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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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[Filler] Makoto - 15/1/2017, 13:35

  • O fogo tremeluzia em intervalos mínimos enquanto consumia a cera da vela sobre o prato de porcelana em cima da mesa. Era a única fonte de luz no quarto, parecia ser capaz de engolir toda a treva dali e consequentemente garantir uma noite de sono segura para Makoto e a pequena criança dormindo na cama ao lado. O Uzumaki era precavido e tinha garantido o seu descanso com marcas explosivas em prol da sua segurança que selavam a entrada pela porta e janela, apenas fantasmas entrariam sem voar pelos ares com a força das bombas.

    Ele se incomodava com o cheiro de suor encrustando sua roupa, tinha sido roubado por um larápio muito esperto e não tinha dinheiro consigo para pagar uma estalagem decente. — Droga! — Revirava-se na cama e espalhava ainda mais o odor pelo lençol, estava profundamente desgostoso com aquele cheiro. Bateu a mão no travesseiro lilás como uma criança mimada e sentiu a palha que enchia o colchão reagir aos movimentos, balançar sobre aquele bolo de feno revestido em couro era pedir para ser engolido, mas a cama era bastante confortável se ele ficasse quieto. A criança travessa ao seu lado era Musaku, um menino simples que tinha conhecido na tarde anterior, ele dizia não ter pais e tinha os cabelos avermelhados em condições de um pote. Sua cabeça era como uma enorme maçã rubra. Sem dúvidas foi o aspecto responsável por despertar a atenção do transeunte que agora cuidava tão bem dele, embora não estivesse em condições de cuidar de si...

    A mesma mesa que sustentava a vela tinha sobre si outros pertences dentre eles duas pilhas de tigelas vazias com um hashi no primeiro recipiente de cada uma, o aroma doce da comida ofuscava qualquer inconveniência ao olfato, comida era prioridade antes tudo. Hospedaram-se numa pensão na beira da estrada, típica de viajantes. Reiterando o fato de que não tinha luxo é injusto citar que em contrapartida contava com uma cozinheira ímpar, criadora de um guisado de pato insuperável. O leitão assado e as cebolas nadando na gordura do animal com azeite e pimentões junto com a torta de amoras azuis não ficavam para trás.

    Todo esse pensamento acordaria Musuku em breve para visitar a cozinha, no entanto o que levantou o garoto foi o barulho que vinha do lado de fora: uma carruagem parecia ter parado depois de saltar duas ou três vezes com os obstáculos na pista, pedras e buracos que se amontoavam tanto quanto sementes numa melancia. — Nii-san... Ele se levantou da cama num salto e agora puxava a manga do quimono de Makoto, chamava-o com um sufixo de proximidade que poderia caber de verdade. Os barulhos vindos do térreo se intensificaram e nem foi preciso insistir em esforços para acordar o samurai que simplesmente levantou da cama num salto.

    Makoto acordou alerta pelos gritos que já se explicavam por conta própria, era um assalto ou algo assim. A bainha com espada estava pendurada na cadeira em frente a mesa e não demorou mais do que um segundo para a porta de carvalho ser fatiada como uma peça de manteiga, poupando o empenho de retirar os perigosos adesivos. Contornou o corredor e passou a descer as escadas com os seus pés pisando forte e ecoando pelo lugar, o ladrão, estuprador ou seja lá quem fosse seria avisado previamente de sua companhia. Correr daquela maneira o expôs e foi abordado por um punhal que foi interceptado pela sua espada num ágil brandir de lâmina; não era uma kunai ou arma ninja e realmente um punhal, muito parecido com o que os caçadores das redondezas usavam.

    Descer o levou direto até o saguão, uma sala ampla e com poucos móveis, quatro sofás antigos de camurça em volta de uma mesa com livros e estantes cobrindo a maioria das paredes, os velhos donos dali pareciam gostar de uma boa leitura, eles que agora tinham bestas curvas sendo apontados em suas cabeças por homens robustos e mascarados. O pano cobria até a altura dos seus olhos, deixando-os amostra.

