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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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wonder wings; - Sex 08 Jul 2016, 18:09

Hyuuga Umi, vinte e quatro de Dezembro, 53 D.GF

—— Você tem que encontrar algo em que acreditar, Umi-chan —— Ouvir aquela voz suave como a de um filhote de canário me fez desviar o olhar do céu estrelado. Kotori Tsubasa, uma amiga de infância mais que especial, repousava na grama com seu sorriso de sempre. Um sorriso caloroso que me deixava mais que feliz ao vê-lo. Seus olhos dourados brilhavam no escuro da noite, mas eu não tinha coragem de dizer uma coisa tão embaraçosa ao ar livre, muito menos para Kotori.

—— O-o que quer dizer, Kotori? —— A tentativa de fingir ignorância ao ouvir o comentário da garota estava aparente em meu tom de voz. A grisalha era capaz de trazer à tona as coisas que mais me atormentavam, era seu charme e ao mesmo tempo aquilo que mais me incomodava. Nossas conversas sempre acabavam em uma clima pesado, o que não combinava com a personalidade daquela doce garota.

—— É que você anda tão pra baixo ultimamente, eu imaginei que alguma coisa pudesse ter acontecido. Quero dizer, nessas horas é sempre bom se entreter com alguma coisa não é? "Algo em que acreditar", passar o tempo, hahaha. —— Suas tentativas em contornar os rumos da conversa também não eram algo que combinava, pensei.

—— Na verdade, você tem razão. Eu não sei mais se o que eu estou fazendo é certo ou não... É que...eu não consigo aceitar como as coisas são. Todos os shinobis seguem o que o Hokage fala sem exitar, mas eu não consigo mais fazer isso desde aquele dia. Só de pensar que todo o meu esforço têm que ser usado para aquilo que eu mais desprezo...eu...

Não me sentia capaz de continuar a falar. Eu já havia deixado o ocorrido de lado, então me sentia idiota por remoer o passado de um jeito tão descontraído assim. Talvez fosse a aura natural que Kotori transmitia, mas eu me sentia segura com ela ali, como se nada ou ninguém fosse me julgar pelas indecisões que tinha, uma sensação familiar que ela tinha desde que havíamos nos conhecido na acadêmia. Com um olhar que parecia prestes a desmoronar em lágrimas, um soluço saiu e meus olhos se fecharam. Em seguida, o calor.

Envolvida por algo macio como um cobertor fresco, voltei a abrir os olhos. Era como se todas as incertezas tivessem sumido, o caloroso aperto fazia eu imaginar um filhote de pássaro coberto por sua mãe em um ninho aconchegante. Olhei para o lado somente para encontrar a mesma pessoa de antes, de olhos fechados e com um sorriso que dizia "tudo vai ficar bem". Me senti aliviada novamente, ela era a única pessoa que podia fazer a determinada "bastarda dos Hyuuga" se abrir daquele jeito.

—— Tudo bem, Umi-chan. Não importa o que os outros digam, eu vou estar aqui para você. Você se importar tanto assim já mostra que só existe bondade dentro do seu coração. Mesmo que o mundo inteiro seja corrupto, eu sei que você sempre vai seguir no caminho certo, eu sempre vou acreditar em você.

Sim, era verdade. Eu soube, desde o início, que havia alguém que iria acreditar em mim. Mesmo com sua excentricidade, Kotori era a pessoa mais confiável que eu tinha, que sempre estava lá para me ajudar. Eu sabia que não podia estar errada quando uma pessoa como aquela, uma doce e adorável rouxinol, se atrevia a dizer que iria continuar a me dar suporte. Limpei as lágrimas que se formavam no rosto e falei, com uma voz alegre e confiante.

—— Sinceramente, não diga uma coisa tão desnecessária e vergonhoso ao ar livre, Kotori.

Sobre o vasto céu estrelado, continuamos a conversar em meio ao silêncio da noite. Uma confiança que a muito não sentia voltou para dentro do meu peito. Não havia momento mais feliz que aquele, eu pensei.

Hyuuga Umi, seis de Março, 54 D.GF

"E pensar que ninguém da família principal passou naquele exame." foi o que ele disse. Era um dia comum, não contando o fato de que era o meu segundo dia com catorze anos. Como sempre, depois de minha rotina matinal, me dirigia pela mansão em busca de novidades, seja sobre assuntos do dia a dia ou algumas histórias das missões que eram feitas pelos membros da casa principal.

Em um de meus devaneios sobre o que deveria fazer em seguida, acabei escutando uma pequena discussão vinda do grande salão, local aonde ocorriam as reuniões dos conselheiros. Shirobo, como sempre, trazia um tom de insatisfação em sua voz. Como um pai rigoroso que sempre pedia o máximo de seus filhos, ele explicava de maneira resumida como era inadmissível um Bunke ter subido tão rapidamente enquanto ninguém da Soke havia se dado ao trabalho de ao menos entrar no torneio. Era óbvio que ele estava falando do C.S.

