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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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zzzz zz zzzz - 20/6/2016, 15:00

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Re: zzzz zz zzzz - 20/6/2016, 15:36

Habitualmente, os trolls não se aventuravam tão longe da floresta, e Hiro não esperava vê-los ali. Eram semelhantes a um homem, embora baixos e largos, com braços compridos e grossos que quase chegavam ao chão. Corriam tanto de quatro como de pé, parecendo uma imitação cômica de macacos, tendo o corpo coberto por um espesso pelo grisalho e lábios arreganhados, que deixavam entrever presas compridas.

As horrendas criaturas raramente perturbavam os seres humanos, mas de tempos em tempos perseguiam um viajante solitário. Hiro hesitou por um momento e logo tirou a kunai do cinto, carregando-a com um selo explosivo que recolhera; em seguida, correu encosta abaixo, girando a arma acima da cabeça. As criaturas estavam quase alcançando a carroça quando Hiro lançou a kunai. Acertou em um dos lados da cabeça do troll que estava mais na frente, fazendo-o dar uma cambalhota com a explosão. O segundo tropeçou no parceiro e ambos caíram, embolados um no outro. Hiro parou quando começaram a se levantar, deixando de dar atenção a carroça e virando-se para os agressores, que rugiram para o garoto e investiram.

Hiro voltou a subir a colina correndo. Sabia que, se conseguisse alcançar os cavalos, poderia deixá-los para trás, circundá-los até chegar à carroça e afastarem-se em segurança. Olhou por cima do ombro e viu que se aproximavam — com enormes caninos à mostra e compridas garras arrancando pedaços do solo. A favor do vento, conseguia sentir o odor fétido de carne em putrefação. Transpôs o topo da colina, ofegando de modo irregular. Seu coração quase parou quando viu que os cavalos tinham atravessado o riacho e estavam agora afastados cerca de vinte metros. Descendo a encosta a toda a velocidade, esperou que essa diferença não se mostrasse fatal. Ao entrar no riacho, conseguia ouvir os trolls às suas costas. Ali, a água era rasa, mas nem por isso diminuiu o passo. Chapinhando pelo riacho, Hiro prendeu o pé em uma pedra e caiu. Lançou os braços para a frente e amparou-se com as mãos, mantendo a cabeça acima da linha da água. Sentiu um choque percorrer-lhe o braço ao tentar recuperar o equilíbrio. Voltou a tropeçar, virando-se quando os trolls se aproximaram da beira do riacho. Rugiram ao vê-lo tropeçar na água, detendo-se por instantes.

Hiro sentiu um genuíno terror enquanto se debatia para colocar um selo explosivo na kunai com os dedos dormentes. Atrapalhando-se, deixou-a cair e ser levada pela corrente. O garoto sentiu um grito formando-se na garganta. Assim que os trolls entraram na água, um clarão explodiu atrás dos olhos de Hiro. Uma dor abrasadora rompeu por sua testa enquanto letras cinzentas pareciam formar-se em sua mente. Hiro reconheceu-as de um pergaminho que Kulgan lhe mostrara diversas vezes. Sem pensar, pronunciou o jutsu, cada palavra desaparecendo de sua mente assim que a proferia. Ao terminar a última palavra, a dor cessou e Hiro ouviu um enorme estrondo à sua frente. Abriu os olhos e viu os dois trolls se contorcendo na água, os olhos arregalados devido ao intenso sofrimento enquanto se debatiam inutilmente, gritando e gemendo.

Arrastando-se para fora da água, Hiro ficou vendo as criaturas agonizarem. Pareciam estar sufocando e emitiam chiados enquanto afundavam. Pouco tempo depois, um deles estremeceu e parou de se mexer, ficando de barriga para baixo na água. O outro levou mais alguns segundos para morrer, mas, tal como o companheiro, também se afogou, incapaz de manter a cabeça à tona na água rasa. Sentindo-se atordoado e fraco, Hiro voltou a atravessar o riacho.

