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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Melhoria] - Zodd/Malkuth. - 5/5/2016, 15:11


O sono da razão produz monstros.

Uma pequena sala iluminada pela luz vacilante de uma vela abrigava duas pessoas, que absortas em tamanha conversação ignoravam o fato de que a chama já estava quase em seu fim; assim como o dia fizera há muitas horas atrás. Era tarde da noite. Ao redor, através da penumbra, via-se o restante do cômodo quase vazio, exceto na parede as costas do cabeludo, encostada nela havia uma estante cheia de livros e alguns outros apetrechos inconcebíveis pela escuridão.

Os dois estavam no centro, sentados sobre um tapete branco retangular com finas bordas carmesim, um de frente para o outro. A medida com que o fogo tremeluzia, em cima do tapete, sobre um pequeno prato alvo ao lado dos dois, suas faces eram iluminadas vagamente. Um deles, ostentava meia idade e cabelos levemente grisalhos e curtos, um óculo com grande armação preta sobre o nariz comprido conforme seus olhos permanecem firmes no outro ser, reproduzia uma voz gutural que rompia o silêncio da noite. A outra pessoa também era um homem, um rapaz para dizer a verdade, parte de sua face coberta por uma longa franja, um nariz longo e olhos profundamente azuis. Ele parecia tomar notas mentais do que o homem lhe dizia, certamente escreveria o que estava sendo-lhe passado em seguida, para talvez meditar; sabe-se lá como, era o que a sua feição representava.

— Então, tu acha que o que limita o homem está manifestado dentro dele próprio? Ou é ele mesmo? Não entendo, pai. — Precipitou-se o rapaz, um pouco deprimido, interrompendo o mais velho de súbito, que ficara um pouco surpreendido pelo que parecia a primeira intervenção do garoto. Mas ele sorriu em seguida, ajeitando o óculo, se preparando para um longo discurso novamente.

— Bem — pigarreara — acredito realmente que sim, o maior obstáculo do homem é ele mesmo. Mas, antes que você faça cara de descrente de novo, eu lhe digo os motivos que me levaram a questionar sobre. Irei te explicar o que é um homem de conhecimento, e os quatro maiores antagonistas do ser. Muito bem, um homem de conhecimento é aquele que se esforçou o máximo que pôde para desvendar os segredos do universo, é uma ponte que pode ser construída por qualquer um, mas que poucos são aqueles que a fazem de caminho próspero e que não derrubam a quem ali passar. No princípio, aprender nunca é como pensamos, então, quando aprendemos estamos tecnicamente expandido as barreiras da percepção, e quando você percebe que o que está ao seu redor é infinitamente maior que você, você teme. Logo, cada tarefa realizada, é um novo passo que te aproxima do medo, que é o teu primeiro inimigo. — Novamente uma pausa para que o garoto o acompanhasse. — Contudo, o segundo inimigo é basicamente o contrário, trata-se da clareza, aquela que dá ao homem a indubitável certeza sobre todas as suas ações, e que também o cega completamente, tornando-o um fanático, ele não questiona mais a si mesmo. Veja que, ambos, o medo e a clareza são teoricamente complementares, logo, percebe-se que o primeiro passo para se tornar um homem de conhecimento, é ter equilíbrio.

Zodd parecia empolgado, ao mesmo tempo vidrado. O seu pai continuou, todavia.

— O terceiro maior inimigo é conhecido como poder, acredite ou não, a maioria das pessoas não sabem lidar com esse tipo de fardo. O poder é aquele que corrompe o indivíduo, transmutando até mesmo as mais dóceis criaturas para cruéis ditadores ou tiranos, o homem que não tem controle sobre o poder, não tem poder sobre si, tampouco sabe como usá-lo. É a perca da consideração pelo próximo na maioria das vezes, a humildade desaparece. E por fim, o quarto inimigo é o também mais pertinente, aquele que nem mesmo o mais sábio dos homens pode se desvencilhar, é a velhice. — O garoto rira irônico. — O inimigo que é impossível de afastar fisicamente, mas que pode ser anulado nas esferas mentais do ser. — Ele parecia ter finalizado, então, olhou para o seu filho e disse. — Zodd, tu ainda não vês? — Zodd permaneceu em silêncio, mas em sua cabeça havia euforia. — Desculpa, mas não. O que vejo é que, os inimigos são manifestados fora do homem, não é uma criação dele. Me explique, por favor. — Seus olhos clamavam por uma resposta do pai, mas ele não a conceberia tão fácil assim, aliás, ele não a conceberia de modo algum. — Perdoe-me filho, mas essa é uma resposta que tu deves encontrar dentro ti, é tu quem deve responder isso, e não eu. Não é mais um fato que me atormente, agora quem será atormentado é tu, é claro, se valer a pena pra ti.

