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Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Re: [fillers] Toph - 12/12/2016, 14:29

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Re: [fillers] Toph - 17/12/2016, 20:46

O admirável conto novo

Kirgakure precisa ser forte. Este era um fato que sempre me intrigava quando pensava sobre minha vida como um cidadão desta amável vila gélida. O clima daquele dia era agradável, mesmo para uma vila que tinha fama por ter um clima tão frio. Meu pai, como de praxe, não estava em casa. Sua localização era inexata, provavelmente estava realizando alguma missão de vida ou morte do outro lado do globo, talvez estivesse tratando diretamente com o Daimyo do País da Água sobre algum assunto importante, para mim nada daquilo fazia sentido. Ele era meu pai, mas nós nunca passávamos mais do que uma tarde juntos.

Talvez eu tenha herdado sua paixão por Kiri, ou talvez a minha tivesse sido herdado isso de minha mãe, morta durante uma missão em conjunto de meu progenitor. Pensando bem, talvez esse fosse o motivo pelo qual meu pai nunca mais passara uma manhã ao meu lado. Minha mente estava repleta de dúvidas, repleta de talvez, Porém, existia uma única certeza, uma única determinação: tornar Kiri a vila mais poderosa de todo o mundo ninja. Para tornar esta, uma determinação verdadeira, era necessário que eu me tornasse forte, mas não apenas forte, eu também deveria me tornar tão famoso quanto o meu pai, ou quiçá ainda mais. Para tornar minha meta em algo concreto, o primeiro passo a se seguir era, sem dúvidas: me tornar o próximo Mizukage.

Este não era uma simples palavra que eu jogaria ao vento e desistiria facilmente, era muito mais além disso. Eu tinha plena ciência de que um dia poderia me tornar um grande ninja caso treinasse arduamente. Assiduidade em meus treinos também era essencial caso quisesse me tornar ainda mais forte. Muito embora preguiça e corpo mole não fizessem parte de meu vocabulário há muito tempo, quem dirá parte de minha vida. Com todos esses pensamentos em mente, era chegada a hora de finalmente treinar, apesar de que pensar, em si, já fazia parte disto.

Andando até o campo de treinamento, não desperdicei a oportunidade e recolhi alguns doces numa loja muito conhecida e frequentada por minha pessoa. O dono já era um grande amigo meu e sempre me dava algumas dicas bem importantes. Diferentemente de outras vezes, nossa conversa não passou de um "olá!" e um "tchau". Apesar da pobreza dessas palavras, não existiam dúvidas de que existia ali uma forte amizade entre os dois. Segui minha caminhada, indo justo ao campo de treinamento por mim tão visitado. Lá, eu encontrava nada além de silêncio e calma, atributos essenciais para um cara como eu. Enquanto me focava, entretanto, pude sentir uma estranha presença se aproximando.

Um velho, provavelmente tinha cerca de sessenta anos. Andou em minha volta, enquanto eu estava sentado, imóvel. Fiquei perguntando-me o que aquele senhor desejava, mas fiquei calado, tentando voltar ao meu estado de concentração absoluta.
— Hmmm. — Sonorizou o velho. — Que postura mais retardada. Por que motivo você está aqui, idiota? — Questionou arrogantemente.
Tentei manter a calma, não gritaria com um senhor daquela idade, mas minha real vontade era a de me erguer, arrancar seus olhos e depois fazê-lo engolir. Contudo me ergui calmamente.
— Bom dia, senhor...
— Bom dia o caralho. Eu fiz uma pergunta, me responda. — Interrompeu-me enquanto falava agressivamente.
Meus olhos se encheram de ódio, estava muito perto de explodir.
— Como assim postura, senhor? — Perguntei me passando por alguém calmo.
— Você é retardado por um acaso? Não escutou o que eu disse, estava falando daquela postura retardada que você estava fazendo. Refaça-a, vou mostrar-lhe seus erros. — Me provocou.

Resolvi atender os pedidos, ele provavelmente teria um ataque do coração se eu não fizesse, então optei por fazer o mais seguro. Sentei-me, comecei a fechar os olhos e a tentar me concentrar. O velho pegou um pedaço de madeira e me acertou às costas com toda sua força. Gritei de dor e olhei para trás enfurecido com aquela atitude.
— Faça isso direito, conserte suas costas. — Advertiu.
Eu estava pensando ter sido um erro ter aceitado mostrar àquele senhor a minha postura, mas continuei, possivelmente ele poderia me mostrar uma forma de treinar melhor do que a minha antiga. Tentei mudar, corrigir o erro comentado por ele antes, porém uma segunda falha surgiu e mais uma vez eu era acertado em cheio por aquele cajado maldito.

Horas se passaram até finalmente conseguir achar a postura ideal. O velho, agora feliz, sentou-se em minha frente.
— Agora eu vou entrar na sua mente, com licença. — Alertou.
Suas mãos se mexeram tão rápidas quanto o vento e a sua imagem se formou dentro de minha mente, de fato. Dentro de minha cabeça, ele avançou ferozmente. Era uma luta física sendo realizada em um mundo puramente psíquico. Diferentemente do mundo real, onde provavelmente o velho não poderia me atacar com tamanha velocidade e força, neste mundo ele tinha atributos físicos grandes o suficiente para me superar como se eu não passasse de um inseto.

Eu enfrentava a impotência, um dos piores sentimentos para um ninja. Diante de um adversário tão poderoso, nada eu podia fazer, senão desistir. Neste momento, entretanto, eu lembrei dos avisos de meu pai, sobre o que era preciso para ser um ninja: bolas. Este não era o exemplo mais didático, mas tinha conteúdo e coesão para me fazer agir. Contra-ataquei o velho também utilizando a força e velocidade. Fui incapaz de acertá-lo.
— Seu verme. Essa é toda sua força? Foi para alguém tão covarde assim que sua mãe deu a luz? — Provocou enquanto atacava e machucava impiedosamente.

Ele provavelmente tinha acesso à todas minhas memórias e lembranças, por isso sabia o que acontecia dentro de minha mente e tudo o que eu tinha vivido durante minha vida. Eu enfrentava o pior inimigo de todos, ele conhecia todas as minha fraquezas. Para enfrentar alguém assim, eu precisaria me concentrar, adquirir uma determinação muito superior à normal. Esquecer meus problemas passados e focar totalmente em meu futuro, só assim eu seria capaz de me tornar o maior ninja de Kirigakure.

Varri todos os medos e sentimentos ruins com uma poderosa determinação. Agora eu já lutava de igual para igual com o invasor. Aos poucos, minha determinação aumentava, assim como o meu poder. O golpe final já era questão de segundos. Venci com um soco bem dado, mostrando o quanto eu tinha evoluído mentalmente. Quando acordei do transe, o velho já teria sumido. Aquela experiência foi incrível, me fez encarar o mundo como nunca antes. Agora eu me sentia capaz de fazer qualquer coisa. Tudo que eu precisava estava bem ali: determinação.

