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Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Ayura
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(Never) Awake - 8/5/2016, 13:38


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Dentro do mundo oferecido pelo OFFtopic e pela lógica de como funcionam as grandes cidades, este tópico contará com um mundo base para que as narrações e histórias se desenvolvam plenamente: a máfia. Kumogakure conta com terroristas, criminosos e gângsteres que controlam o submundo, negligenciando a ordem vigente e agindo nas sombras. No entanto, eles também precisam de pessoas que executem suas tarefas sujas.

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Última edição por Ayura em 15/5/2016, 11:05, editado 1 vez(es)
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Re: (Never) Awake - 8/5/2016, 15:14


Era um dia como qualquer outro. Nesse verão lancinante, o suor escorria pela minha testa e me causava calafrio. Talvez eu estivesse com um pouco de febre, mas com receio temia que era a abstinência do açúcar. Fazia 12h que eu tentava parar; sem sucesso, agarrei o pote de sacarose mais próximo e coloquei uma mão cheia dela na boca. Instantaneamente minhas pupilas se dilataram e minha energia foi recobrada. Teria que viver com isso, afinal. E nesse exato momento eu não ligaria muito com essa resolução. O fato era que, nesse casebre que chamo de lar, o dinheiro estava cada vez mais torrado. Minha impaciência para missões idiotas da vila só crescia com o passar do tempo. Salvar um gato? Escoltar um verme? Pintar muros? Mas que grande bobagem. Nesse intuito, minha frustração deu lugar em minha memória ao modo de vida que eu levava quando criança, antes mesmo da graduação genin.

Sim. Ter que lutar por cada prato de comida sem dúvidas foi o tempo que cresci como arma militar, como shinobi. Prostrei-me a andar pelas ruas e vielas de Kumogakure, cada vez mais entusiasmado com um novo mundo que eu adentraria. Embora apenas furtasse comida e pertences nos anos mais novos, tive plena ciência dos grupos que orquestravam o submundo da vila. Drogas, armamentos, assassinatos, tudo poderia ser obtido. E era nessa obtenção que, agora, eu me resguardava e tinha esperança em conseguir dinheiro. Muito mais do que eu precisava absolutamente era real. Assim que cheguei em uma rua sem saída, bati à porta vermelha que estava à minha esquerda. Duas, três, quatro pequenas batidas. Um homem alto, forte e tatuado abrira e me deixara entrar. Nossos olhares sórdidos se cruzaram e ele entedera que eu era mais um dos ''executores''. Essa denominação é dada às pessoas que se dispunham a realizar qualquer tipo de missão para os gângsters.

Subindo as escadas e mantendo meus sentidos aguçados pelo cheiro forte de cigarro e incenso, conheci aquele que seria meu salvador. Salvador dessa pobreza que eu vivia. "Não importa o que eu tenha que fazer, desde que me paguem bem" foram as palavras que quebraram o silêncio. Meu semblante era de sublime inquietação e uma reverência debochada foi feita com ele. Conversamos brevemente durante alguns segundos e me foi entregue um pacote em papelão. Após perguntar o que exatamente tinha lá dentro, afinal, não havia como eu planejar minhas ações sem saber a periculosidade que enfrentaria no caminho, fui instruído que jamais deveria olhar o que havia dentro. Drogas? Diamantes? Como não iria avançar em nada com isso, obtive um mapa que levava até meu destino. Era fora das montanhas e muito bem escondido por entre as rochas. Levaria, assim, dois ou três dias para chegar.

Colocando tudo de mim nessa tarefa única, retornei para casa e agarrei provisões e equipamentos. O pacote, pequeno como ele é, não possuía som audível ao ser sacudido. Achei realmente que seria folhas e afins, certamente algo que eu me daria mal caso fosse pego com. Esperei desconcertado com pirulitos e balas as 3h matutinas. A segurança em Kumogakure, em uma das passagens para fora, consistia em 2 soldados que eu poderia facilmente ludibriar com um Henge no Jutsu. Dito e feito, escolhi a aparência de um jounin e executei a transformação. Cabelo grande, liso e um rosto de pêssego em conserva. Não poderia ser uma feição mais ordinária. Meu pulso estava acelerado, como era de se esperar. E se? Fui saltando, com calma e silêncio,  de construção em construção até chegar perto da saída. Um shinobi guardava ela e o outro estava sentado num banco, descansando. Com 50% do problema resolvido, dirigi-me ao portão e falei com notória discrição que precisava sair.

– Receio que terei de revistá-lo – disse o homem.

Era tudo o que eu não podia permitir. Meu olhar desceu para a raiva e, antes que eu pudesse abrir a boca para tentar convencê-lo do contrário, minha mão foi retorcida nas minhas costas, de modo que eu estava imobilizado a menos que eu desejasse ter meu braço partido em dois. Meu coração acelerou e meus olhos se cerraram; de súbito, girei meu corpo na direção contrária, me abaixando e surrupiando uma rasteira atrás. O ninja, que a pouquíssimo estava dormindo e agora me atacava, saltou o suficiente para não ser atingido pela rasteira e disparou um forte soco que me atirou dois metros a frente. Aparei minha velocidade com um dos pés e soltei um grunhido de frustração. Ele era muito mais rápido que eu e certamente mais forte. O que eu poderia fazer? O henge havia sido desfeito e meu rosto agora era conhecido. Eu teria que matá-los, mas, no arauto da situação, resolvi fazer exatamente o contrário. Estendi os braços e deixei que o primeiro dos shinobis, definitivamente jounins, me revistasse. Não demorou para que encontrasse a entrega.

Lado a lado, eles buscavam uma maneira de abrir e checar o conteúdo. "Estou de olho em você, pirralho" foram as palavras de consolação vindas do que me atacara. Quando a caixa foi aberta, fora do nada, ela estava produzindo um efeito completamente indesejado pra eles, e ansiado por mim. Um selo foi circunscrito ao redor dos ninjas e seus corpos estavam paralisados. Era um fuuinjutsu extremamente poderoso que os deixaram estagnados. Não podendo ligar menos, disse-lhes que não se preocupassem. Iria acabar logo. Saquei duas kunais, uma em cada mão e atirei-as na direção da cabeça dos dois. O desespero em seus olhos ao ver a aproximação dos utensílios era extremamente recompensador. Meu braço ainda doía da ação anterior, e, à deleite meu, o baque de um crânio sendo perfurado enobrecia minha alma.

Restava fechar a caixa e dar o fora dali. Havia perdido muito tempo segundo minha percepção. Aliás, tratava-se de um tempo psicológico. A ação não durou mais que um minuto e, porém, a mim havia soado mais de cinco. Saquei uma shuriken e, com calma e precisão, após ter me posicionado bem, atirei numa angulação de modo que funcionou como um clipe qualquer. Não estava nem a 2 metros do meu alvo, foi algo extremamente básico. O selamento no chão desaparecera, deixando corpos que logo seriam descobertos pelas pessoas junto com a luz do dia. Recolhi minhas armas e segui viagem, apressando o passo. Embora verão, a hora propiciava um clima refrescante e seco. Mas em minha mente eu martelava imagens do que poderia acontecer comigo caso fosse pego por esses assassinatos. Eu definitivamente não conseguia me preocupar demais, era minha própria natureza, contudo uma pequena luz no fim do túnel ainda permanecia acesa.

Livre da aldeia e de preocupações, junto à glicose, levei três dias para finalmente chegar na toca que me aguardava. Não poupei esforços em dizer que fora fácil entregar-lhe aquilo, mas a ironia era óbvia em minha face, assim como em minhas roupas manchadas de lama e encharcadas por chuvas torrenciais. O rapaz ali presente sequer olhara em minha direção. O caminho de retorno fora ainda mais simples e rápido, uma vez que eu poderia entrar pela porta da frente. Não fosse pelo encontro com uma besta selvagem qualquer, eu teria enfartado de tédio. Paciência não era o meu forte. Quanto ao pacote? Pouco me importava o que de fato estava traficando. Os ryous que foram depositados em minha conta, nos dias seguintes, era recompensa mais que suficiente.



  • ---



Armas:
Kunai: x8
Shuriken: x2
Fuuma Shuriken: x1
Kibaku Fuuda: x8
Kemuridama: x2
Hikaridama: x1
Fios: 20m

Henge no Jutsu:

(Never) Awake Transformation_Technique_part_1(Never) Awake 300px-Transformation_Technique_part_2
Henge no Jutsu
Rank: E
Descrição: Dadas todas as missões ninja sendo atribuídas a - batalha, recolha de informações, diversões - este é um ninjutsu de valor inestimável. Ela é geralmente usada para se transformar em outras pessoas do que a si mesmo, mas também tem a capacidade de se transformar em animais, plantas e até mesmo objetos inanimados, como armas. Isto dá esta técnica uma grande quantidade de usos. A transformação de um shinobi habilidoso será exatamente como o artigo genuíno, por isso vai ser impossível dizer os dois separados. Por outro lado, a transformação realizada por uma pessoa inexperiente terá diferenças óbvias. Será impossível enganar alguém com ela. Este é um dos ninjutsu mais básicos, como tal, a maioria dos shinobi sabem como realizá-lo.

A técnica de transformação é considerada entre as técnicas de Rank-E a mais difícil, uma vez que requer constante emissão de chakra mantendo mentalmente a forma. Em cima disso, o usuário seria, muito provavelmente, interagindo com o ambiente. Isso coloca pressão mental sobre um ninja inexperiente. Assim, a melhor maneira de determinar se ele é realmente uma transformação é causar esta pressão sobre o usuário; embora este é, naturalmente, nem sempre bem sucedida.



Feitan HP 200/200  CK 200/200

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Re: (Never) Awake - 9/5/2016, 00:43

ORIGINALIDADE 20/20
GRAMÁTICA 15/20
FLUIDEZ 15/20
INTERPRETAÇÃO 20/20
TREINAMENTO 15/20
Total: 85/100

obs: > Bem elaborada a historia (filler), porém, contendo alguns erros mínimos de acentuação, e relacionados... isso de certa forma comprometeu a Fluidez e a gramatica do texto por isso as pontuações baixas.
> Interpretação da ficha (qualidades e defeitos) impecável, alguns errinhos mínimos que não necessitam descontos.
> Quanto ao treinamento; houve alguma evolução por parte do personagem, mas da pra melhorar isso e atingir uma nota melhor no proximo.
> No geral, você está de parabéns... basta prestar um pouquinho mais de atenção quando estiver criando uma narrativa para que não venha a acontecer novamente... caso queira nova avaliação, basta sugerir a outro narrador que o faça!
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Ayura
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Re: (Never) Awake - 15/5/2016, 10:51

SPY

Talvez duas semanas após meu último trabalho para as forças criminosas, irrequieto como sempre, decidi que buscaria novamente o exercício da minha liberdade de escolha, isto é, acatar mais uma ordem ''deles'' em troca de substancial soma em dinheiro. Não haviam escrúpulos em mim e, de fato, isso nunca me foi estranho. Ao formar expressão sobre isso, imagens da minha última missão vieram à mente. Entregar uma encomenda quase destruiu minha vida. Com graduação e habilidades de um genin, era impossível lutar com dois jounins ao mesmo tempo; não fosse o acaso das circunstâncias, eu estaria morto ou na cadeia. Indagando mentalmente o que eu não poderia passar por, cheguei a conclusão que fazer algo que envolva espionagem era o mais sensato. Eu não precisaria confrontar ninguém – além do mais, as técnicas básicas eram o suficiente para fazer o serviço e demonstrar precisão nas minhas faculdades.

Levantei da cama num pequeno salto, de imediato realizando o ritual básico. Comer qualquer coisa, escovar os dentes e me equipar. Parti da minha residência com um pequeno sorriso no rosto. Mastigava algumas balas de açúcar e girava uma kunai no indicador esquerdo para passar o tempo. Enquanto caminhava, observei com atenção as pessoas que passavam por mim; estava gravando rostos e vestimentas a fim de ser mais verossímil nos meus henges. Uma pessoa, em meio a tantas, me olhara com desdém enquanto se aproximava. Mirei a kunai em sua cabeça, com o braço esticado, e proferi: – Que queres? – com expressão tão séria e metida, obviamente ele não hesitaria em fazer nada. Talvez o fato de ser um civil comum influenciou minha atitude. Eu deveria me acalmar rapidamente, pensei. Me estressei com apenas um olhar – deveria ser o mais paciente dos shinobis para espionar alguém. Entre olhares e tosses alheias, cheguei na construção desejada. Bati à porta com o código e me deixaram entrar, momento em que guardei o utensílio na minha mão e coloquei um pirulito na boca.

