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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Myia Saigō
Myia Saigō
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Fillers, Myia - 9/10/2016, 21:25



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Myia Saigō

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IRONBORN
Ficha
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Re: Fillers, Myia - 10/10/2016, 00:04

☾ atlas ☽
You are not perfect, you make mistakes and gets stronger because of them. I believe this is the real strength.




- Pai, onde estamos indo? – perguntei pela milésima vez. Eu e papai estávamos andando há horas, mesmo depois de ter saído dos domínios da Vila, ele caminhava a minha frente aparentemente relaxado, mas ainda era perceptível suas mãos tensas próximas as alças da mochila.

- Estamos indo para um lugar especial – falou ele simplesmente sem olhar para trás. Eu suspirei alto e esperei que ele ouvisse isso como uma reclamação, mas como era o Noboru, imaginei que não iria se importar. Ele é um ninja de alto escalão médico, já lutou em muitas missões, mas prefere trabalhar na aldeia ajudando todos os moradores; isso ele destaca que sempre foi a principal diferença com minha mãe, além do seu eterno bom humor.

Percebi que as árvores da floresta começaram a abrir e logo à frente avistei uma clareira. Ao chegarmos lá, minha boca abriu-se num “o” enorme de tamanha surpresa, pois no meio da floresta havia um lindo memorial. – Onde estamos? – perguntei dessa vez sinceramente.

- Aqui é o memorial que fiz para sua mãe. – falou ele andando para perto da enorme pedra. A pedra era grande de formato redonda e lisa, estava cravado o símbolo de um redemoinho que era usado nos uniformes dos ninjas da aldeia, no meio dos riscos da forma havia uma coloração vermelha que parecia dar profundidade a imagem. Aproximei-me sem saber muito que falar, estava chateada por não saber disso, mas algo na expressão de meu pai dizia que nada ali era tão simples. Toquei o símbolo e permaneci em silêncio com várias perguntas atribulando minha mente.

- Myia, você sabe que usa meu nome, mas você pertence há um clã. – falou ele sem me olhar diretamente e a voz carregada de certeza.
Dei as costas ao memorial e me sentei, encostando-me a grande pedra e podendo sentir minha mãe, demorei uns minutos para responder e ele respeitou esse silêncio. – Eu sei. Clã Uzumaki.

- Sim! – falou ele e sentou-se a minha frente, cruzando as pernas e descansando as mãos nos joelhos – O clã Uzumaki era extremamente poderoso, residiam em Uzushiogakure, há histórias que dizem serem parentes distantes do clã Senju. O país foi destruído numa grande guerra pelo medo que o resto do mundo tinha de seus poderes, apenas algumas pessoas escaparam e tiveram de se esconder do resto do mundo.

- Mas, nosso cabelo nos entrega... – falei levemente, tentando não entrar na aura pesada da situação. Meu pai sorriu e concordou, voltando a falar: - Sim, esse lindo cabelo entrega vocês. Bom, todos os ninjas buscaram não chamar muita atenção para si e suas habilidades, menos...

- A mamãe! – completei.

- Sim, sua mãe! – ele falou pesadamente – Ela era uma ninja excelente. Muito melhor que eu. Ela adorava lutar e fazia isso por amor, sua satisfação era sair em missão e, enquanto, não a completava, não se dava por satisfeita, levando a níveis de exaustão. Como você. Se especializou tanto na técnica dos Uzumaki que creio eu chegou a fazer jutsus inimagináveis. 

- Onde quer chegar? – perguntei um pouco desconfortável. Não que eu não ame minha mãe, mas pensar nela me gerava uma dor de cabeça alucinante e isso era pela falha de memória, causada pelo trauma do dia de sua morte, que no caso, eu acompanhei.

- Bom, eu construí esse memorial para ela e para todas as almas Uzumaki. Seu povo foi destruído pela força e poder que ele tinha, eu te trouxe hoje, porque quero que sinta orgulho de quem é. Você é exatamente uma Uzumaki, cabeça dura, teimosa e quando quer é bem escandalosa...

- O QUÊ? – falei alto, dando um pulo de meu lugar – Quer batalhar aqui mesmo, Noboru?

- Eu disse! – ele falou rindo de minha expressão.

Dei um riso fraco e olhei novamente para o memorial, eu sentia uma pontada no fundo do peito. – Eu procurei algumas informações, andei lendo algo. Vi que os Uzumaki tiveram grande participação aqui na Vila, principalmente no que se diz a posse de Bijus.

Meu pai ficou retesado, seus olhos perderam o foco e ele falou com a voz insegura – Sim, bom, eu a trouxe aqui para te dar seu presente por ter passado no teste da Academia. A partir de agora, como ninja, poderá sempre vir aqui rezar por sua mãe.

Eu assenti tentando sorrir, mas me lembrava da reação de meu pai ao ouvir que andei estudando. Ele retirou da sua bolsa um pacote e me entregou, me sentei e o abri; havia dois pergaminhos de aparência antiga, estavam amarrados juntos. – Sua mãe os trouxe como herança de família, ela disse que iria dar a você quando se formasse, por isso os guardei. Eles falam sobre a família dela, o símbolo e outras coisas. Você só deve abri-los quando passar para Chunnin e Jonin.

Eu assenti e os deixei de lado para ver o resto, levantei a minha frente e observei a roupa. A blusa era regata, justa e de material flexível, a parte de baixo era um shorts curto e resistente, mas o que chamava atenção eram os acessórios e sapatos. Os acessórios eram bem diferentes, para a mão direita havia uma luva comprida além de tiras de panos que iam até o antebraço presos num cinto com um compartimento, para a mão esquerda havia também uma luva, mas ela era diferente, feita de tiras de couro presas e costuradas, formando no centro o símbolo do redemoinho e os sapatos eram quase parecidos com uma bota, com canos altos.