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Re: [fillers] Toph - 17/12/2016, 20:54

Ok.
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Re: [fillers] Toph - 31/12/2016, 14:56

Cansaço, mas não apenas isso. Tudo parecia perder o sentido em minha vida. As cores agora viravam nada além de um gélido cinza. Não sabia explicar bem o motivo daquilo estar acontecendo. Sempre fui muito enérgico, sempre gostei de treinar e tornar minha vila mais forte. Entretanto, nada disso parecia fazer mais sentido. Parado de frente à janela fechada de meu quarto, observava as nuvens esparsas, a névoa engolindo o vilarejo e o frio atingindo os cidadãos. Estávamos todos acostumados com aquilo. Levantei da cadeira num único movimento, tentando, à todo momento, encontrar alguma coisa para aniquilar todo o ócio. Pensamentos já não eram mais o bastante, eu precisava de algo substancial, palpável. Andei à cozinha e me servi de um bom chá e algumas sobras de guloseimas do dia anterior.

Fui breve. Saí da casa com o mesmo intuito. Andei às ruas, escutei as vozes conversativas e observei a movimentação. Nada daquilo me animava. O tempo passou daquela maneira e eu pude notar o olhar de alguém. Não sabia ao certo definir quem seria aquele me lançando o tenebroso olhar, mas era capaz de esfriar o meu corpo de um modo que o frio intenso de Kiri nunca fizera antes. Minha cabeça se moveu de um lado ao outro, buscando aquele(a) capaz de gerar tamanho medo a partir de um olhar. Meu coração pulsou forte, como nunca antes. Em uma volta, vi uma estranha silhueta trajando longas vestes dos pés à cabeça. Olhar em seus olhos foi como ver a minha morte.

Minhas pernas tremidas tomaram fôlego e me fizeram correr em disparada, indo em sua direção. O estranho também correu, porém fugindo de mim. Nossa corrida nos levou ao lado de fora do vilarejo, próximo à rios e envolto de uma densa névoa. Pude sentir sua aproximação rápida. Quando próximo, o vi retirar uma lâmina da cintura e tentar me acertar. Eu era rápido o suficiente para desviar, e não apenas aquilo, também fui capaz de cercá-lo com movimentação. Lutamos enquanto eu apenas desviava de sua espada, tentava entender o motivo daquilo estar acontecendo, antes mesmo de tomar a atitude de atacar. Falei, perguntei, esperneei e não fui respondido. Ele simplesmente estava fechado para o exterior, focando-se somente na luta.

Fiz o mesmo. A luta não durou muito tempo. Logo, com força e velocidade superiores, fui capaz de superá-lo. Quando retirei o capuz cobrindo parte de seu rosto, existia um estranho detalhe não percebido por mim anteriormente, sua boca fora completamente costurada. Prendi o homem e o levei à Mizukage. Ela chamou outros superiores e eles não chegaram à nenhuma conclusão, não faziam ideia de quem se tratava ou os motivos dele estar ali. Sem conclusões, a líder exigiu à mim que investigasse este caso. Meu desânimo parecia ter se extinguido completamente quando escutei a voz daquela mulher. Admirava sem precedentes todos os meus superiores, embora não os bajulasse.

Voltei ao centro de Kiri, procurando aqueles se trajando de forma igual ou que possuíssem o mesmo olhar daquele homem. Nada encontrei. Resolvi sair dos limites da vila, indo aos seus arredores. A densa névoa impedia meu campo de visão, contudo não inibia meus outros sentidos, estes capazes de identificar qualquer movimentação por mais rasteira que fosse. Enquanto andava, pude captar alguma movimentação. Era meu dever averiguá-la. Ao chegar próximo, pude sentir aquilo também vindo em minha direção. Um, dois, três, quatro, cinco... Cinco homens no total. Corriam, todos, intrepidamente em minha direção. Pude escutar o soar das lâminas metálicas enquanto eram desembainhadas. Todos atacaram simultaneamente, fazendo-me dar um salto com o máximo de minha força para escapar daqueles ataques.

Algumas acrobacias para trás e havia escapado completamente daquela investida. Hora de lutar no limite entre a vida e a morte. Meu coração palpitou de emoção, talvez eu fosse capaz de defender minha amada vila daqueles invasores. No entanto, eu estava em desvantagem numérica e, além disso, enfrentaria inimigos armados com espadas com as mãos livres. Apesar do fator risco de vida, um ótimo treinamento se apresentava diante de mim. Os inimigos avançaram uma segunda vez, ainda mais rápidos desta vez, com velocidade aproximada à minha para ser mais preciso. Era difícil desviar de tantas lâminas ao mesmo tempo. Inteligência não era minha melhor qualidade, não seria possível depender de uma estratégia bem elaborada.

Minha situação ia de mal a pior a cada momento. O suor escorria pelo corpo, frio, enquanto desviava de seus ataques selvagens. Me sentia pressionado. Corria de um lado ao outro em desespero, sendo, pouco a pouco, encurralado por aqueles adversários. Disparei Kunais e Shurikens em vão, pois eles eram bem versados na arte da espada, defendendo-se facilmente de todos os meus projéteis. As opções iam, aos poucos, se esgotando. E de mim era exigido cada vez mais. Enfrentava grande estresse, princípios de cansaço e risco real de morte. Nenhuma missão ou batalha haviam me testado tanto em toda a minha breve vida.

A desistência já passava pela minha cabeça, enquanto apenas desviava de suas espadas. Algumas vezes fui acertado, mas nada grave, apenas pequenos cortes semelhantes aos de quando somos arranhados por animais de pequeno porte. O limite de tempo onde poderia lutar já havia se esgotado há algum tempo. A única coisa ainda me mantendo de pé era minha grande vontade de viver, além de minha devoção incrível à Kiri. Enquanto corria e desviava, resolvi separá-los de um à um, até que pudesse lutar no mano-a-mano.

Minha estranha estratégia funcionara. Eles pareciam perdidos no meio de tanta ação e acabaram não me vendo escapar pela tangente. Um deles, contudo, me seguiu e eu consegui abatê-lo. Fiz isso contra os próximos quatro até restar apenas um. Meu corpo, já exausto, parecia não ter mais energias para sequer se mexer. O inimigo, no entanto, ainda se movia como de costume. Para vencê-lo, não poderia usar métodos tradicionais. Se aproximou em fúria, provavelmente afim de vingar seus companheiros, usando-me do resto de força restante, acertei o chão com força. O terreno tornou-se acidentado, fazendo o tal inimigo perder a aderência e, respectivamente, o equilíbrio. Aproveitei a chance e rasguei seu pescoço com uma Kunai.

Dali, à meu corpo, restava apenas desmaiar. Acordei alguns dias depois, deitado numa cama de hospital. Vesti minhas roupas e voltei à minha casa. Vigor recuperado, sentido da vida recuperado e muito mais forte que antes.