    Makoto empunhou a arma com as duas mãos, deixando transparecer a sua postura firme com os dedos assegurando a estabilidade do seu corpo. O aço na vertical se alinhava e ficava entre suas sobrancelhas e com o punho na altura da sua cintura, ele tinha ótima posição para defender de ataques frontais. O arremessador era canhoto e parecia ser o líder, diferente dos de flanela preta a sua era amarela.

    Os seus pés descalços pareciam grudados no assoalho até aí, porém quando decidiu atacar ele voou graciosamente como se fosse espirrado do chão, a katana se erguia e descia num arco contra o Flanela Amarela. Makoto tinha cruzado seis metros em menos de um segundo e o assaltante não teve muito o que fazer além de levantar seu facão de caça que resistiu, por mais incrível que pareça. Ali com os rostos colados o seu medo exalava tanto quanto o cheiro de pernil que vinha da cozinha naquele instante.

    Na hora que as ferramentas se desconectaram Flanela Amarela tentou aplicar um corte na altura do peito, mas o ninja abaixou-se e girou com a perna direita estirada, desferindo uma rasteira que o fez se deliciar com o som do adversário estatelando-se no chão. Permitiu um sorriso ao levantar, naquele momento ele já se alimentava com o desespero dos outros dois que esqueceram dos donos do estabelecimento para virar sua fúria contra ele, atiraram simultaneamente e viram os dardos serem picotados em três ao passo em que o jovem avançava lentamente, saboreando o pavor em cada traço. O primeiro tentou correr e Makoto simplesmente apoiou o pé em uma cadeira e empurrou, vendo o rapaz se atrapalhar nos passos e cair no segundo.


    Sua espada ainda não tinha provado sangue, mas não existia glória em abater um inimigo caído. Deu espaço para os dois se levantarem e analisou. Os dois eram destros, o mais alto caminhava com mais dificuldade e mancava da perna esquerda, os dois tinham facões de caça resistentes e compridos, mas seriam o suficiente?

    Musuku se deliciava com a cena, vendo o ídolo que criara para si bloquear a espada com a mão direita e ao girar o seu pulso decepar a mão do inimigo em seguida, deixando jorrar sangue como um encanamento quebrado. O segundo deu mais trabalho, seus golpes eram fortes e o corpo de Makoto parecia pender para trás sempre que ele aparava, dando passos em retrocesso. O sobrevivente da gangue contava vitória e levantou o facão para desferir o golpe final quando o ninja ficou equilibrado sobre uma perna só, mas ao se precipitar ele colocou espaço de tempo para o Uzumaki girar e chutar a sua perna ruim, vendo todo o peso do seu corpo sucumbir e errar a finalização. Numa fração de tempo tinha enfiado sua arma tão funda no chão que não conseguia tirar. Uma vergonha. Guinchou no esforço de remover, mas o menino girou como um dançarino enquanto atravessava a espada pelo seu pescoço, da ponta ao cabo e do cabo até a ponta ele estocou rápido e finalizou sem muita dor.

    Os velhos tinham desmaiado vendo aquilo. Musuku e ele precisavam partir.
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Re: [Filler] Makoto - 15/1/2017, 17:08

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Re: [Filler] Makoto - 20/1/2017, 03:34

Estava sentado sobre o pico daquele penhasco sentindo minhas pernas balançar livremente com o trabalho do vento. A árvore cuja copa sombreava meu corpo farfalhava com o vento: forte o bastante para eriçar os pelos na minha nuca, mas não o suficiente para me derrubar na costa para que eu morresse com a força das ondas me prensando nas pedras. Faziam dias que eu passava todas as tardes por ali para ver o por do sol no horizonte me cativando como se fosse a primeira vez, beijando a maré até que ela o engolisse por completo; a lua tinha o mesmo fim no início da manhã.