Como não era a primeira vez que eu estava aqui, o processo foi mais rápido que o habitual, sem longas esperas com as narinas entupidas de nicotina e naftalina. Após estar na sala principal e encarando o gângster que despachava ordens, reuni entusiasmo e disse-lhe da minha última tarefa, buscando angariar confiança para que meu pedido fosse atendido. Eis as palavras que meus ouvidos escutaram: ''E por que você me conta isso, fedelho?'' A expressão em seu rosto denotava desprezo. Eu deveria ser incisivo para não demonstrar receio. Receio de não ser capaz de fazer o que me seria pedido. Poucos  instantes depois, cheguei a conclusão que eu não seria capaz de escolher o que fazer. Deixei escapar um assobio de frustração e sobrancelhas cerradas. Entretanto, suas palavras seguintes me tranquilizaram, já que a tarefa era exatamente o que eu queria. Ouvi seu discurso atentamente:

– Designo que você deve investigar um jounin da vila. Seu nome é Enzo. Ele trabalha para nossa quadrilha, no setor de cargas, especificamente diamantes, mas suspeitamos que ele está roubando o que deve proteger. Esse merdinha pagará caro caso assim realmente seja. Mas – uma pequena pausa sucedeu –, não sabemos com certeza. A denúncia feita diz que ele está indo ainda mais longe nesse joguinho de vida ou morte. Diz-se que ele está vendendo para nossos inimigos no leste, os Hakuzi. Seu relatório em cima dele irá ratificar se devemos executá-lo. Vá – despachando-me com um gesto de mão, saí de lá sem nem ao menos saber qual a força dele. Sabia, todavia, que ele era um jounin e que possuía confiança suficiente para roubar de gângsteres e vender a seus inimigos. Apenas esse pequeno pensamento me fez ficar vigilante. Na recepção peguei uma foto sua e soube dos frequentes paradeiros dele.

Estava um sol escaldante do lado de fora, especialmente amplificado pelo verão. Meio dia e meia. Caminhei em direção ao centro da cidade, pois segundo o relatório em minhas mãos, Enzo sempre almoçava às 14h no mesmo restaurante. Vinte minutos era tempo suficiente para chegar lá caso eu corresse, porém fui andando como qualquer um. Me escondi numa beco qualquer e mentalizei a figura de um velho qualquer; barba branca, estatura mediana, olhos castanhos, 55 anos: Henge no Jutsu. Chegando lá, sentei-me numa mesa, pedi petiscos bestas e aguardei. Não tardou, por sorte, que a hora se fizesse presente e o meu alvo estivesse comendo. Terminei minha refeição e aguardei do lado de fora, encostado numa construção por perto. Saindo de lá, ele foi para uma biblioteca, e após isso deu uma passada numa copiadora de papéis. Seu último destino, já às 22h – e meu cansaço latejando – foi sua própria casa. Eu alterei minha aparência várias vezes no decorrer do dia, além de manter distância segura sempre. Pensava, então, que estava tudo bem.

A casa desse homem era avantajada e moderna: se erguia sobre alguns pilares de madeira, de modo que alguns arbustos residiam por ali. Me agachei para ficar embaixo da casa e me escondi em um arbusto, descansando com sono leve os próximos passos. Os papéis que eu tomara, através do serviço de inteligência, informava que hoje era o dia marcado para o encontro com os Hakuzi, então eu deveria ser muito cuidadoso. Uma, duas, três, quatro horas foi o tempo que permaneci estático, resguardando minhas forças, quando de súbito, ouvi o ranger de portas dentro da casa. Aticei minha concentração e aguardei o momento de prosseguir. Pude vê-lo carregar uma mala metálica ao longe enquanto eu me movia para construções altas em silêncio. Era possível, também, notar uma espada em sua cintura. Meus olhos quase queimavam de tanta excitação. De súbito, fui forçado a ficar agachado e escondido, pois ele parara. Alguns minutos depois, um homem gordo e fardado, aparentando trabalhar para a vila, tomara o malote e entregara um outro para ele.

Na espreita, eu observava de relance o que havia de acontecer, mas nada sucedera. Ele se virou e começou a caminhar em minha direção. Não exatamente em minha direção, eu estava às cinco horas suas. Mas, de repente, tudo deu errado. Outra vez. Seus olhos macabros se encontrara com os meus e eu sabia que agora era hora de fugir, ou acabaria sendo morto em segundos. Talvez um único segundo fosse o suficiente para morrer. Assim, nessa angústia, meu corpo liberou adrenalina e meu cérebro quebrou barreiras que me fizeram transcender minhas capacidades. Utilizando Shunshin assim que podia e tudo que eu tinha, saltei e corri repetidamente em máxima velocidade a todo custo. Parecia que eu realmente estava me distanciando, porém toda olhadela para trás ele parecia estar mais próximo. De súbito, eu sabia que deveria chegar nos portões da vila, que não estavam tão longe assim, para que os shinobis guardas pudessem interceptá-lo – com uma mala cheia de dinheiro ou o que quer que seja, ele recuaria.

Enquanto me movia em rapidez, passei por becos estreitos e fiz desabar o local com selos explosivos, além de atirar debilmente armas em sua direção. Nos últimos momentos, a poucos metros do destino, com o perigo eminente, sabia que não daria tempo. Foi quando sem nem ao menos saber o que aconteceria no próximo instante eu ouvi uma voz forte e um grito de desespero: – GUARDAS! – era a minha própria voz. Só faltava sair da rua e pegar a esquerda para dar de cara com eles, então obviamente eles escutaram e eu fui salvo. Aliviado e tremendo um pouco, expliquei uma mentira qualquer, em ironia logo desprezada. Enzo não topara enfrentar três shinobis com a necessidade de nos matar e desaparecera. No outro dia, com calma e descansado, os pássaros cantando em alegria e uma chuva frontal amena ocorrendo, contei o que vi ao empregador. Eu realmente precisava correr risco de morte o tempo todo? Uma risada sarcástica podia ser ouvida naquela casa solitária e minha cama nunca pareceu mais confortável que naquele instante.

Jutsus:

(Never) Awake Transformation_Technique_part_1(Never) Awake 300px-Transformation_Technique_part_2
Henge no Jutsu
Rank: E
Descrição: Dadas todas as missões ninja sendo atribuídas a - batalha, recolha de informações, diversões - este é um ninjutsu de valor inestimável. Ela é geralmente usada para se transformar em outras pessoas do que a si mesmo, mas também tem a capacidade de se transformar em animais, plantas e até mesmo objetos inanimados, como armas. Isto dá esta técnica uma grande quantidade de usos. A transformação de um shinobi habilidoso será exatamente como o artigo genuíno, por isso vai ser impossível dizer os dois separados. Por outro lado, a transformação realizada por uma pessoa inexperiente terá diferenças óbvias. Será impossível enganar alguém com ela. Este é um dos ninjutsu mais básicos, como tal, a maioria dos shinobi sabem como realizá-lo.

A técnica de transformação é considerada entre as técnicas de Rank-E a mais difícil, uma vez que requer constante emissão de chakra mantendo mentalmente a forma. Em cima disso, o usuário seria, muito provavelmente, interagindo com o ambiente. Isso coloca pressão mental sobre um ninja inexperiente. Assim, a melhor maneira de determinar se ele é realmente uma transformação é causar esta pressão sobre o usuário; embora este é, naturalmente, nem sempre bem sucedida.

(Never) Awake Latest?cb=20110411023806
Shunshin no Jutsu
Rank: D
Descrição: A técnica corporal Flicker é uma técnica de movimento de alta velocidade, permitindo que um ninja de mover rápido de grandes distâncias a uma velocidade quase indetectável. Para um observador, ele aparece como se o usuário tiver teletransportado. Uma baforada de fumaça é ocasionalmente usada para disfarçar os movimentos do usuário. Isto é conseguido através da utilização chakra para revitalizar temporariamente o corpo e mover a velocidades extremas. A quantidade de chakra necessária depende da distância total e elevação entre o utilizador e o destino pretendido.

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Re: (Never) Awake - 16/5/2016, 15:23

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Re: (Never) Awake - 22/5/2016, 10:19

TERRORIST

Lá estava eu outra vez. Encarava o senhor que despachava tarefas criminosas com relativa pretensão. Colocava minha vida em perigo com verdadeira irresistibilidade, algo não muito sábio. Mas, confiava muito nas minhas capacidades, restava saber até que ponto elas confiavam em mim. Esse dia de hoje transcorrera com velocidade, apenas desacelerado pelos meus doces que me tiravam da normalidade. Como de costume, busquei algo que satisfizesse minha existência; desafiasse minhas habilidades, e, não menos importante, enchesse meu bolso. Fui desligado dos meus devaneios quando o velhinho decidiu o que eu teria que fazer dessa vez, não podendo eu deixar de expressar verdadeira surpresa e inquietação: um ataque terrorista. Com que finalidade? Não haveria uma guerra civil em reposta? Em que medida isso era prudente? Ele não tardou em explicar do que se tratava:

— Como você já deve saber, Feitan, a cúpula política de Kumogakure aprovou diversas medidas de combate e busca aos nossos interesses — parou por um breve momento —, ah, sim, você não poderia saber disso, já que, embora seja um shinobi, não tem muita influência. Bom, vou simplificar para você: iremos causar uma represália ao governo, enviando a mensagem de que se não abrandarem as leis que nos concernem, mais problemas surgirão. A hora perfeita será amanhã pela manhã, por volta das 10h. Sim, isso mesmo que você deve estar pensando —ele tossiu um pouco com sua voz áspera, dando continuidade em seguida — haverá uma celebração numa casa de shows em agradecimento às colheitas abundantes dessa estação. A segurança deve ser fraca, então você não deve ter muitos problemas. Agora vá — me despachou com um sinal de mão.

Eram 16h em ponto e, enquanto verão bastante escaldante, me agraciei por estar um clima ameno. Segundo as instruções escritas no pergaminho que recebi ao sair de lá, minha tarefa era explodir a construção e matar quantos civis fosse possível com isso — sem que eu fosse pego, é claro. Um bom trabalho para eles é um trabalho anônimo. Por volta das 3h da madrugada eu deveria me dirigir ao oeste da vila, lugar em que encontraria uma determinada casa. Lá, adquiriria as três bombas que fariam o prédio alvo ir abaixo. Havia ainda um bom tempo segundo pude perceber. Me dirigi até minha casa para dormir o suficiente; me encontrava cansado e sem determinação suficiente para muita coisa. Tinha esperanças de me acalmar e estar nos cem por cento quando a hora chegasse.

Dormi facilmente sem interrupções, acordando com o meu despertador demarcando meia noite e meia. Era hora de partir e, ainda assim, minha apreensão só aumentava ao invés de regredir. Me vesti com a mesma roupa de sempre e coloquei meus equipamentos no devido lugar, atirando balas doces na minha boca. Num disfarce que pensei por algum tempo, executei o Henge no Jutsu e peguei um saco com três ou quatro cervejas que tilintavam a cada passo que eu dava: minha aparência era a de um civil qualquer levemente embriagado. Desculpas? Uma festa com os amigos. O local que eu deveria chegar era bastante longe, significando mais chances de ser abordado pelos patrulheiros. Vagar por aí sem um disfarce não seria muito inteligente.

Assim, aconteceu conforme planejei. Pude vagar e me misturar com os poucos viajantes que circulavam por aí, não sofrendo abordagens ou qualquer coisa do tipo. A hora se aproximava e eu estava longe do destino, o que me fez apressar um pouco o passo. Mas, assim como previ, bati à porta no horário pré-estabelecido. Ao entrar, logo pude sentir um incenso forte de enxofre e pólvora, fisgando meus olhos no pequeno laboratório que era o lugar. Prateleiras e mais prateleiras com frascos e substâncias que eu nunca vira na vida. Poderia dizer que estava impressionado, principalmente quando o homem me mostrara as tão aguardadas bombas. Eram cápsulas de metal, do tamanho do minha mão fechada, ou seja, não eram grandes. De imediato tomei-as e perguntei-lhe: — Isso será mesmo o suficiente? — pergunta sem resposta. Ele me deu as costas e eu parti dali.

Restavam duas horas para que eu chegasse na casa de shows e implantasse as bombas. Sabia, no entanto, que teria que pensar num jeito de despistar os guardas — se é que estariam mesmo lá. Assim, me movimentei com cautela. As cervejas, agora mornas, se misturavam com os utensílios que estavam ali. Me escondi num beco ao chegar perto da locação, retirando alguns itens da minha bolsa ninja. Faria algumas explosões por ali, escondido no beco, visando atrair a atenção dos shinobis. Eu velozmente adentraria a construções nesse momento. E foi o que sucedeu em questão de segundos. Com tudo pronto, coloquei cerca de dez selos bomba nos muros dali, a não mais que 50 metros dos guardas. Contando com a inexperiência de sentinelas despreparados, ouviu-se um estouro forte e desmoronamento. Em cima da casa e no limite da beira, vi que os guardas correram para ver o que havia acontecido.