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Re: [fillers] Toph - 31/12/2016, 20:22

APROVADO

Boa história.

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Re: [fillers] Toph - 20/1/2017, 14:59

A morte batia minha porta. Como poderia atendê-la?! A vida me banhava com força, assim como uma forte cachoeira acerta o chão no fim de seu tortuoso percurso. Insistente como deveria e podia ser, continuou a executar batidas cada vez mais altas. Impaciente, resolvi verificar de uma vez. Desci as escadas lentamente. Era possível escutar o som do piso de taco rangendo à quilômetros, possivelmente. Aquela casa definitivamente não estava à altura de meu peso. Passei pelo corredor como se meus pés fossem plumas, evitando acordar meu velho à qualquer custo. Pelo som de seu impiedoso grunhido, teria passado novamente uma noite fora em missão. Girei a maçaneta de maneira cuidadosa. Abri a porta e um envelope, parado, no encontro de meus pés.

Me abaixei, atento aos arredores, recolhi o tal papel e o abri bem devagar. Olhei atentamente às palavras escritas: "você é o culpado da morte de sua mãe", dizia, simplesmente. Uma brincadeira de mal gosto, supus. Sendo ou não, saí de casa vagarosamente. Andei pelas ruas, avistei algumas pessoas conhecidas, comprei algumas guloseimas e sentei numa praça de convivência. Observei toda vida ali presente. Pessoas felizes, crianças brincando de ninja, alguns paqueravam, outros riam descontroladamente. Tudo ali era vívido e revigorante. Um clima ótimo para aproveitar algumas especiarias açucaradas. Uma à uma, foram dissolvidas por minha saliva e deglutidas sem a menor culpa. Manter a forma não era um problema, no fim das contas. De repente, fui alvejado por uma estranha sensação de dejà vu.

A explicação veio em instantes. Aquilo tudo remetia à lembranças compartilhadas com a mulher mais preciosa de todas. A única que um dia ousei dizer "eu te amo". Ouvir sua doce voz não era mais possível. Uma lágrima escorreu pelos meus olhos e eu logo a enxuguei. Ninguém poderia ver um Chunin como eu em prantos, aquilo só acrescentaria ainda mais à minha baixa fama dentro do vilarejo. Cerrei o punho, triste com minha falta de força à época. Apesar de tudo isso, as preciosas lembranças deixadas por ela mantinham-a viva. Sentia a obrigação de fazer o mesmo para todas as pessoas vivendo no vilarejo. Para tanto, a manutenção da paz e ordem eram essências. Do contrário, retornaríamos à anarquia.

Olhei despercebidamente para o alto. Não queria encontrar conforto ou redenção, procurava apenas me maravilhar com o esplendor glorioso do pôr do sol. Minha cabeça se moveu, meus olhos piscaram e, em um único instante, vi uma imensa bola de fogo vindo em minha direção. Meus reflexos foram semelhantes à velocidade de um trovão, fazendo os músculos da minha perna contraírem à uma velocidade incomparável, movendo-me para o lado, escapando daquele súbito ataque. "Aonde?" me perguntava enquanto o caos tomou o campo e todos voltaram correndo para casa. Olhei de um lado à outro, rapidamente controlando minhas calorias para exterminar aquela ameaça tão rápido quanto pudesse.

Infelizmente, de nada serviu minha vigília. Olhei por horas, busquei incessantemente, mas ninguém estranho havia aparecido por ali. Corri ao gabinete do Raikage, reportá-lo esta situação era uma obrigação. Lá chegando, dezenas de ninjas se moviam. Algo grande estava acontecendo. O grandioso líder já estava a pá da situação e, como eu teria presenciado um dos meticulosos ataques, resolveu colocar-me na linha de frente para solucionar este caos e banir quem quer que fosse da preciosa vila oculta da nuvem. Disciplinado como sempre, obedeci sem nem antes perguntar o porquê. Minha mente trabalhava rapidamente, tentando associar informações. Meu corpo se movia na mesma proporção, correndo de norte à sul, leste à oeste, procurando o causador de tamanha instabilidade.

Não era o único, diversos ninjas também se movimentavam pela geografia da vila. Todos acabaram se concentrando em um único lugar, uma estranha gruta à extremo oeste. Aquela construção não estava prevista em nenhum mapa, sejam os mais antigos ou os mais recentes. Sentindo o perigo correr pelo corpo, todos os ninjas ficaram parados, vendo a gruta de uma boa distância. Um único corajoso, habilidoso com Katon, aproximou-se e disparou uma poderosa bola de fogo contra a entrada. Todos ficaram em silencio, observando a entrada da caverna. O tempo passou um pouco e logo todos foram surpreendidos. A bola de fogo que entrava logo saíra, engolindo seu próprio usuário. O fogaréu deu espaço a saída de um total de doze pessoas, pelo que pude contar, pelo menos. Trajavam-se de preto da cabeça aos pé.

Eles permaneceram de pé, observando todos os ninjas de Kumo os encarando. Para vencê-los, fiz uma mistura entre poderes. Primeiramente, fiz uso de meu controle de calorias, utilizei o primeiro nível do selo amaldiçoado e utilizei o baika no jutsu, crescendo bastante. Meus companheiros me olharam e não acreditavam no meu nível de chakra, força e velocidade. Os inimigos, no entanto, continuaram parados, observando-me de longe. Avancei furioso, derrubá-los era meu objetivo. Quando fiz meu avanço, enviei a ordem para me seguir. Defenderia todos e atacaria ao mesmo tempo, este era meu jeito de fazer as coisas. Segurei ninjutsus com meu corpo (os quais atingiriam amigos), ataquei com ferocidade e lutei até esgotar completamente minhas reservas energéticas.

Depois de tudo aquilo, eliminamos completamente a ameaça. Era estranho, todos teriam sido derrotados, mas eu ainda não tinha visto os seus rostos. Com a situação tranquilizada, resolvi averiguar quem seriam aquelas pessoas a nos atacarem. Retirei os capuzes e vi os rostos de ninjas de Kumogakure. Suas boscas estavam costuradas e, em suas testas, um estranho detalhe, uma fórmula. Eu nunca teria visto nada como aquilo, sequer sabia do que se tratava.

Alguns especialistas se aproximava, trazendo um último corpo encontrado na floresta. Era o corpo de uma mulher, provavelmente alguém na meia-idade. O jogaram ao lado dos demais e quando bati meus olhos nela simplesmente cedi. Minha mãe. Uma dor andou por todo o meu corpo. Vomitei e chorei como uma criança quando observa um trauma. Quem teria sido o causador daquilo tudo?! A mensagem recebida naquela manhã teria alguma relação com aquilo?!... Aquelas eram todas perguntas as quais eu precisaria responder sob quaisquer circunstâncias, mas, no momento, eu apenas agi como um ninja ordinário.

