peça era ele no tabuleiro ? Qual peça foi Hana ? E a de seu pai e sua mãe que nem ninjas eram ?

Na escala social ele imaginava, talvez os ninjas não fossem os verdadeiros peões, mas, ainda assim, isso inseria nobreza na atividade ninja? Talvez não, arriscar a vida por uma missão que provavelmente não vai mudar em nada na vida dos civis e, se mudar, estes nem perceberam e sequer lembraram da existência dos shinobis mais fracos que pereceram em combate.

Concentrado nesses pensamentos, e ainda vislumbrando em suas reminiscências das jogadas de shogi que o ancião havia mostrado, ele só conseguia engolir que, diferente do shogi, os objetivos da vida real eram mais sangrentos, estratégicos em essência, mais puramente febril no sentido de estar vacilante para o lado daquele que é mais forte, que impõe força desfaçado de nobreza.

Analisando tudo isso, ainda assim ele não poderia jugar a vida ninja como uma perdição total, imaginar o cheiro floral de sua irmã, seu comportamento doce, seu sorriso aconchegante e seu jeito de falar que o envolvia num universo que agora desconhecido, era impossível que ela quisesse se tornar ninja apenas para se afirmar como uma força nesse universo, ou que ela fosse um peão sem qualquer tipo de inteligência sendo capaz apenas de agir de acordo com ordens dadas, sacrificando seu físico e espírito em nome de uma missão que não era de maior importância que a própria vida.

O sol chegava cama uma amiga natural, mesmo para seu mau humor, detestava ainda mais o clima de luto das manhãs prematuras. Uma ninja da academia de seus dez anos treinava alguma coisa próximo aos arbustos, era uma garotinha, cabelos escuros e olhar determinado.

Mesmo que em tese os dois não tivessem um discrepância em seus níveis, Black percebia em sua jornada até então como ninja, e na sua experiência depois da morte de sua irmã, que essa garotinha estava lutando por titulo que no final, provavelmente, tiraria sua vida. Iria retirar do mundo uma filha, se o mesmo mundo não já tivesse retirado seus pais, uma irmã, se seu irmão já não tivesse experimentado o sabor do sangue e da morte, e uma amiga, simpática, mais que em batalha se comportaria como uma peça e por fim morreria.

Dois jovens robustos chegam no campo de treinamento, o jeito grotescos deles andarem, a forma como se comportavam e falavam, tornava para Black, que nem todas talvez fossem dotados de qualidades suficientes para os retirarem de um caminho shinobi caótico — pelo menos era o que pensava até então.

— Ei garota! Sai daí, vamos usar esse ponto agora.

A menina manteve seu olha determinante enfrente a dois repetentes da academia que no outro ano, havia estudado com Black.

— Espera já to terminando, faltam cem chutes.

Analisando bem aquela situação, e de tudo que refletia sobre o universo e shogi até então, ele viu que a garota era um peão cercada por duas peças, quem sem nobreza alguma, não podiam sequer serem considerados peças do jogo.

— Ouviu o que ela falou Akuma?
— Que ainda está treinando ? HAHAHA — completou o outro.

"Akuma... Pela aparência o apelido é justificado" — pensava Black, observando tenso a cena.

— Eu tenho direito de usar isso também... E cheguei a pouco, esperem, Akuma, Akishi.

A menina continuava o treino e, apesar de fingir que os dois não estavam ali, suava de preocupação.

Os garotos começaram a empurrar a menina enquanto ela chutava. Depois, já fora daquele bloco de treinamento, continuavam empurrando ela, um na direção do outro, a menina que era mais frágil que eles não conseguia reagir em nenhum momento.

"Eu me lembro desses dois... Falharam porque todos os jutsus básicos deles saíam errado, mas eram os mais fortes em força física da academia."

Ver a garota daquele jeito lhe imputou um acesso de raiva, não podia ver uma jovem donzela em maus agouros e, inerte ali, não se envolveu por achar que aquilo que estavam fazendo, de fato não levava a garota sofrer qualquer dano e, pensando bem, ele mesmo, assim como meninas e meninos da academia também já haviam passado pelas mãos dos dois.

— Que tal agora isso!

O jovem de nome Akuma levantou a mão para dar um soco no abdômen da menina, antes seu soco já havia sido interceptado por Black. Ele chegou até porque, no fundo, não podia ver tamanha injustiça e ficar parado, aceitar como normal, somente porque aconteceu com ele e outros conhecidos.

— Dois contra uma? Vocês eram melhores quando eu estava na academia — Black fez de tudo pra fazer um sorriso maneiro na frente da jovem moça, mas infelizmente esse sorriso impressionante dele saiu no pior "impressionante" possível.

— Olha se não é o Black!

O jovem soltou sua mão que estava sendo segurada pelos dedos firmes de Black, o amigo de Akuma, Akishi, o substitui com um outro soco que acertou a barriga do Black, que se curvou com o impacto até ser chutado no rosto por Akuma e cair de costas no chão.

— Virou gennin pra isso? — Akishi ria do amigo, que, visivelmente era o líder daquela dupla caótica.

— Pra onde ele foi — comentou Akuma ao ver que uma fumaça havia substituído o lugar antes ocupado por Black.

— Eu me tornei Gennin porque sei usar ninjutsu! — Black estava parado atrás dos dois com kunais apontadas para a costa do que ele supos ser o líder do grupo. — Acabou, peguei o Rei Caótico.

Akuma suava com medo, provavelmente não gostava muito de armamentos pontiagudos e por isso agachou e começou a chorar. Envergonhado saiu correndo de medo de ser cortado pelas laminas da kunai.

— E você Akishi, não vai correr?

— Por quê ? Se ainda não te dei a surrá merecida!

— É surra, Akishi.

Por ter crescido com eles na academia Black sabia de pelo menos uma coisa sobre eles: não gostavam em hipótese alguma de alguém que se ache mais inteligentes que eles.

Sem pensar muito Akishi foi com tudo em cima de Black, novamente ele usou o Shunshin no Jutsu.

— Não vai me pegar duas vezes no mesmo truque!

Rapidamente Akishi se vira e encontra Black parado sorrindo.

— Tchau Akishi!

— Tchau...?

O chute da ninja da academia atrás dele acertou as costelas de Akishi. Este caiu e lágrimas pela ausência de ar surgiram no seu rosto. Ainda recebeu um ponta pé de Black; Akishi, mancando, correu o mais longe possível de Black e da estudante de academia.

— Eramos dois contra um Akishi! Dois contra um!

A menina sorriu, achando que havia conhecido um herói, um ninja tão forte quanto seu professor de academia — apesar disso não ser verdade.

— Adeus, aliás qual seu nome? —  perguntou Black que já tinha se apresentado a menina.

— Hana.

A menina sorriu docemente. Black também.

Foi embora com uma impressão totalmente diferente de ser ninja. Chegou a uma conclusão particular que ser ninja não era querer ser mais forte ou morrer por causas perdidas, era proteger aqueles que carregavam o futuro, e o desejo de viver acima de tudo.

Considerações:
- Caso seja aprovado, gostaria de conseguir também um ponto em inteligência


Aparência:  Akatsuki Chika - Zombie Land
tks, ~math@cg!
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Akemi Yuki
Chūnin
Akemi Yuki
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Re: [Filler] O Caminho do Ninja Mau Humorado - 27/8/2017, 10:26

@ Parabéns, li e aprovo. Gostei bastante.

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.