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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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[Fillers] Jeany - 26/7/2016, 02:01

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Re: [Fillers] Jeany - 19/10/2016, 13:26


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O som dos pássaros podia ser ouvido por toda a floresta. Estes eram os primeiros passos que dava ao sair da grandiosa vila de Konohagakure. Galguei por aquele caminho e segui rumo ao desconhecido, precisava fugir de minha vida.

O destino não é certo, não havia traçado um roteiro para onde iria, apenas saí de casa e decidi viajar pelo mundo afora. Comigo só trazia um maço de cigarros e uma lâmina presa as costas, além de minha dignidade, o pouco que tinha restado.

Não estava sendo fácil, os pensamentos sobrevoavam minha cabeça e não me deixavam em paz. Estava sendo submetido a flashes daquela recente lembrança; os olhos daquela pessoa vidrados em mim, o terror que eles demonstravam, tudo aquilo fora gravado pela minha memória e agora a cena repassava em minha mente.

Poucas horas atrás, eu havia sido incumbido de cumprir minha primeira tarefa como assassino. Treinei durante anos para fazer aquilo, meus pais confiavam que eu conseguiria passar por aquele teste com nada menos que a perfeição. Eles esperavam isso.

Lembro-me de colocar todos os meus equipamentos, minha roupa negra e minha máscara de cachorro. Trazia apenas uma arma, a mesma que levava em minhas costas, o pequeno sabre branco. Ele seria a minha marca, meus pais diziam que logo ela seria reconhecida por todo o mundo.

No começo, talvez eu tivesse sido ludibriado por aqueles pensamentos. Ser famoso. Ser reconhecido por todo o mundo. Eu teria glória e seria temido por todos os quatro cantos do planeta, meu apelido seria gravado em livros. Mas....não seria por motivos nobres, não seria por justiça ou merecimento.

O meu nome não traria felicidade ou paz, traria medo e ódio. Eu inspiraria a raiva nas pessoas e seria amaldiçoado por elas. Colocariam-me junto das pessoas mais odiadas da história e meu clã seria reconhecido como ralé, embora os Hatakes já estivessem perdidos a muito tempo atrás.

Kakashi Hatake, ele tinha sido o último de nossa família a fazer o bem e zelar pela vila onde morávamos. Ele tinha sido o sexto hokage, mestre do sétimo e aluno do quarto. Todos lembravam-se dele e de seus feitos, de sua importância na terceira grande guerra-ninja. Eu gostaria de ser como ele, mas ainda assim eu fiz 'aquilo'.

[...]

Era uma hora da manhã, eu espreitava a casa que invadiria para matar meu alvo. Haviam guardas envolta de todo o lugar, mas não passavam de simples ajudantes, não tinham habilidade com o chakra. Respirei fundo e senti diversos odores, cada qual mostrando sua diferença. Eram doze homens.

Me escondi nas sombras e rapidamente apareci atrás de dois dos guardas, já era tarde quando sentiram minha presença. Suas gargantas gorgolejavam sangue e assim não podiam se quer gritar para avisar os outros. Os corpos caíram no chão fazendo um pequeno baque, uma poça de sangue formava-se embaixo deles enquanto se afogavam nela.

Escalei a parede da casa e a adentrei sem acionar os outros guardas, seria tarde quando eles encontrassem seus amigos mortos. Ninguém havia reparado em mim, embora três homens circulassem o entorno da parte de dentro da moradia.

Observei a rotina de movimento deles, quando um vinha para um lado, os outros dois iam para o lado contrário daquele. Existia um pequeno intervalo que me permitia passar por eles sem ser pego. Esperei por ele e assim que tive uma chance a peguei.

Consegui penetrar com sucesso a moradia. Percorri o caminho até o quarto de meu alvo, agora meu coração batia aceleradamente, suor escorria por debaixo da máscara. Passei meus dedos pela porta e a abri vagarosamente, não queria chamar atenção desnecessária.

E, lá estava ele. Seu pequeno corpo coberto por um pedaço de pano, não tinha mais do que três anos. Estava rodeado de pequenos ursos e patos de pelúcia. Engasguei com minha própria saliva ao notar sua tranquilidade, tinha certeza que ele não imaginava o que lhe fosse acontecer.