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Re: [fillers] Toph - 20/1/2017, 16:34

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Re: [fillers] Toph - 28/1/2017, 12:28

Minha gordura nunca me incomodou tanto quanto agora. Na puberdade como estava, tinha grande vontade de encontrar uma garota e, quem sabe, namorar um pouco. Mas quem se interessaria por um gordo como eu?! Querendo ou não, humanos tem um lado biológico os qual fazem-os procurar um parceiro pelo seus atributos físicos. Mesmo sendo muito forte, minha gordura e baixa fama me impediam de arranjar qualquer parceira. E, mesmo sendo um ninja disciplinado, sentia muita vontade de conseguir uma paquera. Meu pai não tinha muitas dicas, e depois da perda de minha mãe, não tinha a mínima vontade de perguntar coisas como aquelas à ele.

Deitei-me sobre a cama sentindo uma estranha aflição. Nunca pensei que algo como aquilo me incomodaria tanto. Levei minha mão à cabeceira da cama e peguei algumas guloseimas. Poderia alguém me encontrar uma razão para pensar tanto nisto?! Hormônios?! Bem provável, mas o que mais me fazia sentir assim, na minha cabeça, era a falta de uma presença feminina em minha vida. Esta causada pelo falecimento precoce da mulher mais amada durante toda minha vida. Chorei. As lagrimas escorriam pelos olhos e me faziam piscar, tentando limpá-las. Finalmente dormi, depois de tanto. Nos sonhos, nada além de uma visão imaginária encontrando uma mulher que me amasse tanto quanto eu a amasse.

Acordei com meu pai batendo em meu ombro.
— Filho, acorde! — falou enquanto batia.
— Calma, pai! Estou cansado... — tentei argumentar.
— Acorde logo... O Raikage... Ele nos mandou em uma missão... — tentou me convencer, enfim, sabendo do meu fraco quando o assunto era o líder da preciosa Kumogakure.
Levantei em um único movimento.
— Vamos! Agora mesmo! — afirmei trajando-me como de costume.
Meu pai deu um leve sorriso e desceu as escadas lentamente. Não demorei para seguir o mesmo trajeto. Comemos um café da manhã caprichado, feito especialmente pelo mais velho.
— Que tipo de missão é, pai? — questionei mastigando um pão.
— Uma invasão. Recentemente, um grupo de ninjas mercenários se formou no sul de Kumogakure. Eu não sei de todos os detalhes ainda, mas o Raikage teme que os cidadãos sejam envolvidos na nossa luta caso eles invadam. — contou tentando limpar minha dúvida.
— Entendi... E o Raikage buscou justamente nós, os Akimichis, já que temos provavelmente o maior ofensivo dentre todos os outros clã da vila?! — concluí, terminando o café da manhã.
— Exatamente, filho. Agora vamos, está na hora de viajarmos. — determinou de forma breve.

Vestimos nossos trajes, recolhemos nossos equipamentos e fomos direto ao local indicado onde a tal gangue teria se reunido. Era uma missão para aniquilar todos, sem sequer perguntar quem ou o que estava ali. Chegar, exterminar e sair. Simples. Porém, o prosseguimento da missão não foi nada esperado. O lugar, diferente do previsto, estava repleto de armadilhas. Meu pai pisou numa linha e uma saraivada de kunais foram arremessadas em sua direção. Fui ágil com meu bastão e anulei completamente o ataque.
— É, pai, vamos ter que ter cuidado com o resto da viagem. Os nossos inimigos são bem ardilosos, provavelmente já sabem que estão sendo procurados... — alertei, suando.
— É o que parece... — complementou com uma cara de surpreso.

O restante da viagem foi mais tranquila. As armadilhas não eram tão elaboradas, no final das contas. Depois de um pouco de caminhada, chegamos à um local onde diversas tendas estavam estendidas.
— É aqui! — avisou.
Olhei bem o local e não enxerguei ninguém. Foi quando fomos pegos de surpresa por uma bola de fogo. Utilizando raiton, meu pai foi capaz de gerar uma barreira capaz de proteger à ambos.
— Vamos, corra para o lugar mais aberto! — ordenou.
Corremos ambos para o lugar das tendas, o qual seria o mais aberto. Os inimigos então apareceram. Estavam todos na floresta.
— Vocês não vão sair vivos daqui. — falou uma voz claramente feminina.
A líder deles estava vestindo um capuz e logo se apresentou, ficando à frente de todos os seus lacaios.

Estávamos em desvantagem numérica, mas poderíamos superar aquilo com altura. Realizamos os selos e ambos utilizamos o Baika no Jutsu. Crescemos até chegarmos à grandes proporções. Eu já tinha ultrapassado meu pai em habilidade, tanto que eu conseguia crescer ainda mais. Os inimigos não se amedrontaram devido ao nosso tamanho. E nós também não recuamos contra eles. Utilizamos ambos os Nikudan Sensha, varrendo metade dos adversários numa única investida. A líder se descontrolou, removendo seu capuz. Aproveitei o momento para acertá-la, porém, no meio do processo, ao ver seu belo rosto, fiquei parado em sua frente, assim como uma ameba.
— Komamura... Não!!! — gritou meu pai em desespero.

A mulher não comediu forças. Lançou em minha direção um poderoso jutsu Katon. Meu pai, temendo o pior, lançou-se em minha frente, tomando todo o dano da técnica para si.
— O que merda você pensa que está fazendo? — continuou a gritar.
Nem eu sabia o que fazia. Meu corpo simplesmente sentia-se incapaz de atingir uma fêmea, por mais que ela fosse minha inimiga. Contudo, vê-la ferir o meu pai foi a gota d'água. Libertei meu selo amaldiçoado em seu segundo estágio, ao mesmo tempo, também fiz o controle de calorias. Avancei como um louco mirando a mulher, mas novamente falhei em atacá-la.

"Droga, o que acontece?!" comecei a pensar. Sua beleza encantadora de fato teria me chamado a atenção. Meu pai, percebendo minha incapacidade, passou a lutar sozinho. Mas, infelizmente, ele não seria capaz de derrotar tantos inimigos lutando sozinho. Eu ainda tinha um dilema emocional para tratar, mas ver meu pé se ferindo, ainda mais por minha causa, tornou tudo ainda mais difícil. Caí de joelhos no chão. Neste momento, fui alvejado por algumas kunais e shurikens. O sangue escorria, mas eu parecia não sentir nada. Continuava ali, inerte.
 — Komamura!!! — gritou em desespero. — Se você não fizer nada nós vamos morrer!!! Não deixe o legado de sua mãe morrer em vão...

Aquelas palavras foram a ignição para algo grande. Naquele momento, meu pai havia despertado um monstro. Uni as imagens da minha mãe à uma determinação inabalável. Comecei a lutar como um louco, destruindo tudo e todos à minha frente. Senti um estranho prazer em lutar e vencer tantos oponentes, ainda maior do que pensar em uma menina. Finalmente havia entendido para que eu havia nascido... Para ser um lutador! Persisti lutando, derrotando todos os inimigos com tamanha velocidade que sequer viam meus rastros. Meu pai viu tudo aquilo e se impressionou, pensando como eu teria obtido tamanho poder.