Ouvi galhos e folhas sendo amassados pouco atrás de mim e a frequência dos passos denotava uma presença humana, minha mão instintivamente procurou o punho da espada e me ergui num salto, as sandálias que calçava deslizaram na formação rochosa e ri com a perspectiva de que um erro poderia significar a minha morte lá embaixo, o mar nunca parecia ter soado tão alto. Deleitei-me com a habilidade que cultivava, sacando a espada e fazendo girar em movimentos rotatórios, a lâmina descrevia vários círculos em direções diversificadas pela minha agilidade. — Quem está aí? — Soava confiante, mas não presunçoso. Nesse ponto já assumia uma postura leve e despojada de batalha, sem parecer retesado ou tenso com a situação.

Um homem de manto negro surgiu, era mais alto do eu e muito mais largo, na realidade ele não parecia humano, pude estipular dois metros e quarenta para mais de cento e cinquenta quilos, no entanto eu era esperto e já tinha uma vantagem: o sol nas minhas costas e contra seu rosto, bem, não para tanto, já que estava de costas para um penhasco com uma queda de mais de trinta metros... Estreitei os meus olhos para me atentar à sua face, um esqueleto maciço, um gosto estranho para máscaras.

Não podia tomar distância como queria, então aproveitei para encurtar os bons vinte metros que nos separavam, girei sobre o ombro depois de passar a espada para a mão esquerda e com a direita arremessei duas kunai acompanhadas de adesivos explosivos que cortavam o ar até baterem contra o corpo rígido e explodirem gerando uma cortina de fumaça que se desfez para que eu caísse em desgraça: nenhum dano tinha sido causado, nem um centímetro ele fora deslocado.

Era entristecedor ver que meus esforços tinham sido em vão, evitei me ver em uma situação de inferioridade porque isso poderia colocar em cheque o resto do combate, que aliás, agora havia se tornado efetivamente um combate. Um estranho de máscara não responder já é mais do razão para partir ofensivamente. Parado sobre o meu joelho direito e separado por uma área ainda relativamente grande, pensei por dois ou três segundos sobre aquilo. Eu não era tão importante para enviarem um assassino atrás de mim e nem estava efetuando nenhuma tarefa ardilosa que prejudicasse ricos ou algo do gênero.

Busquei silêncio interno, ignorando os pássaros que voavam desesperados com aquela presença, o vento forte, a respiração pesada e ritmada da montanha na minha frente. Tudo isso era distração e nenhuma distração era bem vinda para um ninja. O semblante inexpressivo na máscara fria era como uma adaga raspando uma lousa, arrepiando a base da minha coluna. Ele estava estático como uma cadeira, então genjutsus de paralisia seriam desperdício de chakra, usados em uma batalha que poderia ser uma dura empreitada.

Acometi contra ele usando o meu corpo ou o mais perto disso, saltos rápidos e disparos onde tentava cortar o seu corpo ou a capa, todos eram em vão, não fui capaz de realizar nenhuma das ações com perfeição, completamente inutilizado numa luta que não poderia ganhar. — O que é você? — Perguntava ofegante ao tentar me reestruturar para finalmente conseguir encarar as repetições mais vezes. As manoplas de ferro em suas mãos eram maiores do que minha cabeça e até agora não teriam se mexido, me perguntei o que poderia ser feito com um soco daqueles...

Até que realmente aconteceu. O colosso se moveu e socou o chão, rachando toda a ponta do penhasco e fazendo uma enorme porção despencar dali de cima, tive sorte de conseguir rolar por debaixo das suas pernas e alcançar um ponto “seguro”, até que ele veio socando em minha direção e tive que usar do meu corpo pequeno para me manter fora do alcance de seus golpes arrasadores. Brandi a espada na frente dos seus olhos para arrastar o ser para as entranhas do meu subconsciente, no entanto falhei de forma miserável e tive que continuar pulando como louco. Embainhei a espada e brandi meus braços fazendo soltar correntes elétricas – literalmente correntes, com o aspecto das ligas de aço – pelas minhas mãos, apunhalei seu peito com as correntes e não vi nenhum efeito, então defini que o segredo estava em sua capa. Os meus esforços foram tantos que desmaiei.