- Sua mãe usava acessórios parecidos – disse ele ficando vermelho – Achei que seria legal você ter algo assim.

- Obrigada, papai! – falei tentando espantar as lágrimas dos olhos, então desviei o olhar para o lado oposto, sentindo meu rosto ficar vermelho e meu coração disparou.

- Vai ficar bem em você – falou ele pegando a luva da mão esquerda – Você sabe no que os Uzumaki são especialistas, certo?

- Fūinjutsu – falei olhando atentamente para a luva.

- Sim, a técnica de selamentos. – ele prosseguiu – Veja, esse material não é simplesmente couro, ele é especial, sua mãe me ensinou que ele ajudava a sintetizar o chakra na mão para realizar selos perfeitos. Como você é destra, sua mão direita naturalmente já é mais trabalhada, logo, essa luva te auxiliara a realizar com a mão esquerda.

- Sério? – falei curiosa com os olhos arregalados.

- Sério! Mas, é um segredo ein? – falou ele – Ninguém deve saber, é um segredo que sua mãe descobriu depois de muito estudar.

- Eu posso fazer selos diferentes com as duas mãos? – perguntei imaginando, um sorriso gigante estampava meu rosto.

- Ele irá te auxiliar, mas para isso, terá que treinar – disse sorrindo – E muito! Já treinou seu Jutsu Uzumaki Sealing Technique? Primeiro tem que aprender o básico!

- Ah, eu treino... – comentei com a voz falhando.

- Vamos aproveitar, então, e treinar agora! – disse se levantando, retirou de sua bolsa uma ampola e andou alguns passos deixando-a no chão – Veja, esse é um veneno extremamente perigoso, quero que o sele para mim.

Eu assenti, abri minha bolsa e retirei um pergaminho vazio; deixei a bolsa de lado e fui até a ampola, colocando assim o pergaminho abaixo dela. Suspirei e coloquei minhas mãos a postos. “Rato, boi, cão, cão, junto as mãos... Javali”, pensava, enquanto realizava os selos. Bati as duas mãos no chão com força e o selo se construiu, ele pareceu caminhar até o frasco de veneno e era como se eu o sentisse em minha pele, até alcançar um momento em que meu chakra pareceu caminhar para fora de mim, como deixa para a ativação do selo. Ele imediatamente pareceu absorver o alvo e desapareceu embaixo de mim, ficando apenas a inscrição do selo no pergaminho.

- Bom! – falou meu pai de cócoras me olhando – Mas, deve melhorar a velocidade dos selos e ser mais rápida para a ativação.

Levantei-me sorrindo colocando as mãos na cintura e pronta para brincar, quando uma vertigem me atingiu e eu cai sentada. Minha cabeça pareceu diminuir de tamanho e apertar meu cérebro me provocando uma dor forte, senti as mãos de meu pai em mim, mas permaneci em silêncio o que pareceu um tempo enorme.

Aos poucos a dor foi melhorando, mas, com isso minha mente foi ficando vaga e turva, então olhei ao redor desorientada e encontrei meu pai olhando-me preocupado: - Pai?

- É o que acontece quando falamos muito de sua mãe – disse ele, então vi que estava com uma das mãos em minha testa usando seu jutsu de cura – Você sempre tem essas dores e...

- Me esqueço do que estava fazendo! – completo a frase taciturna – Então, estamos aqui...

- Mas, tudo bem, está tudo bem! – falou ele sorrindo docemente e me cortando – Vamos almoçar, eu trouxe muita comida boa! Além disso, você tem de guardar seu presente.

Eu balancei a cabeça sorrindo e olhei em volta, vendo um grande memorial e próximo dele um vestuário parecendo novo com alguns pergaminhos. Ao olhar para a grande pedra senti uma pontada de tristeza, tendo a vaga lembrança de algo. Tudo acontecia tão rápido, as memórias sumiam e voltavam e eu nem sentia como isso ocorria. Olhei para o lado e observei um selamento recém-criado e soube que era eu a tê-lo feito, pois ele trazia a marca dos Uzumaki, que agora era refletida em mim pelo enorme símbolo na pedra.

Eu e meu pai nos sentamos para almoçar, comemos em silêncio apenas comentando amenidades e sobre o seu trabalho, minha cabeça ainda latejava, mas eu me lembrava de quase tudo agora. E estava imensamente feliz por isso. Depois, guardamos todas as coisas e voltamos em direção a Vila, deixando para trás o memorial de minha mãe, tendo a certeza de que se mesmo um dia eu a esquecesse, aquela pedra estaria ali, cravada ao chão, pelo resto do tempo para me lembrar.

INFORMAÇÕES:
HP: 400 | CK: 450 | VEL: 6m/s | SELOS: 2s/s

JUTSU:
Uzumaki Sealing Technique
Rank: C
Descrição: Após fazer os selos de mão necessários, o usuário bate as suas mãos contra o chão, causando a aparição de uma fórmula de selamento que se estende até o alvo, no local da colisão. Quando o selo é ativado, qualquer coisa acima da inscrição é selado dentro da própria fórmula.





Farei o meu melhor e até o impossível para que as coisas sejam feitas bem. O impossível começa onde acaba o seu esforço: é esse o segredo sobre acreditar. Eu não desistirei, enquanto aguentar e depois que não aguentar mais, eu começo de novo.

 



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IRONBORN
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Hades.
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Re: Fillers, Myia - 10/10/2016, 00:21

Originalidade: 9.
Gramática: 10.
Fluidez:  9.
Interpretação: 10.
Treinamento: 7
Total: 45. Mais 45 de bônus. = 90

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Fillers, Myia Black_and_white_by_bezeta
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Re: Fillers, Myia -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.