Era minha deixa. Saltei com um Shunshin no Jutsu, abrindo a porta e a fechando. A referida era extremamente grande, possuindo o edifício a parte subterrânea, como um armazém — acrescido a seus preciosos pilares de sustentação — térreo e mais dois andares; ao que tudo indicava, seria na parte superior a celebração. Meu coração palpitava de excitação, então tratei de descer e ser o mais rápido que pude. Escalei, com a técnica básica, os pilares e plantei as bombas na parte superior, de modo que fosse difícil perceber. Restava sair de lá sem ser visto. Nesse instante, os guardas deveriam estar mais atentos que nunca e em posição, ou seja, a poucos metros de mim, separados pela grande porta. Iria usar esse adjetivo em meu favor: passaria pela parte de cima, como uma aranha, dando o fora o mais veloz possível. Antes, é claro, eles precisariam abri-la.

Refletindo um pouco, meu treinamento nessas últimas horas era o intelectual. Tive que ser discreto e inteligente, além de incisivo nas minhas ações. Acima da porta e preso como um inseto qualquer na parede, amarrei meu fio de aço numa kunai e mirei num castiçal na minha frente. Atirei a arma com a máxima força que tinha, por pouco acertando e derrubando o objeto. Puxei a linha de imediato e agarrei a kunai, sendo o mais silencioso que eu podia. Instantes depois do impacto no chão, os sentinelas esbravejaram:

- Quem está aí? É bom que você apareça.

A porta foi aberta e, tendo dois pares de olhos atentos ao chão e as redondezas, escapei por cima, desaparecendo logo em seguida. Meu trabalho estava terminado e eu não poderia ligar menos para o que aconteceria a partir daí. De minha casa, horas depois e com a celebração ocorrendo, fui alarmado por uma explosão poderosa nas redondezas. "Deve ser isso" pensei, caindo no sono e indo dormir. A essa altura, Kumogakure se prepararia para responder os gângsteres da pior forma possível, ou, talvez, firmarem algum tipo de acordo, se é que o Raikage seria tão sociável e diplomático ante um atentado terrorista. De qualquer forma, não era de meu interesse saber mais que o necessário.

Jutsus:
(Never) Awake Transformation_Technique_part_1(Never) Awake 300px-Transformation_Technique_part_2
Henge no Jutsu
Rank: E
Descrição: Dadas todas as missões ninja sendo atribuídas a - batalha, recolha de informações, diversões - este é um ninjutsu de valor inestimável. Ela é geralmente usada para se transformar em outras pessoas do que a si mesmo, mas também tem a capacidade de se transformar em animais, plantas e até mesmo objetos inanimados, como armas. Isto dá esta técnica uma grande quantidade de usos. A transformação de um shinobi habilidoso será exatamente como o artigo genuíno, por isso vai ser impossível dizer os dois separados. Por outro lado, a transformação realizada por uma pessoa inexperiente terá diferenças óbvias. Será impossível enganar alguém com ela. Este é um dos ninjutsu mais básicos, como tal, a maioria dos shinobi sabem como realizá-lo.

A técnica de transformação é considerada entre as técnicas de Rank-E a mais difícil, uma vez que requer constante emissão de chakra mantendo mentalmente a forma. Em cima disso, o usuário seria, muito provavelmente, interagindo com o ambiente. Isso coloca pressão mental sobre um ninja inexperiente. Assim, a melhor maneira de determinar se ele é realmente uma transformação é causar esta pressão sobre o usuário; embora este é, naturalmente, nem sempre bem sucedida.

(Never) Awake Latest?cb=20110411023806
Shunshin no Jutsu
Rank: D
Descrição: A técnica corporal Flicker é uma técnica de movimento de alta velocidade, permitindo que um ninja de mover rápido de grandes distâncias a uma velocidade quase indetectável. Para um observador, ele aparece como se o usuário tiver teletransportado. Uma baforada de fumaça é ocasionalmente usada para disfarçar os movimentos do usuário. Isto é conseguido através da utilização chakra para revitalizar temporariamente o corpo e mover a velocidades extremas. A quantidade de chakra necessária depende da distância total e elevação entre o utilizador e o destino pretendido.

(Never) Awake Latest?cb=20140621104411
Ki Nobori no Shugyō
Rank: E
Descrição: Escalada Practice Tree é um método de treinamento utilizado para ganhar mais habilidades com controle de chakra. Esta formação envolve focando uma quantia fixa de chakra para o fundo de seus pés, e usar isso para subir em uma árvore sem usar as mãos. Se o fluxo de chakra é muito fraco, o usuário perderá o seu pé na árvore e cair. Se ele for muito forte, o utilizador será empurrado para longe da árvore, fazendo com que a árvore para quebrar em torno do ponto de contacto e que o usuário vai cair.

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Re: (Never) Awake - 22/5/2016, 10:45

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Re: (Never) Awake - 22/5/2016, 11:07

(todos os treinos utilizados para ponto extra)

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Re: (Never) Awake - 29/5/2016, 11:08

ASSAJIN

Ao que tudo indica, a Vila das Nuvens viveu um período de caça às bruxas. Tendo eu desempenhado forte papel nessa guerra civil, me senti ao menos um pouco apreensivo. Produzi um atentado terrorista em nome da máfia e, sem titubeios, muita gente vem morrendo. Muita caça vem sendo feita, e principalmente muita investigação movida pela alta esfera política. E é aí que a história começa. Andando distraidamente pelas ruelas do mercado oeste, estava com um pirulito na boca e acenando para um vendedor ambulante; comprara, logo mais, algumas balas e doces daquele ser. Notei que alguém me fitava com serenidade ao passar pelo restaurante Tanaka. Não muito tarde que isso fui abordado e logo sabia do que se tratava. A família de mafiosos a que eu prestava serviços requisitavam meus serviços, provavelmente por ter realizado três tarefas bem sucedidas.

O problema é que eu não queria me meter com eles por um tempo: já bastava de tanta represália que todos sofríamos diariamente a mando do Raikage. Infelizmente, tinha que cumprir ordens. Uma vez lá, sempre lá. Ao me deparar com o despachador de ordens, nos cumprimentamos brevemente e logo a oratória se seguia: — Estamos cientes das suas capacidades e precisamos que assassine um verme que está pondo em risco nossas operações no setor leste, mais especificamente o chunin Ichinose. Ele anda investigando e documentando nossas cargas, horários e tudo mais que pode. Achamos que em pouco tempo haverá uma denúncia e desmantelamento de nossos esforços em manter as operações em funcionamento. Dispensado. — Assim, recebi de seu assistente um caderno que dizia as informações referentes ao meu alvo.

Saí de lá em pouco tempo, buscando um banco qualquer para ler o que me aguardava em, talvez, poucas horas ou dias. "Ichinose; alcunha: febre elétrica". Ao que tudo indicava, era um shinobi com maestria em raiton, sendo conhecido em seu meio por seus feitos nos seus jutsus. Sua assinatura era uma armadura de relâmpagos que aumentava sua velocidade e resistência. Bastante esterrecedor para outros, mas para mim era perfeito. Não sabia se a máfia sabia disso, mas minha especialização é no fuuton, elemento de vantagem ao que enfrentaria. Soube, também, da sua aparência e de seu logradouro, assim como paradeiros frequentes. Sem muito a esperar, por volta das 15h, retornei para casa para me preparar. Guardei lanches, armas e doces para o momento que seguiria. Realizei um Henge no Jutsu básico, a fim de me passar por um viajante qualquer, e comecei a procurar pela residência dele.

Por volta das dezenove horas da noite, finalmente encontrei. Apenas o parapeito de fora e uma ou duas janelas estavam diferentes da imagem que tinha em mãos, então tratei de observar a vizinhança para saber o que era pra ser feito, como e quando. Não tardei em escolher o telhado de uma das casas próximas como meu esconderijo. Subi até lá, o mais silencioso que podia. Um passo depois o outro. Subia aquela casa como uma aranha até finalmente me prostrar como um gato. Apenas meus olhos e um pouco de minha cabeça ficava de fora quando eu observava o movimento na residência do chunin. Talvez 20 ou 30 minutos após eu tirar um pequeno cochilo pude ouvir o som de passos na madeira e o tilintar de chaves. Por que ouvi passos? Não é à toa que sua assinatura era uma armadura espessa e pesada. Ichinose era um homem grande, musculoso e viril. Fiquei um pouco surpreso ao constatar que isso era verdade.

3h da madrugada. Era hora de agir. Pelas beiradas do edifício que me encontrava notei, na janela traseira, que ele dormia em sono profundo numa luxosa e espaçosa cama. Esta mesma visão me permitia constatar que o homem confiava em si e na vila: a janela estava aberta. Sem o mínimo de medo disso ser uma armadilha — ou melhor, sem prudência — terminei de mastigar meus chicletes e deliberei sobre o método mais simples de vencê-lo. Graças ao excesso de confiança, sequer fiz clones para dar suporte ou fazer meu serviço. Fui lá eu mesmo. Saltei para sua casa e sorrateiramente, com chakra nos pés, adentrei a residência pela dita janela. Saquei uma kunai da minha bolsa e, por entre passos e expirações ruidosas, aproximei-me de Ichinose. Com as duas mãos fiz o movimento de um facão de açougue: leventei o mais alto que pude e bang, desci com força e velocidade a kunai na cabeça. O que aconteceu a seguir me deixou em desespero.

Embora pudesse ter sentido a carne e o sangue sendo penetrados pela minha arma, também senti uma dor extremamente forte nas minhas costelas, assim como meu corpo voar. Ele já esperava por isso. Minha kunai se mostrou nem um pouco ensanguentada: era um Kawarimi simples. Um mero tronco de árvore. No momento de despreparado e atenção total, ele tinha aproveitado isso e atacado com toda sua força nas minhas costas. Não fez um ferimento mortal, mas talvez uma ou duas de minhas costelas estivessem fraturadas: fui lançado e explodi na parede, rachando um pouco do lugar. Era o esperado de um usuário de taijutsu que confiava em seu corpo. Sempre buscava causar danos ao invés de ser efetivo. Naquela situação, eu pouco teria como me defender contra um corte na minha garganta, ou mesmo um pescoço quebrado. Embora a situação não estivesse boa, me deleitei por ainda estar vivo. Cuspi um pouco de sangue e sorri um sorriso vermelho e metálico em sua direção.

— Isso não vai demorar. —Disse Ichinose, enquanto nós dois nos preparávamos. A tensão no ar se tornava insuportável enquanto fazíamos os selos de mão e ambos realizássemos a mesma coisa: uma armadura. Os raios e o som de chiado projetado pela armadura dele era exemplar, enquanto a minha era um zumbido de ventilador, mas muito mais potente. Minha armadura aumentava minha velocidade e agilidade, enquanto a dele provavelmente força e reflexos. Eu torcia para que nossa velocidade estivesse equiparada, caso contrário eu estaria em maus lençóis. De súbito, ele desapareceu e foi em minha direção: não pude acompanhar, por muito pouco tendo noção do que ele ia fazer: me abaixei e fui para direita, projetando selos de mão enquanto isso. Sua parede fora devastada com um soco à altura de meu rosto. Ser pego por um ataque seria o meu fim, então eu iria acabar com isso no próximo movimento.

Troquei os selos de mão enquanto mudava minha posição a todo segundo, visando prever seu próximo movimento; uma barreira de vento se formara ao meu redor, obviamente não fazendo o menor efeito em barrar sua entrada. Mas, esse não era seu objetivo. Ele lançou uma kunai pelas minhas costas — me virei em seguida, um pouco surpreso por não ter o acompanhado — e o projétil foi repelido com uma rajada de vento. Não parei com os selos e o movimento final era esse: ele corria e desaparecia de minha vista a todo momento, enquanto eu me virava a todas as direções, desnorteado como sempre. Deixei, de propósito, uma grande brecha ao reduzir a velocidade de rodopios e, tendo ele pensado que seria o fim, atacou-me com um poderoso soco no rosto. Certamente seria o meu fim, mas minha barreira de vento produziu algo em resposta ao corpo estranho, me informando onde disparar meu último jutsu.

Me afastei o máximo que pude enquanto liberava o Ko. O resultado disso foi que, por ser fuuton contra raiton, Ichinose acabou com um rombo em seu corpo — perfurado de ponta a ponta. Quanto a mim, viveria. O sangue em meu rosto e os hematomas provavam que aquilo por um fio não resultava na minha morte. Com medo de ser apanhado pelo barulho que fizemos, logo desapareci de lá. A missão estava cumprida, restava explicar a conhecidos como acabara com o rosto assim. Talvez somente semanas depois eu me recuperara dos estragos. Definitivamente tinha que ser mais esperto no que fazer, tendo mais concepção de armadilhas e maior uso do Kage Bunshin.

