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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Fillers - Ezka Hyuga - em 1/7/2017, 18:41


Memórias


O que escrevo hoje aconteceu há alguns pares de anos atrás. Era mais criança do que sou e mais fraco também. Não é minha lembrança mais feliz, tampouco a minha pior memória. Sempre fui muito curioso e nunca me faltou inocência para achar que procurar respostas não desenterrava perguntas que não deviam ser mencionadas.

Tudo começou num dia normal. Mamãe me acordou cedo para caminharmos. Antes de sair, nos trocamos e comemos um pouco - nada muito pesado, apenas algumas frutas e leite. Como de costume, primeiro passamos pelas casas dos Hyūga e depois seguimos pela vila. A vida em Konoha ainda começava quando caminhávamos e era muito divertido ver os comércios sendo montados, lavados e ajeitados - tudo antes que os cliente pudessem aparecer. Nessa manhã, em especial, tudo parecia perfeito. O humor de minha mãe estava bom como se tivesse visto mil estrelas cadentes. Não conseguia entender na época, mas provavelmente tinha a ver com o fato de, agora, poder participar das reuniões da casa principal, um privilégio tomado, assim que nasci. Tudo isso por causa de meu pai: ele era um membro do ramo inferior do clã e o fato de eles terem tido um filho insultava a cabeça do clã. Mesmo que eu não compreendesse isso, tudo estava bem até encontrarmos Lon, um antigo amigo de mamãe.

- Não acredito! - Lon disse nos parando. - Que surpresa boa te encontrar, Yumi.

- Lon!
- Mamãe respondeu, reconhecendo-o. - Achei que estivesse desaparecido.

- E estava.
- Explicou rindo. - Tinha sido capturado pela ANBU de Kirin.

- Meu Deus!
- Mamãe respondeu surpresa. - E como você conseguiu voltar?

- Konoha fez uma negociação de troca e entregaram um preso de lá, em troca de mim.

- Que bom que conseguiram.

- Mas e esse rapaz.
- Disse agachando e olhando para mim. - De onde veio esse cabelo branco?

- Esse é meu filho, Ezka.
- Me apresentou. - Herdou do pai, Satoru.

- Espera.
- Lon disse confuso. - Você e Satoru...?

- Sim.
- Mamãe respondeu. - Não vamos falar sobre is...

- Porque mataram ele.
- Intrometi-me. - Por isso não podemos falar dele.

- Oh.
- Lon grunhiu surpreso e acanhado. - Eu sinto muito, por vocês dois.

Depois disso mamãe fez de tudo para mudar de assunto e relembrar os momentos que ela e Lon passaram juntos numa equipe como Gennin. Quando tentamos continuar nossa caminhada, nada estava igual. Um clima estranho se instaurou e aquela faísca de felicidade se apagou. A radiância e alegria de mamãe foram substituídos por feições estranhas - provavelmente buscando esconder o sofrimento de relembrar a morte de meu pai. O restante dos nossos passos foram permeados por um silêncio que nenhum dos dois conseguia quebrar e que presumivelmente era melhor se mantido intacto.

Voltamos para casa e tudo continuou estranho. Minha mãe tentava fazer parecer que nada tinha acontecido, mas ela mesma não conseguia acreditar na sua mentira. Antes de preparar o almoço, ela foi surpreendida com um carta deixada sob nossa porta. O recado deixava claro que em algumas horas um representante do clã viria à nossa casa para resolver alguns detalhes sobre a próxima reunião geral dos Hyūga, deixando-a um pouco ansiosa. O almoço saiu mais rápido do que o de costume e foi um Lámen bem simplificado.  Comemos rápido e minha mãe se colocou a organizar a casa que, mesmo não estando bagunçada, ainda tinham algumas coisas fora do lugar.

O representante não demorou muito para chegar e foi entrando como se já fosse um hábito natural, dele e nosso. Foi logo procurando um lugar para se acomodar e se sentou sobre suas próprias pernas, em frente a mesinha de centro da nossa sala. Minha mãe o ajeitou e serviu um chá quente que o esquentou naquela tarde fria. Durante todo o tempo, minha mãe pediu que eu ficasse nos fundos e não interrompesse a reunião, mas eu fiquei nos cantos das paredes tentando ouvir o que se passava.