Depois de algum tempo, exterminamos todos, um à um, sem exceção. Era hora de voltar à vila... Desta vez eu estava renascido.

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Re: [fillers] Toph - 28/1/2017, 12:36

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Re: [fillers] Toph - 11/2/2017, 22:13

Era tempo de festival. Estavam todos os grandes ninjas de Kumogakure reunidos com o Raikage num salão repleto de boa comida e belas moças. Como de costume e igual a todo bom Akimichi, eu comia feito um porco. Asas de frango, comidas apimentadas, comidas doces, saquê, vinho etc, nada escapava de minha boca nervosa. Meu pai estava no evento e me acertou na cabeça.
— Está bom, Komammura-chan, você já comeu um bocado. Desse jeito nenhuma moça dessas vai querer você... — reclamou com um olhar frio.
— Droga, pai. Eu ainda estou na fase de desenvolvimento!!! — tentei argumentar de maneira falha.
O raikage observava tudo sentado no centro do salão. Ele não parecia estar gostando muito daquele tipo de festividade, ainda mais por conta de sua personalidade altamente militarista, mas o fez para agradar os poderosos e ricos patrocinadores de Kumogakure. Olhava para o raikage com paixão, mal via a hora de sentar-me naquela cadeira onde ele estava.
— Veja, pai, um dia eu ainda vou me sentar ali. Toda esta terra será dominada por um gordo como eu! — autoafirmei, mostrando o quanto era confiante em minha próprias habilidades.
— Você segue um bom caminho, Komamura, mas chegar ao patamar de um kage não é uma tarefa simples. Há muito o que se dominar, ainda... — diminui minhas expectativas completando tudo com uma risada.

Todos estavam felizes. Alguns me parabenizavam pelos meus recentes feitos, mesmo sendo muito jovem, já teria dominado uma técnica suprema e me tornado da elite de Kumogakure. Fofocas se espalhavam mesmo rápido. Minha bexiga apertou, indicando que era hora de ir ao banheiro. Sequer tentei atrapalhá-la, corri e rapidamente aliviei o meu pobre órgão.
— Ufa! Achei que fosse mijar nas calças. — falei aliviado enquanto fazia minhas necessidades. — Esse banheiro aqui é bem diferente... — suspirei olhando para os lados.
A bebida era mesmo um entorpecente forte. Não havia percebido ainda, mas eu estava num banheiro feminino. Minha urina?! Estava sendo despejada justo na torneira do toalete. Só fui me dar conta quando uma jovem senhorita adentrou o banheiro.
— Tarado!!! — gritou.
Houve um alvoroço tremendo e diversos ninjas de elite se mobilizaram. Vendo a cena, alguns deram risadas enquanto os outros me capturavam. Embriagado, não sabia mais o que fazer. Acabei apagando, dormindo sobre os ombros de algum ninja qualquer.
— Droga! Este moleque não é meu filho. — reclamou enquanto levava a palma da mão à cabeça sentindo-se completamente envergonhado por minhas atitudes.
O raikage deu uma boa risada da situação, afinal aquilo tudo estava muito monótono para ele. Uma ação, mesmo que sem querer, despertou-lhe uma estranha gargalhada um tanto quanto sádica.

Apagado, de nada lembrava. Acordei no dia seguinte com uma dor de cabeça insuportável, deitado sobre minha cama completamente despido.
— Oro?! — perguntei-me completamente assustado.
Aos poucos, as memórias foram retornando e eu me lembrei do grande papel por mim interpretado. Levei a mão à cara completamente envergonhado das minhas atitudes na noite anterior. Me vesti rapidamente, ainda sentindo uma grande dor de cabeça. Logo eu, tão disciplinado, teria cometido alguns deslizes inaceitáveis. Corri ao gabinete do líder da vila e solicitei um encontro com o mesmo em regime de urgência. Sua assistente consentiu, inclusive ela sabia bem o motivo de tanta urgência, dando uma risada denunciadora ao ver minha cara. Entrei na sala do imponente não sabendo onde esconder o meu rosto, completamente vermelho graças à vergonha sentida.
— Ah! Você é o Akimichi de ontem. Hahahaha! Você é um rapaz de personalidade. Espere... Eu te conheço, você é o rapaz que recentemente se graduou como Tokujo e é mais um dos que dominou o jutsu da armadura elétrica, certo? — interrogou demonstrando curiosidade.
— Sou eu mesmo, raikage-sama. Me chamo Akimichi Komamura. Estou aqui para pedir perdão pelas minhas atitudes no banquete de ontem. Sinceramente, não sei como pagar este débito para com a vila. — escusei-me completamente vermelho.
— Não se preocupe. Suas atitudes de fato foram reprováveis, mas ainda sim aquele jantar estava monótono antes de seu grande feito. — respondeu com seriedade. — Mas se você quiser mesmo fazer algo, acho que você pode fazer alguns favores para a vila.

Sequer cogitei rejeitar. Minha personalidade não sabia conceber mais nada, por mais insólito que fosse o pedido. E, na verdade, tratava-se de um trabalho que só eu poderia fazer. Um trabalho para um gigante. Algumas rochas tinham deslizado montanha abaixo e era meu dever recuperar as áreas afetadas. Utilizei o Baika no Jutsu e meu controle de calorias para formar asas de chakra, ao mesmo tempo fazia uso de meu grande tamanho para remover os grandes pedregulhos do caminho. Uma à uma, as rochas foram retiradas. Os cidadãos estavam bem contentes enquanto eu o fazia. Aquilo mais parecia uma espécie de lição. "A" era um homem ardiloso, todas as suas ações eram meticulosamente planejadas, nada passava por ele sem sua aprovação. Continuei retirando, mas na verdade surgia-se um mistério: nenhuma força natural, recentemente, teria provocado aqueles despencamentos. Na verdade, aquilo era trabalho de ação humana, foi o que concluí ao ver o modo como elas rolaram. Não era meu trabalho investigar, mas resolvi fazê-lo por curiosidade, em parte, e em parte por não poder conceber que minha vila fosse atacada.

Comecei investigando os cidadãos de onde os deslizamentos teriam acontecido. Eles não tinham percebido nada estranho. Nenhum pessoa, ninjutsu ou sequer uma atividade suspeita. As coisas simplesmente haviam acontecido. Não dava para tirar conclusões com informações tão esparsas. Continuei meu trabalho de investigação, já estando como naturalmente sou. Procurava qualquer um, qualquer coisa, algo precisava me mostrar o caminho para encontrar o culpado de tanto. Voltei para casa cansado de tanto trabalho, comi vários doces e voltei às probabilidades de quem teria cometido tal crime. Montei uma rede de informações na parede de minha casa, mais parecia um detetive. Estava finalmente estimulando meu cérebro, uma área pouco usada pela maioria dos Akimichis. Diante de tudo, eu nada tinha, senão a plena certeza do causador de tudo aquilo ter sido um humano. Muito cruel, por sinal.