Acordei sobre o galho grosso da árvore que deveria ter sido derrubada na noite anterior, minha espada estava embainhada e nada daquilo parecia ter sido real. Entrei num profundo debate comigo mesmo sobre o ocorrido e a única solução que alcancei era que tinha caído nos caprichos de um ilusionista ainda mais poderoso que eu, capaz de alterar a realidade dentro da mente humana de uma maneira que eu nem sequer sonhava em descobrir, mesmo nos meus sonhos mais ambiciosos. Uma ilusão qual não fui capaz de detectar só poderia dizer uma coisa: ele era um monstro, ainda maior do que a criatura que implantou no meu pesadelo na noite anterior.

Pulei do galho e caí no chão, pondo-me de cócoras para amenizar o impacto e reduzir a força que seria recebida pelos meus joelhos. Bastava-me treinar enquanto houvessem homens tão fortes, então foi o que me dispus a fazer, saí caminhando em busca de uma biblioteca onde pudesse ler mais sobre os variados assuntos que englobavam o chakra, assim seria capaz de me igualar ou superar o maldito quando o encontrasse.

OBS: Não descontei ou citei os jutsus porque foram todos usados dentro de uma ilusão.

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Re: [Filler] Makoto - 21/1/2017, 10:50

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Re: [Filler] Makoto - 8/2/2017, 06:08

Os olhares vidrados na minha direção carregavam intolerância e dúvidas, mas eles manifestavam tudo isso em selvageria descontrolada; armas eram arremessadas e perfuravam o meu corpo, mas não demorava muito para que fossem expelidas e as feridas se curassem perfeitamente, omitindo qualquer sinal de que tinha sido ferido.  Todos eram muito covardes para se aproximar e preferiam me atacar a distância.

Entardecera nos últimos instantes? Eu nem mesmo era capaz de informar as horas, só via a lua cheia se pondo entre duas luminárias no fim da rua enquanto mais pessoas se juntavam na multidão enfurecida. País do Chá? Eu não tinha certeza. As vozes falavam tão alto dentro de mim que eu mal podia dar ouvido para outra coisa além disso. Minha risada se alastrava num eco sombrio e diabólico e eu mesmo demorei meia dúzia de segundos para notar o ocorrido. Quantos demônios são? O pentagrama sobre qual me ajoelhava estava escrito em sangue do mais puro possível, eu mesmo me deleitava com o líquido carmesim que escorria da jugular pertencente à bela moça virgem que jazia ali.

Arpões de pesca, tridentes de fazenda e duas dezenas de homens fingindo que sabiam usar espadas. Nenhum deles era digno de me enfrentar, no auge do sacrifício eu me movia tão rápido que todos eles estariam mortos em questão de segundos e nada poderia impedir, mesmo um shinobi experiente que não conhecesse minha habilidade estava fadado a sucumbir. De cócoras como um macaco, mas espumando dejetos e cuspindo tripas, gargalhando infinitamente com a caça às bruxas que se reunia ao meu redor.— Já que são tão corajosos... — dei uma pausa para apreciar o espetáculo que era o medo se manifestando através de olhares acuados e o cheiro de urina escorrendo no meio das pernas de uma maioria — quem será o primeiro? — Concluí.

Avancei sob a primeira ameaça de uma lâmina sendo erguida, o sujeito tinha pelo o menos o dobro do meu peso, grande, gordo e com a barriga estufada sendo segurada por uma faixa na cintura, os seus braços roliços eram cobertos até a metade por um colete que deixava seu peito amostra. Aquilo na sua mão era mais um cutelo do que qualquer coisa e antes que o punho estivesse abaixo do seu mamilo eu já tinha lhe oferecido um encontrão com tanta força que o mandou pelos ares, voando alto o suficiente para se perder na janela do primeiro andar de uma casa na beirada da praça.