Coloquei minha arma abaixo do pequeno pescoço do garoto, minhas mãos tremiam nesta hora. Um sentimento estranho começava a brotar em mim. Matar os ajudantes não tinha me deixado daquele jeito, talvez porque não passassem de homens cruéis e horrendos. Todos já deviam ter passado ao menos um ano na prisão, eram paus mandados.

Mas....aquela era uma pequena criança, inocente. Ela não tinha feito nada de errado, não possuía manchas em sua alma. Foi, então, que ela abriu seus olhos.

Devagar, ao se mexer para o lado e parar com os olhos voltados para mim, a criança deu uma leve espreguiçada e abriu um pouco seus olhos. Contudo, ela não me reconheceu, pelo contrário.

—— Pa-papai...—— sussurrou ela, já fechando seus pequenos olhinhos e voltando a dormir. Isso foi a gota d'água que faltava, meus braços não conseguiam mais se mexer. Eu não era capaz de fazer tal atrocidade, não tinha como terminar aquele serviço. Eu falhei.

Daí, devo dizer que tudo aconteceu rápido demais e minha mente ficava um pouco perdida nessa parte. Um alarme soou pela casa, desta vez a criança acordou e percebeu que eu não era seu pai, logo começando a chorar. Seus pais rapidamente chegaram até o quarto e ficaram devidamente assustados com minha presença, ainda mais com eu apontando uma lâmina para o menino.

—— Não se mexam  —— disse, minha voz rouca e abafada pela máscara. —, me desculpem.

Saltei por cima da cama do menino, os guardas começavam a adentrar o lugar enquanto os pais dele corriam para o abraçar, lágrimas rolavam de seus olhos. Evitei o combate e pulei por uma das janelas da casa, infelizmente acabando com alguns estilhaços de vidro no corpo.

Dois guardas me esperavam do lado de fora da casa, ambos estavam armados com espadas. O primeiro me atacou, mas errou por alguns centímetros por eu ter me abaixado. Acertei uma rasteira em tal e parti para cima do outro, perfurei sua barriga com o sabre antes que ele sequer tivesse tido tempo para se defender.

Saltei por cima de seu corpo caído e atravessei o muro da propriedade, o outro homem começava a se recuperar da rasteira e mais vozes podiam ser ouvidas saindo de dentro da casa. Corri para a escuridão que a noite trazia e evitei mais possíveis combates.

Passaram-se duas horas desde o momento que comecei minha missão, sendo agora três da manha. Passei por minha casa e adentrei meu quarto sem alarmar meus pais de minha chegada, afinal, eles provavelmente estariam me esperando com 'boas notícias'. Tirei minha máscara, agora manchada de sangue, e a depositei numa mesinha. Peguei meu maço de cigarros e parti.

[...]

Horas passaram, galgava pela floresta de konohagakure enquanto o sol começava a aparecer. Os pássaros cantavam uma melodia triste, pelo menos do meu ponto de vista. Minhas mãos tremiam ainda.

—— Jamais —— proferi ao vento ——, jamais matarei por motivos como aqueles. Não me tornarei um assassino de aluguel como os meus pais.

Estava certo, eu teria um novo começo. Me tornaria uma pessoa bondosa e gentil, ajudaria os companheiros de vila e salvaria qualquer pessoas que precisasse de minha ajuda. No entanto, era preciso fazer uma viagem, ficar afastado da vila durante alguns anos. Somente quando a poeira baixasse eu voltaria.

Não fazia isso por medo da polícia, não tinham como saber minha verdadeira identidade. Minha máscara escondeu meu rosto e ninguém jamais saberia que tinha atacado aquela família. Meu medo era de meus pais, medo de que eles pudessem fazer algo comigo. Era necessário que eu fugisse.

Parti para longe.

200|300

Caso não entendam algumas coisas, narradores, leiam minha história. Esses são os fatos que ocorreram antes de eu deixar a vila durante um certo tempo. Ou seja, vinte e cinco anos atrás. Eu ainda não era velho, minha personalidade era diferente da de agora, como devem ter percebido no post.





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Marina
Chūnin
Marina
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Re: [Fillers] Jeany - 19/10/2016, 14:34

Originalidade 10
Gramática 10
Fluidez 10
Interpretação 9
Treinamento 6
= 90
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Re: [Fillers] Jeany -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.