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Re: [fillers] Toph - 11/2/2017, 23:01

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Re: [fillers] Toph - 3/2/2018, 19:48

A menina de olhos esbranquiçados vinha ao mundo. O médico estava assustado, nenhum exame anterior fora capaz de predizer sua cegueira. — Isso é péssimo. Rápido, me tragam o bisturi. — pediu ao seu auxiliar. A mãe e o pai, presentes, pareciam entrar em desespero. Não entendiam nada dos termos médicos utilizados, estavam completamente perdidos dentre aquela conversa técnica. — O que está acontecendo, doutor? — questionou a figura paterna. — Houve alguma com minha filha? — fez o mesmo a progenitora. A tensão e o medo se instauravam dentro da sala branca. As habilidades do obstetra, ainda sim, foram ineficientes no tratamento de sua deficiência. Um acontecimento gênico, pouco poderia fazer perante ele. Sequer jutsus medicinais dos mais avançados poderiam curá-la. — É com grande pesar que faço esse anúncio, a sua pequena menina é... — lamentou com uma pausa dramática. — Cega... — finalizou.

O pai levou as mãos à cabeça, parecia enlouquecer. A mãe gritava, não conseguia conceber a ideia de ter gerado alguém assim. — Vocês não têm qualquer culpa. Não restou o que fazermos, esta é a natureza agindo e a ciência não pode cooperar contra ela de qualquer forma. — pontuou enquanto saía da sala. O bebê somava histeria à cena com um berro estridente. Apesar de cega, esbanjava saúde. — E eu que pensava que seria ela uma grande kunoichi. — pranteou. — Não se preocupe, querido, nós vamos amá-la de um jeito ou outro. — compadeceu em tom pesaroso, sabia que o marido definitivamente desejava uma guerreira.

Cresceu como filha única, vivendo seu mundo à sua maneira. Aprendeu desde cedo com os melhores. Seus pais não poupavam quaisquer recursos na educação e formação da criança. Aos três anos, aprendia conceitos de chakra quando nenhum outro ousava fazer o mesmo. — Shizui-san, por mais que ensinemos esse tipo de coisa a ela, sabemos que jamais será capaz de viver a vida de ninja. — confessou em uma conversa secreta à cozinha. — Do que você está falando, Yujin-san? Toph é uma garota muito inteligente, seus questionamentos sempre foram profundos e ela é muito avançada para sua idade. — refutou a mãe, acreditando no real potencial de sua garota. — Você pode dizer isso, porém são somente palavras ditas da boca pra fora. Confesse, a nossa filha não passa de um fracasso. Ela nunca será como as outras crianças. — argumentou.

Pensavam estar escondidos enquanto debatiam o tal assunto, no entanto a menina tudo podia escutar. Havia realizado uma pausa na aula enquanto seu professor permanecia à sala de estar. "Humanos são todos tolos." pensou. Estava decidida a provar que todos estavam errados ao seu respeito. Sua determinação nasceu naquele exato momento. Conhecedora, desde cedo, de sua prodigiosidade e capaz de entender muito da vida, resolveu qual seria o seu novo objetivo ali, com lágrimas cobrindo o seu rosto. — Eu vou mandar em todos. Eles seguirão as minhas ordens, ninguém estará abaixo dos meus domínios. — convenceu-se em um tom baixo. Precorreu o caminho de volta à sala com essa decisão em mente. De frente ao seu professor, decidiu: — Você me tornará forte.

Assim seguia a sua vida, dias tinha aula e noutros procurava aprender algum jeito de "enxergar" o mundo de sua própria maneira. O caminho a ser trilhado não seria simples, se quisesse mesmo tornar-se uma grande kunoichi a ponto de subjugar os shinobis. Ser alguém com deficiência seria sim uma dificuldade de proporções colossais, no entanto provaria que com sagacidade e muito esforço poderia transformar a si numa gladiadora. Rivalizaria com quem quer que fosse, provaria seu ponto em qualquer caso enfrentado. Manteria-se firme e não aceitaria merda de ninguém. Seguindo esses princípios, começou a se tornar, lentamente, em uma pequena arruaceira.

Aproveitava-se, nos momentos certos, de sua cegueira com fins de subornar os corações mais moles. Ardilosa, alguém que poderia comandar toda uma tropa à vitória com apenas cinco anos de idade. Nessa mesma época, tomou gosto por ordenar, produto de um objetivo bem delineado na mente. Comandava uma pequena gangue conhecida como as "estrelas da manhã", nome desenvolvido por ela. Sabia que, por suas dificuldades, não poderia virar-se sozinha naquele vasto mundo. No entanto tinha consigo o poder do argumento e aos cinco anos mais parecia uma adulta falando. Precoce, de fato. Sob seus desígnios, os membros das estrelas da manhã ganharam uma pequena fama entre os comerciantes de frutas. O roubo de maçãs era sempre o mais cometido, já que era esta a fruta favorita da garota.

Genins muitas vezes foram encarregados de resolver o problema, porém a menina era uma verdadeira estrategista e nem mesmo o alto escalão podia lidar com sua genialidade para o comando. Estava sempre dois ou três passos na frente, conseguindo antecipar qualquer investida realizada pelo alto escalão da vila. Sua fama de problemática cresceu progressivamente, chegando finalmente aos ouvidos de seus pais. — Shizui-san, recebi outra reclamação da associação dos comerciantes de Konohagakure. Toph tem causado grandes problemas a todos... Essa menina, ela não tem jeito. Foi um erro de nossa parte tê-la trazido ao mundo. — resmungou sentado à mesa da sala de jantar. A mãe soltou uma risada. — Não foi você quem disse que ela seria sempre uma incapaz? Fufufu! As coisas não saíram conforme seus planos, Yujin-san? — debochou. — Não brinque comigo, mulher. Veja só estas contas, estão todas em nosso nome. Meus cabelos caem a cada dia mais, veja, eu estou completamente careca. — afrontou. — Não há o que fazer, meu querido. Toph é assim e sua natureza não vai mudar. Infelizmente demos luz à reencarnação de um grande ditador. — reconheceu.

E não havia mesmo nada a ser feito. A natureza da garota estava formada por completo. Suas intenções eram claras e jamais desistiria do compromisso firmada consigo mesma quando ouviu, provindo dos lábios de seu único pai, palavras que tentavam denegrir seu potencial. Não se tratava, contudo, de uma provação para ele, mas sim uma provação para si própria. Provar que poderia alçar voo de seu jeito.

Filler para explicar mais sobre a história por detrás de seu nascimento e crescimento.

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Re: [fillers] Toph - 3/2/2018, 19:57

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Re: [fillers] Toph - 17/2/2018, 19:34

Capítulo II: Início da Carreira Ninja!!