Jutsus:
(Never) Awake Transformation_Technique_part_1(Never) Awake 300px-Transformation_Technique_part_2
Henge no Jutsu
Rank: E
Descrição: Dadas todas as missões ninja sendo atribuídas a - batalha, recolha de informações, diversões - este é um ninjutsu de valor inestimável. Ela é geralmente usada para se transformar em outras pessoas do que a si mesmo, mas também tem a capacidade de se transformar em animais, plantas e até mesmo objetos inanimados, como armas. Isto dá esta técnica uma grande quantidade de usos. A transformação de um shinobi habilidoso será exatamente como o artigo genuíno, por isso vai ser impossível dizer os dois separados. Por outro lado, a transformação realizada por uma pessoa inexperiente terá diferenças óbvias. Será impossível enganar alguém com ela. Este é um dos ninjutsu mais básicos, como tal, a maioria dos shinobi sabem como realizá-lo.

A técnica de transformação é considerada entre as técnicas de Rank-E a mais difícil, uma vez que requer constante emissão de chakra mantendo mentalmente a forma. Em cima disso, o usuário seria, muito provavelmente, interagindo com o ambiente. Isso coloca pressão mental sobre um ninja inexperiente. Assim, a melhor maneira de determinar se ele é realmente uma transformação é causar esta pressão sobre o usuário; embora este é, naturalmente, nem sempre bem sucedida.

(Never) Awake Latest?cb=20140621104411
Ki Nobori no Shugyō
Rank: E
Descrição: Escalada Practice Tree é um método de treinamento utilizado para ganhar mais habilidades com controle de chakra. Esta formação envolve focando uma quantia fixa de chakra para o fundo de seus pés, e usar isso para subir em uma árvore sem usar as mãos. Se o fluxo de chakra é muito fraco, o usuário perderá o seu pé na árvore e cair. Se ele for muito forte, o utilizador será empurrado para longe da árvore, fazendo com que a árvore para quebrar em torno do ponto de contacto e que o usuário vai cair.

(Never) Awake X9CicOj
Nome: Full Throttle
Rank: B
Tipo: Ninjutsu
E.E: Fuuton
Alcance: 80 centímetros
Selos: 4
Duração: 3 posts
Descrição: Com exigência de boa capacidade no fuuton, o usuário amplifica seu chakra em altos níveis a fim de formar uma densa e visível armadura de vento ao seu redor. Assim que em atividade, ela reúne e condensa ar a todo momento, desprendendo-o em propulsões por todo seu alcance quando necessário. A técnica tem o papel de, portanto, facilitar as investidas do usuário, aperfeiçoando seus movimentos ao deslocar precisas rajadas de vento às mínimas atitudes que se faça, melhorando velocidade e agilidade.
Notas: O jutsu propicia um ponto em velocidade enquanto se mantiver ativo e, embora seja rank B, apenas armas básicas são defendidas pela armadura; custa-se o próprio rank para manter no segundo e terceiro post, havendo um intervalo de dois posts para reuso.

(Never) Awake Qw37CDd
Nome: Ko
Rank: B
Tipo: Ninjutsu
E.E: Fuuton
Alcance: 20 metros
Selos: 4
Velocidade: Variável
Duração: 1 post
Descrição: Elevando sua afinidade com o fuuton ao máximo, o usuário projeta uma aura especializada em velocidade e perfuração, apelando ao formato de propulsão alaranjada graças ao elevado atrito do chakra com o ar. Ko se baseia no princípio básico de rajadas e perfurações rotativas para funcionar, sendo necessário apenas uma pedra para isso. Qualquer objeto que o jogador queira, ao tocá-lo, torna-se um lâmina perfeita de grande impulso, capaz de penetrar rochas sem perder muita força.
Nota: A velocidade é quantitativamente igual aos pontos em ninjutsu.

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Re: (Never) Awake - 29/5/2016, 19:29

Originalidade  20/20
Gramática 20/20
Fluidez 20/20
Interpretação 20/20
Treinamento 0/20
Total: 80

Foi tudo muito bem, só não teve treinamento algum, foi apenas uma luta.

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"A Vontade do Fogo deve servir para Proteger e não para Queimar."

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Re: (Never) Awake - 30/5/2016, 09:33

(filler contabilizado pra atributo)

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Re: (Never) Awake - 5/6/2016, 13:42

STEALTH

A última coisa que fiz, ao que me recordo, fora assassinar alguém. Tirei alguns trocados por isso, mas não muito. Necessitava, uma vez que tinha perdido as esperanças nas missões legais da vila, de mais daquilo. Mais renome, mais tarefas, mais vida. De fato, aquelas missões me faziam vivo, e isso era um dos principais motivos para que eu vez após vez arriscasse a pele. Encontrava-me na cama, relaxando e comendo um doce, quando de súbito dei um pulo e decidi que era hora de fazer meu próximo movimento. Comi o que estava à vista e me equipei da melhor forma. Do lado de fora da casa, alguns vizinhos jogavam dominó. Vidas simples para jogos simples, pensei. Saí de lá, então.

No caminho para a alcova habitual tive o oportunidade de notar alguns shinobis - nunca os tendo visto na vida - carregando pesadas caixas para algum lugar. Olhei ao redor e não consegui discernir para onde, mas não dei muita bola. Afinal, eu não conhecia praticamente ninguém do alto escalão da vila, muito menos estava interessado em saber tudo que acontecia em Kumogakure. Em pouco tempo bati à porta do recinto desejado. Um homem a abriu e me cumprimentou. Já estive lá pelo menos cinco vezes pelos meus cálculos; assim, subi as escadas de uma vez. Infelizmente, esqueci de esperar que me chamasse: minha cabeça estava vacilando.

Havia um homem sentado numa cadeira próximo ao birô. Nunca havia o visto, percebi, então, que algo poderia estar errado. Eu nem devia ter subido. Ao me virar para ir embora e colocar um doce na boca, o homem começou uma retórica simples: — Não se preocupe com ele. Kanzô apenas não mexe nesse setor mais. — Esse era seu nome. Me espantei por nunca ter sabido o nome daquele velho. Em seguida, Ayakashi continuou falando, após revelar seu nome: — As pessoas envolvidas aqui agora trabalham para a família Nostrade. Você executava tarefas para contratantes independentes, mas agora será diferente. Devo advertir, no entanto [...] — houve uma singela pausa para que ele bebesse um pouco do copo de água.

— [...] que você tenha cuidado. Os Nostrade não são tão ricos e influentes quanto você possa pensar, então sua próxima missão será feita com mais cautela que as outras —disse, finalmente introduzindo meu dever —, seja o mais discreto possível. Um grupo de renegados foram contratados por uma das famílias rivais para mover nossa carga de heróina e barbitúricos para um armazém. Lá, esperarão por uma oportunidade para chamar o próprio Raikage para desmantelar nossas operações. Você deve, assim, recuperar o que foi roubado. Muito cuidado para não retaliar demais essa ação imbecil deles. Não queremos outra guerra civil por aqui.

Saindo de lá em minhas mãos constava o mapa do local que eu deveria ir. Como eu iria carregar tantas caixas sozinho? Como num piscar de olhos, tive a ideia de me passar pelas pessoas que vi antes. Ainda lembrava de seus rostos e vestimentas, pois aquilo me chamou atenção. Certamente conseguiria, então mentalizei por alguns instantes as recordações para que eu não esquecesse. Me movi para o local descrito e não encontrei uma só pessoa guardando o local. Obviamente as denúncias aconteceriam em breve, mas seriam feitas anonimamente. De que outra forma quem denunciasse estaria isento de responsabilidades?

Abri o portão do local e entrei, realizando selos simples e velozes: alguns clones tomaram lugar, logo se transformando nos homens que eu tinha em mente. Clones funcionam assim: já vêm com ordens pré-programadas, de modo que não precisei explicar — até porque isso seria um pouco impossível. Movemos rapidamente metade da carga em meia hora, porém tudo mudou no instante seguinte ao retorno da última viagem. Dois dos capangas foram avisados por alguém que as coisas estavam "desandando". Provavelmente inimigos ou vizinhos que compactuavam com os Nostrade. Aparentemente, aquela ação fora premeditada conforme tentei concluir.

Desfiz meus clones e me preparei para uma luta severa, que em pouco tempo se mostrou de uma leveza fenomenal. Sem tardar, usei tudo de mim para acabar com a luta o mais rápido possível: uma armadura de vento se formou ao meu redor e senti meu sangue borbulhar de ira. Um poder oculto que eu não entendia direito aumentou minhas capacidades rapidamente. Estava pronto para isso, e, lembrando-me de não poder matá-los, rapidamente os nocauteei com força básica e cortes superficiais por armas básicas. Apenas me feri de alguns golpes que acertaram, mas nada que uma boa noite de descanso não resolvesse.

Dei uma mensagem clara a eles, quando recobraram consciência, sobre o porquê de estarem vivos. Nesse meio tempo, pude mover toda a carga de volta. Aquilo tinha me cansado exemplarmente, tanto chakra usado em tão pouco tempo e muito esforço físico. Tentei deixar claro para os capangas que passassem a mensagem adiante. Enquanto saía do local, caminhando a passos largos, notei que alguns jounins adentravam o local. Iriam se deparar com dois homens amarrados em fios de aço e um local completamente vazio. Qual seria a explicação deles? Minha tarefa, ao menos, cumpri com maestria. Poderia ter sido pior.

Jutsus:
(Never) Awake VCQTObw
Kage Bunshin no Jutsu
Rank: B
Descrição: A Técnica Clones das Sombras é uma técnica desenvolvida pelo Segundo Hokage: Tobirama Senju. Semelhante ao Bunshin no Jutsu, esta técnica cria clones do utilizador. No entanto, esses clones são cópias reais, não ilusões. O chakra do usuário é uniformemente distribuído entre cada clone, dando a cada clone uma fração igual de poder global do usuário. Os clones são capazes de executar técnicas por si só e pode até sangrar, mas normalmente se dispersarão após um ou dois golpes sólidos, no entanto, mesmo assim, dependendo do crescimento do utilizador com a técnica, pode não ser suficiente, como é evidente quando, durante a Quarta Guerra Mundial Shinobi alguns clones mais notáveis de Naruto tomou batidas pesadas, mas não se dispersou. Os clones podem também dispersar por si próprios. Os clones serão criados em aproximadamente a mesma condição que o original. No entanto, enquanto no Kyuubi Chakura Modo, Naruto é capaz de criar clones de si mesmo em sua forma regular.

(Never) Awake Transformation_Technique_part_1(Never) Awake 300px-Transformation_Technique_part_2
Henge no Jutsu
Rank: E
Descrição: Dadas todas as missões ninja sendo atribuídas a - batalha, recolha de informações, diversões - este é um ninjutsu de valor inestimável. Ela é geralmente usada para se transformar em outras pessoas do que a si mesmo, mas também tem a capacidade de se transformar em animais, plantas e até mesmo objetos inanimados, como armas. Isto dá esta técnica uma grande quantidade de usos. A transformação de um shinobi habilidoso será exatamente como o artigo genuíno, por isso vai ser impossível dizer os dois separados. Por outro lado, a transformação realizada por uma pessoa inexperiente terá diferenças óbvias. Será impossível enganar alguém com ela. Este é um dos ninjutsu mais básicos, como tal, a maioria dos shinobi sabem como realizá-lo.

A técnica de transformação é considerada entre as técnicas de Rank-E a mais difícil, uma vez que requer constante emissão de chakra mantendo mentalmente a forma. Em cima disso, o usuário seria, muito provavelmente, interagindo com o ambiente. Isso coloca pressão mental sobre um ninja inexperiente. Assim, a melhor maneira de determinar se ele é realmente uma transformação é causar esta pressão sobre o usuário; embora este é, naturalmente, nem sempre bem sucedida.

(Never) Awake X9CicOj
Nome: Full Throttle
Rank: B
Tipo: Ninjutsu
E.E: Fuuton
Alcance: 80 centímetros
Selos: 4
Duração: 3 posts
Descrição: Com exigência de boa capacidade no fuuton, o usuário amplifica seu chakra em altos níveis a fim de formar uma densa e visível armadura de vento ao seu redor. Assim que em atividade, ela reúne e condensa ar a todo momento, desprendendo-o em propulsões por todo seu alcance quando necessário. A técnica tem o papel de, portanto, facilitar as investidas do usuário, aperfeiçoando seus movimentos ao deslocar precisas rajadas de vento às mínimas atitudes que se faça, melhorando velocidade e agilidade.
Notas: O jutsu propicia um ponto em velocidade enquanto se mantiver ativo e, embora seja rank B, apenas armas básicas são defendidas pela armadura; custa-se o próprio rank para manter no segundo e terceiro post, havendo um intervalo de dois posts para reuso.