Tinha a mente entorpecida e tudo lhe parecia enevoado e deslocado. Parou depois de alguns passos, lembrando-se dos cavalos. Olhou em volta e não os viu. Deviam ter fugido assim que sentiram o cheiro dos trolls e já deveriam estar em pastagens seguras. Porém, com os trolls mortos, retomar a carroça a seu percurso não seria nenhum problema.
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Senju Inazuma
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Re: zzzz zz zzzz - 21/6/2016, 14:45

ORIGINALIDADE: 10
GRAMÁTICA: 10
FLUIDEZ: 10
INTERPRETAÇÃO: 10
TREINAMENTO:0

TOTAL: 40

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"A Vontade do Fogo deve servir para Proteger e não para Queimar."

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Re: zzzz zz zzzz - 2/7/2016, 16:56

Sua estatura era maior. Calculei imediatamente que suas capacidades físicas fossem superior. Tentei bolar algum plano, criar alguma estratégia, algo em que minha mente pudesse se agarrar para conseguir prosseguir lutando. Eu teria que agir, e rápido. Mas o vento bateu tão forte que foi capaz de balançar minha própria sanidade. Afinal, aquela não era a brisa comum de um dia ensolarado, e sim a massa de ar deslocada pelo seu movimento brusco contra mim. Rápido não seria suficiente, portanto.

O primeiro soco foi como se uma rocha esmagasse meu estômago. Perguntei-me, rapidamente, o porquê de não ter cuspido sangue. Porém, não continuei com aquela discussão mental, até porque não podia, e empurrei meu adversário de maneira completamente desesperada. Eu precisava me afastar, para pensar, para respirar, para sobreviver.

Arfei o mais rápido que pude. Respiração, preciso controlar a respiração. Tinha lido aquilo em algum lugar. Sem saber muito como agir, fi-lo, e apenas esperei que algo acontecesse. Não ignorava a dor, mas de fato consegui sentir melhor o movimento do meu corpo, como se o ar em menor quantidade fosse capaz de se organizar de maneira mais produtiva dentro do meu pulmão.

Meu adversário não permitiu que meu fôlego voltasse completamente, mas também cometeu um erro padrão, atacando-me de maneira semelhante a de outrora. Eu já sabia o que ele faria e, portanto, sabia exatamente o que tinha que  fazer… Mas como? Joguei todo meu peso para o lado na esperança de conseguir uma evasiva eficaz. Mas definitivamente essa não era a melhor forma. Apesar do punho não ter me encostado, seu ombro empurrou-se contra o meu com força suficiente para me fazer rolar no chão, conseguindo alguns arranhões não desejados.

Levantei-me, mas dessa vez não arfei. Respiração. Lembrei-me quase que inconsciente, e pratiquei de maneira involuntária. Parece que alguma coisa tinha aprendido. Mas ainda faltava outra: Como vou fazer para desviar? Eu teria que aprender na prática, porque novamente meu inimigo vinha até mim. Analisei sua postura, e desta vez estava diferente. Um soco? Um chute? Um taijutsu estranho? Pressionei a única coisa com que contava, pense!

Dessa vez, antes de jogar meu peso, eu ajustei minha base. Minhas pernas travaram, e só parte do meu corpo se deslocou, fazendo que com que a voadora inimiga passasse num longo espaço vazio que minha esquiva tinha deixado. Eu realmente fiz isso? Anotei aquilo mentalmente. Formar a base, deslocar o peso. Eu era um completo fracasso se tratando de taijutsu, porém, eu contava com algo que nenhum lutador convencional possuía: Inteligência.

Esse processo continuou por mais duas vezes antes que eu pudesse tentar um ataque. Fiz da maneira que tracei antes, formando a base e deslocando meu peso. Para minha surpresa, ou não, meu adversário também sabia desviar, fazendo algo semelhante a mim. Meu corpo voou através do nada e eu novamente cai no chão. Aquele movimento era pra defensiva, para ofensiva eu precisava de uma pequena modificação. Ajustar a base no final.