- Você tem se reintegrado bem ao clã, Yumi-San. - O homem disse elogiando minha mãe. - A liderança está impressionada com seu empenho.

- Obrigada, Lio-San.
- Mamãe respondeu com voz trêmula. - Estou fazendo tudo que posso.

- E o clã nota isso.
- Continuou. - Desde o incidente com seu marido, você tem demonstrado garras firmes.

- Por favor.
- Mamãe clamou vagarosamente. - Não toque nesse assunto.

- Yumi, você precisa ser capaz de falar nisso.
- O homem insistiu. - Situações como a sua podem se repetir a qualquer momento.

- Eu sei, mas é que...

- E se você estiver quiser continuar nas reuniões do clã.
- Interrompeu minha mãe, não deixando-a falar. - Vai acabar ouvindo sobre isso algumas vezes.

Um misto de ódio e tristeza preencheu meu coração. Aquele homem queria que minha mãe falasse sobre o assassinato de meu pai, o homem que ela amava, como se fosse uma coisa natural e corriqueira. Como algo moralmente aceitável e uma prática legítima de controle do clã. Era só sobre isso que se tratava, aparentemente. Sobre como os segredos do Byakugan deveriam permanecer em segredo e sobre como era o dever da casa principal fazê-lo, mesmo que com o sofrimento da casa secundária. Aquele homem continuou ali, discutindo com minha mãe e apresentando à ela motivos sobre os quais ela deveria aceitar as coisas como elas eram e jogando pra ela os benefícios que foram concedidos à mim e a ela pelo simples fato de sermos do ramo principal - aparentemente, não fosse isso, estaríamos os dois mortos com meu pai. Ou talvez não, talvez estaríamos os três vivos. Vivos como escravos que o ramo secundário é, fazendo de tudo para proteger a casa principal e seus luxos, mesmo que isso custe sua vida.

No outro dia, quando fui para a Academia Ninja, fiquei até mais tarde e pedi veemente ao meu sensei que me treinasse, porque não queria ser fraco. Não queria estar sujeito aos mandos e desmandos de seres sem coração e que me viam como um par de olhos a serem protegidos das mãos inimigas, ou pior, como fruto de uma relação proibida. Não queria depender de ninguém.


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Re: Fillers - Ezka Hyuga - em 2/7/2017, 07:41

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Re: Fillers - Ezka Hyuga - em 22/7/2017, 17:55


Minha primeira


O clã Hyūga tem um histórico de rigidez e disciplina e isso é aplicado desde cedo. Quando eu era bem novo, comecei a ser treinado no estilo do Punho Gentil para c me tornar um guerreiro nos moldes do clã, mesmo que sempre tenha me interessado mais por Ninjutsu. Esses treinamentos começaram logo quando ingressei na academia e, depois das aulas, todas as crianças tinham instruções coletivas sobre como utilizar o Byakugan para ver os pontos Chakra e infundir o nosso próprio pra pará-los. Era definitivamente interessante e me ajudaria na vida ninja, porque, além de me fornecer um estilo de batalha, me ajudava com o controle de Chakra. Entretanto, assim como na academia, eu sofria nas mãos de crianças sádicas que riam do meu cabelo branco e olho esquerdo cego. Como eu havia nascido com essa condição,  o músculo já havia perdido o movimento e o olho não se movia com o outro, me deixando também com a aparência de vesgo. Foi por causa disso que comecei a usar um tapa olho. Eu não era um destaque, nem na academia e nem no clã, mas conseguia cumprir satisfatoriamente o que me era solicitado. Eu fazia o que precisava e tentava me manter longe dos holofotes. Aliás, já havia atenção demais sobre mim pelo fato de meu pai ter sido publicamente e oficialmente executado pelo clã - tudo por ter se apaixonado por alguém acima dele. Eu e minha mãe tivemos sorte. Meus avós haviam sido grandes contribuintes para o clã e em respeito a eles resolveram nos manter.