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Re: (Never) Awake - 5/6/2016, 15:17

Originalidade: 20/20

Gramática: 20/20

Fluidez: 20/20

Interpretação: 15/20

Treinamento: 5/20

Total: 80/100




Novamente prejudicas pela questão do treinamento, mas infelizmente não podemos ir contra a regra, mas por causa do esforço feito pelo personagem é injustu zerar isso. A única questão mesmo foi ue você não pôde explorar a ironia ou o sadomasoquismo, de certa forma, a psicopatia do personagem que em minha opinião é o ponto forte, mas todo o resto foi retratado de forma perfeita.

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Re: (Never) Awake - 12/6/2016, 09:13

HIDING

"Palitinhos de baunilha com morango e café" li em voz baixa, esperando que ninguém me ouvisse. Realmente são novos, afinal. Tinha provado apenas a outra série fabricada de canela com banana. Aquele supermercado sempre me dava surpresas agradáveis, sendo exatamente por isso que retornava. Minha cesta de plástico continha somente e tão somente o essencial: doces. Mal aguardei pagar a conta e já estava comendo alguns dos itens; saí de lá de bom humor, o que era bastante raro em se tratando da minha pessoa. O dia parecia radiante e o clima agradável, mas subitamente, como um presságio, minha mente repousou sobre memórias adormecidas e inquietantes. Matei dezenas, se não centenas, de pessoas num atentado terrorista. Entretanto, não se engane. A vida delas não me importava, apenas o que poderia acontecer comigo é que sim.

E foi exatamente por isso que me atenção foi completamente tomada por um jounin que me fitava e andava em minha direção. Havia rumores que os malfeitores estavam prestes a serem presos, fato esse que não me preocupava tanto: ''malfeitores'' e não ''malfeitor''. Ali a história mudava. O homem me ordenara a me apresentar para o Raikage, pois havia uma importante missão a ser executada. Com receio, mas sem escapatória, me dirigi até lá — a ansiedade me fez consumir quase metade do meu estoque de bombons. Knock knock. Uma voz grave me mandara entrar e tomar o assento destinado aos visitantes, e foi o que fiz.

Após uma pequena pausa para terminar de assinar os papéis, o Raikage aliviou-me com suas explanações do porquê de eu estar ali: — Feitan, que bom que veio — coçou sua longa barba e manteve o ritmo calmo em seguida —, espero que meu capacho não tenha lhe intimidado. Ele faz muito isso. Bom, sem enrolações, tenho uma missão para você. Ela é muito importante e confere com seu caráter e habilidades, estando você livre para agir da forma que achar adequado. Vários homens, aparentemente nukenins, se instalaram nas cadeias montanhosas que cercam nossa vila. Investigue as coordenadas que passarei e elimine qualquer ameaça, se houver, é claro. Não houve permissão para essas malditas ''casinhas'', então antes eles do que nós. Agora vá.

Saí de lá mais animado que aliviado. Parecia uma missão da máfia. ''[...] agir da forma que achar adequado [...]'' ele entendeu o que isso queria dizer, não é? Porque eu não me conteria. Ou, talvez, eu esteja subestimando a audácia e pontualidade de seu caráter. Seja como for, teria que passar em casa para fazer um estoque de comida, doces e armas. Estava sem um único mantimento naquele momento. Será que daria tempo? Na verdade, sim. Pelo que foi explicado, os batedores não foram vistos fazendo seus trabalhos; certamente será uma surpresa para aqueles ninjas quando eu aparecer. Fiquei com apenas um local a lidar por sorte. Em casa, comi e coloquei tudo que era necessário em uma mochila preta, além de colocar meu Meiru por baixo do casaco habitual. À entrada de Kumogakure, me despedi silenciosamente com um cumprimento.

O caminho era árduo e cheio de colunas íngremes, animais hostis e passagens apertadas. Soube disso por meio de uma nota de rodapé no mapa que me deram. Mas, não achei lá essas coisas quando estive percorrendo isso tudo. Um ou outro animal tive de lidar com uma kunai ou com um jutsu básico, mas os mantimentos que trouxe comigo foram de grande serventia. De fato, como eu estava bastante próximo do meu local alvo, permaneci o mais silencioso e sorrateiro possível. Ao longe, me esgueirando por entre uma rocha e um arbusto, pude ver a caverna; estava acesa, indicando que um fogo queimava seu oxigênio. Quantas pessoas eu teria de lidar? Como lidar? Se me atacassem, definitivamente saberia que são inimigos de fato. Mas, poderiam interpretar aquela minha atitude como a de alguém que não tem escrúpulos: não queria que soubessem disso ainda.

De um segundo para outro, de uma brisa para uma rajada, de um pulinho para um salto, tudo fora mudado. Estava tão preocupado em não ser visto que não vi uma emboscada de um dos ninjas. Tudo que senti foi uma pontada nas minhas costas: o nukenin, uma bandana seguramente de Iwagakure riscada no meio, tentara perfurar meu coração pelas costas, mas esbarrou no meu Meiru. Imediatamente saltei para frente com os braços em formato de agonia, e a boca desconsertada. Cuspi um pouco de sangue do lado e me preparei para o que poderia ser o fim da minha vida. Com um assobio, o ninja atrás de mim chamara o amigo; aparentemente eu iria lutar contra dois. Um deles provavelmente seria um mestre de armas, e o segundo um produtor de bombas. "Vamos logo com isso", disse-lhes em voz audível. Uma armadura de vento se projetava no meu corpo, me dando mais agilidade e perspicácia.

Novos selos eram feitos enquanto o primeiro ninja, na minha frente, mascava argila e liberava um pássaro de 1 metro que voava em minha direção. Era seguro assumir que aquilo explodiria ao mínimo contato, possivelmente ceifando minha vida. O ninja atrás de mim partia para cima com sua espada em mãos, então tudo que consegui pensar em fazer foi lançar duas kemuridamas no chão. A fumaça dificultou guiar a bomba e o inimigo anterior avançou descuidadamente - ou não, talvez tivesse um doujutsu adequado. Fato esse que se provou seu último ato. Como eu não saí da bomba de fumaça, seu "amigo" julgou que era um preço justo e explodiu tudo. No momento seguinte, senti minha carne em chamas enquanto eu saltava para longe. Minha armadura de vento me protegeu levemente amortecendo o impacto inicial. Tempo suficiente para que escapasse de uma ação letal.

Aquela atitude dele fora bastante descuidada e impensada, o que me fez supor que fosse um chunin ou genin com grandes habilidades em ninjutsu. Estava disposto a fazer com que o próximo movimento fosse o último, então corri em sua direção formando novos selos de mão: precisava estar perto para que funcionasse. De súbito, desliguei a trava ''perigo'' e a ''medo'' e senti que meu chakra e vitalidade eram devolvidas de alguma forma: era um estranho poder que eu tinha. Outras bombas foram lançadas a mim, mas consegui desviar o suficiente para blefar um soco, que prontamente iria ser defendido com um antebraço. A questão é que sua garganta foi cortada por rajadas de vento provenientes do Ragnarök Winds. Suspirei. Era o fim daquela batalha. Enquanto pilhava o recinto, imaginei que deveria eu ter sido mais cuidadoso. Se não fosse a cota de malha, estaria morto. Sem demoras, voltei para a vila para relatar o ocorrido.

Observação:
Preferi a parte das regras de treinamento significar evolução ao invés de chutar e socar pedras, e teve alguma.

Armas/Jutsus:
(Never) Awake IEwR4Jy
Meiru
Espécie: Comum
Rank: B
Descrição: A cota de malha é um aparato utilizado como proteção para o corpo (exceto a cabeça) que consiste em uma série de entrelaçamentos de pequenas argolas de metal, notabilizando-se pela leveza dos materiais. Desse modo, o item fornece resistência contra diversas situações com relativa eficiência, defendendo armas básicas, investidas perfurocortantes e impactos — absorvendo metade do dano total e detendo o jutsu (caso for até rank C) enquanto houver pontos de resistência (210).

(Never) Awake X9CicOj
Nome: Full Throttle
Rank: B
Tipo: Ninjutsu
E.E: Fuuton
Alcance: 80 centímetros
Selos: 4
Duração: 3 posts
Descrição: Com exigência de boa capacidade no fuuton, o usuário amplifica seu chakra em altos níveis a fim de formar uma densa e visível armadura de vento ao seu redor. Assim que em atividade, ela reúne e condensa ar a todo momento, desprendendo-o em propulsões por todo seu alcance quando necessário. A técnica tem o papel de, portanto, facilitar as investidas do usuário, aperfeiçoando seus movimentos ao deslocar precisas rajadas de vento às mínimas atitudes que se faça, melhorando velocidade e agilidade.
Notas: O jutsu propicia um ponto em velocidade enquanto se mantiver ativo e, embora seja rank B, apenas armas básicas são defendidas pela armadura; custa-se o próprio rank para manter no segundo e terceiro post, havendo um intervalo de dois posts para reuso.

(Never) Awake UnTWfzZ
Nome: Ragnarök Winds
Rank: B
Tipo: Ninjutsu
E.E: Fuuton
Alcance: 30 metros
Selos: 4
Duração: 1 post
Descrição: Ao efetuar quatro selos de mão, o usuário toma controle do ar circundante, em esboço geométrico de esfera, a fim de manipular fortes rajadas de vento à seu dispor, estas sendo suficientes para atirar alguém a vários metros de seu local de origem quando bem executadas, crescendo em força conforme a perícia em ninjutsu do usuário.
Notas: - São feitas até 2 rajadas dentro do alcance estipulado. Não obstante, as impulsões não defendem jutsus de forma direta (impactos gerados) se forem maiores que rank D, além de possuírem até dois metros de espessura.
- A técnica tem força numericamente igual ao ninjutsu.
- Caso o usuário opte por realizar duas rajadas afuniladas e próximas uma da outra, elas adquirem o corte de uma lâmina de metal, no entanto tal feitio tem de estar a até 2 metros de distância do usuário.

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(Never) Awake Ps1dM0N
Ficha//M.F.
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Convidado
Convidado
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Vilarejo Atual

Re: (Never) Awake - 12/6/2016, 13:38

Originalidade: 15/20
Gramática: 15/20
Fluidez: 15/20
Interpretação: 15/20
Treinamento: 10/20
Total: 70/100
-
Ayura
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Re: (Never) Awake - 19/6/2016, 10:54



ISLAND

Chegando nesse ponto que cheguei na vida, o sujeito desaba sem consolo. Não saber o que aconteceu, nem ter a mínima ideia do que fazer. Minha cabeça doía e minha visão recobrava a claridade aos poucos. Sangue meu por toda parte. Mãos, pés, casaco... cabeça. Parecia ter perdido ela, e quem sabe realmente perdi e não sabia. A única questão era entender como estaria pensando e observando o lugar, maturando as várias possibilidades que poderiam ser tangíveis. Uma floresta. Como? Perplexo e sem acreditar, me encontrava no meio de uma das grandes. Eu tenho vários inimigos, mas me arrastarem das montanhas de Kumogakure até uma floresta parecia muito sem explicação. Seja como for, o som dos bichos e das águas de um rio que corria ali eram melancólicos e solitários. Eventuais passarinhos pousavam sobre a lama de ferro que era meu sangue, bicando e ansiando achar comida fácil. Decepcionados, eles cantavam e dançavam para longe, talvez avisando os outros de suas descobertas.

Pus-me de pé, com muita dificuldade, e fui até o córrego. Banhei meu rosto e tirei o excesso de sangue do meu corpo, agora cristalizado e sólido. Aos poucos minha memória soltava alguns flashs da noite anterior, mas nada que fizesse sentido ou que eu pudesse reconectar a fim de chegar numa conclusão que pudesse elucidar o que estava acontecendo. Restava, então, seguir o curso do rio e ver se desaguaria numa cachoeira ou no mar. Se fosse a segunda opção, eu poderia ter uma ideia de onde estava. Não estaria em Konoha, nem Kumo e nem Iwa. Talvez nas pequenas ilhas de Kirigakure no Sato. Fiquei um pouco surpreso e desconfiado de mim mesmo: como infernos alguém teria me carregado? Além do mais, estaríamos numa névoa branda eterna; ali estava nada menos que quente e abafado.  Um clima típico de Folha. O problema é que lá é ainda mais distante do que a primeira suposição.