Até aquele momento não conseguia compreender com perfeição a falta de confiança na Bunke, a família secundária. Parecia um simples caso de preconceito sem fundamento algum, mas o fato de que aquele tipo de atitude estava criando um atrito negativo entre as duas sanções era algo que me incomodava e muito. Mais importante, porém, era o comentário que Shirobo havia feito.

"Eu espero resultados melhores no próximo torneio". As palavras ecoavam na minha cabeça como um sino de catedral. Se haveria outro torneio, eu teria que participar. Em parte por curiosidade, outra parte por arrependimento em não estar no primeiro. Tirando a invasão do suposto Bijuu, a competição contou com inúmeros oponentes que valiam a menção. A ideia voou por minha cabeça por todo aquele dia.

Dado isso, os próximos dias consistiram em sua maioria de treinos intensos e missões. O tempo passou sem se perceber, os dias e os meses foram, e assim continuou.

Hyuuga Umi, cinco de Julho, 54 D.GF

Tinha agora em minhas costas a incumbência de alcançar duas das maiores grandezas shinobi: o poder e a honra. O poder era necessário em prol de minha autossuficiência e realização como um soldado da folha, mas a honra, por outro lado, era indispensável para manter o respeito que a minha família havia construído e polido desde tempos remotos. Obstinada eu era, que mesmo antes dos primeiros raios de sol, oculta em meio as montanhas, me preparava para meu mais novo desafio: dominar o Jūho Sōshiken.

O silêncio perpetuaria absoluto, não fosse o som da cachoeira despencando metros acima até o punhado de pedras que formava o rio. Era manhã de julho e a temperatura ambiente era tão fria que não tornava propício um mergulho na água. Sentada sobre o tronco retorcido do que já foi uma árvore, a garota conhecida como Sonoda Umi estudava. O material de pesquisa era o pergaminho da técnica secreta de meu clã, dita ser dominada por todos aqueles realmente dignos do sobrenome Hyuga. A letra era legível e os códigos linguísticos, bem simples de se entender. Passado algum tempo, estava satisfeita com a leitura e resolvi praticar.

—— Yoosh... —— Cerrei os olhos e relaxei cada músculo de meu corpo. A pose era aberta, completamente livre para um ataque, mas felizmente, aquilo não era uma batalha. No vazio existencial que compreendia minha mente, imaginei uma pequena chama azul, tão imperceptível que poderia ser facilmente confundida com o negro ambiente. Em seguida, o fluxo das chamas aumentaram, pouco a pouco, até que uma luz tão intensa quanto uma tocha surgiu. Da chama, pequenas linhas de energia se formaram, em pouco tempo dando origem ao que os shinobi chamam de sistema circulatório de chakra. Pude sentir esta energia fluindo em meu corpo através das centenas de tenketsu. Imaginei que estava pronta.

Mas não estava. Era uma verdade que não poderia exercer o emprego do chakra da maneira que era descrita em meu estado atual. Falta de experiência, incapacidade, os motivos ainda eram um mistério, mas era claro que tudo que podia fazer era continuar a praticar. Hora após hora, dia após dia, meu corpo continuava a superar seus limites através do avanço mental e da disciplina. Além da clara evolução em minha condição física, sentia que meu controle de chakra aumentava a cada falha. Meus punhos já mantinham a forma de um feroz leão com o passar de uma semana.

O único empecilho que restava era o mais complicado; a inabilidade de manter a técnica. Algo tão trivial que derivava-se da insuficiência que tinha em me concentrar. Ou melhor, não a desconcentração em si, mas o grande controle que a técnica pedia. Novamente, os dias foram sem que se pudesse perceber. Pelo resto dos dias de treinamento, convivi por longos períodos de tempo com a cachoeira daquele lugar isolado, um novo nível de calmaria deveria ser alcançado para se dominar aquela habilidade. Sempre com a convicção inabalada, o dia em que a técnica fora dominada havia finalmente chegado.

Com o sol exposto até mesmo ali, encarei-o, de maneira que o sorriso que se formara em meu rosto era verdadeiro. Aquilo era meramente mais um degrau para superar o que estaria por vir; o Chunin Shiken.

— Filler especial do Timeskip. O ponto de atributo vai para Taijutsu, por isso eu citei um treinamento físico no meio da narração.
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Ayura
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Re: wonder wings; - Sex 08 Jul 2016, 18:48

Originalidade: 7/10 (era um 5, mas os diálogos foram originais)
Gramática: 8/10
Fluidez: 10/10
Interpretação: 7/10
Treinamento: 8/10
Total: 40/50 (arredondando)
Atributo: Obtido.
Aprendizado: Okay.

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wonder wings;  Ps1dM0N
Ficha//M.F.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.