Outra coisa aprendida. Mas nem tudo, afinal. Meu adversário correu de maneira mais eficiente e gritou algo não tão estranho, suficiente para me precaver do seu movimento. Era uma rasteira, eu só tinha que me mover para trás. Não sei exatamente o motivo, mas desta vez não fui capaz desviar como tinha feito anteriormente. Ele bateu na parte lateral do meu pé, ceifando-me o equilíbrio. Meu corpo girou levemente enquanto caía, e ele rodopiou de novo, acertando-me um chute lateral na parte do abdômen.

Parecia ser algum tipo de taijutsu, que eu não fazia ideia de como reproduzir e, aparentemente, como defender. Muito embora, aquilo havia me despertado uma estratégia bastante grosseira, que poderia dar certo, ou mais provável que não. Mas, o que eu tinha a perder? A primeira parte do plano se baseava naquele grito que o adversário pronunciou, e que me alertou exatamente sobre o que iria fazer. Apesar de eu não poder necessariamente gritar, eu poderia esboçar uma falsa ofensiva, tentando enganar a defensiva do adversário. Assim o fiz: Corri com a mão erguida quase que o tempo todo, chegando a balançá-la para aumentar seu enfoque. Próximo suficiente, ameacei um soco de maneira cruzada. Meu oponente fez exatamente o que fora planejado, antes que minha investida fizesse realmente algum efeito, ele já estava se abaixando para desviar. Nesse exato momento meu corpo alterou sua postura, tomando agora o impulso necessário para uma joelhada atrapalhada, porém não menos potente.

Pegou em cheio. Ele tonteou para trás e pareceu o momento certo para eu atacar. Desgraçado, pensei antes de desmaiar.

[...]

Acordei alguns minutos depois com uma dor de cabeça bastante contundente. Após tomar um pouco de água, e recuperar a sanidade, estava na hora do meu costumeiro massacre mental: Eu tinha que ter prestado atenção. Como pude ser tão burro, e cair no meu próprio truque? Ele havia usado a mesma tática sórdida que eu, fingindo uma falsa ação, fingindo que estava tonto. No momento da minha investida oportuna, eu que fui atacado, e meu corpo não resistiu.

Pude perceber algumas conversas, e também algumas risadas, mas bem menos do que eu supus. Parecia que, apesar de toda minha inabilidade, eu tinha mostrado algo que pudesse me orgulhar. Amenizou parte da minha culpa, suficiente para eu conseguir levantar a cabeça e retornar ao final da fila.

O resto de treino foi um exercício de observação e aprendizagem. A cada aperto de dor que minha cabeça ainda produzia, eu redobrava o afinco com que assistia a cada shinobi que batalhava. Estudar posicionamento, traçar objetivos, prever movimentos, agir com calma, deslocamentos necessários, aceitar a falha, balanço do corpo, disposição dos pés, colocacão dos membros... Eu parecia, se não realmente fosse, um alienado vidrado em sabe-se lá o que. O respeito que conquistei outrora se desfazia em toda aquela estranheza.

Antes que pudesse realmente perceber, eu estava no começo da fila novamente. Por fim, o instrutor orientou para que nos cumprimentássemos, decretando assim o final de treinamento.

[...]

Cheguei em casa, enfim. Mais forte ou não, agora eu só precisava descansar.
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Ayura
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Re: zzzz zz zzzz - 3/7/2016, 09:36

Originalidade: 5/10 (nada mais clichê que uma luta ou um treino)
Gramática: 9/10
Fluidez: 10/10
Interpretação: 6/10 (vi pouco do seu personagem)
Treinamento: 10/10
Total: 40/50 (arredondando)

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Re: zzzz zz zzzz -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.