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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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feeling fine. - Seg 13 Jun - 13:25

A tensão pelo mundo se agrava cada vez mais, a guerra parece eminente, as nações fazem seus movimentos e aqueles abaixo do poder se veem a mercê de toda a situação. Poucos se destacam, tentando fazer a diferença.
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Re: feeling fine. - Ter 14 Jun - 18:14

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Re: feeling fine. - Qui 16 Jun - 17:57





Esses tempos estão longes de serem pacíficos, o que se vê por aqui é uma falsa sensação de conforto e segurança que acoberta levemente a agonia incessante, o desejo sombrio pelo conflito. Quem ganha com isso? Com certeza não sou. Não precisa-se de um motivo concreto para se iniciar a guerra, todo ser humano tem, escondido em seu subconsciente, uma vontade por essa, todos nós temos. Existe problema nisso? Gargalho quando penso na resposta, é óbvio que não, a guerra é o renascimento. Imagine uma civilização inteira pulverizada, reduzida até suas cinzas, nivelada. Eventualmente ela terá de crescer novamente, evoluir, se adaptar.

Esses tempos estão realmente difíceis, posso ser preguiçoso mas não preciso sair do meu lugar para pensar um pouco, posso fazer isso enquanto me encontro debruçado sobre a janela e espero o tempo passar. Cada vez que olho para fora uma atrocidade é cometida, ninjas sem nome, vindos de lugar nenhum, aparecem de vez em quando e ateiam fogo em edificações, assassinam ninjas do alto esquadrão. Ninguém toma responsabilidade pelos atos, isso é óbvio, adiantaria o inevitável. Mas parece que o inevitável tem data e hora, só não sabemos ao certo e é por isso que alguém deve fazer algo. Eu, por exemplo, faço tudo na medida do possível, impeço um assassinato ou outro, tento ajudar sempre que posso, tudo isso sem sair de minha casa.

Todo dia eu acordo e penso que tudo será diferente, a quem quero enganar? Não consigo nem a mim mesmo. Diante de toda situação criei para mim uma espécie de amigo imaginário, outra imagem de mim que existe somente dentro de minha cabeça, aquele com quem posso sempre discutir e argumentar. Toda vez que falo não sei se é ele que me responde ou se escuto apenas o eco de minha vez e enquanto isso o sangue nas ruas só aumenta, jorrando pelas calçadas e até chega a pintar as paredes.

Agora eles passaram dos limites: acordei com minha casa em chamas, com o fogo dançando ao meu lado. Era muito cedo, eu sequer tinha forças para levantar e a preguiça tornava a gravidade mais forte, puxando meu corpo para o conforto da cama, realmente valia a pena morrer por aquilo? Apoiei ambas as mãos no colchão e levantei-me, muito havia já sido destruído pelo fogo, a maioria da mobília já havia sido consumida pelas chamas e grande parte da própria construção começava a desabar. A fumaça já tomava conta da casa, era difícil enxergar e respirar, eu tinha que achar a saída o mais rápido possível.

Tanto faz, pensei comigo mesmo, a casa inteira caiu sobre mim e eu adormeci.

Respire filho, é hora de erguer-se. Era só aquela voz chata na minha cabeça tentando me acordar, uma versão de mim mesmo com quem costumo conversar. Acordei no mesmo lugar escuro e vazio mas era tudo que eu tinha, meu lar. As pessoas ao redor continuavam caminhando, não paravam nem mesmo para olhar, para ajudar. Foi naquele momento que um enorme sentimento de raiva cresceu dentro de mim, tomando o lugar da preguiça e se tornando meu manipulador.

A quem devo responder por ora? À raiva. Quem tomará ciência dos meus atos? Ninguém. A quem devo dedicar minha caça? Àqueles que me trouxeram o mal.

Meus olhos se fixaram no horizonte, eu não conseguia pensar em nada que fosse puro, o sangue que antes manchava as ruas mancha agora também meus pensamentos. O que fazer? Abraçar esse sentimento e deixar que ele me guie.

Ali começou minha caminhada, disposto a dar fim na vida daqueles que atearam fogo em minha casa, matar os que violaram o espaço que mais sagrado para mim. Por onde começar? Não sei, esses bares são os melhores lugares para ouvir rumores, parecia um bom início.

Era um lugar frequentado pelo pior tipo de gente, a escória desse mundo: assassinos, estupradores, sequestradores e etc, de jeito nenhum eu seria levado a sério num lugar daquele, sequer perderiam tempo falando comigo. Tomei então uma decisão, simples e impactante. Minha mão trêmula e fria escorregou por minhas vestes e tomou para si uma de minhas espadas, sua trajetória seria breve. Passei pela porta em silêncio, sentei-me a frente do balcão e introduzi a arma laminada no ventre do homem mais próximo.

Aquilo causou um efeito totalmente inesperado, o cenário previsto em minha mente era de pânico, gritaria e correria. Mas o que realmente aconteceu foi: nada, isso mesmo, nada. Todos ali apenas viraram seus rostos para ver o que acontecia após o grito do rapaz, que durou apenas breves segundos antes dele falecer.

Quero saber quem incendiou minha casa e quero agora. Houve um pequeno período de silencio até que alguém se levantou e me entregou o nome dos responsáveis. Estava escrito em kanji num pedaço de papel. A princípio não pensei que a informação estivesse certa, mas naquela hora eu já havia me retirado do bar e não pretendia dar meia volta e questionar o que o homem escrevera. Depois de alguns momentos de desconfiança comecei a acreditar naquilo, mesmo que fosse mentira, que mal faria?

ANBU. Sim, era isso que estava escrito no papel. Quem pensa que é nessa hora que eu paro está errado, se tenho preguiça de começar algo também tenho a mesma quando se trata para sair de algo, seguirei nisto até o fim. Agora vamos ao plano, claro que não será fácil atacar ao quartel do esquadrão de assassinato da vila (sim, é o que eu planejo), quero dizer, será sim, sou um cidadão de Kumo, tudo será tão fácil.

Era um plano tanto quanto ousado, não posso negar, eu poderia simplesmente atacar a casa do ninja em específico que incendiara minha casa, mas isso não pode se repetir, não vou arriscar perder meu lar novamente, eles precisam ser eliminados, todos eles.

Não seria algo tão bem planejado, afinal, nem precisava de muito para incendiar um local, apenas alguns selos bomba. Esperei pelo cair do noite e caminhei, estava ansioso, não sabia o que poderia dar errado, o que eu faria caso algo desse errado, mas não sou esse tipo de pessoa, prefiro que tudo simplesmente aconteça.

Tudo ocorreu bem, ninguém havia me visto iniciar o incêndio, a própria noite e o manto escuro que eu trajava cuidaram disso.

Diante de meus atos colapsei, a que ponto cheguei? Enjeitei aquele ato cometido por minhas próprias mãos, o prédio podia conter não só os criminosos que me atingiram, mas também aqueles que nada tinham com aquilo. O que fiz? Minha consciência se foi, não consegui me manter intacto perante aquilo.

Acordei algum tempo depois, não sei quanto se passou e nem porque estou de volta em minha cama, em minha casa. Fora um sonho tudo isso? Não importa, sinto-me mais forte, poderia fazer tudo de novo e dessa vez não colapsar.


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Re: feeling fine. - Sex 17 Jun - 9:08

Originalidade: 20/20
Gramática: 15/20
Fluidez: 15/20
Interpretação: 20/20
Treinamento: 15/20
Total: 85/100

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Re: feeling fine. -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.