Eu jamais fui chamado de gênio, prodígio ou semelhante - mesmo que me coubesse perfeitamente... Estavam ocupados me chamando de estripador, assassino, homicidada, demônio, monstro e derivados. Já trocara mais de endereço e rosto do que me lembrava, meus dedos não comportavam enumerar cada uma das vezes que vivi outras vidas. — Makoto... — Sussurrava uma mulher em prantos ao ver eu arremessar o que tinha se tornado um cadáver a partir da minha investida. Estava ali um bom nome, decidi que seria o meu próximo e então sorri.


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Bem... Não sabia ao certo onde tinha acordado, mas Jashin não me deixaria nas mãos, afinal nunca tinha deixado. Parecia uma clareira, tinha um intervalo gramado de dez metros até árvores se amontoarem, então eu estava numa floresta. A minha pergunta era como tinha chegado e o que tinha feito com as pessoas que deixei por lá. Eu ainda tinha o gosto metálico na boca e o sangue sobre o meu velho moletom cinza, mas não tinha a sensação de ter as mãos sujas; dar uma vida ao Cultuado jamais foi mera carnificina.

Eu me vi naquela crença desde meu nascimento, aprendi os dogmas religiosos e descobri com a imortalidade de que minha fé era certa, de que a existência dele era correta, como eu poderia desconfiar de alguém que me dera de tudo? Na ausência de pais e amigos, tive mentores que abriram os meus olhos para a existência de uma realidade maior que tudo que eu conheceria sem a ajuda deles.

Era um sinal: deveria saber desde o princípio, mas fui tolo o suficiente para perceber quando acordei com uma coroa de flores na cabeça. Me atentei ao cheiro que subia de chá e vi que estava perto de uma pequena cabana. Levantei-me e caminhei até lá, me deparando com uma dama de cabelos castanhos compridos e encaracolados que exalava inocência, assim que me viu ela disparou perguntas sobre meu estado de saúde e fez comentários sobre o fato do meu rosto não estar mais desfigurado.

— Você pensou que eu morreria? — Perguntei a ela, apalpando a minha pele lisa onde ela dizia ter visto danos irreparáveis. A garota afirmava ter me encontrado por ali e colocado uma coroa para que eu partisse em paz, eu não entendia o que tinha acontecido depois que matei Makoto.

— Qual é o seu nome? — Me perguntou ela, se pondo na ponta do pé para analisar as feridas que se ausentavam em mim, deixando que o vestido longo exibisse seu tornozelo. Pensei várias vezes e lembrei que não tinha nome, então ela se apoiou nos calcanhares de novo e dessa vez parecia muito mais desanimada do que quando se levantou.

— Me chamo Makoto... — Respondi como se tivesse a obrigação de fazê-lo, então virei as costas e parti, não poderia criar laços afetivos com ninguém, ainda mais uma pessoa tão pura que jamais entenderia como eu via o mundo, nunca compreenderia minha devoção ao Cultuado Jashin. Não olhei para trás para conferir seu estado de espírito, mas eu podia sentir desânimo e tristeza se remoendo em seu âmago.

Não tinha rumo sequer direção, me orientei pelos musgos que cresciam nas árvores e fui ao norte, tendo que fazer uma pequena pausa numa estalagem para saquear roupas novas e limpas; limpei-me numa cachoeira próxima antes de tirar as minhas que fediam a sangue podre.  Como sempre eu teria que buscar um novo rumo e esquecer de tudo, não tinha familiares ou amigos, apenas uma vida eterna para seguir servindo ao meu Deus sem jamais fraquejar, pois fazia em seu nome.

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Re: [Filler] Makoto - 8/2/2017, 09:41

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Re: [Filler] Makoto -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.