Continuei seguindo caminho e coletando frutas que encontrava. Arranquei algumas maçãs e alguns pêssegos de árvores estrondosas, as colocando nas bolsas de comida. Umas delas já estava na metade. Grandes mordidas saciavam minha fome aos poucos, mas o cansaço que eu sentia era simplesmente constante. Por mais que eu me esforçasse em descansar, eu estava sempre desnorteado e sem minhas forças totais. De certa forma, aquele nível de energia me era familiar e demonstrava meu leque de possíveis ações, inclusive por quanto tempo elas poderiam durar. De súbito, minha atenção foi tomada por uma criatura muito grande. Parecia ser um elefante, só que muito maior e mais infame. Como não enxerguei antes? Fiquei consternado por tamanha insensatez.

Se eu tivesse estudado um pouco mais do que deveria, teria conhecimento que aquela criatura era completamente hostil e denominado Baku. Tentei, como sempre, passar despercebido e permanecer na trajetória das águas, porém falhei. O monstro logo me fitou e soltou um grunhido potente. Minha espinha recebeu um choque de adrenalina e era hora de escapar dali ou matá-lo. Infelizmente, em minhas condições atuais, a segunda opção seria completamente impossível. Sem mais nem menos, correu em minha direção, pisoteando e destruindo as árvores que ali residiam.

Esperei o momento certo e saltei para a esquerda, por pouco escapando de um ataque fatal. Um impacto com aquela força seria suficiente para deixar vários ossos quebrados, talvez bem mais que isso. Perfiz os selos necessários e, com uma kunai em mãos, esperei o momento certo de tentar cegá-lo. Uma nova investida foi minha oportunidade: saltei, me agarrei num galho e me impulsionei ainda mais alto: no momento que julguei adequado, disparei a arma imbuída de fuuton. Por pouco Baku não ficava completamente cego. Fiquei atordoado com o impacto da queda, mas não foi perigoso. As minhas pernas ficaram paralisadas por alguns instantes; meu corpo parecia pedra. Felizmente, meu oponente correu e despareceu pela floresta atrás de mim sem dar o ar da satisfação.

Quanto mais eu descia aquela locação, mais eu me lembrava o que fiz no dia anterior. Nada parecia estar fora de ordem ou minhas memórias estarem adulteradas. Alguém poderia ter feito algo com elas, mas não parecia ser o caso. Acordei, comi, me equipei e fui passear pela vila, sempre buscando encrenca. Bingo! Havia algo a mais naquela tarde costumeira. Fui visitar o lugar onde eu pegava as missões da máfia. Sem sorte, a partir daí eu não conseguia recompor as peças ou lembrar o que ocorreu. No entanto, na minha situação, cheguei no que parecia ser a droga de uma praia. Então, definitivamente, estava numa ilha. Ao me virar e observar o caminho que percorri, confirmei a suposição. Nunca havia visto nada tão grande e parecido, dando-me calafrios sem titubeio. Vivi minha vida toda, até então, em montanhas e na segurança e familiaridade que as alturas proporcionavam. Sem nunca ter visto o mar de perto, era algo de dar medo, por certo. Tudo parecia enevoado, todavia algo mudava de lugar a cada momento nas minhas lembranças, e nesses impasses eu praguejava e voava o tanto que me era permitido.

Eu estava, talvez, afetado pelo jutsu de algum shinobi poderoso, e tudo indicava que era um ninjutsu. Ilusões tão reais assim, demoradas e detalhistas eram muito difíceis de convencerem. Como num piscar de olhos, meu olhar escurecia e meus sentidos eram tornados à realidade. Eu realmente estava onde achei que estaria, mas me surpreendi com o que via e ouvia: — Era um genjutsu, como você pode notar, Feitan. Tudo para que eu vos provasse minhas habilidades. Você foi incapaz de sair e perceber a ilusão; poucas pessoas foram, no entanto. Meu nome é, como deve supor, Zurich Nostrade. — Certamente algo iria acontecer muito em breve, ou aquela demonstração de superioridade não seria necessária. Zurich, como todos os ligados ao crime sabiam, era o líder da família que eu servia. A família Nostrade.


Jutsus:

(Never) Awake Qw37CDd
Nome: Ko
Rank: B
Tipo: Ninjutsu
E.E: Fuuton
Alcance: 20 metros
Selos: 4
Velocidade: Variável
Duração: 1 post
Descrição: Elevando sua afinidade com o fuuton ao máximo, o usuário projeta uma aura especializada em velocidade e perfuração, apelando ao formato de propulsão alaranjada graças ao elevado atrito do chakra com o ar. Ko se baseia no princípio básico de rajadas e perfurações rotativas para funcionar, sendo necessário apenas uma pedra para isso. Qualquer objeto que o jogador queira, ao tocá-lo, torna-se um lâmina perfeita de grande impulso, capaz de penetrar rochas sem perder muita força.
Nota: A velocidade é quantitativamente igual aos pontos em ninjutsu.

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Re: (Never) Awake - 19/6/2016, 11:54

lerei
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Re: (Never) Awake - 19/6/2016, 11:58

Originalidade: 10/10
Gramática: 10/10
Fluidez: 10/10
Interpretação: 10/10
Treinamento: 05/10
Total: 45/50

teu filler tá bom velho, tu só ficou a desejar na parte do treinamento (embora eu ache que o filler deveria ser uma 'aventura' qualquer e que treinos fossem separados).
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Re: (Never) Awake - 19/6/2016, 12:01

Thanks, Luq!!!!! (Treinamento quer dizer evolução só, segundo Yago e descrição; próximas eu tento deixar claro uma evolução q)

Fillers contabilizados para atributos.

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Re: (Never) Awake - 19/6/2016, 14:12

@

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彼らはそれを魔法と呼ぶ
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Re: (Never) Awake - 26/6/2016, 10:44



HOTEL

Como é de conhecimento notório, a pouco tempo eu me imaginava numa ilha, onde sem saber como e por que, vaguei até me ver livre do que se mostrava uma ilusão poderosa. O usuário dela era o chefe da família que eu servia, codinome Zurich Nostrade. O ambiente parecia o mesmo de sempre: poltrona bege surrada, birô amarronzado tinindo com um produto de limpeza habitual e o velho agente que eu sempre dialogava brevemente. A diferença era ele. Seus cabelos azuis e roupas semelhantes às minhas roubavam o cenário, ainda mais quando decidiu parar de me encarar e dizer a que veio: — Temos uma importante missão para fazer. Isso mesmo. Eu e você. — Coçou o queixo como alguém que tinha uma mania obsessiva e antiga.

— Você não deve estar ciente, pois apenas os líderes e figuras importantes estão. A situação é que no luxuoso e excludente hotel Equalité, bela ironia por sinal, haverá uma conferência de dois grupos hostis conosco para decidir importantes jogadas a serem feitas em equipe, como por exemplo o assassinato de políticos essenciais em alguma trama ou eliminação de algum grupo, como nós. Suspeito que se esse fosse o caso, sofreríamos sabotagens e embargos econômicos em pontos-chave até não termos mais recursos de continuar operando. Certo. Sem mais políticas, nossa missão vai ser dar um fim em todos os que se apresentarem naquele maldito hotel. Não espere que será fácil; eles pagarão segurança reforçada para manter seus integrantes à salvo de gente como você. Apenas não esperam que um comandante como eu esteja lá para facilitar o serviço.

Após cerca de mais quinze minutos de informações da nossa missão, ele me dispensou. Soube do local a encontrá-lo no dia seguinte, além de alguns planos táticos. Para mim não havia o menor dos problemas em executar essa tarefa. Minha única preocupação era com minha própria segurança, porém depois da demonstração com ilusões eu não duvidava que poderia contar com ele. A primeira coisa que fiz ao sair foi ir comer em um restaurante. Não estava com pressa, então solicitei alguns dos pratos mais deliciosos e demorados que estava disponível. Alguns goles no saquê foram o suficiente para me deixar atordoado, na esperança de conseguir dormir direito. Infelizmente, eu nunca conseguia, e hoje não foi diferente. Acordei indisposto e cansado pela manhã. Levei as mãos aos olhos, tapando a luz que me ofuscava: era um sinal de irritabilidade comum em mim.

Com tudo em dia, desde rotineira assepsia aos armamentos, aguardei o tardar do tempo para encontrar meu parceiro. Por voltas das 18h, com um céu bastante escurecido, seguimos para a espécie de cerco que faríamos no hotel Equalité. Com cuidado, nos posicionamos em cima de um prédio que dava para a entrada principal da recepção. Por ali observamos cerca de vinte membros das duas famílias adentrarem. Usariam a cobertura para as discussões, uma vez que o último andar estava todo reservado. Cuidadosamente observando o perímetro dali, notamos três shinobis renomados do nosso meio. Uma dupla e um mais distante. Minha primeira tarefa era acabar com o mais distante, dito por Zurich como o mais fraco deles. Partimos logo em seguida ao cair da noite.

Andei, como um cidadão qualquer, até ficar a três metros do meu alvo. A parede do hotel estava distante apenas alguns centímetros, então busquei ser rápido e efetivo. Fiz dois selos, atirei uma kunai à sua cabeça e corri pela parede em sua direção. No momento que entreguei um chute no seu ombro, senti algo perfurar minha perna. Meu rosto se contorceu de agonia e dúvidas: o que houve? Mas, pouco depois tudo se clareou. Não pude acompanhar ele ter sacado uma kunai e perfurado meu membro, em clara defesa. Não antes de ter defendido o lançamento; mas esse já era seu fim. Como estava escuro, meu haton fez seu papel com perfeição: uma estaca de vidro que criei, quase invisível, perfurou seu coração. Agora era possível vê-la, pois estava manchada de sangue que insistia em colorir a cada segundo.

Meu pé doía um pouco, no entanto, nada que eu não pudesse suportar. Manquei até a entrada e vi dois corpos estirados e meu parceiro ao seu lado. As pessoas corriam desesperadas para longe, era hilário. Como bois presos ao abatedouro, os mafiosos que se desesperavam lá em cima tremiam. Não eram ninjas para pular vinte andares e não morrerem, muito menos gostavam de proteção a todo momento. Talvez um ou dois guardas estivesse lá com eles, porém eu tinha certeza que não seria problema para nós. Subimos vagarosamente conforme a tensão aumentava, e, sem a menor das piedades, assassinamos todas as pessoas que ali estavam. Fosse uma simples garçonete ou um simples garoto. Todos morreram. A mensagem estava dada a quem quer tivesse objeções contra os nosso negócios e meios de agir. Como não fomos pegos pela polícia? Bom, ninguém sabia. Os atendentes do térreo e as pessoas adjacentes estavam presas em mais uma das ilusões do Zurich.

Jutsus:
Nome: Spear X Strike
Rank: C
Tipo: Ninjutsu
E.E: Haton
Alcance: Variável
Selos: 2
Velocidade: 3
Duração: 1 post
Descrição: Técnica simples em que o usuário conjura até duas lanças controláveis ou próximo a si (3 metros), ou em algum lugar de seu domínio (até 10 metros). As armas possuem as características de serem finas — 2 centímetros de espessura por 2 metros de comprimento — e perfurativas. Além disso, são pouco distinguíveis do ambiente, uma vez que o nível de refração em sua superfície é máximo.

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Re: (Never) Awake - 27/6/2016, 16:14

Originalidade: 08/10
Gramática: 10/10
Fluidez: 10/10
Interpretação: 10/10
Treinamento: 07/10
Total: 45/50

 

Texto bom. Interpretou bem a personagem com Paranoia e desejo por sangue e tal. Não gabaritou Originalidade porque achei meio 007, sei lá –q. Recebeu as instruções, comeu, dormiu, acordou, foi pro hotel e matou um cara. Não considerei isso um treinamento nota 10.

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Re: (Never) Awake - 3/7/2016, 09:01



SCROLL

Já fazia um tempo que o ócio me dominava, talvez um ou dois meses desde que executei alguma tarefa considerável, qualquer que fosse ela. Encontrava-me almoçando num restaurante qualquer, pois a preguiça de preparar comida sempre foi presente. Tomando um copo de suco enquanto espalitava os dentes com a língua, já no "finalmente" da refeição, avistei um oficial ligado diretamente ao Raikage. Ele caminhava em minha direção mantendo contato ocular. O que será que ele queria? Enfim fazer jus aos meus crimes e me colocar numa cela por vinte anos? Nesse caso em específico eu teria que o matar e fugir da vila; de qualquer forma, pensamentos idiotas cruzaram minha mente, como sempre. Me cumprimentou ao chegar numa distância audível, em seguida me informando que o líder da vila queria me ver.