Em um desses treinamentos, o sensei habitual não pode aparecer por estar em uma missão especial designada pelo Hokage e foi substituído por um outro ninja. Não consigo me lembrar ao certo seu nome,  mas me recordo que ele era muito mais aberto e atencioso e seu método era mais brando e compreensivo. Certa vez,  para estimular os alunos, ele propôs uma semana de desafios, e o membro que acumulasse mais pontos ganharia uma coleção rara de quadrinhos que ele havia reunido na sua infância. Foi um alvoroço completo e todos ficaram muito interessados, inclusive eu. Comecei a sonhar em ter todas aquelas revistinhas no meu quarto e mas histórias emocionantes que leria. No dia em que fomos avisados dessa competição, voltei pra casa correndo e contei todo animado pra minha mãe. Apesar de não ter certeza se venceria, implorei pra que minha mãe comprasse uma estante,  porque precisaria de um lugar pra guardar os gibis. Ela, buscando me incentivar,  concordou na compra e, de quebra, me deu várias dicas sobre o Byakugan e o Punho Gentil. Senti-me pesadíssimo para o desafio e no dia seguinte acordei super cedo. Fui todo confiante e tive um ótimo dia na academia. Não me deixei pressionar pelos valentões que vinham falar algo sobre meus olhos. O dia parecia não passar,  mas assim que a aula acabou fui correndo para onde era treinado. Para minha surpresa,  contudo,  eu não havia sido o primeiro e algumas instruções já haviam sido passadas. Aparentemente,  o desafio teria a duração de uma semana e não avaliaria apenas o nosso Punho Gentil, mas sim várias habilidades.

No primeiro dia, tivemos uma prova escrita sobre os conhecimentos básicos da academia. Foi uma prova simples e rápida de se completar e acredito tive um ótimo desempenho. O resultado, divulgado no dia seguinte, determinava que apenas a metade da turma que havia tirado as melhores notas poderia prosseguir e o restante, se quisesse, podia vir assistir. Não era nada comparado, mas nós nos sentíamos num exame Chunnin. O segundo dia foi marcado por uma prova de força. Tínhamos que arremessar pesosa distância. Conforme cumpríamos um peso, um maior esperava e depois outro, e outro. Também foi uma prova que não tive muita dificuldade, já que na época eu possuia bastante força pra alguém da minha idade. Novamente, apenas metadr poderia prosseguir e eu continuei no jogo. No terceiro dia, precisávamos percorrer um circuito e os dez melhores tempos continuariam na competição. Confesso que pensei que não continuaria, porque a velocidade não era meu forte, mas pensar no prêmio e na glória que a vitória traria me fizeram dar tudo de mim. Imaginava que se vencesse a competição, parariam de pegar no meu pé. Quando foi lançada a classificação acabei me decepcionado um pouco - eu havia passado, mas em último lugar. Por um lado eu estava feliz por ter me classificadi, mas o décimo lugar não dava boas prospecções de vitória. Busquei me preparar o máximo pois os dois dias finais seriam de duelos. Poderíamos usar apenas o Byakugan e o Punho Gentil, nada mais.

Fiquei preocupado, porque nas outras lutas que havia participado e perdido, fui ovacionado e ridicularizado. Não tinha certeza se queria passar por isso de novo, mas ronda certeza de que queria vencer. Ao contrário do dia anterior, fiquei apreensivo na academia e fugindo dos idiotas de sempre. Não queria me desgastar antes da luta e estava tão ansioso que mal conseguia prestar atenção na aula. Dessa vez não corri tanto pra chegar no local de treinamento e quase cheguek atrasado pra minha luta, que era a primeira. Eu e minha oponente, uma garota chamada Liys, nos cumprimentamos e iniciamos a batalha. O Byakugan dela era intenso e suas veias, super elevadas. Ela era muito habilidosa, mas eu também dei tudo de mim. Os espectadores ficavam vidrados e até um pouco impressionados com nossa batalha, mas eu acabei perdendo. Não fui zoado dessa vez. Talvez tivesse conquistado um pouco de respeito com a luta. Fiquei triste por ter perdido, mas feliz por ter chegado tão longe. "Semi-finais do exame chunnin Hyūga", pensei rindo. Quando cheguei em casa dei a notícia pra minha mãe que disse estar orgulhosa. Ficamos sem saber o que faríamos com aquela prateleira. À noite, fui surpreendido com um presente: minha mãe havia comprado um gibi novo em sua primeira edição. Havia sido lançado há apenas alguns dias. Agora eu poderia começar a minha própria coleção. A minha primeira revistinha, já estava na estante.


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Re: Fillers - Ezka Hyuga - em 23/7/2017, 07:53

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Re: Fillers - Ezka Hyuga -

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