Uma noite fria de inverno e deitada sobre o sofá da sala de estar estava Toph, uma menina baixa, cega, de cabelos negros presos por um laço e de corpo bem leve. Lia um livro. Talvez uma contradição, sendo ela desprovida de qualquer acuidade visual. Seu pai, uma figura da qual detestava tendo em vista a sua história, passeava pela casa a qual dizia ter a propriedade. Estava tudo escuro e tudo o que o homem pôde ouvir foi o movimento de algumas passadas de página. Assustado, acendeu a luz do cômodo e deu de cara com a filha.
— É você, Toph. — aliviou-se respirando em profundidade. — Você me assustou.
— E o que você quer, velho? Cansou das suas coisas de homem da cidade? — questionou de maneira bruta. Aos ouvidos mais desatentos, aquele não seria o jeito de alguém interessado por leitura. Aliás, muitas das atitudes da estudante fariam duvidar de seu gosto pela literatura. Em resumo, poderia referir-se a ela como arruaceira e problemática, não sendo esse, nem de longe, os adjetivos a serem atribuídos a quem se dedicava à arte de ler.

— E quem diria que nós somos pai e filha... Quanta insubordinação. — ressaltou ainda de pé, desta vez virado com o rosto na direção da filha.
— Insubordinação? — riu. — Poupe-me desse tipo de comentário, nós nunca fomos uma família exemplar, certo? Não foi você quem disse que eu nunca seria ninguém?
— Então esse é o problema... Entendo... E parece que eu estava errado... Você finalmente se formará na academia ninja, eu fiquei sabendo disso. A vida é mesmo incrível, não é? E pensar que eu traria uma prodígio ao mundo... — discursou cabisbaixo, tinha ciência dos erros cometidos no passado e da desconfiança em sua própria filha em se tornar uma ninja. Virou o rosto de volta ao hall, regressando à caminhada em direção ao seu quarto.
— Agora é tarde para esse tipo de conversa, pai maldito. — falou em um tom baixo somente para si, ainda não conseguia perdoá-lo. Apesar de ser uma criança, sua cabeça funcionava exatamente como um adulto, entendendo de sentimentos profundos e o funcionamento das relações interpessoais de maneira geral.  

Aquele era o dia anterior à sua graduação como ninja. Finalmente se tornaria uma kunoichi. Apesar das tentativas de relaxar lendo um livro, não havia conseguido pregar os olhos em função da euforia sentida. Um evento como aquele, apesar de especial, não deveria despertar uma emoção tão forte quanto aquela sentida por Toph, uma mente prodigiosa e muito evoluída para sua idade. No entanto, aquilo mexia com o psicológico da criança além do que se poderia esperar. Toda uma vida vivida sem a menor prospecção de tornar-se alguém apta aquilo. Agora, naquele exato momento, tudo soava muito mais próximo.
— Eu cheguei até aqui e sei que poderei muito mais, não tenho o que temer. Vencerei todo o tipo de determinismo e atropelarei todos aqueles em meu caminho em prol do meu objetivo. Sim! Com certeza dominarei o mundo no futuro. — monologou determinada, colocando o punho de frente ao rosto e imaginando de maneira incerta sobre o futuro.

O dia se passou e a menina finalmente havia tido o seu momento de descanso. Tinha apenas oito anos de idade, uma idade incomum para formar-se Genin. A grande fatia das pessoas de sua classe tinham, no mínimo, doze anos. Um ponto fora da curva, em suma. Trajou-se apropriadamente, uma roupa que usaria pelo resto de seus dias de iniciação ao mundo ninja. Fez-se a presença de um belo laço verde à cabeça, vestimenta verde um tanto quanto tradicional e com detalhes em amarelo, além de também haver a ausência de qualquer calçado ou luva.
— Você está linda, Toph-san. Uma verdadeira ninja. — brincou sua mãe emocionada.
— Hm. — pôs o indicador sobre o lábio inferior. — Na verdade eu não ligo de ficar bonita, a única coisa que me preocupa é que essas roupas não me atrapalhem quando eu estiver correndo. Mas que seja, uma hora ou outra eu vou me acostumar com isso.
— Hahahaha! Você parece uma adulta falando, Toph-san.
— Se é só isso que tinha a dizer, deixe-me. Devo partir imediatamente, pelo que posso sentir da posição do sol, sinto que já estou atrasada. — mentiu saindo de casa apressada. Não tinha tempo restante para o sentimentalismo meloso da mãe, não desejava ficar sequer um segundo a mais em casa.  
— Espere! — gritou a mãe, muito embora fosse ineficiente em seu pedido.

A cerimônia era simples: os dois instrutores da academia se sentavam a frente de uma grande mesa de madeira e muniam-se de incontáveis bandanas ninja. Graduar-se consistia no ato de receber, das mãos dos professores, uma bandana. Naquele momento, processaria-se o ato da entrega de patente. Aquele era o cargo mais baixo que poderia ter, ainda sim já era muito mais do que aguardaria-se de uma deficiente visual. Durante a cerimônia despertava o medo de todos os colegas de classe por onde quer que passasse. A sua fama dentro da academia a precedia, ninguém tinha coragem de enfrentá-la. Até mesmo alguns professores temiam as atividades dos grupos por ela administrado.

Naquele dia, no entanto, ela não aparentava ser a menina problemática de sempre.
— Olhem, aí vem a otária da Toph, a ceguinha. — caçoou um rapaz enquanto a via atravessar pelo campo repleto de árvores.
Tudo que a menina dos olhos sem luz fez foi sorrir.
— Hahaha! Você é mesmo um palhaço, hein? Que tal correr um pouco agora? — ameaçou.
Assustado, o provocador correu na direção dos seus pais, ninjas de renome dentro dos territórios de Konohagakure. Pelo som dos passos ao chão e a conversa, ela tinha certeza que ele tinha se encontrado com os parentes. Irritada, andou na direção da mesa e procurou participar da cerimônia de uma vez por todas.
— Parabéns, Toph. — desejou o professor alto de cabelos brancos enquanto entregava-lhe uma bandana característica do vilarejo.
— Obrigado, sensei. — agradeceu, recebendo o objeto em ambas as mãos.
— Fufufu! Eu ouvi um obrigado? Parece que agora será um pouco mais disciplinada, hein... É a emoção de tornar-se uma Genin?
— Não me provoque, seu maldito. Eu não estou aqui para brincadeira de ninja. Eu vou me tornar a maior líder de todos os tempos. É melhor se preparar para quando você for meu subordinado. — alertou em um certo tom provocativo.
— E tudo que eu lhe desejo é cuidado, Toph-chan. — brincou com um sorriso caloroso. Não era do tipo de homem que brigaria com uma criança. — Espero, do fundo do meu coração, que seus desejos se concretizem...
— Não se preocupe, afinal é de mim que estamos falando. — finalizou.