Demorei cerca de quinte minutos para me levantar, mas assim fiz. Mais vinte e eu estava à porta do recinto em que minha presença foi solicitada. Bati com dois dedos, logo sendo permitida minha entrada. O mau humor do Kumokage era notório, o que de certa forma era um choque, pois ele sempre estava com sorrisos e gracinhas para seus subordinados. Como se não lembrasse meu nome, ou não importasse, desferiu as palavras que precisava: — Um grupo de shinobis de uma organização criminosa roubou alguns pergaminhos de sigilo militar de nossa vila. Você e mais três jounins devem recuperá-los; tenha muito cuidado. Esses meliantes são muito poderosos para um mero genin como você, mas tenho esperanças que os seus companheiros conseguirão lidar e protegê-lo. Precisamos apenas das suas qualidades como ferramenta ninja. Agora vá. Vocês se encontrarão em uma hora nos portões principais.

E assim não foi. Eu não tinha o menor interesse em trabalhar em grupo dessa vez, além de que se a missão era tão mortal assim, bom, eu não queria morrer agora. Típico pensamento egoísta de mim, mas nada que não satisfizesse minha personalidade. Embromei a chegada cerca de 30 minutos e, quando finalmente fitei as pessoas impacientes e com raiva, dei uma desculpa com a maior tranquilidade do mundo: — Não quero participar disso, se chamam de deserção, que eu pague meus crimes. — A minha sorte foi que eles tinham que correr para chegar nos inimigos, aliás, todos tínhamos, e como não tinha ninguém por perto, disseram que na volta eles cuidariam dessas minhas palavras. Sorri de leve e, em um décimo da velocidade que eles se moviam, passei a acompanhá-los. Logo notaram minha brincadeira inadequada, no entanto, felizmente, mantiveram-se distante e velozes.

Meus equipamentos e suprimentos para uma semana inteira de viagem estavam em seus devidos lugares; tudo que eu tinha que fazer era seguir os rastros óbvios que os trio jounin estava deixando para que eu os seguisse. Pelos meus cálculos, estávamos a 2 horas distante uns dos outros. Isso me deu certa liberdade e calmaria, já que não tinha que lidar com ninguém, ainda mais pessoas arrogantes que confiavam demais em si. Pela velocidade com que seguiam deviam imaginar que seria um trabalho fácil, a despeito das observações feitas pelo Raikage. O que me preocupava era que já haviam se passado 5 dias: minha comida só iria durar mais dois. Não imaginei que estávamos tão distante, ou tão lentos em comparação ao grupo que perseguíamos. A vegetação já era um pouco mais presente que nos arredores da nossa vila, além dos animais silvestres que apareciam vez ou outra. Não importava muito, porque eu não tinha tempo de caçar e tratar a carne para consumo.

Tudo isso mudou abruptamente. A calmaria, minha serenidade, meu semblante e até minhas aspirações de algum modo. Ao longe eu pude ver, pregado em estacas, a cabeça de três pessoas. Não era preciso ser nenhum gênio para entender que os jounins bateram as botas. O que eu faria? Eu não tinha a menor chance de vencer. Quantos eram? Droga. No melhor plano que bolei nos cinco minutos seguintes, executei com a perfeita e a tranquila calma de um psicopata como eu. Fiz um Kage Bunshin, que logo fez os selos e se transformou no... maldito Raikage. Eu não conhecia a força deste, mas sabia que ele era amedrontador. Combinei rapidamente o que faríamos e, após uma pequena investigação do ambiente e do acampamento escondido entre as rochas, começamos a investida. Me distanciei, à princípio, e fui o mais silencioso possível me esgueirando nas rochas. Havia três pessoas nesse acampamento, pelo que pude observar, e o corpo de cinco renegados atirados ao chão. Provavelmente da luta com meus conterrâneos.

Os três foram de encontro ao meu clone. Ele andou calmamente acampamento adentro enquanto assobiava. Aproveitei essa distração e entrei dentro do lugar pela traseira, sorrateiramente furtando os nossos pergaminhos. Coloquei na bolsa, com o coração na boca, e consegui sair dali. Eu precisava correr muito, mas muito rápido para não ter que enfrentar ninguém. Trinta segundos depois de estar voltando para Kumogakure, uma explosão indiciou a destruição do meu Bunshin, automaticamente me informando o que aconteceu. Na verdade, nada me informou, porque ele não teve agilidade suficiente para notar o que houve ou o que sucedeu. Apenas ganhei uma memória de medo e um borrão na visão antes do fim.

Na verdade, eu sabia que estava seguro. Montei uma ilusão antes de ir embora para me certificar de ganhar algum tempo, o que acabou se mostrando eficaz o suficiente para que retornasse em segurança nos dias seguintes. Quando coloquei os pergaminhos na bolsa, fiz novamente um Kage Bunshin, que por sua vez estirou os pergaminhos clonados no chão colocando selos bomba neles. Em seguida, transformou-se em um ninja qualquer. Como se desaparecesse por um jutsu complexo, na chegada dos três inimigos, realizou alguns selos de mão e desapareceu, explodindo os pergaminhos antes. A distração acabou salvando minha vida, pensei. Era impossível lutar com os três ao mesmo tempo; essa evolução de um pensamento suicida para um razoável me chocou de certa forma, isso alguns instantes depois de estar em segurança. Era o fim daquilo.


Jutsus:
(Never) Awake VCQTObw
Kage Bunshin no Jutsu
Rank: B
Descrição: A Técnica Clones das Sombras é uma técnica desenvolvida pelo Segundo Hokage: Tobirama Senju. Semelhante ao Bunshin no Jutsu, esta técnica cria clones do utilizador. No entanto, esses clones são cópias reais, não ilusões. O chakra do usuário é uniformemente distribuído entre cada clone, dando a cada clone uma fração igual de poder global do usuário. Os clones são capazes de executar técnicas por si só e pode até sangrar, mas normalmente se dispersarão após um ou dois golpes sólidos, no entanto, mesmo assim, dependendo do crescimento do utilizador com a técnica, pode não ser suficiente, como é evidente quando, durante a Quarta Guerra Mundial Shinobi alguns clones mais notáveis de Naruto tomou batidas pesadas, mas não se dispersou. Os clones podem também dispersar por si próprios. Os clones serão criados em aproximadamente a mesma condição que o original. No entanto, enquanto no Kyuubi Chakura Modo, Naruto é capaz de criar clones de si mesmo em sua forma regular.

(Never) Awake Transformation_Technique_part_1(Never) Awake 300px-Transformation_Technique_part_2
Henge no Jutsu
Rank: E
Descrição: Dadas todas as missões ninja sendo atribuídas a - batalha, recolha de informações, diversões - este é um ninjutsu de valor inestimável. Ela é geralmente usada para se transformar em outras pessoas do que a si mesmo, mas também tem a capacidade de se transformar em animais, plantas e até mesmo objetos inanimados, como armas. Isto dá esta técnica uma grande quantidade de usos. A transformação de um shinobi habilidoso será exatamente como o artigo genuíno, por isso vai ser impossível dizer os dois separados. Por outro lado, a transformação realizada por uma pessoa inexperiente terá diferenças óbvias. Será impossível enganar alguém com ela. Este é um dos ninjutsu mais básicos, como tal, a maioria dos shinobi sabem como realizá-lo.

A técnica de transformação é considerada entre as técnicas de Rank-E a mais difícil, uma vez que requer constante emissão de chakra mantendo mentalmente a forma. Em cima disso, o usuário seria, muito provavelmente, interagindo com o ambiente. Isso coloca pressão mental sobre um ninja inexperiente. Assim, a melhor maneira de determinar se ele é realmente uma transformação é causar esta pressão sobre o usuário; embora este é, naturalmente, nem sempre bem sucedida.



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Urameshi banido
Genin
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Re: (Never) Awake - 3/7/2016, 12:01

Originalidade: 07/10
Gramática: 10/10
Fluidez: 10/10
Interpretação: 10/10
Treinamento: 07/10
Total: 45/50 (arredondado)

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Mortals have made up their minds to name two forms, one of which they should not name, and that is where they go astray from the truth. They have distinguished them as opposite in form, and have assigned to them marks distinct from one another. To the one they allot the fire of heaven, gentle, very light, in every direction the same as itself, but not the same as the other. The other is just the opposite to it, dark night, a compact and heavy body. Of these I tell thee the whole arrangement as it seems likely; for so no thought of mortals will ever outstrip thee.
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Re: (Never) Awake - 6/7/2016, 13:44



TWO YEARS

Conforme conclui minha última tarefa, a de recuperar importantes pergaminhos, um tédio infernal caiu sobre minha vida. Finais de semana viraram dias de semana, e dias de semana viraram açoites intermináveis na minha determinação. Não havia nada para fazer nem pela máfia, nem pela legalidade que vez por outra me dispunha a seguir. Duas vezes por mês, no máximo, eu conseguia um bico aqui e ali para não ter que retirar do banco minhas quantias emergenciais, muito embora o saldo estivesse descendo aos poucos. Não era tão simples sustentar um vício em cigarro (que adquiri no decorrer desse tédio), principalmente porque  tinha que ser o tempo todo; minhas verbas estavam cortadas. Me meti em uma outra confusão, mas nada que eu não resolvesse em alguns instantes. Seja pela violência, seja pela conversa. Certo dia, talvez oito meses dentro desse contexto, decidi que iria a fundo saber o porquê de eu não estar conseguindo empregos dentro do único ramo que me perguntava, ou seja, a máfia. Caminhei até lá num misto de impaciência, estresse e desatenção. Aquela monotonia toda tinha me afetado profundamente. Decidido a fumar o último cigarro ali e naquele momento, bati à porta com o nó dos dedos, num punho fechado, de tal modo que tive que me repreender. Joguei o tabaco no chão, amassando-o para que apagasse. Ali não era eu que dava as cartas, nem muito menos conduzia o jogo; um completo serviçal sem opinião. Eu gostava disso de certa forma.

Entrei. Sem delongas, subi até a mesa principal e dei de cara com o nosso líder, Zurich Nostrade. Após um pequeno cumprimento com minha cabeça, indaguei-lhe com a maior paciência que consegui demonstrar: — Fazem mais de seis meses que eu não tive notícias nem me foi informado o porquê de não as ter. Gostaria de poder provar minha eficiência em algo. Há algo que eu possa fazer? — pelo rosto com certo riso, era possível saber que ele tinha noção que eu estava atrás do dinheiro fácil principalmente. Coloquei um pirulito na boca, o mastigando sem paciência enquanto ele começava a falar: — Feitan, vou ser bem sincero pelos serviços que você prestou até agora. — Pigarreou um pouco, tomando uma longa inspiração. — Estamos à beira da falência. Nossa tesoureira, Yagara Sanousuke, nos deixou por um grave desentendimento comigo. Infelizmente, ela é membro de um núcleo muito importante na máfia. Sendo mais claro, quero dizer que muita gente parou de nos dar suporte, culminando na perca de influência em muitas áreas do comércio, do poderio militar e principalmente das solicitações que nos geravam a maior parte da nossa receita, o que afetou você diretamente. Se quer ser útil, traga-a de volta. Ela está residindo no País do Som.

Saindo de lá foi inevitável um pequeno sorriso na minha cara. Finalmente eu teria algo para fazer, mesmo que fosse convencer uma mulher de meia-idade a voltar para casa. Busquei um mapa mundi próximo e vi que o tal lugar do Som era muito próximo de Kumogakure no Sato. Eu não teria problemas em chegar. Preparei a comida necessária, os equipamentos e todo o descanso que jamais me caía plenamente. Adicione isso ao tédio constante e obtenha uma pessoa zumbi. Era o que eu era até pouco tempo pelo menos. Tomei um determinado tempo para evoluir um pouco mais, lendo artigos sobre lutas e treinando ao longo de alguns dias minha oratória para a situação em questão. A viagem não teve complicações nem nada do tipo, eu já estava grandinho o suficiente para não me perder em trajetos simples. Fui, no entanto, pensando em como convencê-la a me seguir de volta. Alguém tão importante assim não seria persuadida facilmente, ao menos não por um genin. Decidi que iria esconder qualquer coisa sobre mim em prol do objetivo. A única coisa que eu não conseguiria esconder, obviamente, era meu aspecto infantil. Tinha só 14 anos, droga. Chegar lá foi a parte fácil. A única coisa que eu tinha em mãos para achá-la era uma foto sua. Fiz como pude. Perguntei a um grande número de pessoas, observei as ruas, os restaurantes, e as lojas de serviços. Busquei ser atencioso para encontrar seu rostinho em qualquer lugar que eu passasse. Enfim, encontrei-a. Levou quatro meses, tempo este que não fiquei apenas a procurando. Busquei evoluir físico e mentalmente nas noites em que me hospedei em um hotel qualquer. Socos, chutes e cambalhotas nas áreas de treinamentos, e leituras excessivas acerca da vida humana e suas atribuições. Eu poderia levar tanto tempo assim? Nesse momento, a única coisa que me interessava era que eu tinha algo a fazer.