O garoto pareceu não acreditar no que ouvia, por que caralhos ele me disse tudo isso então?, pensara, mas o que saiu de sua boca fora diferente. — Entendo. — Revelara ali que, na realidade não havia entendido nada. Afinal, era só um pré-adolescente de treze anos de idade, ou não? Talvez seu pai via algo nele que nem mesmo ele via, ou talvez só fosse burro o bastante para menosprezar a si. Ele não sabia, e isso iria matá-lo.

Seu pai riu. — Muito bem então, se quiser ter um pai vivo amanhã, é melhor irmos dormir, caso contrário, o tormento de verdade será a tua mãe. Porra, são quase quatro horas da manhã! — E nisso, os dois se levantaram, atravessaram o quarto escuro, depois de apagar a vela. À porta de correr, cumprimentaram-se e seguiram para lados opostos num corredor iluminado por umas janelinhas em ambas extremidades, que deixavam ali penetrar, a fraca luz do luar. — Boa noite filho. — Boa noite pai.

Ao chegar ao quarto, o garoto pusera rapidamente a mão num caderno já completo de rabiscos, e anotara algumas coisas ali que determinara importante. Apagara em sua cama, em seguida.

Em alguns minutos, o seu subconsciente e o seu inconsciente agiriam em conjunto, era um processo que a sua própria mente desenvolvera com o tempo, não era uma projeção astral, a explicação mais simples é que, o seu self ou a sua instância interna conhecedora, lhe proporcionava os resultados de suas maiores dúvidas através do simbolismo guardado no inconsciente e das memórias que lhe formavam o subconsciente. Nem mesmo ele sabia como aquilo funcionava, também não tinha a mínima ideia de como interpretar os seus sonhos. Lembra-se que, um dia sonhara em estar sendo abduzido por extraterrestres, falavam que atravessavam a galáxia através de um processo semelhante ao salto quântico de uma partícula; ou seja, não atravessavam. Seja lá o que for, aquilo tudo teria de ter um sentido e um ponto de partida. Do contrário, era meramente fruto do inconsciente coletivo.

***

Acordado e relativamente mentalmente descansado, Zodd inicia uma auto-reflexão sobre a noite passada, onde cruzava as matas virgens da psique humana. Ele senta-se em padmasana, conforme seus pensamentos profanos desvanecem-se, até que ele encontra o abismo, Choronzon está a sua espera, na forma de uma dragão. Entretanto, Zodd sabe que o dragão nada mais é do que a própria encarnação dos quatro elementos, quatro arquétipos numa única figura. Ele cospe fogo, nada, voa e é aficionado por tesouros. Fogo representando o espírito, água representando a emoção, ar representando a razão e terra representando Malkuth - o mundo fora do templo -, respectivamente. A figura do réptil é fracionada, chegando por fim à Quintessência, com a junção dos quatro elementos. E lá estava o Pentagrama e com ele, a clareza.

— O homem é o seu próprio inimigo... porquê? — Sua voz ecoou pelo vazio e naquele momento sentira algo tremendamente estranho, talvez até nostálgico. Eram as chamas, concebidas pelo próprio Prometheu. E tudo simplesmente começou a fluir novamente, como o sopro divino. — Talvez por que o ego seja o seu maior companheiro, portanto, é como dizia o velho texto; "O meu hábito de sonhar claro dá-me uma noção justa da realidade. Quem sonha de mais precisa de dar realidade ao sonho. Quem dá realidade ao sonho tem que dar ao sonho o equilíbrio da realidade. Quem dá ao sonho o equilíbrio da realidade, sofre da realidade de sonhar tanto como da realidade da vida e do irreal do sonho como do sentir a vida irreal." Ou seja, o ego constrói uma falsa realidade, e sendo o homem dominado pelo próprio ego, ambos são um e vice-versa. Era isso que ele gostaria de dizer, agora entendo. — E sua mente se amainou, como as águas claras e tranquilas de um velho rio, não perturbado pelas ondulações provocadas pelos pedregulhos da falsa realidade. Ele se torna Deus e após isso morre, o Samadhi é quebrado, e ele retorna à terra como o renascido, o iniciado.

Zodd se torna um mito, agora, o controlador e não aquele que se deixa controlar. O mestre das marionetes, o Chakura no Ito flui sobre seus dedos como o rio fluíra outrora em sua mente, calmo mas intensamente.  

Sangue: 200, Energia: 200.

***


O texto está repleto de metáforas que fazem sentido somente dentro de um contexto, que meu personagem domina com certa facilidade - devido a tradição e de certa forma, a esquizofrenia, se assim quiserem considerar. Resolvi postar à terceira pessoa por que achei que seria mais fácil as descrições para mim, é completamente complexo descrever o que realmente se passa na minha cabeça, ou a do próprio personagem. É isso.

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 [Melhoria] - Zodd/Malkuth.  O+sonho+da+raz%C3%A3o
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Yohanna
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Re: [Melhoria] - Zodd/Malkuth. - 5/5/2016, 15:27

ORIGINALIDADE: 20/20
GRAMÁTICA : 20/20
FLUIDEZ: 10/20
INTERPRETAÇÃO: 20/20
TREINAMENTO: 10/20

80 pontos...

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.