As aventuras da menina apenas haviam começado.

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Re: [fillers] Toph - 17/2/2018, 19:47

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Re: [fillers] Toph - 24/2/2018, 18:15

A relação de pai e filho é definitivamente importante quando debatemos no enfoque da formação de um cidadão. A menina Toph nunca tivera ou sentira o amor de seu pai, muito embora o mesmo tivesse o coração amolecido durante o a passagem ninja da menina de estudante para ninja, uma Genin. O sonho do comerciante de tecidos baixo e careca era de ver sua menina uma grande ninja importante dentro do vilarejo. Durante o parto, no entanto, a expectativa e esperança criada foram abaixo. Em detrimento disso, estabeleceu-se uma barreira entre pai e filha. Ainda mais quando esta ouviu-lhe impor que ela jamais seria uma grande ninja, ou mesmo alguém forte. Diante disso, não teve outra alternativa senão provar-se o contrário e apresentar ao mundo que todo determinismo é fadado a falhar, sendo ela a motivação desta.

Acordara cedo numa manhã de domingo. A veneziana do seu quarto permitiu, a partir de pequenas frestas, a passagem de impiedosos raios produzidos pelo grande astro solar. Acertaram-a diretamente no rosto. Relutou, virando o corpo de um lado ao outro, mas no fim havia despertado. O emaranhado de cabelos estava uma algazarra, cada fio tentava direcionar-se num ponto estranho. Tocou a mão e sentiu o efeito da cabeça toda uma noite contra o travesseiro. Não era, nem de longe, vaidosa. Tinha um espírito guerreiro, considerava beleza uma futilidade. Vis os homens que buscavam aquilo numa mulher, assim acreditava. Contudo, apesar dessa filosofia, resolveu tomar um banho intentando manter-se limpa, uma vez que limpeza retinha pouca ou nula relação com vaidade.
— Yawn! — bocejou enquanto ainda levantando-se da cama.
Atirou os lençóis que antes lhe cobriam ao chão. Nunca foi habituada à organização, em suma. Andou em direção ao banho tateando as paredes de sua casa. De mãos apalpando o concreto poderia ir a qualquer lugar dali.

Retirou o pijama de seda delicadamente, aquele tipo de tecido era bastante conhecido por sua baixa resistência. As linhas do seu corpo ainda definiam-a como uma criança, afinal de contas tinha apenas nove anos. Não havia qualquer voluptuosidade. Andou um pouco e adentrou à banheira. Sentou-se e deixou que a água lentamente preenchesse o involucro cerâmico. Tirou o momento para refletir sobre sua própria vida. Reconhecida baderneira delinquente por boa parte do comércio da vila, não se imaginaria que até mesmo ela pudesse ter momentos catárticos como aqueles.
— As pessoas são completamente imbecis. Parecem formigas que vivem sem uma rainha. — concluía com uma voz autoritária, repleta de grande presunçosidade.
Uma criança inocente e de grandes sonhos, muito embora produzisse grande soberba à fala. Talvez não tivesse culpa daquele tipo de tomada de atitude, afinal passou toda a infância renegada pelo pai.

Durante o devaneio do seu banho, sempre posicionava-se no mesmo pressuposto moral: "um dia eu serei a líder deste mundo". Apesar dos problemas enfrentados com o pai, estava longe de ser alguém amargurada pela vida. Vivia em certa tranquilidade. Uma casa de grandes cômodos, uma mãe que parecia importar-se, apesar de não se alguém muito ligada à filha e uma certa tranquilidade por viver uma vida sem grandes conflitos. Terminava o banho depois de muito ensaboar-se.
— E então, o que vamos enfrentar hoje, Toph? — perguntou-se agarrando a tolha.
Apalpou-a com ambas as mãos, primeiramente enxugando o rosto e logo em seguida o cabelo, continuando pelo restante de sua pequena constituição e finalmente estava completamente enxuta. Balançou as madeixas e estavam prontas para aventuras diversas. Pentear não era, nem de longe, uma opção tendo em vista sua personalidade forte. Enrolou a toalha ao redor do torso, retornando ao seu quarto tão logo.

Novamente utilizou-se das paredes como um guia. Seus passos a direcionavam com facilidade. Dentro do cômodo pertencido a ela, procurou pelo seu guarda-roupas. De frente a ele, empurrou a grande porta corrediça, dando acesso total a todas as suas roupas. Passada a cerimônia de graduação, a sua roupa poderia traduzir-se num conjunto entre blusa de mangas médias esmeralda, calças com bainha curta de mesma tonalidade. Cobrindo a vestimenta mais simples estava uma espécie de sobretudo em tom de creme sem gorro e mangas, decotado na parte de baixo permitindo que fosse visualizada as suas pernas. Entre os acessórios, portava um cinto de couro marrom prendendo as peças na altura do abdome, munhequeiras e tornozeleiras de cor das peças primárias e, finalizando tudo aquilo, um laço prendendo o cabelo e permitindo um coque estufado para a parte de trás.

Trajar-se era tarefa complicada, tendo em vista a quantidade de elementos existentes dentre seu figurino. Procurá-las não era difícil, uma vez que haviam indicações, em braile, de quais peças estavam localizadas em cada local. Não obstante, o tato também cooperava no fim de encontrá-las. Demorou alguns bons minutos até estar devidamente equipada com todas as peças de roupa de sua indumentária. Dali, continuaria até o andar de baixo, mais precisamente à cozinha. Naquele dia em específico não havia qualquer pessoa senão a pequenina cega. Teria de preparar algum alimento de maneira solitária caso quisesse se nutrir e se preparar melhor para o dia de grandes peripécias.

Desceu as escadas apoiada sobre o corrimão, passos vagarosos levavam-a ao templo do sustento. De lá, procurou pelos armários tateando todos os móveis existentes nos arredores. Finalmente encontrou a geladeira depois de muito buscar. Abriu-a e deu novamente utilizou as mãos para procurar alguma jarra de suco. Encontrou uma jarra que, pelo que pôde supor, era feita de vidro. Tomou cuidado ao levá-la à mesa. Conseguiu sem maiores dificuldades, afinal uma ninja jamais seria vencida por aquele simples obstáculo. Também encontrou torradas enquanto zanzava por ali. Sentou-se e satisfez-se com seu café da manhã. Deixou o lugar e foi em direção ao quintal, a parte de trás da sua casa. O sol tinha a capacidade de acertá-la num ângulo único que lhe dizia exatamente por onde ir durante o dia.

Estava decidida, precisa treinar uma forma de conseguir enxergar o mundo. Só então seria capaz de realizar uma única missão. Antes disso, optou por não tentá-las. Toda a dificuldade do dia convenceu-lhe disso. Esta a primeira das etapas para a primeira fase de criação do estilo de luta único que no futuro designaria-se como "Kaze no Kao".


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Re: [fillers] Toph - 24/2/2018, 18:20

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