Então, uma vez que a encontrei, abordei-a com a maior formalidade possível sem transparecer um aspecto robótico. Fui interrompido e mandado embora. No dia seguinte tentei outra abordagem. Falhou também. Depois de malditos quatro meses eu iria embora? É claro que não. Almejei ser perspicaz e acrescentar ao menos alguma hostilidade para ver se dava certo, após grandes quantias de tentativas de conclusões. Consegui, então, convencê-la que sua presença era necessária. Surgiu um pequeno problema ao fim da nossa conversa, mais ou menos amparada por essas palavras: — Eu não vos conheço, nem quero conhecer. Apenas não aceito que qualquer um possa ser ordenado a me trazer de volta, e eu livremente aceitar essa afronta. Você entende, né? Preciso que mostre que você não é qualquer um. — Com certa relutância, tomei o pergaminho que ela me estendia. Era um ninpou de classe A, supostamente muito difícil de ser aprendido. Disse-me, em mais algumas palavras, que eu teria uma semana para aprender e mostrar o resultado. Como se fosse uma mera criança, disse-me que nunca mais pisaria em Kumogakure caso eu falhasse nessa missão.

Decidimos o ponto de encontro, e eu não precisei nem perguntar em que lugar era isso. 4 meses na procura era o suficiente para alguém conhecer uma cidade pequena como aquela até de olhos fechados. Com o cansaço habitual, fui para um lugar quieto com meus mantimentos e o pergaminho da técnica. Li ele o suficiente para pegar as informações principais. Tratava-se de utilizar do chakra no corpo para mexer em como a luz era refletida, anulando a visão normal para terceiros, além de apagar o cheiro e a sombra. Parecia extremamente útil, então me animei para terminar em pouco tempo. Eu já possuía muitos jutsus, na verdade. Não era problema para mim treinar, e foi o que fiz ao longo de três dias seguidos. Iniciei começando a concentrar chakra e tentando ficar invisível, não obtendo qualquer sucesso na empreitada. Seguidamente permaneci no erro, pois minha confiança talvez estivesse muito elevada. Tratei de ler o que era necessário, duvidando um pouco das minhas capacidades, felizmente notando algum dos erros que eu estava fazendo. Animado, projetei uma pequena parte do meu corpo ficando invisível, obviamente não era o suficiente. Permaneci tentando e angariando mais e mais invisibilidade pelo meu corpo. Aos poucos e constante. Porém, nem tudo foi como o esperado. Numa das horas seguintes, a hora que mais senti dificuldade, por volta da metade do que levei para aprender, eu não estava conseguindo acertar em como fazer com que a parte de baixo do meu corpo ficasse invisível. Vez após vez meu chakra descia de nível e nada acontecia da barriga para baixo.

Tomei uma longa e profunda lufada de ar nos pulmões e prostrei-me a revisar o que tinha que fazer. Após o pequeno conserto no caminho de execução, tudo ficou mais fácil e em pouco tempo eu consegui masterizar o jutsu. Três longos dias. Ao menos era bem melhor que os 7 do prazo. Tratei de encontrar Yagara e mostrar-lhe na prática o funcionamento do jutsu, surpreendendo-a por estar invisível. Desfiz o jutsu e partimos caminhos de volta para Kumogakure. Os meses que se seguiram foram bem, mas bem mais prósperos que como estava. Voltei a executar serviços para os Nostrade e para a vila como um todo. Eu tinha dinheiro para fazer o que quisesse, comprando tudo que me era apetitoso ou necessário para minha evolução como um todo. Eu estava com 15 anos em pouco tempo, então. Mais sábio, mais forte, mais preparado para viver no mundo atual.


CONSIDERAÇÕES:
- No seu aval final, precisa dizer se tá tudo okay quanto ao ponto+jutsu aprendido. São 10k pra adicionar no banco após a avaliação.

(Never) Awake 1000?cb=20150816120938
Meisaigakure no Jutsu
Rank: A
Selos: 1
Descrição: Esta é uma técnica de fuga ninja que permite ao utilizador controlar em como a luz é refletida no seu corpo através de inflexões de chakra. A técnica também apaga o cheiro do usuário e sua sombra, também sendo usável em qualquer terreno, tornando útil não só para se camuflar, como também para ataques.

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Última edição por Ayura em 6/7/2016, 19:47, editado 4 vez(es)
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Re: (Never) Awake - 6/7/2016, 18:34

Avaliando...

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Re: (Never) Awake - 6/7/2016, 19:03

Bom, se fosse um filler comum estaria bom, mas achei o aprendizado do Jutsu bem vago e eu não aceitaria. Quanto ao ponto de atributo, não ficou claro o que tu fez para ganha-lo, apenas narrou que com o tempo ficaria mais sábio e mais forte.

Para não ser injusto, vou pedir que outra pessoa reavalie.

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Re: (Never) Awake - 6/7/2016, 19:08

Cara, é só uma história em que se conta o que houve. O ponto de atributo não tem nem qualquer que seja o requerimento para ser obtido, assim como o aprendizado apenas deve ser feito de alguma maneira. Todo mundo fez semelhante a mim ou pior (já li vários fillers). Mas agradeço sua avaliação. (vou aumentar o aprendizado e mostrar mais evolução, de toda forma)

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Re: (Never) Awake - 6/7/2016, 20:01

ORIGINALIDADE: 08|10  
GRAMÁTICA:10|10
FLUIDEZ: 10|10
INTERPRETAÇÃO: 10|10
TREINAMENTO: 03|10
TOTAL: 41/40(arredondado)|50
PONTO: Adquirido.
TÉCNICA: Aprendida.

Como não houve qualquer treino evolutivo, não contabilizei nada ai. Fora isso, tudo certo.

Edit: como fiz em alguns casos, adicionei uma pequena pontuação pelo treino da técnica.

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Simplicidade e realidade me encantam. Busco trazer isso no que escrevo. (plágio '-')
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Re: (Never) Awake - 10/7/2016, 13:23



MASTERSHIP

Nada como um dia após o outro para você ter a noção de que a vida parece infinita. Você acorda, come, segue sua vida e no momento que coloca sua cabeça no travesseiro, sempre pensa que haverá um novo dia para fazer tudo que aquilo que não fez. Mas não é bem assim. Não foi assim para mim, e certamente não é assim para ninguém. Eu tinha 13 anos, e puff. Agora tenho 15. Daqui a pouco terei 17, 20, 30, 50 e quando eu tiver meus 80 anos, provavelmente vou ter achado a mesma coisa que acho agora. A vida passa rápido. Três anos é muito tempo? O quanto você se lembra da sensação de ter passado os últimos três anos? Você nem se dá conta das coisas importantes. Talvez seja necessário passar trinta minutos lembrando dos acontecimentos importantes do último mês, quanto mais de três anos. Bom, a situação era que, levado pela ociosidade, eu repousava na minha cama, descontente com o resultado de ter dominado uma perícia no meu principal elemento, o fuuton, e não ter atingido nada espetacular. Nenhum melhor controle de chakra, mais do que eu já naturalmente possuo, e nenhuma técnica poderosíssima, as conhecidas rank S. Limpei meu rosto com uma mão preguiçosa e alcancei, com a outra mão, um pote de doces perto da minha cama. Retirei uma barra de cereais, com bastante sacarose, descasquei e coloquei na boca, instantaneamente sentindo-me mais revigorado. Quando se passa um período prolongado sem saciar um vício, como é o caso quando se dorme, a sensação é mais imediata que o normal.

Levantei-me, puxei meus equipamentos, meus mantimentos e sai pela cidade em busca do meu mestre, C "Smoke". Não sem antes me assepsiar e me certificar que, novamente, meus doces estavam ali. Estralei os dedos, enquanto caminhava, e passei a investigar o rosto das pessoas que passavam por mim. Acreditava, no entanto, que o encontraria em alguma tabacaria da vila. Conheci dele que ele constantemente fumava seus cigarrinhos, inclusive tornei-me próximo o suficiente dele ao oferecer um desses, só que roubado. Nesse instante, pedi sua ajuda em um elemento que ele era mestrado, o fuuton. Aprendi com ele a fazer o que os grandes shinobis nessa arte fazem: manipular o vento sem o uso de selos. Mas eu precisava mais que isso, eu precisava utilizar esse conhecimento, ou melhor, interligar as informações e conseguir disparar algum tipo de jutsu extremamente poderoso. Era para isso que precisava encontrá-lo. Depois de muita procura e muita decepção em não achá-lo, decidi que iria aos campos de treinamentos, que foi onde ele ficou se exibindo para kunoichis que davam trela a ele. E lá estava ele.  Novamente fazendo uma ou duas gracinhas, como se fosse um pivete de 11 anos em busca de atenção feminina. Não cabia a mim julgar, então, como da última, ofereci um cigarro que tinha comprado e chamei ele para conversar.  — Smoke, como vai? Foi bem fácil aprender o que você me ensinou, olha só! — Quanta ironia em tão poucas palavras. Ele, mais que ninguém, sabe das imensas dificuldades que tive em aprender isso, porém, como sempre, saquei uma kunai, concentrei o chakra adequado e disparei numa árvore dali, perfurando-a completamente. Dei um pequeno riso, respondido com um simples "Muito bem, Feitan. O que você quer?"

Disse-lhe, então, que nosso treino não bastava, e que eu precisava de sua ajuda uma vez mais. Expliquei tudo, e, como bom jounin que ele era, resolveu me passar sua última lição. Nos afastamos dali, movendo-nos para um local deserto e aberto, típico das grandes montanhas de Kumogakure no Sato. As palavras dele foram ditas com a maior serenidade possível, sem pausas quaisquer: — Essa técnica que irei mostrar se chama Rasenshuriken. Foi desenvolvida a muitos, muitos anos atrás por um grande ninja chamado Uzumaki Naruto. Não temos senjutsu, não é, garoto? Então, infelizmente, não podemos praticar uma segunda vez. Apenas uma. As injúrias provocadas em nosso corpo pela ativação do jutsu serão fatais se usadas repetitivamente. Como não sou tão bom em ninjutsu puro para produzir a base que é o Rasengan, vou fazer inteiramente com chakra fuuton, o que aumenta ainda mais os danos ao corpo do usuário. Preste bem atenção no que eu vou fazer, sua missão é, apenas observando, executar com perfeição e de uma vez. Você já tem todas as ferramentas de um perito em fuuton como eu, bastando ser analítico para conseguir reproduzir. — Smoke, assim, se afastou de mim, e com os mais atenciosos olhos nele, vi-o produzir uma esfera de chakra fuuton, ganhando fuutons orbitantes que produziam um subido elevado e ensurdecedor. Isso após ter feito dez selos de mão com velocidade bem lenta para que eu memorizasse. Correu e atacou uma montanha que estava ali: o resultado foi espetacular, destruindo completamente talvez cinquenta metros rocha adentro.

Maravilhado, comecei a duvidar se eu seria realmente capaz de fazer isso. Ele era jounin, e disse-me, agora pouco, que eu podia. Então restava acreditar. Com muita calma e paciência fiz os dez selos de mão que eram exigidos — a parte fácil — e, usando todo meu arsenal de experiências em jutsus fuuton, jutsus de chakra, jutsus normais, jutsus raiton, perícia com controle de chakra, perícia corporal e coordenação do fluxo de energia, demorei o máximo que julguei ser possível para ir criando uma pequena esfera de vento na minha mão. Aos poucos moldava-a para crescer e tomar forma perfeita, mantendo a concentração em grandes estágios, ao passo que ia adicionando mais e mais chakra. Cerca de cinco minutos depois, com o suor escorrendo pela minha face e a esfera perfeita zumbindo fracamente, comecei a ter flashbacks dos meus treinos para me tornar melhor junto a Smoke. Aos poucos colocava tudo que aprendi com ele em prática, adicionando anéis de vento que cintilavam sem parar. Dez minutos. O jounin, maravilhado com isso e certo de que não teria gastado seu tempo ensinando um idiota, exclamou: — Mantenha firme por mais um minuto e ataque ali. — Tinha apontado para uma outra montanha, mas eu sequer tinha visto isso. Não podia me desconcentrar mais, e, no minuto mais longo da minha vida, desloquei-me ao término dele para o primeiro lugar que encontrei, aplicando o golpe de empurrar o chakra e toda minha força de vontade: a montanha, embora o jutsu tenha sido parcialmente certo, foi destruída 20 metros adentro. Smoke bateu palmas e disse que era natural que eu tivesse feito menos que o esperado, mas não desanimasse que o futuro como dominador de ventanias era muito certo para alguém como eu.

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